terça-feira, 13 de maio de 2008
APA ARARIPE: Degradação ambiental é tema de audiência pública
Na oportunidade serão propostas a retirada imediata dos canos de dentro das fontes para assegurar o escoamento natural das águas, a construção de caixas de captação a uma distancia de de 50 metros e a desapropriação de uma área de três hectares no entorno de cada fonte. A maior fonte da Chapada do Araripe, a Nascente do Rio da Batateira, com vazão de 350 mil litrso de água/ hora se encontra totalmente canalizada e privatizada. O Soldadinho do Araripe, pássaro endemico da Chapada do Araripe, que tem seu habitat natural nas matas das nascentes está em extinção.
A palavra de ordem é salvar o ecossistema e as águas da Chapada do Araripe.
domingo, 11 de maio de 2008
Familia Zuppani, de pai para filhos

Du Zuppani, pai de Palê e Zé, foi o grande incentivador e referência para que seus dois filhos trilhassem o caminho da fotografia, mesmo que por áreas distintas. Ele mora em Bertioga, litoral de São Paulo, e além de fotógrafo é arquiteto, trabalha com ecopaisagismo e ainda guarda forças para ser professor universitário. Já teve fotos publicadas em vários veículos de comunicação e exposições.
Du participa de pesquisas ambientais em diferentes parte do mundo. Nesta seleção para O Eco, fica evidente seu olho clínico para a vida animal em variadas formas e tamanhos. Seja em recantos do estado de São Paulo ou nas riquíssimas matas da Costa Rica. As imagens de Du Zuppani impressionam pelas cores vivas e “poses” inusitadas que consegue flagrar no mundo natural.
Palê Zuppani é estudante de Relações Internacionais. Tem 23 anos de idade e quatro de fotografia. Busca nas suas duas ocupações inspiração para desenvolver projetos sobre a interação entre relações internacionais e meio ambiente, principalmente biodiversidade. Residindo em São Paulo, está em constante procura por momentos imperceptíveis na vida agitada da grande metrópole.
O caçula Zé tem 21 anos e é estudante de Engenharia Florestal em Lavras, Minas Gerais. Envolvido em mil e uma atividades artísticas, sociais e ambientais, usa a fotografia como peça-chave para unir seus interesses.
Casal de João de Barro. Fotografia de Du Zuppani. Reprodução unicamente para divulgação. Direitos autorais preservados.
http://www.fotonatural.com.br/

A vida e nosso planeta nos presenteiam com infinitos momentos únicos de belezas explícitas e ocultas. E rodeado desses presentes nos tornamos "caçadores de imagens". Imagens estas que acontecem e coexistem com o homem a todo o momento. Imagens reais, mas apresentadas de forma subjetiva pela arte da fotografia. E essas buscam revelar algumas possíveis visões que podemos ter de nossa vivencia nesse ambiente perfeito que fazemos parte.
Com a máquina fotográfica em mãos vamos para a janela de casa, para a praça da cidade, praia, metrópole, paisagem rural, para as florestas e ecossistemas silvestres. Amigos a todo o momento indicam onde e quando podemos realizar novas fotografias. Tudo isso com respeito à cultura de cada lugar e minimizando impactos ao ambiente.
Na realização das fotos e também no processo de tratamento digital, que é necessário ao nosso tipo de equipamento e trabalho, não criamos situações e momentos artificiais, com isso, tornamos a ética profissional das informações produzidas por nós uma marca artística também.
Assim, buscando sempre a beleza e as sensações que cada lugar pode nos passar, pretendemos sensibilizar o ser humano para a grandiosidade que é o amor pela vida."
Apresentação do CONCEITO do blog FOTO NATURAL http://www.fotonatural.com.br/ uma das melhores galerias de fotografia e arte do Brasil. Vale a pena dar uma boa olhada. Imagem de Du Zupani. Mamangava - Mata Atlantica. Reprodução unicamente para divulgação. Direitor autorais preservados.
Av. da Universidade: Corredor Político e Cultural de Fortaleza

Marcas de uma geração: 1968

Reprodução de matéria especial do Diário do Nordeste, com intuito de divulgação. Direiros autorais preervados.
sábado, 10 de maio de 2008
A terra encantada do vale-tudo

Custou um pouco, mas este mês o Brasil emplacou seis páginas e meia na Adventure, a revista da National Geographic voltada às viagens e ao esporte, desde que eles sejam radicais. O país deve a honra a uma reportagem de John Falk, que semanas antes escrevera sobre “um banho de espiritualidade” na Índia, onde cantou hinos em sânscrito sem levar a sério o ioga. Desta vez, Falk veio a Curitiba.
Elogiou a cidade, como “uma fatia da Europa posta no Trópico de Capricórnio”, e botou um olho clínico nas cutiritibanas. Mas comprimiu esses elogios em meio parágrafo. Seu interesse era outro, e bem específico. Ele veio a Brasil para mergulhar por duas semanas numa academia local de Chute Boxe. Modéstia à parte, o Brasil é o berço da luta-livre, nascida por estas bandas há quase um século, quando os patriarcas da família Gracie misturaram os rituais do judô japonês com a pancadaria genérica do vale tudo sem fronteiras. Nos Estados Unidos, esse esporte custou a pegar. Mas entrou por cima, via Beverly Hills. Já ultrapassa, de longe, com 223 milhões de dólares contra 177 milhões, a renda do boxe tradicional, graças à audiência paga dos campeonatos de Ultimate Fighting nos canais fechados de TV.
Falk foi correspondente de guerra. A camiseta esticada sobre sua compleição de guarda-costas, que ostenta nas fotografias da reportagem, deu-lhe motivos de sobra para acreditar, em passeios por Curitiba, que as ruas da cidade são perfeitamente seguras, apesar do que afirmam as estatísticas policiais. Ele pratica luta livre na Califórnia. Mas, lá, a liberdade dos ringues esbarra em regulamentos que vedam golpes baixos ou potencialmente fatais. Aqui, sem tantos pruridos legalistas, o vale tudo é risonho e franco, mesmo fora do noticiário sobre a administração pública.
E Falk para a casa reconhecendo que “não passa de um escritor com forma de ameixa surfando as margens da meia idade”. Sem entranhas, portanto, para encarar o desafio brasileiro. Sua tentativa nos valeu, pelo menos, a atenção este mês de uma revista em que, geralmente, as aventuras não extravasam a cota de adrenalina da canoagem nos rios selvagens do estado de Oregon, das escaladas no monte Rainer ou das travessias nos labirintos gelados do litoral canadense.
O Brasil, pelo visto, é dose para amadores. Deve ser por isso que há muito tempo vem sumindo do mapa, não só nas páginas editoriais, como nos anúncios classificados da Adventure.As agências especializadas fazem o possível e o impossível para dar impressão de que o mundo, em geral, está crescendo ao ar livre. Há uma verdadeira corrida para os vulcões, as selvas e as praias remotas da Costa Rica, por exemplo.
A Croácia, mal saída da guerra civil, tem programas variados para ciclistas, trekkers e remadores. O Himalaia e o Ártico estão ao alcance de ligações gratuitas, tipo 0800. Leões, elefantes, focas, baleias e gorilas andam em oferta nos dois hemisférios. Até a fauna nativa das florestas latino-americanas entrou na moda, pelo menos no Panamá, no Equador e na Patagônia.
Alguém quer Amazônia? Sugere-se a peruana, em Tamshiyacu-Tahuayo. Porque este é um mercado em que o Brasil está cada vez mais longe do grau de investimento. Ficou pequeno, senão invisível. Parece menor do que a Guatemala. Pelo visto, e sobretudo pelo não visto na Adventure, nosso descaso pelo patrimônio natural começa a nos render dividendos.
Imagem de capa do Blog O ECO de Marcos Sá Corrêa. Chegada de tempestade na Praia em Trancoso, no litoral da Bahia, em que o tempo instável. Registro Canon Powershot S-60 com velocidade 1/1000 e diafragma 8, em ISO 50. Matéria reproduzida para efeito de divulgação. Direitos autorais preservados.
sexta-feira, 9 de maio de 2008
II Seminário Internacional de Turismo Sustentável, em Fortaleza
A iniciativa dá continuidade ao processo de construção de um novo modelo de turismo iniciado em 2003, quando ocorreu o I SITS, também em Fortaleza. O objetivo é afirmar o turismo comunitário como estratégia de afirmação da cultura das populações tradicionais, da preservação ambiental e da economia solidária; dar visibilidade ao debate acerca dos impactos do turismo convencional; e promover o intercâmbio e articulação em rede de experiências de turismo desenvolvido a partir das perspectivas de turismo comunitário, solidário e sustentável.
As discussões serão norteadas por cinco eixos temáticos: “Mercado, trocas solidárias e Marketing”, “Políticas Públicas e Desenvolvimento Sustentável”, “Turismo Comunitário Solidário de Base Local”, “Turismo e Impactos Sócioambientais” e “Turismo em Unidades de Conservação”.
Mais informações no site: www.sits2008.org.br
Projeto da Sede do Geopark Araripe foi apresentado ao MINTER
quinta-feira, 8 de maio de 2008
Os dez melhores sites verdes do Brasil

A organização tem a mais completa base de dados sobre os povos indígenas do Brasil, mapas com o estado da Amazônia e informações sobre as áreas de conservação.
O Eco
A agência de notícias ambientais sem fins lucrativos montou uma rede de colaboradores que traz reportagens exclusivas dos recantos mais escondidos do país.
Greenpeace Brasil
A ONG militante sabe cativar os internautas. Oferece vídeos engraçados, blogs dos ativistas e notícias das ações do Greenpeace pelo mundo. É um convite à ação ecológica.
Faça sua parteA empresária carioca Silvia Schiros começou um blog que acabou virando uma ação coletiva com mais outros 11 blogueiros. Gente comum que ganhou relevância na rede.
WWF Brasil
A organização ambientalista montou um site com informações atualizadas sobre as principais questões ecológicas do mundo. É uma fonte de referência completa.
Mude o MundoO blog do escritor e ilustrador Fábio Yabu é movimentado. Dá dicas para uma vida ecologicamente correta, sem perder a elegância.
Esquecimento Global
Os autores do banco de fotos Imagem Brasil Fotoarquivo, especializado em paisagens naturais, montaram um blog para promover a preservação dos belos cenários nacionais.
Outra agricultura
Gabriela Vuolo, especialista em alimentação do Greenpeace, criou um blog pessoal para debater agricultura orgânica e alimentação saudável, do ponto de vista militante.
Apocalipse Motorizado
Inspirado no Movimento Ludita, revolta operária inglesa do século XVIII contra a mecanização, o blog prega alternativas para a cultura do automóvel.
Ambiente Brasil
O portal de notícias especializada em ecologia apresenta a cobertura mais completa do tema. Você pode até buscar por assunto específico.
Imagem do Parque do Cocó, em Fortaleza. Banco de Imagens Ibi Tupi. Fotografia de Daniel Roman. Direitos autorais preservados.
quarta-feira, 7 de maio de 2008
Sobre medidas de mitigação dos efeitos do CO² e "outras conversas" mais
Ainda sobre a Termelétrica MPX do Pecém

terça-feira, 6 de maio de 2008
Um dia atras do outro .....

segunda-feira, 5 de maio de 2008
Os dez melhores sites verdes internacionais

Nos últimos meses, a evolução da consciência ecológica global foi acompanhada pela multiplicação de sites e blogs com notícias, serviços e ativismo ambiental. A Internet, como seu espaço natural para participação democrática – qualquer um pode criar o seu blog e virar um militante ambiental influente – é o terreno mais fértil para cultivarmos os novos valores, hábitos e tecnologias rumo a um planeta mais hospitaleiro e saudável. O Blog do Planeta preparou uma lista com os melhores sites sobre meio ambiente e vida ecologicamente inspirada.
Virou o principal portal de ecologia americano. É bastante centrado nos problemas e soluções dos Estados Unidos. Mas traz novidades instigantes para todos nós.
Você não precisa abraçar árvores para ficar em paz com a natureza. O Tree Hugger é um dos melhores pontos de referência para levar uma vida com menos impacto ambiental.
Em seu blog, o repórter Andrew C. Revkin do jornal New York Times investiga os esforços para que nosso planeta sustente 9 bilhões de pessoas com conforto.
O blog é alimentado pelos repórteres e colaboradores da revista britânica New Scientist. Tem posts originais e provocantes sobre o tema.
O meteorologista americano Roger Pielke montou um blog para desfazer as confusões em torno da ciência das mudanças climáticas. É um dos pontos de encontro entre os pesquisadores e o público interessado.
O blog conta o dia-a-dia da revolução tecnológica que promete ajudar a salvar o planeta e ainda preservar o nosso confortável estilo de vida.
A ONG montou um time criativo de ativistas que usa bem as armas da internet para pressionar empresas e governos. Experimente tentar ficar impassível diante deles.
O blog independente do pesquisador francês Edouard Stenger sempre traz alguma análise sensata e diferente do que você está lendo nos outros lugares.
Conhecer e entender o mundo natural nos dá motivos para defendê-lo. O site do Museu de História Natural de Londres é uma expedição sem fim.
A elite da ciência publica suas pesquisas na revista britânica Nature e troca idéias no blog. É ali que está a fronteira do conhecimento sobre natureza, genética e ciência em geral.
Postagem do Jornalista Alexandre Mansur no http://www.blogdoplaneta.globolog.com.br/. Reproduzido para efeito de divulgação. Direitos autorais preservados.
Governo do Ceará apresentará proposta à UNESCO
Aqui se encontra o Geopark Araripe, o único reconhecido pela Unesco nas Américas e no Hemisfério Sul. O secretário das Cidades, Joaquim Cartaxo, diz que a vinda da Conferência garantiria ao Estado reconhecimento por ações de preservação patrimonial, educação científica, meio-ambiente e desenvolvimento e turismo sustentável.
Notícia da coluna COMUNICADO do Jornal DIARIO DO NORDESTE, de hoje 05/ 05/ 2008.
domingo, 4 de maio de 2008
Pecém: a Cubatão do Século XXI?
"Em meados de julho, noticia-se que um consórcio luso-brasileiro implantará, no complexo industrial do Pecém, uma usina termoelétrica, movida a carvão mineral. Recentemente, a utilização do carvão como combustível é apresentada como "solução" para o impasse entre a Petrobrás e a Ceará Steel, em função do preço do gás natural para alimentar a siderúrgica do Pecém.
Notícias que nos remetem aos anos 70, século passado. Época do milagre econômico, do crescimento socialmente injusto e ecologicamente irresponsável do regime militar, que, durante a conferência de meio ambiente, em Estocolmo, 1972, afirmava que nossa maior poluição era a fome e que as indústrias poluentes seriam bem vindas ao Brasil. É dessa era, o desastre ambiental de Cubatão/SP, com graves danos causados à saúde daquela população.
Ocorre que estamos no século XXI. Depois de Estocolmo, tivemos a Rio 92, a Convenção do Clima e o Protocolo de Kyoto. Neste ano, fomos todos impactados pela série de relatórios do Painel de Mudanças Climáticas da ONU (IPCC) que, eliminou qualquer incerteza sobre a responsabilidade pelo aquecimento global e a relação de causa e efeito entre a emissão de gás carbônico (CO2) proveniente das atividades industriais e o aumento da intensidade dos fenômenos climáticos perigosos dos últimos anos, como os furacões Katrina, nos EUA, e Catarina, no Brasil, o primeiro da região do Atlântico Sul.
Dentre os combustíveis fósseis emissores de gases do efeito-estufa, o mais poluente é o carvão mineral. É ele o responsável por 41% de todo o CO2 liberado pela queima de combustíveis, segundo "Tim Flannery ("Os Senhores do Clima", Record). Quanto mais rico em carbono, mais perigo representa para o futuro da humanidade. Para se ter uma idéia de quão deletério ele é, cada tonelada de carbono emite 3,7 toneladas de CO2.
Afora todas as suas impurezas, como o enxofre e o mercúrio, poderosos poluidores. Denuncia Flannery: "A vida média de uma termoelétrica a carvão é de cinqüenta anos e o CO2 que elas produzem vai continuar a aquecer o planeta durante séculos depois que forem desligadas".O trágico é que se pretende construir essas duas indústrias no litoral do Ceará, avaliado como a região com maior potencial de geração de energia eólica do país, uma fonte limpa e renovável, que não tem tido nem apoio governamental nem mobilização política e social pela sua viabilização.
Além do que, estamos sujando nossa matriz energética, às vésperas da reunião de Bali, que vai discutir o pós-Kyoto e onde se cobra do nosso país - rico em biodiversidade e quarto maior contribuinte do efeito estufa pelas queimadas de florestas - uma posição de liderança, como a de 1992.
Nesse sentido, não podemos aceitar a posição de lixo do planeta, tributária de uma visão de falso desenvolvimento que pensávamos estar superada. Nosso Estado, nosso meio ambiente e nosso povo não merecem isso".João Alfredo Telles Melo - Advogado, professor de Direito Ambiental e Consultor do Greenpeace
sábado, 3 de maio de 2008
Um vergonhoso silencio no caso da UFC
O caso da invasão do Campus do Pici está repleto de questões cruciais. Ontem, a providencial nota da Reitoria. A nota colocou as coisas como elas de fato são. Chamou a invasão de invasão e não de ocupação. Tratou o caso como “vandalismo” e “agressão” de “oportunistas”, além de afirmar publicamente que havia oficialmente convocado as forças policiais para impedir a invasão e a depredação do patrimônio público. Quanto à nota, apenas uma observação. Ela começa dizendo que “a sociedade cearense manifestou nos últimos dias, através da imprensa e por outros meios, seu repúdio à agressão sofrida pela Universidade Federal do Ceará, com a invasão do Campus do Pici.” Infelizmente, não foi bem assim. Tais manifestações foram parcas. A apenas uma tímida nota da Associação dos Docentes da UFC e as notas oficiais da Reitoria relatando o caso. Fora isso, o espaço desta Coluna foi o único que se apresentou por inteiro a serviço da defesa da Universidade e do patrimônio público. Através dela, veio a manifestação indignada de alguns leitores. No mais, o silêncio absoluto. Não se viu uma só entidade da sociedade na defesa da UFC. A nossa representação política, em grande parte diplomada nos bancos da UFC, se manteve mergulhada num vergonhoso e lamentável silêncio.
O PASSADO É UMA ROUPA QUE NÃO NOS SERVE MAIS
Prevalece em muitos o pensamento anacrônico de que as chamadas “lutas sociais” estão acima da lei. É como se estas fossem dotadas de uma moral superior permitindo que pairem acima das regras estabelecidas pela democracia. Balela. Não há uma só “luta social” que não seja controlada por grupos políticos e/ou oportunistas comerciais. Desde o início da polêmica, a Coluna se manifestou mantendo permanente contato com a administração superior da UFC. Na sexta-feira, o reitor Josualdo Farias telefonou para a Coluna e relatou o papel desempenhado pela mesma. Papel determinante, segundo ele, para o recuo da invasão. É essa a função do jornalismo. O atraso está nos contempladores do absurdo e do desrespeito às leis. Mais ainda naqueles que dividem a crença de que a força policial pública não deve ser convocada para garantir as liberdades individuais, a integridade física de estudantes e servidores, o pleno funcionamento da nossa UFC e a salva-guarda do patrimônio público. Estes só vêem a polícia como um braço armado repressor e assassino. Um inimigo. Ora, se há dúvidas quanto ao preparo da Polícia para agir em situações de conflitos de rua, que se prepare. O passado ficou pra trás. A repressão também. Muitos ainda não se acostumaram com a idéia de que a função da polícia não é mais a da República Velha, da Comuna de Paris ou da Ditadura. Os tempos mudaram e o império é o da lei, da Constituição.
O ATRASO E OS PÓLOS QUE SE ENCONTRAM
É essa concepção atrasada a grande culpada por muitas das nossas desgraças urbanas. Tomem-se as nossas calçadas. É para o coitadinho vender suas bugigangas chinesas contrabandeadas. Ocupem as ruas do Centro e as calçadas da Catedral. É para os pobres dos mercadores venderem suas confecções sem nota fiscal. Deixem ocupar as margens da lagoa. Afinal, só querem uma casinha. Invadam o Campus da Universidade. Eles só querem um pedacinho de terra para fazer um puxadinho ao lado do Departamento de Química. Montem biroscas para vender bebidas e comidas de origem duvidosa. Nossos adolescentes, trôpegos, agradecem. Deixem proliferar o transporte clandestino mesmo sem cumprir regras mínimas de segurança. É uma rendinha a mais. É como se a UFC fosse responsável pelo déficit habitacional. É como se o cidadão que precisa de ruas e calçadas livres tivesse que pagar pela proliferação do trabalho informal. É o pensamento que acha que séculos de exploração dos pobres por uma elite escravocrata, voraz e despreparada justificam todo tipo de abuso dos que supostamente são sem-posses. Na outra ponta, os mais endinheirados que acham que também podem tudo. Atentem que esses também tomam ruas e calçadas, invadem áreas de proteção ambiental e tomam áreas públicas de assalto. Dois pólos que se encontram. O tacape da lei neles.
EM BENEFÍCIO DOS MAIS FRACOS, A REGRA
Infelizmente, é esse pensamento retrógrado que vigora na mente de muitos de nossos dirigentes públicos e de muitos ditos “intelectuais de esquerda”. A nossa política está impregnada de omissão. O que importa é o imediatismo de um voto e o aplauso fácil. Mal sabem o erro que estão cometendo. Mal sabem que o cidadão clama por regra. A regra quando estabelecida e levada a cabo sem distinções é um fator extremamente favorável aos mais pobres e mais fracos. Está nisso todo o sentido de democracia. Por fim, a contribuição de um leitor: “Os políticos omissos, interessados em guetos de votos sem compromisso com a democracia e o bem estar da sociedade, serão, em breve, os excluídos. Os que acham que não devem satisfação à sociedade por arrogância, onipotência e principalmente por ignorância dos seus papéis, serão implacavelmente esquecidos. A realidade e os fatos, são mais fortes”.
A invasão do Campus PICI/ UFC continua

Registro de imagem do Jornal O POVO, desta data de 03/ 05/ 2008. Fotografia de Evilazio Bezerra. Reproduzida por este blogspot unicamente para divulgação. Direitos autorais preservados.
sexta-feira, 2 de maio de 2008
O PLANO CIPP já havia alertado contra os riscos do "Efeito Cubatão" no Pecém
Para mitigar os impactos decorrentes deste modelo industrial inadequado, do ponto de vista do desenvolvimento sustentável deveria ser consolidada de imediato a APA PECÉM de forma a criar um "cinturão de proteção verde" de proteção às situações de fragilidade existentes no entorno e os núcleos urbanos já consolidados, além de prevenir impactos sobre os equipamentos de turismo previstos à implantação na região.
As recomendações do PLANO CIPP também indicavam que seria muito mais adequado a postura de restringir e diminuir as áreas de ocupação destinadas ao complexo industrial, além de desconcentrar as mesmas. Caso contrário correríamos sérios riscos de ter entre nós o chamado "Efeito Cubatão", de intensa degradação ambiental ao entorno, como aconteceu naquele município litorâneo de São Paulo.
Todo este arcabouço de formulações se deu após a verificação de adequabilidade das situações existentes versus a proposição de industrialização pesada progressiva naquela situação do entorno do Pecém, que comprometeria não só o espaço natural, mas os novos empreendimentos ligados ao Turismo, como os complexos hoteleiros e resorts e, ao desenvolvimento imobiliário. Para melhor fundamentar as recomendações as equipes de trabalho realizaram visitas à Cubatão e ao Complexo Industrial Portuário de Sines, em Portugal, para conhecer "in loco" erros de implantação, como no caso de Cubatão, que comprometeram até a sobrevivencia da vida humana e acertos como no caso do Complexo Sines.
Entretanto, depois de todos estes anos e recomendações prescritas, nenhuma coisa, nem outra foi realizada e agora ressurge a retormada da mesma idéia, agora com uma modelagem mais agressiva de implantar um usina termoelétrica movida a carvão mineral justamente em cima da bacia hídrográfica do Lagamar do Gereraú e ao lado do Parque Botânico de São Gonçalo do Amarante, ocupando inclusive parte da APA PECÉM, com as correias transportadoras de minério para abastecimento da usina a partir do Porto do Pecém.
A SEMACE/ Superintendencia do Meio Ambiente do Estado do Ceará, ignorando, de maneira comprometedora, toda esta situação e estudos e recomendações realizados resolve conceder licenças prévia e de instalação questionáveis, como estas, que agora são questionadas pela Defensoria Pública.
O PLANO CIPP foi elaborado pelo Consórcio Técnico PPAU/ Espaço Plano/ Fausto Nilo sob coordenação dos Arquitetos José Sales/ Airton Ibiapina Montenegro/ Fausto Nilo e incluiu consultoria especial do Prof.Dr./ Economista Roberto Smith e causou furor entre o "staff" governamental da época, mas foi acatado por conta da chancela do BIRD/ Banco Mundial.
quinta-feira, 1 de maio de 2008
Praia, sol e carvão

A ação contesta que o estudo não considerou alternativas ao carvão mineral, como o gás natural que é menos poluente. Além disso, o estudo, aprovado pela Superintendencia de Meio Ambiente do Ceará, foi encomendado e pago pela própria empresa da termelétrica, a MPX. Tozzi disse ao jornal O POVO que a escolha do carvão mineral segue apenas à lógica de redução de custos e não considera os danos ao meio ambiente e comunidades. A ação foi elaborada depois que cidadãos procuraram Tozzi. “A população está apreensiva com o empreendimento” disse.As obras da termelétrica estão previstas para começar em maio.
terça-feira, 29 de abril de 2008
Os Direitos da Natureza
EDUARDO GALEANO
O Equador está discutindo uma nova Constituição. Entre as propostas, abre-se a possibilidade de reconhecer, pela primeira vez na história, os direitos da natureza. Parece loucura querer que a natureza tenha direitos. Em compensação, parece normal que as grandes empresas dos EUA desfrutem de direitos humanos, conforme foi aprovado pela Suprema Corte, em 1886.
O mundo pinta naturezas mortas, sucumbem os bosques naturais, derretem os pólos, o ar torna-se irrespirável e a água imprestável, plastificam-se as flores e a comida, e o céu e a terra ficam completamente loucos.
E, enquanto tudo isto acontece, um país latino-americano, o Equador, está discutindo uma nova Constituição. E nessa Constituição abre-se a possibilidade de reconhecer, pela primeira vez na história universal, os direitos da natureza.
A natureza tem muito a dizer, e já vai sendo hora de que nós, seus filhos, paremos de nos fingir de surdos. E talvez até Deus escute o chamado que soa saindo deste país andino, e acrescente o décimo primeiro mandamento, que ele esqueceu nas instruções que nos deu lá do monte Sinai: "Amarás a natureza, da qual fazes parte".
Um objeto que quer ser sujeito.
Durante milhares de anos, quase todo o mundo teve direito de não ter direitos.
Nos fatos, não são poucos os que continuam sem direitos, mas pelo menos se reconhece, agora, o direito a tê-los; e isso é bastante mais do que um gesto de caridade dos senhores do mundo para consolo dos seus servos.
E a natureza? De certo modo, pode-se dizer que os direitos humanos abrangem a natureza, porque ela não é um cartão postal para ser olhado desde fora; mas bem sabe a natureza que até as melhores leis humanas tratam-na como objeto de propriedade, e nunca como sujeito de direito.
Reduzida a uma mera fonte de recursos naturais e bons negócios, ela pode ser legalmente maltratada, e até exterminada, sem que suas queixas sejam escutadas e sem que as normas jurídicas impeçam a impunidade dos criminosos. No máximo, no melhor dos casos, são as vítimas humanas que podem exigir uma indenização mais ou menos simbólica, e isso sempre depois que o mal já foi feito, mas as leis não evitam nem detêm os atentados contra a terra, a água ou o ar.
Parece estranho, não é? Isto de que a natureza tenha direitos... Uma loucura. Como se a natureza fosse pessoa! Em compensação, parece muito normal que as grandes empresas dos Estados Unidos desfrutem de direitos humanos. Em 1886, a Suprema Corte dos Estados Unidos, modelo da justiça universal, estendeu os direitos humanos às corporações privadas. A lei reconheceu para elas os mesmos direitos das pessoas: direito à vida, à livre expressão, à privacidade e a todo o resto, como se as empresas respirassem. Mais de 120 anos já se passaram e assim continua sendo. Ninguém fica estranhado com isso.
Gritos e sussurros.
Nada há de estranho, nem de anormal, o projeto que quer incorporar os direitos da natureza à nova Constituição do Equador.
Este país sofreu numerosas devastações ao longo da sua história. Para citar apenas um exemplo, durante mais de um quarto de século, até 1992, a empresa petroleira Texaco vomitou impunemente 18 bilhões de galões de veneno sobre terras, rios e pessoas. Uma vez cumprida esta obra de beneficência na Amazônia equatoriana, a empresa nascida no Texas celebrou seu casamento com a Standard Oil. Nessa época, a Standard Oil, de Rockefeller, havia passado a se chamar Chevron e era dirigida por Condoleezza Rice. Depois, um oleoduto transportou Condoleezza até a Casa Branca, enquanto a família Chevron-Texaco continuava contaminando o mundo.
Mas as feridas abertas no corpo do Equador pela Texaco e outras empresas não são a única fonte de inspiração desta grande novidade jurídica que se tenta levar adiante. Além disso, e não é o menos importante, a reivindicação da natureza faz parte de um processo de recuperação das mais antigas tradições do Equador e de toda a América. Visa a que o Estado reconheça e garanta o direito de manter e regenerar os ciclos vitais naturais, e não é por acaso que a Assembléia Constituinte começou por identificar seus objetivos de renascimento nacional com o ideal de vida do sumak kausai. Isso significa, em língua quechua, vida harmoniosa: harmonia entre nós e harmonia com a natureza, que nos gera, nos alimenta e nos abriga e que tem vida própria, e valores próprios, para além de nós.
Essas tradições continuam miraculosamente vivas, apesar da pesada herança do racismo, que no Equador, como em toda a América, continua mutilando a realidade e a memória. E não são patrimônio apenas da sua numerosa população indígena, que soube perpetuá-las ao longo de cinco séculos de proibição e desprezo. Pertencem a todo o país, e ao mundo inteiro, estas vozes do passado que ajudam a adivinhar outro futuro possível.
Desde que a espada e a cruz desembarcaram em terras americanas, a conquista européia castigou a adoração da natureza, que era pecado de idolatria, com penas de açoite, forca ou fogo. A comunhão entre a natureza e o povo, costume pagão, foi abolida em nome de Deus e depois em nome da civilização. Em toda a América, e no mundo, continuamos pagando as conseqüências desse divorcio obrigatório.
Publicado originalmente no semanário Brecha, do Uruguai.
Tradução: Naila Freitas / Verso Tradutores
Projetos tentam preservar a Caatinga

domingo, 27 de abril de 2008
Um Parque em perigo no Mato Grosso do Sul

O Vietnam é aqui

The 3rd International Conference on Geopaks on Osnabrück/ Germany
Há pouco mais de uma semana houve uma importante reunião sobre o assunto no Gabinete do Governador do Estado Cid Gomes, onde ele próprio decidiu que o Estado do Ceará participará e maneira ativa desta conferencia, inclusive apresentando proposta para sediar o evento do próximo ano. Segundo comentários foi muito importante, para esta decisão, a presentação feita pelo Professor André Herzog, à convite do Secretário das Cidades, Arquiteto Joaquim Cartaxo. Entendemos que o tempo corre célere e que os preparativos para organização do material e publicações já está sendo comprometido.
sexta-feira, 25 de abril de 2008
Estudo sobre a delimitação do Parque do Cocó foi iniciado em Agosto/2007
Como exemplo de que a questão pode demorar, desde o início de junho do ano passado uma comissão formada por representantes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Semace e Secretaria Municipal do Meio Ambiente e Controle Urbano (Semam) trabalham em um projeto de revitalização do rio Cocó e da demarcação do parque.
Passados mais de nove meses, os trabalhos ainda estão incompletos. De acordo com a decisão, a União, o Estado e a Prefeitura estão proibidas de conceder novas licenças ambientais na área para qualquer empreendimento privado. A União terá que, em 90 dias, delimitar as áreas que são de seu domínio, como as margens do rio Cocó. O Estado, através da Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace), por sua vez, deverá realizar a demarcação física da área destinada à futura implantação do parque; e de uma área chamada zona de amortecimento, situada em um raio de 500 metros do entorno do parque, e onde também está proibida a concessão de licenças ambientais.
A Semace, através de sua assessoria de imprensa, informou já ter recebido a liminar da com a determinação judicial, mas disse que a assessoria jurídica do órgão iria analisar cada questão e que o superintendente, Herbert Rocha, iria se pronunciar oficialmente somente hoje sobre o caso. A assessoria informou que, desde o início do ano, nenhuma licença de novos projetos havia sido concedida para a área, mas não informou quantos solicitaram nem quantas foram concedidas.
O gerente executivo substituto do Ibama, João Juvêncio, disse que, até a tarde de ontem, ainda não havia recebido a decisão e que, por isso, não poderia se pronunciar sobre as atribuições do Ibama, que também incluem a fiscalização da área. Já a titular da Semam, Daniele Valente, que se encontra em Brasília, disse que ainda não havia tomado conhecimento oficial sobre o caso, mas adiantou que não é possível, pelo sistema atual, verificar em que área da cidade o pedido está.
O que existe de concreto sobre a questão é o decreto estadual 20.253/89, que declarou de interesse social para desapropriação, áreas da região para criação do parque do Cocó. A Ação Civil Pública que deu origem à ação foi proposta em junho pelo Ministério Público Federal. O objetivo, segundo o procurador Alessander Sales, é o de impedir a degradação e a crescente especulação imobiliária da região do Cocó.
Notícia do Jornal O POVO, do Caderno Cidades, da data de hoje 25/04/2008. Reproduzida para efeitos de divulgação. Alameda de pedestres no interior do Parque. Arquivo de Imagens Ibi Tupi. Fotografia Daniel Roman. Direitos autorais reservados.
quinta-feira, 24 de abril de 2008
Justiça Federal manda Governo do Estado proceder a delimitação do Parque do Cocó

quarta-feira, 23 de abril de 2008
Premio Rodrigo Mello Franco de Andrade/ Edição 2008
segunda-feira, 21 de abril de 2008
Amazonia em Nova York
Eventos culturais e uma feira de artesanato acontecem em outros 11 pontos da cidade. A exposição começou essa semana e vai até o dia 13 de julho. O projeto é uma iniciativa da ong Saúde e Alegria em parceira como Grupo de Trabalho Amazônico (GTA), que representa cerca de 600 entidades da região.
A estimativa é que 400 mil pessoas participem do evento.Além da programação cultural, também acontece durante o evento uma conferência das Nações Unidas (ONU) sobre o aquecimento global e a Amazônia. Na sede da ONU, uma parte da exposição é dedicada aos efeitos das mudanças climáticas na maior floresta tropical do mundo.
Palestra sobre Juazeiro repercute na cidade
Projeto de reforma e ampliação do Museu de Paleontologia é apresentado ao Reitor Plácido Cidade Nuvens
Na ocasião foram sugeridos alguns ajustes ao projeto de forma tentar reduzir o custo de obras do mesmo, sem comprometer o seu conteúdo e qualificação. O compromisso assumido pelo Professor/ Arquiteto José Sales, foi de fazer as verificações das devidas solicitações, juntamente com o Professor/ Arquiteto Romeu Duarte e em tempo adequado fazer um nova apresentação com os resultados estudados.
Uma visão de futuro para Juazeiro do Norte
O tema da palestra abordava aspectos do município, quanto a suas potencialidades que tem grande relevancia, na medida em que Juazeiro é o segundo mais importante pólo urbano do Estado do Ceará, mas que tem um enorme quadro de problemas existentes e parametros para a montagem de um roteiro de abordagem para a solução dos mesmos.
quinta-feira, 17 de abril de 2008
Açude Castanhão atinge 77% da capacidade e reabre comportas
Em mais uma operação de controle hídrico na região jaguaribana, COGERH/ Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos e DNOCS/ Departamento Nacional de Obras Contra as Secas decidiram reabrir duas comportas – uma sábado passado e a outra anteontem pela manhã, dia 15/04/2008. De acordo com reportagem do jornal DIARIO DO NORDESTE, em 15/04/2008.
quarta-feira, 16 de abril de 2008
O Museu de Paleontologia da URCA, em Santana do Cariri
A equipe deste blogspot que tem a autoria da concepção do referido projeto de reforma e ampliação do Museu de Paleontologia da URCA, coordenada pelo Professor/ Arquiteto José Sales desde já se coloca a disposição da instituição para esclarecer qualquer dos pontos do projeto, assim como realizar qualquer acerto e especificação no sentido de aprimorá-lo. Continuamos aguardando o desenrolar destes fatos.
terça-feira, 15 de abril de 2008
Banco Mundial recomenda participação no evento mundial dos Geoparques em Osnabrück, na Alemanha
domingo, 13 de abril de 2008
Fortaleza 282 anos, uma bela cidade sem rosto e ainda sem visão de futuro
Mas Fortaleza é uma cidade sem rosto, pois tudo que resta de patrimonio histórico construído significativo, sempre está em risco de desaparecer. O contexto ambiental sofre agressões de toda ordem. E Fortaleza é também uma cidade sem planos, pois a visão de futuro ainda é um amontoado de proposições simplórias, o sistema de planejamento e gestão urbana ainda permanece no improviso, a legislação urbanística e ambiental uma colcha de retalhos, que ainda aguarda adequados procedimentos de contemporaneização.
sábado, 12 de abril de 2008
Os melhores filmes ambientais
The 3rd International Conference on Geopaks
Já estamos atrasados em nosso Estado do Ceará para nos organizamos para participar da 3ª Conferencia Internacional dos Geoparks, na Alemanha, em Junho próximo.
quinta-feira, 10 de abril de 2008
Encontrado registro arqueológico de 640 anos em Mauriti, na Bacia Sedimentar do Araripe, no Cariri
O registro datado da arqueologia tem 640 anos e acaba de ser feito. O material foi encontrado na zona rural do município de Mauriti, no distrito de Anauá, no fim de 2006 e, somente em 2007, foi analisado pelo laboratório Americano Beta Analytic. Uma audiência pública realizada, na manhã de ontem, na Câmara Municipal, com a presença da comunidade, estudantes, autoridades do município e representantes de várias instituições abriu discussão sobre o que fazer com o patrimônio da região.
Uma das propostas é montar um museu, para abrigar o material e um campus avançado para estudos na área da arqueologia.Uma fogueira, fragmentos de cerâmica, um tabetá (espécie de adorno labial), e fusos foram encontrados por uma equipe de arqueólogos, historiadores e auxiliares. O material foi encontrado após trabalho feito pela Companhia Hidroelétrica do Vale do São Francisco (Chesf), durante instalação de uma linha de transmissão de energia entre Milagres e Coremas (PB). No meio do caminho, os achados.
A arqueóloga da Universidade Estadual do Ceará (Uece), Verônica Viana, detectou os achados no momento em que os técnicos da Chesf realizavam as escavações. O material foi levado para ser examinado pelos pesquisadores da universidade. A comunidade de Mauriti se manifestou para que houvesse um estudo que determinasse melhor a origem do material. Um pedaço de carvão foi examinado nos Estados Unidos, com o carbono 14.
Um dos pontos ressaltados pelos estudiosos, como a coordenadora do Departamento de História da Uece, Sílvia Siqueira, é a ausência de um estudo maior no âmbito da arqueologia. Ela afirma que em todo o Estado as pesquisas são insipientes, no que diz respeito a outras partes do Nordeste, a exemplo de São Raimundo Nonato (PI). Há mais de duas décadas são desenvolvidas pesquisas naquele estado. Ela também cita os exemplos dos estados da Bahia, Rio Grande do Norte e Pernambuco. A professora Valdécia Pereira de Sousa conta que no momento em que o material foi encontrado se iniciou uma luta pelo aprofundamento nos estudos.
Os principais achados no local são peças cerâmicas. Mas no caso do tabetá, o auxiliar de pesquisas arqueológicas, Igor Pedroza, destaca a presença de matérias-primas de origem exógena, onde está presente a troca de materiais entre grupos. Não dava para se produzir aquela peça com materiais da região. O tabetá normalmente é usado nos ritos de passagem indígena. Ele ressalta ser este material a prova da presença do grupo Tupi.No caso da cerâmica, o uso estava voltado principalmente para o acondicionamento de alimentos, e o fuso, conforme o auxiliar de estudos, indicam o conhecimento de tecelagem.
Matéria realizada pela jornalista Elizangela Santos, publicada no Caderno REGIONAL do jornal DIARIO DO NORDESTE, com data de hoje, 10 de abril de 2008. Reproduzido para efeito de divulgação. Esta situação foi também registrada no Application Dossier for Nomination ARARIPE GEOPARK, State of Ceará, Brazil entregue à UNESCO, que levou ao credenciamento do mesmo no GEOPARKS PROGRAM UNESCO.
quarta-feira, 9 de abril de 2008
Detalhe do VINCTIFER ASPIDORHYNCID à venda nos Estados Unidos

terça-feira, 8 de abril de 2008
Outros registros fósseis à venda nos Estados Unidos¹

This fish fossil is a RARE example of the species Vinctifer. In case VINCTIFER ASPIDORHYNCID. It is unusually large at a length of 33" if straightened! This fish was a member of the ASPIDORHYNCHID family, a highly specialized extinct group that lived from the Middle Jurassic Period 160 million years ago to the end of the Cretaceous Period 65 million years ago.
Mais um "desaparecimento" de um registro fóssil, em Santana do Cariri
O fóssil é da formação Crato e tem um tamanho acima das encontradas no local. Professor e pesquisador com doutorado no assunto, Álamo destaca a sua tristeza em ver o patrimônio fossilífero da Chapada do Araripe ser contrabandeado abertamente. Segundo ele, a tartaruga foi levada para Nova Olinda, no entanto, ninguém sabe dizer o destino.
Matéria da jornalista Elizangela Santos, publicada no caderno REGIONAL do jornal DIARIO DO NORDESTE, da data de hoje, 08/04/2008. Reproduzida para efeito de divulgação.
União negocia repatriação de fóssil de pterossauro com EUA
Matéria da jornalista Elizangela Santos, publicada no caderno REGIONAL do jornal DIARIO DO NORDESTE, da data de hoje, 08/04/2008. Reproduzida para efeito de divulgação.
Anúncio de venda de fósssil do peixe Araripichthys por Paleodirect/ US
The formation provides an amazing window into the paleobiota of a prehistoric world from the Lower Cretaceous, 110 million years ago. The Santana fossils of Brazil were first recorded in the year 1828 by two natural historians, Dr. J. B. von Spix and Dr. C. F. P. von Martius, commissioned by the king of Bavaria.
To this day, they are still being studied with many new discoveries coming to light. Our recent purchase of a 70+ year old private European collection of vertebrate Santana fossils has provided us with numerous spectacular quality specimens that go well beyond the quality and completeness of anything we have seen in either private hands or in museum collections.
While these specimens were originally collected in the 1930's before the ban enacted in 1942, they had remained in their raw state "as collected" up until only recently, whereby they were prepared utilizing the most modern laboratory techniques and equipment hence their remarkable state of display.
In comparison, the definitive illustrated work on these fossils, written by curator John G. Maisey titled "Santana Fossils", is illustrated with numerous prized specimens owned by the American Museum of Natural History (AMNH) in New York. The specimens we acquired and offer here, far exceed the quality of the finest specimens shown from the American Museum in this publication.
The method of preparation for the concretionary specimens we obtained utilized procedures that produce whole, fully exposed fossils without splitting the concretions open and destroying the specimen as most others have done. The collection we acquired encompasses a variety of extremely rare vertebrates including fish and reptiles such as pterosaurs, in stunning degrees of preservation that rivals or even surpasses the finest acid-prepared examples housed in the American Museum of Natural History.
With these specimens we are offering, there is no comparison to the "butchered" concretionary Brazilian fossils that are crudely split with chisels to reveal the fossil inside. Our collection has not been subjected to such treatment and are whole, fully three dimensionally examples prepared with the most advanced paleontological lab techniques and equipment. This fish fossil is an ULTRA RARE example of the species Araripichthys. AMNH curator John Maisey writes about Araripichthys,
"This spectacular deep-bodied fish is a rare component of the Santana Formation fossil fish assemblages. It was first described only in 1985 on the basis of five reasonably complete specimens". In his publication, he informs the reader that the standard length of the specimens known are 28 cm or 11 inches in length. In comparing the museum's examples of Araripichthys to this example, the size is substantially greater on this one at 14.75 inches.
The quality of this example can be compared to the American Museum's complete specimen on page 213, which lacks many features visible in this complete specimen offered for sale. The full, lifelike relief throughout of this amazing specimen must be seen in person to appreciate. Furthermore, it is 100% COMPLETE AND ORIGINAL with NO RESTORATION and a single fracture across the posterior region just ahead of the tail but this required no restoration to repair. Fractures to these nodules are common and occur in the environment over time so they are typical and expected.
Considering the rarity of this investment-grade fish fossil and the fact that it meets or exceeds the finest museum specimen featured in this #1 publication on Santana Formation fossils, this stunning Araripichthys makes for a highly important addition to any collection. It is a magnificent specimen to display the finest possible, rare life-like 3D state of breath-taking preservation. Dinosaurs ruled the earth and pterosaurs ruled the skies when this fish swam amidst the depths of a Cretaceous sea.
segunda-feira, 7 de abril de 2008
Sobre o Museu de Paleontologia da URCA
O alerta é do Professor/Arquiteto José Sales, adiantando que, em fins de 2005, coordenou uma equipe técnica que desenvolveu uma proposta de reforma e ampliação do equipamento. Ele lembra que a proposta foi, inclusive, escolhida como relevante pela premiação Petrobrás Cultural 2005/2006.
O projeto foi integralmente desenvolvido e conta com o apoio consultivo do ex-delegado regional do Iphan, Romeu Duarte, mas, mesmo tendo sido configurada uma concorrência pública no fim de 2006, até hoje não foi dada a ordem de serviço. Essa colocação de José Sales é feita justamente quando se divulga que nos EUA um fóssil oriundo do Cariri está sendo vendido pela internet a R$ 1,2 milhões.
Notícia em destaque da coluna VERTICAL do Jornal O POVO, de hoje, 07 de abril de 2008., sob o título "Museu na Pré- História".
domingo, 6 de abril de 2008
Museu de Paleontologia da URCA, em Santana do Cariri
A equipe deste blogspot que tem a autoria da concepção do referido projeto de reforma e ampliação do Museu de Paleontologia da URCA, coordenada pelo Professor/ Arquiteto José Sales desde já se coloca a disposição da instituição para esclarecer qualquer dos pontos do projeto, assim como realizar qualquer acerto e especificação no sentido de aprimorá-lo.
O meio ambiente no contexto urbano: a Bacia Hidrográfica do Rio Cocó
No atual estágio de desenvolvimento da disciplina, os alunos estão realizando um reconhecimento da situação própria da Bacia e do Parque do Cocó e do contexto urbano onde se insere a mesma, entre os limites e estudo determinados, a nível de levantamento de dados e diagnóstico. Os limites da área de estudo se situam: a Oeste a partir da BR 116, nas imediações do Lagamar e Tancredo Neves e a Leste, ao chegar a sua foz, junto às Praias do Caça e Pesca e Sabiaguaba.
Imagem do setor do manguezal que pode ser visitado através da Trilha do Cocó, a partir da Av. Sebastião Abreu. Arquivo de Imagens Ibi Tupi. Fotografia José Sales. Direitos autorais reservados.
sábado, 5 de abril de 2008
Conselho Gestor preservará Monólitos de Quixadá

Em Quixadá, as ações ambientais estão sendo coordenadas pelo Gerente da Unidade de Conservação dos Monólitos e engenheiro da Semace, Ivan de Aquino, elogiado por seu esforço em reativar o Conselho Gestor que, desde sua implantação, há seis anos. Contando com o auxílio da professora Olga Paiva e do arquiteto Cleuton Caetano, representantes do IPHAN/ Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, o gestor do órgão estadual esclareceu aspectos considerados relevantes à atuação dos membros nomeados. A continuidade e o fortalecimento das reuniões são citados como prioridades no trabalho.
sexta-feira, 4 de abril de 2008
A Festa de Santo Antonio de Barbalha

Termo de Ajuste de Conduta disciplinará a Festa de Santo Antonio
A promotora Efigência Cruz fez as propostas e, no dia 18, será formada a comissão com representantes do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Fundação Pró-Memória de Barbalha, universidades, Instituto Chico Mendes, poder legislativo e Secretaria de Educação, no intuito de iniciar o trabalho de conscientização.
Até o próximo dia 30, o Termo de Ajustamento, conforme o chefe da Área de Proteção Ambiental da Chapada do Araripe, Jackson Antero, estará pronto, mas de antemão ele afirma que não será aceita a proposta de retirada em áreas alternadas, também em locais acima de 500 metros de altitude, dentro da APA, e nas encostas e dentro de áreas de drenagem das fontes, como ocorreu em anos anteriores.
“Queremos impedir a farra do corte. Vão mil pessoas, pisoteiam, ocorre impermeabilização”, completa Antero. Ele ainda acrescenta o registro de casos de violência que acontecem na ocasião, a exemplo da morte de um zabumbeiro, no ano passado, dentro da mata.A tradicional festa de Santo Antônio, padroeiro da cidade de Barbalha acontece todos os anos no mês de junho. O evento é aberto em maio com o carregamento do pau da bandeira, uma árvore que mede em torno de 22 metros e pesa mais de duas toneladas, retirada do sopé da Serra do Araripe, uma área de proteção ambiental.
Jackson deseja evitar o que ocorreu no ano passado, quando os órgãos de defesa do meio ambiente tiveram que recorrer à justiça para proibir a utilização de uma aroeira como pau da bandeira, o que gerou uma acirrada polêmica entre ambientalistas e defenderes do carregamento do pau como manifestação folclórica que faz parte da cultura do povo.Ele argumenta que cada pau retirado da mata deixa um rastro de destruição. A devastação começa um mês antes da festa, com o corte do pau. Eles levam até tratores para retirar as madeiras do local para a estrada. Este manejo, de acordo com Jackson, causa uma grande destruição de árvores de médio porte. Os cortadores abrem uma clareira no local onde é cortado o pau.
Somente em Barbalha são cortados 39 paus, por ano, destinados às festas religiosas. A tradição de colocá-lo com a bandeira do padroeiro em frente à igreja acontece em todas as igrejas e capelas da Diocese do Crato, que conta com 45 paróquias e, ainda, mais de uma centena de capelas.
Notícia de hoje pelo Caderno REGIONAL do Jornal DIARIO DO NORDESTE. Reproduzida para efeito de divulgação. Reproduzido para efeito de divulgação.
quarta-feira, 2 de abril de 2008
Castanhâo reabre as comportas depois de 4 anos

Termo de Ajuste de Conduta não é cumprido em Juazeiro do Norte

Além da questão ambiental, que ficou apenas no papel.Uma avaliação após exaurir os prazos de cumprimento das obrigações não foi feita. A maior parte deles, para cumprimento em 30 dias, de acordo com o que foi firmado em reunião com órgãos como o Ministério Público, Secretaria de Meio Ambiente do Estado, Prefeitura, Ibama, Área de Proteção Ambiental (APA), Centec e Departamento de Edificações e Rodovias (DER), além de representantes da localidade da Palmeirinha, nas proximidades do lixão. Os moradores se sentiam prejudicados principalmente com a fumaça, noite e dia, ocasionando doenças respiratórias em crianças e adultos. O inverno tem contribuído para que esse problema não esteja acontecendo.
terça-feira, 1 de abril de 2008
Constrangimentos
A exploração e venda ilegais de fósseis daquela região são antigas e rendosas (para os espertalhões, pois o caboclo que arranca da terra as pedras que têm ´peixes encantos´, permanece na miséria). Até bem pouco tempo, antes de o assunto ganhar a mídia, não era raro encontrar fósseis decorando salas de figurões. Ontem, a este Diário, o chefe do DNPM disse que seria constrangedor tentar trazer de volta o fóssil oferecido pela internet. Constrangidos estão os cearenses de boa vontade.
Publicado na coluna COMUNICADOS do Jornal DIARIO DO NORDESTE, da data de hoje, 01/04/ 2008. Email comunicado@diariodonordeste.com.br
A proposta do GEOPARK ARARIPE

Localizados nos municípios de Santana do Cariri, Nova Olinda, Crato, Juazeiro do Norte, Barbalha e Missão Velha Todos os locais são representativos de estratos geológicos e tem formações fossilíferas. O principal núcleo de referencia será o Museu de Paleontologia da URCA, localizado em Santana do Cariri, que deverá se transformar um equipamento tanto de guarda deste tesouro fossilífero mais notável como de transmissão do conhecimento. Por outro lado, o portal do GEOPARK ARARIPE e sede de operações do complexo deverá ser instalado no Crato.
Toda esta conceituação e seus conteúdos estão expressos no Plano de Ordenamento e Estruturação do GEOPARK ARARIPE e nos projetos e ações oriundas deste plano, assim como no Projeto de Reforma , Ampliação e Segurança do Museu de Paleontologia da URCA e no Projeto da Sede e Centro de Documentação do Geopark, que foram integralmente elaborados, com o apoio da equipe deste blogspot e aguardam suas respectivas realizações.