sábado, 21 de novembro de 2009

Desenvolvimento do Turismo no Ceará


Debate realizado no fim desta tarde de 6a feira, 20/11, em dos grandes auditórios da UNIFOR, sobre Planejamento do Turismo e Medidas de Controle Ambiental. como uma das atividades da SEMANAU/ Semana de Arquitetura e Urbanismo, este ano uma realização conjunta do alunos dos cursos de Arquitetura e Urbanismo da UNIFOR/ UFC/ FANOR reuniu o Secretário do Turismo do Ceará Bismarck Maia e Promotora do Ministério Público Estadual Sheila Pitombeira.

Em auditório lotadissimo, do início ao fim da sessão e participação intensiva dos debatedores e alunos presentes dos 3 cursos, com a mediação do Professor José Sales, se discorreu, durante 3 horas inteiras sobre a complexidade do turismo no Estado do Ceará que incluem questões afeitas:


  • A implantação de grandes hoteis e resorts no litoral cearense como Aquiraz Riviera, Resorts Vila Galé Cumbuco e Fazenda Canoe/ Fortim;

  • Ao novo Pavilhão de Feiras e Eventos, um dos maiores do Brasil, em consolidação, na Av. Washignton Soares e Convenções, sua localização, modelagem e dimensões e a preservação do Parque Estadual do Cocó, além dos impactos sobre o desenvolvimento urbano;

  • Ao Acquario do Ceará, na Praia de Iracema, s requisitos de seu programa e modelagem e a forma como foi contratado e realizado o projeto;

  • A Canoa Quebrada e Jericoacoara, vilas litoraneas de pescadores que se transformaram em dois destinos do turismo internacional em nosso Estado;

  • Ao saneamento ambiental do Porto das Dunas/ Beach Park, onde se localiza o Parque Aquático Beazh Park e seus mais de 1 milhão de visitantes anuais e esta situação de segundo parque hoteleiro do Estado;

  • Ao saneamento da Vila do Cumbuco;

  • A prática do turismo de esportes radicais e os principais sites do Estado - Praia do Titanzinho para surf, Cumbuco, Lagamar do Caiuipe e Taiba para kite surf, Parque dos Monolitos de Quixadá para voos de asa delta;

  • A transformação da Vila do Cumbuco, de forma geometricamente crescente, em uma colonia de noruegueses, dinamarqueses, filandeses e outros povos que adotaram esta situação como seu local de segunda residencia e os impactos sobre a população nativa local;

  • Ao futuro Aeroporto de Canoa Quebrada/ Aracati, em fase final de implantação;

  • Ao futuro Aeroporto Internacional de Jericioacoara, em inicio de obras;

  • A ampliação do Aeroporto Internacional Pinto Martins, em Fortaleza;

  • A integração das comunidades litoraneas com visão de futuro do Turismo no Ceará;

  • Ao Programa Pousadas de Charme;

  • Aos novos Planos de Turismo Sustentável do Maciço de Baturité e Serra da Ibiapaba;
    A COPA 2014, os impactos sobre o turismo em Fortaleza e os impasses do parque hoteleiro local que demanda medidas de modernização;

  • As medidas de contraponto ao nefasto turismo predatório e a superação do turismo sexual.

Estão de parabéns os Centros Academicos dos Cursos de Arquitetura e Urbanismo da UNIFOR/ UFC/ FANOR e organizadores da SEMANAU, que mostraram a todos e notadamente às direções de seus proprios cursos e Universidade como deve ser feita a integração de interesses dos estudantes de Arquitetura e Urbanismo no Estado do Ceará, com atividade com esta diretriz de trabalho, a semelhança do foi também realizado no Projeto Mambembe, da FNEA/ Federação Nacioanal dos Estudantes de Arquitetura e Urbanismo/ Ceará e Rio Grande do Norte.


Imagem de Canoa Quebrada, de anterior vila de pescadores de pesca artesanal a "point internacional" com mais de 50 pousadas de charme, pequenos hotéis e um conjunto impressionante de restaurantes internacionais, durante o Festival Internacional de Cinema de Canoa Quebrada. Arquivo de imagens Ibi Tupi.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

4a Conferencia da Cidade de Maracanaú


Sob o tema "Cidades para todos - Gestão democrática, participativa e controle social", enfocando aspectos dos "Avanços, dificuldades e dasafios na implementação de uma Política de Desenvolvimento Urbano em Maracanaú" proferiu palestra naquela cidade, nesta manhã, na 4a Conferencia da Cdade de Maracanaú, o Professor/ Arquiteto/ Urbanista José Sales, do Departamento de Arquitetura e Urbanismo/ UFC.

Ceará é destaque na produção de mel


O Ceará teve um aumento de 30% da produção de mel em 2008. Com isto, ocupa a quarta posição no País e a segunda no Nordeste, com 4.073 toneladas produzidas. Os dados constam da pesquisa "Produção da Pecuária Municipal", divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Cinco municípios cearenses foram listados entre os principais produtores de mel no País. São eles: Limoeiro do Norte, com 550 toneladas; Santana do Cariri, 392t; Tabuleiro do Norte, 380t; Alto Santo, 300t; e a cidade de Icapuí, com uma produção anual em 193t.De acordo com a pesquisa, no cenário nacional, a produção de mel teve aumento de 8,8%, quando comparada com 2007.


Os fatores para que o mel tenha destaque deve-se à importância do produto nos mercados nacional e internacional, além de ter sido introduzido em programas regionais da merenda escolar e de geração de emprego e renda para pequenas comunidades. No Estado do Amazonas, a produção cresceu vertiginosamente, embora sua participação nacional ainda seja pequena. Depois de Limoeiro do Norte, as cidades que também produzem mel em larga escala são Apodi (RN) e Picos (PI), em segunda e terceira posições, respectivamente.
Fonte: Diário do Nordeste

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Temporada de queimadas no Araripei, novamente a barbárie


Começou a temporada de queimadas no Cariri, uma prática agrícola conhecida na região como "brocas", ou "coivaras", que degrada o solo e leva risco de incêndio às reservas florestais. O processo rudimentar de preparação da terra para o plantio deve ser controlado pela Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace), que intensificou a fiscalização com o objetivo de evitar o desmatamento com as queimadas clandestinas na região. Está sendo autorizada a chamada "queima controlada", aplicação do fogo na vegetação sob determinadas condições ambientais.

"Antes de conceder a autorização, os técnicos da Semace analisam detalhadamente as condições do terreno, como topografia, vegetação e variáveis meteorológicas", explica o gerente regional da Semace, João Josa. No Cariri, as queimadas começam em novembro e dezembro. A vegetação da Caatinga na futura roça é cortada e deixada no campo para secar. No fim da estação seca, a madeira é queimada, colocando-se fogo na roça inteira.

"Estas queimadas, frequentemente, saem do controle, especialmente quando há fortes ventos, comuns nesta época do ano. Então, outras áreas pegam fogo também, provocando incêndios florestais graves. Daí a necessidade do acompanhamento dos engenheiros florestais", adverte o Superitendente SEMACE João Josa.

Comentário da postagem: Diferentemente do que afirmam os técnicos da SEMACE, se manifestam outras opiniões abalizadas e baseadas em fundamentos científicos que afirmam que não existe controle possível às queimadas. Não existe "queima controlada" sendo esta afirmação totalmente carente de fundamentação técnico científica. Pois além da queima superficial da vegetação há também queima do solo e do subsolo e, seus nutrientes, além do aquecimento do próprio solo de maneira elevada, comprometendo inclusive quaisquer resquício de reserva própria existente nas raízes da vegetação e também os aquíferos e outras reserva de água subterranea. Por outro aspecto existem as questões evidentes das altas temperaturas do ar no entorno da área queimada que comprometem não só a qualidade do ar como taxas de umidade no mesmo que chegam a níveis baixissimos, além de comprometer brutalmente a vegetação remanescente por desumidificação. Por fim temos o aumento geométrico da emissão de CO², que contribui para o aquecimento local/ regional e global. E há ainda a propagação da "queima controlada" por ação dos ventos fortes do período, confirmada pelos próprios técnicos da instituição de controle e fiscalização do meio ambiente.

Donde se conclui que não existe e nunca existiu, em nenhuma forma, a "queima controlada"e sim um processo de predação consentido que se repete ano a ano, há quase quatro séculos, neste período da estação mais seca, comprometendo irremediavelmente a sobrevivencia dos ecossistemas da região e consequentemente da flora, da fauna e nós próprios, os "os queimadores".

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Prefeitura de Fortaleza tomba a Casa de Raquel de Queiroz


À primeira vista, parece uma casa comum, como as demais do bairro. Porém, poucos sabem que na residência da Rua Antônio Ivo, 290, no Henrique Jorge, morou a célebre escritora cearense Rachel de Queiroz. E, mais, que nela a cearense escreveu sua obra-prima "O Quinze". A simples edificação com o telhado desgastado, de cor verde e rodeada por árvores, diferencia-se das outras e ganha de vez reconhecimento da sua importância para a história e memória do Estado. Afinal, no último dia 22 de outubro, a Prefeitura de Fortaleza publicou, no Diário Oficial do Município, o tombamento definitivo da casa.

"Fica tombado, em caráter definitivo, o imóvel localizado na Rua Antônio Ivo, nº 290, Bairro Henrique Jorge, denominado Casa da Raquel de Queiroz, haja vista o seu alto valor histórico, cultural e simbólico, portador de inelutável referência à identidade e à memória da sociedade fortalezense", consta o artigo 1º do documento, que oficializa o decreto de número 12.582/2009 de 15 de outubro.Conhecida popularmente como Casa da Rachel de Queiroz, o antigo Sítio Pici ou Casa dos Benjamins, abrigou a família Queiroz, a partir de 1927. No local, há notícias de que a escritora cearense escreveu, aos 20 anos, seu primeiro romance regionalista e obra-prima "O Quinze", em 1930.

Além de, como descreve a escritora Socorro Acioli no livro "Raquel de Queiroz", foi o local onde a autora de "O Quinze" também se casou com José Auto, em 1932, e teve sua filha Clotildinha, no ano seguinte, que veio a falecer dois anos depois, 1935.

"Esse tombamento é importante porque Rachel é uma das principais representantes da literatura brasileira. Ela é uma grande escritora, mas que o Ceará ainda deve muito. Ainda não há estudos necessários, não existe um memorial. Fortaleza não sabe bem preservar sua história. No entanto, o tombamento já é um começo", avalia a professora da Universidade Estadual do Ceará, Cleudeni de Oliveira Aragão, doutora em Literatura.

Entretanto, como indica o documento que baseou o processo pelo Prefeitura "Instrução de tombamento municipal para a casa Rachel de Queiroz", realizado por pesquisadores da Universidade Federal do Ceará (UFC); prefeitura e Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional (Iphan), a casa precisa de reparos. Até porque, segundo reforçam os moradores das proximidades, como a educadora popular Lúcia Vasconcelos, 56, e o pedagogo Leonardo Sampaio, 57, o local, há algumas décadas, abriga três famílias e está cada vez mais deteriorada.

Adquirido pelo pai da escritora cearense, Daniel de Queiroz, em 1927, para facilitar o acesso dos filhos aos estudos, o Sítio Pici ficava perto da lagoa da Parangaba, que, nesse tempo, pronunciava-se "Porangaba", e também do Rio Pici ou "Picy". Pertenceu à família do padre Rodolfo Ferreira Gomes e foi vendido depois a um industrial, José Guedes, de quem Daniel comprou o imóvel e fez uma nova casa para atender às suas necessidades. Assim, Rachel de Queiroz ingressa no curso Normal do Colégio Imaculada Conceição, aos dez anos, e, tempo depois, ajuda seu irmão Flávio no exame de admissão do Colégio Militar. No local, ela escreve o livro "O Quinze", aos 20 anos de idade, casou-se com José Auto, em 1932, teve sua filha Clotildinha (1933), que faleceu dois anos depois, 1935


Fonte Janine Maia/ Diário do Nordeste

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Ministério das Minas e Energia quer atropelar análise ambiental

A pressa de passar pelo trâmite ambiental fez mais uma vez o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, prometer que a licença prévia da usina hidrelétrica de Belo Monte (PA) iria sair nesta segunda-feira, o que não se confirmou. Técnicos da área de licenciamento do Ibama trabalham sob pressão para emitir o parecer técnico de que a usina depende para participar do leilão de energia marcado para o dia 21 de dezembro. Mas até agora as análises não foram concluídas. Alheio ao conteúdo técnico da licença de Belo Monte, Edison Lobão afirmou hoje que “qualquer que seja a licença, ela nos autorizará a fazer o leilão no próximo mês”.

As pressões sobre os técnicos da área de licenciamento se tornaram corriqueiras desde que os interesses políticos se tornaram mais importantes do que a responsabilidade técnica ambiental das obras, e já geraram situações vergonhosas para o próprio governo. Um exemplo recente veio à tona aqui pelo site O Eco, quando os técnicos da área do licenciamento do Ibama recomendaram a não emissão de licença prévia para as usinas de Santo Antônio e Jirau, mas a presidência do órgão tomou uma decisão política de concedê-la.

Fonte O ECO

domingo, 15 de novembro de 2009

Cultivo protegido se amplia no Ceará


De baixo custo, com alta lucratividade e qualidade, sem uso de agrotóxicos. Uma técnica assim é um sonho para muitos produtores rurais. O melhor é saber que, hoje, isto já é uma realidade. Uma das técnicas utilizadas para obter esses resultados é a de cultivo protegido por meio de estufa ou telado.

No Estado do Ceará, a cada ano, o uso da tecnologia se amplia em várias regiões, segundo a secretaria do Desenvolvimento Agrário. Os cultivos são diversos, mas, principalmente, ligados à agricultura familiar e ao setor de flores. Uma outra vantagem é que este cultivo possibilita a produção na entressafra, época em que a atividade agrícola é melhor remunerada.As duas técnicas são parecidas, mas têm diferenças. A estufa é usada para proteger o plantio das chuvas. Já o telado é para proteção contra pragas. Outra diferença é que a estufa possui telas nas laterais e plásticos em cima e o telado tem tela em todos os lados.

A ação de produtores que utilizam este tipo de cultivo com hortaliças começou em 2002 na região da Ibiapaba, e em 2001, com plantios de flores e rosas. Em 2005 e 2006, um grupo de técnicos do Ceará foi para a Almeria, na Espanha, conhecer a tecnologia utilizada lá no cultivo protegido e fechar programação e custos do curso de capacitação dos técnicos cearenses. Quando voltaram, elaboraram um projeto de oito estruturas para a região da Ibiapaba. A ideia deu certo.

A partir daí, foi feito um projeto piloto para melhorar a técnica que já vinha sendo praticada.Uma equipe da Espanha também veio mostrar o trabalho feito lá com uma outra tecnologia, com apoio da Embrapa. Nesta, eram utilizadas sacolas plásticas com filtro de coco, usando solução nutritiva e fazendo a fertiirrigação dentro da estufa.Surgiu aí o Projeto de Cultivo Protegido do Ceará, para possibilitar apoio, especialmente, aos pequenos produtores, diante da problemática da produção de hortaliças a céu aberto na Serra da Ibiapaba, em particular o tomate, além do uso de agrotóxicos, contaminando homem, ambiente e alimentos. O objetivo é ter cultivo com alta tecnologia, sustentabilidade econômica, social e ambiental.

Segundo José Wanderley Guimarães, do Núcleo de Perímetros Irrigados da Secretaria do Desenvolvimento Agrário (SDA), o Estado, a cada ano, está investindo mais no cultivo protegido. "A partir de 2010, vamos ampliar para várias regiões do Estado. Será uma área de 800 metros quadrados para estufa ou telado". Segundo ele, serão 40 projetos distribuídos pelo Cariri, serra úmidas, Ibiapaba, Centro-Sul.

Os recursos para o Projeto de Cultivo Protegido será do Fundo de Desenvolvimento da Agricultura Familiar (Fedaf), que deverá investir R$ 1,4 milhão. No valor estão incluídos a recuperação de mata ciliar, sistema de irrigação, concretagem da estrutura e sistema de biocompostagem líquida (pega-se esterco de curral faz mistura com água e injeta na irrigação).
Fonte: Caderno Regional do Diario do Nordeste

sábado, 14 de novembro de 2009

Conferencia do Clima em Copenhagen: Brasil sem propostas susbtantivas

Decepciona a ausencia de proposições mais substantivas do Brasil - como a redução do desmatamento, melhoria da modelagem de apropriação recursos naturais, reduçao da emissão de gases estufa, adoção radical de tecnologias limpas, redução de impactos e vulnerabilidade - à 15a Conferencia da Convencão das Nações Unidas sob as Mudanças Climáticas. Tudo está sendo relatado como esta participação e os temas a ser ali debatidos fossem unicamente um meros detalhes do debate eleitoral brasileiro em 2010.

A oportunidade única de consolidar nosso país como a grande liderança do presente, na montagem de quadro de diretrizes mais adequado ao futuro do planeta e da humanidade poderá ser desperdiçada e as luzes não estarão mais sobre o Brasil. Tudo indica que dificilmente o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva comparecerá ao evento, sendo representado no mesmo pela Ministra Chefe da Casa Civil Dilma Roussef, até aqui um ferrenha defensora do desenvolvimentismo a qualquer custo. O reducionismo a que chegamos é inteiramente reprovável.

Oxalá surjam novas luzes até lá.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

A arte abre as portas para o Cariri

Com a presença de mais de 600 artistas, 11 países e um público estimado em mais de 300 mil pessoas, será aberta oficialmente hoje, em Crato, para todo o Cariri, a 11ª Edição da Mostra SESC Cariri de Cultura. A solenidade acontece no Centro Cultural do Araripe, a partir das 19 horas e toda a população é convidada a participar do evento.

A Mostra SESC Cariri de Cultura a cada ano vem tendo crescimento na região, envolvendo mais artistas e a sociedade, num grande congraçamento da cultura. Vários setores são beneficiados com o evento. Os hotéis, principalmente das cidades de Crato, Juazeiro do Norte e Barbalha ficam lotados, restaurantes, as noites caririenses ficam mais movimentadas, proporcionando também aquecimento da economia regional.

O resultado de uma grande mobilização que acontece durante o ano todo, por vários profissionais, fará parte de apresentações artísticas em seus mais diversos contextos, de 13 a 26 de novembro, no Cariri e em Fortaleza, promovendo a integração cultural e a troca de experiências em seus mais diversos níveis.

O Centro Cultural do Araripe é um dos palcos do Cariri onde serão apresentados espetáculos artísticos, que durante a mostra se revelam nas artes cênicas, visuais, literatura, música, audiovisual e até excursões gastronômicas, além de passeios, debates e oficinas. Entre os artistas internacionais que desembarcam no Cariri estão representantes de Cuba e da Finlândia.

Todo esse público acompanha os espetáculos nos espaços localizados em quatro pólos; nas cidades de Crato, Juazeiro do Norte, Barbalha e Nova Olinda. Durante a mostra, o Circuito Patativa do Assaré vai levar apresentações itinerantes para outros 11 municípios. E, a partir do dia 21 de novembro, o Cariri chega em Fortaleza, onde ocorrem espetáculos para todos os públicos. Enquanto a mostra estiver no Cariri, as apresentações vão se concentrar em locais como o SESC Crato; o Centro Cultural Araripe; a Praça da Sé; o Teatro Municipal de Crato; o SENAC Crato; o Crato Tênis Clube; o Memorial Padre Cícero, o Largo do Memorial, a Praça Padre Cícero; a Praça Central de Barbalha; o Teatro Neroly; a Escola de Artes Reitora Violeta Arraes Gervaiseau e o Teatro Violeta Arraes.

Fonte: Prefeitura Municipal do Crato

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

11ª Mostra SESC Cariri de Cultura será aberta nesta sexta-feira


O Crato, mais uma vez é palco da abertura da grande festa da cultura, no interior do estado, demonstrando sua pujança de Capital da Cultura. A abertura será feita por Luís Gastão, no Centro Cultural do Araripe, local onde haverá apresentação de grande parte dos espetáculos da Mostra, como também em outros pontos do município.


A Mostra acontece de 13 a 26 de novembro no Cariri e em Fortaleza, tem como grande diferencial possibilitar maior interação entre artistas e espectadores. Serão espetáculos de artes cênicas, visuais, literatura, música, audiovisual e até excursões gastronômicas, além de passeios, debates e oficinas. Ao todo, mais de 600 artistas de 11 países – entre eles Cuba e Finlândia - desembarcam na região, que deve receber cerca de 300 mil pessoas. Todo esse público acompanha os espetáculos nos espaços localizados em quatro pólos; nas cidades de Crato, Juazeiro do Norte, Barbalha e Nova Olinda.


Durante a mostra, o Circuito Patativa do Assaré vai levar apresentações itinerantes para outros 11 municípios. E, a partir do dia 21 de novembro, o Cariri chega em Fortaleza, onde ocorrem espetáculos para todos os públicos. Enquanto a mostra estiver no Cariri, as apresentações vão se concentrar em locais como o SESC Crato; o Centro Cultural Araripe; a Praça da Sé; o Teatro Municipal de Crato; o SENAC Crato; o Crato Tênis Clube; o Memorial Padre Cícero, o Largo do Memorial, a Praça Padre Cícero; a Praça Central de Barbalha; o Teatro Neroly; a Escola de Artes Reitora Violeta Arraes Gervaiseau e o Teatro Violeta Arraes. Os artistas que participam da mostra, entretanto, também descem do palco, transformando o público em parte do espetáculo.


O evento conta com homenagem da Câmara do Crato ao presidente do Sistema Fecomércio, Luís Gastão Bittencourt, com entrega do título de Cidadão Cratense. Em reconhecimento aos benefícios que o Sistema Fecomércio tem desenvolvido na Região do Cariri, em especial pelo município do Crato, a Câmara Municipal do Crato, por unanimidade, concede o título de Cidadão Cratense ao presidente da Fecomércio Luís Gastão Bittencourt. A solenidade será realizada no dia 13 de novembro, às 19h, no auditório do Centro Cultural do Araripe, com presença de vereadores, do prefeito da cidade, Samuel Araripe, secretários e convidados. Na ocasião, será aberta para o Cariri a 11ª edição da Mostra SESC Cariri de Cultura.


Fonte: Prefeitura do Crato. Imagem Estação Crato. Arquivo Ibi Tupi.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Quem explica o "apagão" de energia

Após apagão que deixou às escuras diversos estados, a ONS informou que por volta das 23h45 da noite desta terça-feira a energia transmitida a partir de Itaipu voltou a "entrar" no sistema elétrico brasileiro.

O Estado de Minas Gerais, por exemplo, já recebe energia normalmente e, segundo o Ministério de Minas e Energia, o Estado não é mais afetado pelo apagão. São Bernardo do Campo, Piracicaba, São José dos Campos e parte da Baixada Santista já tiveram restabelecido o fornecimento de energia elétrica. Na cidade de São Paulo, alguns bairros já tiveram a luz restabelecida, como na região da Paulista, nos bairros de Pinheiros, Higienópolis, Santa Cecília, estação Barra Funda do metrô, Vila Mariana e na zona norte da cidade, conforme apurou a reportagem do iG. No Rio de Janeiro, a situação foi normalizada em poucos bairros, como em Copacabana.

O Presidente de Itaipu, Jorge Samek, afirmou ter 99% de certeza de que um vendaval tenha sido a causa do apagão que atingiu, por volta das 22h20, Estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo e derrubou as linhas de transmissão que partem da usina de Itaipu. "Em Foz do Iguaçu hoje tivemos chuvas que derrubaram árvores de 40, 50 anos, como quem tira guarda-sol na praia". Itaipu é responsável por 20% da carga de energia do País e por isso é difícil compensar o corte no abastecimento com energia de outras usinas.

Comentário da postagem: Há anos que os espcialistas do setor vem alertando sobre o aumento do consumo de energia elétrica versus a diminuição relativa dos investimentos em geração de energia, considerando que o crescimento do país está intrisecamente vinculado ao suprimento de energia.

No Governo Fernando Henrique alguns "apagões"levaram a realização de um novo plano de suprimento de energia elétrica, que na atual gestão vem sendo colocado em "banho maria", já que nenhuma fonte geradora foi instalada desde então: nenhuma nova hidrelétrica foi consolidada, os parques eólicos estão aí para ser ainda regulamentados, as termoelétricas estão aquém do programado, o programa de energia nuclear continua suspenso e os recursos à pesquisa em fontes alternativas é aplicado a conta gotas.

Aplica-se mais em marketing e propaganda do que em qualquer outra coisa. E conversa do Ministério das Minas e Energia, nos dias de hoje, se refere-se unicamente à regulamentação do Pré Sal, que de fato é o desenvolvimento de única fonte, derivada de combustíveis fósseis e que só existirá a partir de sua exploração plena a partir de 2024.

Tirem os senhores e senhoras suas conclusões.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Casas em construção desabam em Juazeiro do Norte


Pelo menos duas das 80 casas em construção com recursos do PAC/ Programa de Aceleração do Crescimento, em Juazeiro do Norte/Região do Cariri, desabaram, na manhã deste domingo. Elas integram 20 blocos, sendo cada um com quatro apartamentos em obras na Rua Vereador Antonio Brás/ Bairro Limoeiro.

De acordo com a Secretária de Habitação, Romisa Montenegro, outros seis blocos serão construídos no mesmo espaço e mais 16 blocos no Bairro das Timbaúbas. No desabamento ninguém saiu ferido. Não havia operários no canteiro de obras. As casas ficam na última fila de um dos blocos com obras pela metade. Romisa esteve no local junto com o engenheiro Teodomiro Sampaio, responsável pela construção, e disse que foi um “problema localizado”. Ou seja, segundo ela, um funcionário da empresa fez o corte errado de uma parede atingindo a tubulação elétrica e a estrutura cedeu.

A engenheira garantiu que nenhuma das outras casas em construção está sob ameaça. Mesmo assim, vai determinar um calculista externo para fazer laudo técnico e averiguar melhor a segurança do restante da obra. A mesma opinião foi externada pelo engenheiro Teodomiro Sampaio, em conversa com a reportagem do Site Miséria, acrescentando que a construtora vai arcar com os prejuízos pelo desabamento sem representar ônus aos cofres públicos.Segundo ele, o erro na execução deixou o setor que ruiu sem sustentabilidade, mas insistiu na tese de que o restante está normal negando a possibilidade de uma estrutura inadequada.

Teodomiro adiantou que vai demolir a parte que desabou e reforçar a parede intermediária. Outra garantia dada por ele é que os prazos não serão atropelados devendo concluir as casas em dezembro. Nas imediações do canteiro de obras, um grave problema com o acúmulo de lixo, entulho e lama. Os moradores reclamam a ausência dos carros coletores e maior atenção por parte do setor de limpeza pública da Prefeitura.”

Fonte: Portal Miseria/Juazeiro do Norte

Comentário da postagem: Venhamos e convenhamos, se um corte de parede que colocação de instalações elétricas provoca um desabamento desta ordem, imagina quando as mesmas estiverem um utiização por seus moradores, quais serão os riscos? Entendemos que o CREA/ CE deve ser imediatamente acionado para realização de um laudo técnico sobre a estabilidade do conjunto.

Niemeyer condecorado na Espanha


O Arquiteto Oscar Niemeyer foi condecorado com a Ordem das Artes e Letras de Espanha, galardão que pretende reconhecer o seu percurso profissional e o seu contributo para a difusão internacional da arquitetura presente em Espanha, bem como pela sua influência na arquitectura contemporânea.

De acordo com o jornal espanhol El País, esta distinção foi criada pelo Ministério da Cultura espanhol e pretende reconhecer o valor de pessoas ou instituições, pelas suas obras ou pela sua participação activa na difusão internacional da cultura espanhola.Nascido no Rio de Janeiro, Brasil, em 1907, Oscar Niemeyer é um dos arquitetos mais influentes da arquitetura moderna, nomeadamente pela exploração que faz das possibilidades construtivas, plasticas e expressivas do concreto armado.

Fonte: Anita Rita Sevilha/ Arquitectura e Urbanismo

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Notícias do Geopark Araripe

Em 2005, foi elaborado o projeto de reforma e modernização do Museu de Paleontologia da Universidade Regional do Cariri (Urca), em Santana do Cariri. A reforma, iniciada em 2008, arrasta-se até hoje. Ainda não existem projetos museológico e museográfico para a organização do acervo do museu, considerado patrimônio do povo brasileiro. Pior: as visitações ao museu continuam suspensas.

Já o sítio Cana Brava, localizado em Santana do Cariri e propriedade da Urca, local de pesquisas de registros fósseis em concreções (pedras que possuem fósseis em seu interior) e escolhido para ser um dos geotopes, está abandonado. A ideia do consultor da Unesco Gero Hillmer era transformar aquele sítio em um museu a céu aberto.

Gero Hillmer é um dos mais renomados paleontólogos da Alemanha e, durante quase duas décadas, foi diretor do Instituto e Museu de Paleontologia da Universidade de Hamburgo. É dele a seleção das edificações de apoio e a proposta de urbanização e agenciamento da paisagem do Geopark Araripe, iniciados em 2006 e até agora não concluídos. O escritório-sede do Geopark Araripe, instalado na praça Alexandre Arraes, no Crato, imaginado como o Portal do Geopark aos visitantes, foi fechado e transferido para o interior do Campus Pimenta, da Urca.

Fonte: Coluna Cariri/ Tarso Araújo/ O POVO

Experiência caririense

O ex-reitor da URCA/ Universidade Regional do Cariri, Prof. André Herzog, foi um dos conferencistas do IV Simpósio Nacional Ensino de Geologia no Brasil e II Simpósio de Pesquisa em Ensino e História de Ciências da Terra, realizados de 1º a 5 de novembro, promovidos pela Universidade de São Paulo (USP). Herzog falou sobre a implantação do Geopark Araripe. Ele é hoje um dos maiores conhecedores do tema "Paisagem Cultural", que vem a ser o resultado material de todas as mudanças - sejam elas sociais, naturais, artificiais - que ocorrem em determinada região. Passado, presente, futuro e a história de uma região passam, inevitavelmente, pela paisagem cultural.

Fonte: Coluna Cariri/ Tarso Araújo/ O POVO.

sábado, 7 de novembro de 2009

Falta infraestrutura para o Turismo no Ceará

Interiorizar o turismo é meta do Estado, mas cidades mostram-se despreparadas para sediar grandes eventos. Grandes eventos realizados em cidades do Interior ajudam a aquecer o turismo, descentralizar as atenções de Fortaleza e promover as potencialidades tanto para quem vive como para quem vem de fora do Ceará. Mas o que se observa durante festivais de música, festas gastronômicas e mostras de audiovisual é que a maioria das cidades não possui uma infraestrutura mínima para absorver o número de visitantes desses eventos, quando o público e a população de pequenos municípios ou distritos chega a dobrar ou triplicar.

Falhas no gerenciamento de trânsito e na segurança, utilização de água e esgoto acima da capacidade do sistema, lixo espalhado nas ruas e o próprio desrespeito dos visitantes são fatores que transformam esses locais num ambiente caótico, levando ao risco desses destinos turísticos, que mal estão se firmando, perderem força.O caso mais recente ocorreu em Guaramiranga.

Durante o feriado prolongado de Finados, foi promovida a versão cearense da Oktoberfest. Mas, mesmo com o planejamento prévio e as ações para tentar minimizar os problemas que já costumam ocorrer nestas festas, os organizadores do festival e a Secretaria de Turismo e Cultura se surpreenderam com as 20 mil pessoas que foram para Guaramiranga durante o feriado.

O trânsito ficou engessado numa cidade com apenas duas ruas principais, que também sofreu com o estacionamento indevido. Muitas pessoas reclamaram do lixo acumulado nas ruas e a presença de pessoas com carros de som na praça, ocasionando poluição sonora.O secretário de Turismo e Cultura, Potiguar Fontenele, reconhece que o município não estava preparado para o que ocorreu. "A Oktoberfest atraiu cerca do dobro de pessoas que vêm para o Festival de Jazz & Blues".

Ele afirma que não chegou a faltar água, mas que o abastecimento ficou "no limite" e faltaram produtos como gasolina e alimentos. "É um tipo de turismo insustentável", define o secretário. Uma das soluções apontadas pelo gestor seria a construção de um centro de eventos fora da cidade. "Penso que seria possível fazer isso no Campo da Batalha, que fica a cinco quilômetros de Guaramiranga", afirma ele.

Segundo Aécio Santiago, da organização da Oktoberfest, o problema é que houve uma concentração excessiva de pessoas em Guaramiranga. Ele avalia que, por um lado, mostra o sucesso do festival promovido na última semana, mas, por outro, revela a necessidade de reorganizar a estrutura do município.

"Marcamos reuniões com o Governo do Estado e a Prefeitura para elaborar um projeto para a próxima edição. Não estamos nos eximindo dos problemas, mas tentamos tornar o impacto mínimo possível. Realizamos ações para disciplinar o trânsito e todo o lixo gerado na Arena da Cerveja foi devidamente recolhido e vai para a reciclagem". A ampliação do número de leitos e a melhoria do acesso ao município são apontados por ele como os principais desafios para melhorar a absorção de turistas.

Um dos eventos mais importantes fora do circuito tradicional do Carnaval cearense, o Festival de Jazz & Blues realiza sua décima edição em 2010, em Guaramiranga. Ao enfrentar os problemas de realizar eventos num local com pouca estrutura, uma das organizadoras do festival, Rachel Gadelha, acredita que um dos segredos para realizar eventos em pequenas cidades é saber equilibrar o porte do que se pretende fazer com o contexto e a cultura locais.

Fonte Reportagem de Karoline Viana no Caderno Regional do Diário do Nordeste.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Ao futuro com quilombos e sesmarias

No Rio de Janeiro, um procurador regional da República ajudou sem querer a criar uma nova comunidade tradicional de ex-escravos no Vale do Paraíba, sugerindo ao dono de um sítio em Volta Redonda, frustado com o tamanho do terreno, intitular-se quilombola. Era conversa de coquetel. Servida com uma boa dose de ironia. Mas funcionou como consultioria jurídica. O quilombola de fim de semana saiu à cata de seus direitos ancestrais. E o sítio está pulando a cerca, rumo ao pedaço que lhe cabe na conta das reparações históricas.

E ainda há quem reclame que as leis não pegam no Brasil. Eis o exemplo de uma lei pegou antes mesmo do Descobrimento. Está viva há mais de 600 anos. E esbanja saúde política. É a que instituiu em 1375 o regime português das sesmarias.

No reinado de D. Fernando, ele serviu para botar em produção terras arruinadas ou incultas. Nessa primeira encarnação, a sesmaria implicava que o dono explorasse seu pedaço de chão como devia, ou pelo menos o arrendasse por “preço justo”. Senão, arriscava-se a ver a propriedade confiscada em nome do interesse público.

Com ela, floresceram pelo campo os sesmeiros, que faziam mais ou menos a olho nu e pistolão o que o INCRA faz hoje no Brasil com presidente, cinco diretores, auditores, chefes de gabinete e outras regalias de latifúndio burocrático. Para chegar aonde chegou deste lado do Atlântico, a sesmaria percorreu um longo caminho. Incorporou-se às ordenações afonsinas no século XV. Às manuelinas no XVI. Às felipinas no XVII. E tomou gosto no Brasil por atuar sobre “matos maninhos” e “matas bravias”.

Era, na Independência, embora a poeira dos séculos tivesse salpicado em suas páginas dispositivos que hoje causariam algum transtorno assentamentos do INCRA, se os novos sesmeiros levassem ao pé da letra requisitos da administração pompalina, como o prazo de cinco anos para provar que a terra doada está mesmo produzindo ou a proibição de vender o título da propriedade que ganhou de mão-beijada.

Há 186 anos, o patriarca José Bonifácio quis incluir a revisão geral das partilhas feitas entre os amadrinhados da coroa portuguesa nos atos inaugurais do Brasil independente. Como a proposta de José Bonifácio não vingou, as sesmarias ficaram soltas por aí, “sem lei, nem rei”, como o cronista Pero de Mangalhães Gândavo dizia que as coisas costumavam funcionar por aqui. Aclimataram-se a um território que, até pouco tempo atrás, parecia ter sempre fronteira de sobra para abrir, derrubar e, eventualmente, passar adiante, assim que as estradas, o progresso, a agricultura e os cartórios chegam para valer às áreas desbravadas pioneiros em confins devolutos.

As sesmarias só se modernizaram de poucos anos para cá, ao mudar de lado. Viraram política de quilombolas, índios, sem-terra, seringueiros, caiçaras, gerazeiros e outros títulos de exclusão social que, como a velha nobiliarquia, têm raízes na terra. Em nome dessas tradições fundiárias, seus direitos prevalecem até sobre parques nacionais, florestas públicas e áreas protegidas.

Com uma exceção notável, que está no site oficial do Ministério da Integração. Ali se ouve o ministro Geddel Vieira Lima explicar a política popular e progressista que abriu alas para os canais da transposição, transpondo antes de mais nada os índios e quilombolas que viviam nas margens do rio São Francisco. A entrevista do ministro é um divisor de águas. Com ela se aprende que entregar a quilombolas 700 mil hectares do Parque Nacional do Jaú, na Amazônia, é uma coisa. Pendurar-se na balaustrada do PAC, outra, muito diferente.

Matéria do Jornalista Marcos de Sá Correa no O ECO http://www.oeco.com.br

Recursos hídricos em evidencia


O uso da água no cotidiano urbano e rural. A equipe da Poesia da Luz, instituição voltada à promoção de atividades audiovisuais com sede no Cariri, acaba de concluir a primeira etapa do Projeto Água pra que te quero!, um diagnóstico da utilização dos recursos hídricos nas bacias do Banabuiú, Alto Jaguaribe e Salgado. A documentação fotográfica e o mapeamento social na primeira delas, a do Banabuiú, constatam a precariedade do abastecimento de água encanada na zona rural e a falta de consciência sobre o desperdício do líquido. A maioria da população carece de orientação acerca do uso racional desse recurso natural.

Reportagem Alex Pimentel. Caderno Regional do Diário do Nordeste.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Mestre Acácio Gil Borsoi

Faleceu nesta 4a Feira , 04/Novembro, em São Paulo, um dos maiores arquitetos brasileiros da atualidade, ACÁCIO GIL BORSOI. Nascido no Rio de Janeiro/ RJ, filho, esposo, pai, avô e mestre de várias gerações de arquitetos brasileiros, Borsoi diplomou-se no final dos anos 40, na Faculdade Nacional de Arquitetura da Universidade do Brasil.

Transferiu-se para o Recife com apenas dois anos de formado onde foi um profissional da mais alta relevância. Em Pernambuco, Borsoi participou de várias Diretorias e Conselhos do IAB-PE e foi escolhido como patrono do 19º Congresso Brasileiro de Arquitetos, uma homenagem dentre as várias manifestações de reconhecimento que já lhe foram prestadas ainda em vida. Dentre todas vale ressaltar o Colar de Ouro, comenda máxima da arquitetura brasileira, concedido pelo IAB Nacional, em 2006, pela sua contribuição para a arquitetura e urbanismo brasileiros. Borsoi vai ser velado em São Paulo onde irá ser cremado. Posteriormente as cinzas serão trazidas para Recife, em data a ser divulgada.

Várias de suas obras são referencias marcantes no panorama da Arquitetura Cearense, como a sede da Receita Federal, o Condomínio Residencial Granville, na Beira de Fortaleza, a Residencia Benedito Macedo e a Sede da Holding J. Macedo.

Vazio permeia e fantasma paira sobre 8ª Bienal de Arquitetura

ESPECIAL PARA A FOLHA
Bruno Padovano, idealizador desta edição da Bienal de Arquitetura, sonhava com uma mostra para todos os públicos. Falou até em crianças. Em parte, ele alcançou o feito: tem espaço de sobra para as crianças correrem. A exposição está rarefeita. Faltou conteúdo e curadoria: 60 dias antes da abertura, após declarar nesta Folha que nas edições anteriores "os espaços ficavam às moscas", ele foi afastado.

Sem repetir tendências, o vazio não é privilégio de nenhum andar. O visitante vai encontrá-lo já na entrada, nos estandes de empresas e livrarias. Pela primeira vez, uma empresa especializada comercializou os estandes. Nada contra, se não fosse o fato de conseguirem alugar só 1/5 do disponível. Um pouco acima, no térreo alto, o vazio continua nos ambientes governamentais. É espaço pago e sem conteúdo advindo da curadoria. Na sequência, o próximo piso é dividido pela mostra geral de arquitetos e pelas exposições dos países. Nos dois casos, há sobras e nada da curadoria. Na exposição geral, após pagar, os arquitetos apresentam o que bem entender (apenas vergonhas são barradas).

Os países também pagam, mas possuem curadores próprios que salvam a exposição. Efetivamente, só é possível ver a mão de Padovano no último piso, dividido entre estádios da Copa de 2014 e aquários para workshops estudantis (talvez o único ponto memorável do evento). Para finalizar o roteiro, a última parada é um estande de uma multinacional com 500 m2. "Entrou no final para fechar as contas", conta Mario Yoshinaga, vice-presidente da seção paulista do IAB (Instituto de Arquitetos do Brasil).
O clima é de feira, não de mostra cultural. Um recurso cenográfico desta edição ajuda a diminuir a impressão de vazio generalizado: como se fosse fruto de uma fogueira colorida, nuvens de tecidos com quatro cores identificam cada andar e distraem a atenção do visitante para o teto.

O vazio expressa o pecado original da bienal: ela é de responsabilidade do IAB-SP. Se no passado o instituto foi fundamental para consolidar a profissão no Brasil, hoje sua importância é quase nula. O que sobra é a Bienal -sua vedete. Mas pesa sobre os ombros da maior mostra de arquitetura do país o caráter burocrático do instituto.

Sob esta ótica, há um forte agravante nesta edição: uma disputa política rachou os profissionais do IAB-SP. A diretoria responsável por esta Bienal assumiu a gestão com a ajuda de um chaveiro que arrombou a porta. À sua frente, estava o respeitado Joaquim Guedes. Tão brilhante quanto atormentado, Guedes licenciou-se do cargo para tentar uma vaga de vereador. Antes do pleito, morreu tragicamente atropelado em frente de casa e deixou como herança uma diretoria inexpressiva. A presidente, por exemplo, é Rosana Ferrari, cujo trabalho profissional mais significativo foi o ambiente "Grill Gourmet" em um mostra de decoração de Jundiaí.

A Bienal poderia salvar sua inócua gestão, e o plano incluía Padovano, eleito curador cinco meses antes da abertura do evento. Ele falou em sustentabilidade, errou ao não montar salas especiais para "democratizar" o evento e sua única ideia levada a cabo foi expor os estádios. Um tiro no pé: políticos e empreiteiras escolheram os arquitetos das arenas sem concursos, ou seja, diferente da forma democrática proclamada pelo IAB. Para viabilizar o evento, chegaram a pedir ajuda financeira das cidades-sede. Ora, é conteúdo ou propaganda?

Resumo da ópera: esta é a mais fraca entre todas as bienais já realizadas. Pensando nisso, antes de terminar a visita, fui hipnotizado pelas nuvens coloridas. Elas me pareceram o fantasma colorido de Joaquim Guedes pairando sobre a mostra.

Fernando Serapião é arquiteto e editor-executivo da revista "Projeto Design"

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Programa Cidade do Ceará - Cariri Central

Após realizar estudos por meio de análise de agrupamentos e identificação do potencial econômico de várias regiões, o Governo do Ceará desenvolveu uma estratégia de integração regional com vistas a estimular o crescimento dos centros urbanos secundários e terciários situados fora da região metropolitana de Fortaleza.

O projeto aprovado hoje apoiará a estratégia estadual de integração regional em três áreas principais:

  • Melhoria da infraestrutura para solucionar importantes deficiências, proteger e restaurar o meio ambiente, e aperfeiçoar os serviços públicos para residentes locais e o turismo. Essas medidas abrangerão a infra-estrutura de transporte, um aterro sanitário regional, aprimoramento da drenagem em áreas ambientalmente degradadas, modernização dos centros urbanos, assim como dos espaços públicos utilizados por romeiros, saneamento ambiental e melhorias nos parques urbanos.
  • Desenvolvimento econômico local com base em agrupamentos setoriais para facilitar inicialmente o crescimento dos segmentos de turismo e de calçados, incluindo o estabelecimento do Geoparque Araripe em um importante sítio paleontológico. Outros agrupamentos setoriais serão identificados para receber apoio em uma segunda etapa.
    Fortalecimento institucional e administrativo regional para melhorar a coordenação e a colaboração entre os municípios do Cariri Central e o governo estadual nas seguintes áreas: (I) elaboração de uma estratégia para o meio ambiente regional; (II) fortalecimento das instituições municipais nos setores de planejamento, desenvolvimento econômico local e gestão financeira, e (III) apoio à Secretaria de Estado das Cidades para a implementação de sua estratégia regional.

Comentário da postagem: o Programa Cidades do Ceará é um seguimento do Programa PROURB/ CE - Projeto de Desenvolvimento Urbano e Gestão de Recursos Hídricos, concebido em 1996 e desenvolvido entre 1998 e 2003, ano em que foram realizados também vários planos de desenvolvimento regional.

Programa Cidades do Ceará: US$ 66 milhões para a Região do Cariri

Recursos são do Banco Mundial e Governo do Estado do Ceará e, financiarão a melhoria do desenvolvimento da economia e da infraestrutura da Região do Cariri através do Programa Cidades de Ceará.

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) aprovou, nesta terça-feira (20), autorização para que o estado do Ceará contrate operação de crédito externo, no valor de US$ 46 milhões, com o Banco Mundial, com garantia da União. Os recursos, que serão liberados entre 2009 e 2013, destinam-se ao financiamento parcial do Projeto de Desenvolvimento Econômico Regional do Ceará (Cidades do Ceará - Cariri Central).

O Estado entrará, como contrapartida, com recursos da ordem de US$ 20 milhões. A mensagem do Executivo (MSN 209/09) solicitando a autorização recebeu voto favorável do relator, senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE). De acordo com o relator, o financiamento é um dos assuntos mais importantes para o Ceará, pois tem por objetivo reduzir o desequilíbrio socioeconômico entre a Região Metropolitana de Fortaleza e o interior do estado.

Segundo Valadares, o Ceará terá, já considerando esse empréstimo, dispêndio médio com os serviços de sua dívida consolidada de 4,46% de sua receita corrente líquida, valor, como observou, bastante inferior ao permitido, que é de 11,5% da receita. Na defesa da proposta, o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) afirmou que os recursos serão importantes para a qualidade de vida das pessoas que residem na região. A matéria seguirá para o exame do Plenário, em regime de urgência.

Diretrizes de gestão do Geopark Araripe


Alguns equívocos estão sendo cometidos na gestão do Geopark Araripe.

O primeiro deles é não considerar que nossas potencialidades são únicas e notáveis em todo o mundo. Temos a maior quantidade de registros fósseis do Período Cretáceo do planeta, sendo os Fósseis de Santana os mais íntegros documentos da História da Terra e das origens da vida. Temos agregado a isto uma Floresta Nacional, dotada de um panorama de biodiversidade desconhecido, mas integralmente mantida como tal há 60 anos. O contexto cultural, a expressão popular e amiencia religiosa da Região do Cariri nos distinguem completamente do restante do país, tanto que este patrimonio imaterial está em vias de ser considerado um dos mais relavantes do Brasil.

O segundo equívoco é desconhecer, propositalmente, que todas as realizações feitas anteriormente entre 2005 e 2006, que deram origem a outras mais extensivas a 2007/ 2008/ 2009, que levaram ao reconhecimento e credenciamento da região pela UNESCO, na 2nd Global Conference on Geoparks, em Belfast, na Irlanda indicaram que o acervo do Museu da Paleontologia da Urca, em Santana do Cariri será uma das principais ancoras deste conceito de Geopark proposto(1), que as escavações de pesquisa do Sítio Canabrava estão de acordo com as recomendações internacionais e podem se transformar em museu ao ceú aberto, a semelhança de vários outros existentes no mundo(2); que toda a informação e identidade visual dos geotopes foram feitas de acordo com rigor recomendado pela UNESCO e que material informativo tem qualidade excepcional(3) e que há necessidade expressa e obrigatoria da manutenção escritório de informações do Geopark Araripe, no Crato, como o portal de informações deste conjunto de monumentos naturais protegidos(4).

O terceiro equívoco é imaginar que a transposição de modelos de gestão europeus e notadamente portugueses, vistos na várias viagens interncionais recentemente realizadas é de alguma forma significante ao que devemos construir na nossa realidade regional, quando aqui mesmo, ao nosso lado existem experiencias notabílissimas com reconhecimento internacional, como são os casos do Parque Nacional da Serra da Capivara, no Estado do Piauí, administrado há quase 30 anos pela Fundação do Homem Americano e o Parque Nacional do Arquipélago de Fernando de Noronha, administrado pelo próprio IBAMA.
Conviria aos atuais gestores do Geopark Araripe, verificar e absorver tudo o que foi feito, na trajetória recente de consolidação deste conceito, desde a exposição Araripe: Ciencias da Terra, Ciencias da Vida, na Fundação Alvares Penteado, em São Paulo, coordenada pela Fundação Araripe, que infelizmente nunca chegou até nós(1), a montagem do Aplicattion Dossier UNESCO, que levou ao credenciamento do Geopark Araripe(2); as várias exposições sobre o Geopark Araripe e Fósseis de Santana, feitas no Market Place, em Osnabrück, na Alemanha(3), no Parque de Exposições do Crato(4), no Centro de Arte e Cultura Dragão do Mar, em Fortaleza(5) e Centro de Convenções de Salvador, naquela cidade(6). Além da várias reportagens inclusive do Programa Globo Ciencia(6) e Canal Futura(7) sobre o assunto e ver direitinho o que se passa.

Verificando amiúde se esta "reinvenção da roda" tal qual está sendo proposta é adequada.

Avanços compartilhados no Litoral Leste


Os Municípios do Litoral Leste estão se articulando para revigorar o Fórum de Turismo que os congrega. O empresário José Ruy Barbosa, dirigente da Associação dos Empreendedores de Canoa Quebrada, assumiu a presidência da instância e iniciou uma série de encontros para avaliar o potencial da região. A ideia é conciliar turismo, cultural, ambiente e geração de renda.

Fonte: Coluna Comunicado do Diário do Nordeste.


Comentário da postagem: Esta é um ótima idéia. Canoa Quebrada é hoje um dos mais requsitados destinos turísticos internacionais do Estado Ceará e de quebra uma localização totalmente equipada e infraestruturada do ponto de vista urbanístico, com redes de saneamento básico e distribuição de água tratada.

domingo, 1 de novembro de 2009

Reunião Preparatória do Congresso Brasileiro de Geoparks


Transcorreu na tarde desta última 6a feira, dia 30/10, no Salão dos Atos da URCA, a primeira reunião preparatória do Congresso Brasileiro de Geoparks, que acontecerá na primeira semana de Dezembro/ 2009, no Crato, organizada pelas: Secretaria da Ciencia, Tecnologia e Ensino Superio, Secretaria das idades e Secretaria do Turismo. Presentes os Secretários Joaquim Cartaxo/ Cidades e Teresa Lenice Mota/ SCT além de outros membros do Governo, representantes de Prefeituras Municipais, ONGs, pesquisadores.


Apresentaram-se as experiencias do Geoparks Naturtejo e Arouca, ambos em Portugal, além de outras situações européias relevantes, resultados de inúmeras viagens de membros do "staff"governamental àquelas situações.


Mas o ponto alto da reunião foram os vários depoimentos ressaltaram a necessidade de urgentemente se consolidar o Geopark Araripe, dando continuidade aos trabalhos iniciados em 2006, de seleção dos principais locais de registros relevantes, de orientação e identidade visual destes geossítios, de melhorias ao Museu da Paleontologia, a necessidade de um plano de divulgação e ações de educação ambiental tendo em conta que a região do Araripe além de possuir todo este contexto geo ambiental exuberante e registros fósseis notáveis, inclusos neste caldeirão cultural que é o Cariri, aspectos reconhecido pela UNESCO, como relevantes no contexto mundial.


Houveram registros diversos que agora temos todas as condições de finalmente dar continuidade a consolidação do Geopark Araripe, este sistema de monumentos naturais e situações relevantes que muito poderá contribuir para o desenvolvimento sustentável da região do Cariri e Bacia Sedimentar do Araripe, por conta de todas as ações realizadas e notadamente pela finalização dos Levantamentos e Estudos Técnicos Científicos dos Geotopes do Geopark Araripe e do contexto onde os mesmos estão incluídos nos municípios de Santana do Cariri, Nova Olinda, Crato, Juazeiro do Norte, Barbalha e Missão Velha.


Entretanto restaram várias e várias grandes dúvidas no ar, que esperamos ver sanadas em muito breve:



  • O Museu de Paleontologia da URCA, em Santana do Cariri, apesar de todos os esforços da Universidade em requalificá-lo, desde 2005, quando foi elaborado o projeto de reforma e modernização, tem uma reforma que se arrasta há um ano e há uma imensa carencia de recursos para finalizar este conjunto de melhorias.

  • Também não existem ainda os necessários projetos Museológicos e Museográficos, de organização o seu magnífico acervo, que é um patrimonio nacional, à visitação pública, além de dotações especiais para estas ações. Este equipamento é a ancora principal do Geopark Araripe.

  • O Sítio Cana Brava, propriedade da URCA, local de pesquisas de registros fósseis em concreções - as pedras que possuem fósseis em seu interior - denominado Geotope Santana, que poderia se transformar, imeditamente, em museu a ceú aberto, de acordo com as recomendações do Prof. Gero Hillmer, um dos mais renomados paleontologos da Alemanha e durante quase duas décadas Diretor do Instituto e Museu de Paleontologia da Universidade de Hamburg. Mas as edificações de apoio e a proposta de urbanização e agenciamento da paisagem não tem concluídos os trabalhos também iniciados em 2006. Esta situação poderia ser uma segunda ancora principal do Geopark Araripe.

  • O Escritório Sede do Geopark Araripe, instalado na Praça Alexandre Arraes, na área central do Crato, que foi imaginado como o Portal do Geopark aos visitantes da região, que infelizmente permanece ainda não operando de acordo com sua proposta original, poderia ser imediatamente reatido plenamente.

  • Urge a realização urgenciada de um Plano de Negócios e Gestão do Geopark Araripe, como foi sugerido pela Secretaria das Cidades e discriminado no acordo com o Banco Mundial, como requisito básico ao Programa Cidades do Ceará - Região do Cariri Central.

Como diz o dito popular: "O tempo ruge".


Imagem área de uma das maravilhas do Cariri e Bacia Sedimentar do Araripe, que é o Canyon da Cachoeira de Missão Velha/ Geotope Devoniano, com seus quase 3 quilometros e extensão. Fotografia de Daniel Roman. Acervo Ibi Tupi.

Geopark Araripe em Coluna Cariri/ O Povo

O Geotope de Juazeiro do Norte será relocalizado no aprazível local denominado "Santo Sepulcro", situado na colina do Horto. Trata-se de um dos locais mais visitados pelos romeiros do Padre Cícero, bem melhor que o local anteriormente selecionado para o geotope juazeirense, de difícil acesso e mal localizado. Eis aí uma prova de que a Secretaria das Cidades do Ceará levou a sério a denúncia feita pelo consultor da Unesco, Gero Hillmer, sobre a atual situação dos geotopes que compõe o Geopark Araripe.

Fonte - Coluna Cariri/ O Povo

sábado, 31 de outubro de 2009

Falta um Plano para a Amazonia


"Quando um viajante britânico passou pela região em 1911, contou que um dos moradores lhe disse: 'Governo? O que é isso? Não sabemos de governo nenhum aqui!'. O local era um paraíso para bandidos, fugitivos e caçadores de fortuna com armas na cinta, laçando onças para fugir do tédio e matando sem hesitação", escreveu sobre a Amazônia o repórter David Grann em seu livro Z - A cidade perdida, deste ano. De lá para cá muita coisa mudou, ou não, principalmente quando o assunto é presença do governo e planejamento para a região.


Especialistas, empresários, ongs e administradores públicos reunidos em Belém no último dia da terceira edição do Fórum Amazônia Sustentável apontaram que a ausência do Estado, a falta de orçamento e a inexistência de um plano global de desenvolvimento mantêm o atraso presente na Amazônia. José Eli da Veiga, da Universidade de São Paulo, comentou que falta um projeto nacional para desenvolver a região.



“O PAC (Plano de Aceleração do Crescimento) é o único plano que o governo tem para pôr na mesa em relação à Amazônia’’, criticou. Segundo ele, a omissão do Estado brasileiro em relação a propostas de desenvolvimento na região deverá ser suprida em parte pelas empresas e ONGs que lá atuam. “Mesmo assim, o governo precisa estar presente e não apenas asfaltando estradas e construindo usinas”, disse o especialista.


Já Ignacy Sachs afirmou que é preciso uma revolução tecnológica a partir de investimentos maciços e estímulo à educação científica. Ele apontou para a necessidade de investimentos em pesquisa sobre biodiversidade, implementação efetiva do Zoneamento Econômico Ecológico e exigência de certificação para os produtos florestais. “Com 25 milhões de habitantes e a maior biodiversidade do planeta, a Amazônia tem condições de se tornar um laboratório para as sociedades do futuro", destacou o diretor do Centro de Estudos sobre o Brasil Contemporâneo da Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais de Paris.


Para o representante do Grupo de Trabalho Amazônico (GTA), Rubens Gomes, tão urgente quanto isso é combater a tentativa de desmonte da legislação ambientalista que está em curso no país. “O fórum deverá se posicionar sobre isso em um documento a ser enviado ao governo”, adiantou Gomes, conforme nota distribuída pela assessoria do evento.


Fonte: Jornal O ECO http://www.oeco.com.br/salada-verde

Foto de Araquém Camara exposta na Exposição Amazonia - Brasil, em Abril/ 2008 no Pier 17/ South Street Seaport/ New York, com curadoria do Designer Gringo Cardia.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Reunião preparatória para I Encontro Brasileiro de Geoparks acontece hoje na URCA

Será realizada hoje, na URCA, às 15 horas, reunião preparatória para o I Encontro Brasileiro de Geoparks: fortalecendo novas candidaturas, no Cariri, que acontecerá nos dias 11 e 12 de dezembro. O evento é importante por ser o momento de definir a programação do Encontro. Serão compartilhadas informações sobre os Geoparks do mundo. O Geopark Araripe é o único do Hemisfério Sul e o objetivo do encontro é estimular novas candidaturas de áreas do Brasil que possam se tornar espaços de Geoparks junto à UNESCO.

Em 2010, está previsto para acontecer na região o Encontro Panamericano de Geoparks. Estarão participando da reunião os Coordenadores da Unidade Executora do Geopark Araripe, Prefeitos e Secretários dos municípios inseridos no Programa, empresários das cadeias do turismo, artesanato, cultura e demais atividades econômicas, representantes de instituições parceiras. O evento contará com a presença do Coordenador Geral da Unidade Executora do Geopark Araripe, Professor Patrício Melo, Secretária Adjunta da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Educação Superior, Teresa Mota e o Secretário das Cidades do Estado do Ceará, Joaquim Cartaxo Filho.

Caravana do Geoprocessamento

Técnicos do Sistema de Proteção da Amazônia (SIPAM) estão percorrendo diversos municípios amazônicos para capacitar instituições públicas para o uso do programa Terraview, do INPE, a fim de promover melhorias na gestão ambiental local. Até agora já passaram pelo curso técnicos de 35,3% dos 779 municípios da Amazônia Legal, com enfoque nos que têm maiores problemas de desmatamento.

Até o fim do ano serão treinadas mais nove turmas, que passam a ter acesso a bancos de dados com imagens de satélite de cada localidade, podendo servir de base para elaboração de diagnósticos ambientais municipais, úteis para administração pública, como mapa de aptidão agrícola, resíduos sólidos e potencial turístico ou mineral.

Fonte O ECO http://www.oeco.com.br/

Aberta Romaria dos Finados em Juazeiro


A expectativa é de que até terça-feira, a cidade receba algo em torno de 600 mil fiéis para participarem das celebrações católicas na cidade de Juazeiro do Norte, no Cariri, no Sul do Estado do Ceará. A romaria de Finados foi aberta na noite de ontem, com duas celebrações, uma na Praça dos Romeiros, presidida pelo bispo de Propiá, em Sergipe, dom Mário Rino Savieri, e outra pelo bispo diocesano, dom Fernando Panico, no Santuário dos Franciscanos, às 19 horas, reunindo milhares de pessoas de diversos estados do Nordeste.

A perspectiva da igreja é que a cidade até terça-feira receba cerca de 600 mil fieis.Este ano, a romaria da esperança, em memória de finados, tem como tema das celebrações, com missas até a terça-feira nos Franciscanos, Basílica de Nossa Senhora das Dores e Capela do Socorro, onde estão sepultados os restos mortais do padre Cícero, "Mãe das Dores, Padre Cícero e São Francisco: Caminho de Paz e Justiça para Cristo.

Este ano, a romaria de Finados será uma das mais simples e também com menos dias de realização.A partir de hoje, serão realizadas, sempre às 18 horas, saindo da Capela do Socorro até a Basílica, procissões que vão até o dia primeiro, dia de Todos os Santos. Nesta data, também Dia do Romeiro, em Juazeiro, será realizada no início da noite procissão com imagens de santos, levados pelos próprios fieis.

Ontem pela manhã já se registrava a chegada de grande número veículos de vários estados, principalmente de Sergipe e Pernambuco. Nesta romaria, é comum a participação de pernambucanos. Também de caminhões paus-de-arara. A reorganização do comércio informal nas proximidades do Santuário dos Franciscanos tem facilitado o tráfego na área, uma das mais movimentadas na romaria. É tradição a chegada dos carros e três voltas com buzinaço em torno da imagem de São Francisco. O passeio das almas, uma breve caminhada numa passarela sobre os arcos do Santuário, é também uma parte obrigatória do ritual de quem chega ao local neste período do ano.

Durante a celebração na praça dos romeiros, o padre Paulo Lemos, administrador da Basílica, saudou os romeiros que começavam a chegar na cidade, destacando esse como um dos momentos fortes das romarias de Juazeiro do Norte. "É com alegria que recebemos cada romeiro" , disse.

Uma programação paralela às celebrações foi preparada pela administração, dentro das comemorações a caminho do centenário da cidade, em 2011. Na manhã desta sexta-feira, a beata Maria de Araújo, que protagonizou o milagre de Juazeiro, ganha placa no local onde nasceu no dia 24 de maio de 1863. A solenidade será às 9 horas com as presenças do prefeito Manoel Santana e do diretor adjunto dos Correios, Francisco de Assis Marques.

Reportagem de Elisangela Santos para o Caderno Regional do Diário do Nordeste.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

MPF/ CE quer agora a paralisação total das obras do parque eólico de Aracati

O Ministério Público Federal no Ceará recorreu, por meio de agravo de instrumento, ao Tribunal Regional Federal da 5ª região, com sede no Recife, pedindo a reformulação da última decisão dada pela Justiça Federal, no sentido de não apenas impedir a instalação de novos aerogeradores, mas de determinar a imediata paralisação das obras do Parque Eólico de Aracati, situado no Distrito de Cumbe/Canavieiras, de responsabilidade da empresa Bons Ventos Geradora de Energia S/A. Para o MPF, o retorno das atividades do Parque Eólico de Aracati somente se dará após o Estudo de Impacto Ambiental – EIA-RIMA.

Em 26 de outubro, a Justiça Federal apreciou o pedido do Ministério Público Federal, mas o juiz apenas acatou em parte, determinando à empresa responsável pelo dano ambiental que suspendesse as obras de construção das torres dos aerogeradores cujos os procedimentos de implantação ainda não tiveram início, no caso, são apenas três torres de um total de 67 torres das Usinas Eólicas. Para o procurador da República Luiz Carlos Oliveira Júnior a decisão foi restritiva, com isso a sua reformulação se faz necessária por ser suscetível de causar lesão grave e de difícil reparação.

Segundo o procurador da República em Limoeiro do Norte, Luiz Carlos Oliveira Júnior é necessária a observação quanto aos laudos existentes no processo, que atestam, com a existência dos aerogeradores das Usinas Eólicas, os graves danos causados ao meio ambiente e ao patrimônio cultural, que são os sítios arqueológicos, nas dunas móveis e fixas das Praias do Cumbe/ Canavieiras, resultando em terraplanagem do local, desmonte de dunas e desmatamento da vegetação protetora do ecossistema.”

Fonte Site MPF/CE

Floresta Zero: Camara prepara superanistia para o desmatamento


A Comissão de Meio Ambiente da Câmara vota nesta quarta-feira (28) um projeto de lei que anistia mais de 35 milhões hectares de desmatamento ilegal no país. A área corresponde a cerca de sete vezes o estado da Paraíba, nove vezes o estado do Rio de Janeiro ou 18 vezes a área de Sergipe, cujo território tem o tamanho de Israel.


A proposta, que não precisa passar pelo Plenário, é um substitutivo ao Projeto de Lei 6424/05, do senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA). Batizado pelos ambientalistas de “FLORESTA ZERO”, o texto foi preparado pelo deputado ruralista Marcos Montes (DEM-MG). Na prática, o projeto isenta de multas ambientais proprietários de áreas desmatadas ilegalmente e dispensa a obrigatoriedade de recompor florestas degradadas. Veja a íntegra do substitutivo ao PL 6424.


O projeto original permitia apenas a reposição florestal com espécies não nativas (veja o PL original). Mas o relator aproveitou para acrescentar outras mudanças no Código Florestal (Lei 4771/1965). Marcos Montes repassa para os estados, por exemplo, a competência de definir os percentuais de reserva legal e de áreas de proteção permanente (APPs). A proposta segue na mesma direção do projeto ruralista de criação do Código Ambiental Brasileiro.


Fonte Congresso em Foco/ Blog do Eliomar de Lima

Romaria de Finados


Será aberta oficialmente amanhã, com missa campal na Praça dos Romeiros, às 19 horas, a Romaria da Finados, neste município. A expectativa durante os próximos quatro dias é que a cidade receba cerca de 600 mil romeiros. Esta é a maior romaria do ano, com menos dias de realização. Este ano, as comemorações das quatro décadas da estátua do Padre Cícero será o ponto alto da festa, com lançamento de projeto de revitalização do espaço do horto e restauração do monumento.

O tema da romaria este ano é "Padre Cícero e São Francisco caminhos de Paz e Justiça para Cristo". Um dos locais mais visitados durante esse período, além da estátua do Horto e a Capela do Socorro, onde estão sepultados os restos mortais do Padre Cícero, é o Santuário dos Franciscanos, que faz uma programação especial para receber os romeiros. Tanto que o tema integra o trabalho da Basílica com os frades capuchinhos. A abertura na Igreja dos Franciscanos será às 19 horas de amanhã.

Já na Basílica de Nossa Senhora das Dores e no Socorro há uma programação destinada às missas durante o dia, devocionários e confissões. Às 15 horas, encontro com os romeiros no Círculo Operário São José. Todos os dias será realizada procissão, de 29 até o dia 1º, da Capela do Socorro para a Brasílica.

Fonte Reportagem e fotografia de Elizangela Santos para o caderno Regional do Diário do Nordeste.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Sítio Caldeirão, o Araguaia do Ceará

No CEARÁ, para quem não sabe, houve também um crime idêntico ao do “Araguaia”, contudo pior em proporções, foi o MASSACRE praticado por forças do Exército e da Polícia Militar do Ceará no ano de 1937, contra os camponeses católicos do Sítio da Santa Cruz do Deserto ou Sítio Caldeirão, quando através de bombardeio aéreo, e depois, no solo, com tiros de fuzis, revólveres, pistolas, facas e facões, assassinaram mulheres grávidas, crianças, adolescentes, idosos, doentes e todo o ser vivo que estivesse ao alcance de suas armas.

Como o crime praticado pelo Exército e pela Polícia Militar do Ceará foi de LESA HUMANIDADE / GENOCÍDIO / CRIME CONTRA A HUMANIDADE é considerado IMPRESCRITÍVEL pela legislação brasileira bem como pelos Acordos e Convenções internacionais, e foi por isso que a SOS - DIREITOS HUMANOS, ONG com sede em Fortaleza - Ceará, ajuizou no ano de 2008 uma Ação Civil Pública na Justiça Federal contra a União Federal e o Estado do Ceará, requerendo que sejam obrigados a informar a localização exata da COVA COLETIVA onde esconderam os corpos dos camponeses católicos assassinados na ação militar de 1937.

Vale frisar que a Universidade Federal do Ceará enviou pessoal no início de 2009 para auxiliar nas buscas dos restos dos corpos dos guerrilheiros mortos no ARAGUAIA, esquecendo-se de procurar na CHAPADA DO ARRARIPE, interior do Ceará, uma COVA COM 1000 camponeses.

Seria discriminação por serem “meros nordestinos católicos”? Ao final pedimos o apoio de todos nessa luta, no sentido de divulgar o crime praticado contra os habitantes do SÍTIO CALDEIRÃO, bem como, o direito das vítimas de serem encontradas e enterradas com dignidade, para que não fiquem para sempre esquecidas em alguma cova coletiva na CHAPADA DO ARARIPE.

Dr. OTONIEL AJALA DOURADO
OAB/CE 9288 – (85) 8613.1197Presidente da SOS - DIREITOS HUMANOS http://www.sosdireitoshumanos.org.br/

Juazeiro sediará Encontro Brasileiro de Geoparks


Está previsto para acontecer em Dezembro, neste município, o I Encontro Brasileiro de Geoparks: fortalecendo novas candidaturas. A proposta inicial do evento foi apresentada no último fim de semana, durante reunião na Universidade Regional do Cariri (Urca), com a presença da secretária adjunta da Ciência, Tecnologia e Educação Superior (Secitec), Teresa Mota, além da administração superior da instituição.Também foram convidados a participar da reunião de apresentação da proposta instituições parceiras do Programa Geopark Araripe, como o Sebrae, Fundação Casa Grande, de Nova Olinda, Fundação Araripe e o Instituto Chico Mendes.

A ideia é reunir diversos representantes de instituições junto com a Universidade, no próximo dia 30, para construir e finalizar a programação do evento reunindo também integrantes do trade turístico regional. Será um encontro preparatório. Pela manhã, será feita uma reunião interna e, à tarde, o compartilhamento e discussão das temáticas a serem apresentadas.

Para o encontro será elaborada uma rota turística incluindo os principais geotopes para apresentar aos representantes de estados visitantes, além da cultura local. Serão convidados para o encontro nacional representantes de seis Estados brasileiros. O evento irá acontecer nos dias 11 e 12 de dezembro.O Geopark Araripe é o único do Hemisfério Sul e o objetivo deste encontro é estimular novas candidaturas de áreas que possam se tornar espaços de Geoparks junto à Unesco. No próximo ano, está previsto para acontecer na região o Encontro Panamericano de Geoparks.

Fonte Caderno Regional do Diário do Nordeste.
Imagem da Baía dos Porcos em Fernando de Noronha. O geopark brasileiro a espera de credenciamento.

Bandidos voltam a atacar no Parque do Cocó

A tranquilidade dos motoristas que trafegam pela Rua dos Manguezais, no entorno do Parque Ecológico do Cocó, durou pouco. A cerca que circunda o Parque, instalada recentemente pelo Governo do Estado, e que impedia a fuga de criminosos para o interior daquela reserva, teve um trecho danificado por marginais, fazendo com que os assaltos a veículos recomeçassem, principalmente nos horários de pico, quando o trânsito fica mais lento.

Nos últimos dias, relatos de moradores dão conta do retorno das ações dos bandidos, mais precisamente no cruzamento das ruas Olavo de Albuquerque e Manguezais, limite dos bairros Cocó e São João do Tauape.O trecho, marcado até pouco tempo por casos de roubos, tiroteios e, até mesmo arrastões, faz com que cresça o tormento para quem trafega ali diariamente. A nossa tranquilidade durou pouco", afirmou o empresário Aírton Monteiro, que passa pelo local todos os dias.

Fonte Diário do Nordeste

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Devastação de dunas por pareques eólicos ganha midia nacional


“As paisagens litorâneas do Ceará têm ganhado novos componentes nos últimos tempos: altas torres brancas com enormes hélices, que captam a força dos ventos para geração de energia. Considerada uma das formas mais limpas de se produzir energia elétrica em vigor no mundo, a energia eólica, porém, tem sido questionada no Estado, onde ações do Ministério Público Federal têm denunciado diversos problemas socioambientais causados na instalação dos parques eólicos.


Considerada uma das formas mais limpas de se produzir energia elétrica em vigor no mundo, a energia eólica, porém, tem sido questionada no CE. Progresso esperado com energia eólica não reflete realidade de comunidades do Ceará. Entre os problemas estão a devastação de dunas, o aterramento de lagoas, interferências em aquíferos, a destruição de casas e conflitos com comunidades de pescadores.


“Apresentam o projeto como se fosse ser feito numa praia deserta, mas não, há pessoas que vivem nesses lugares a vida toda e que agora sofrem uma interferência violentíssima”, disse o promotor Paulo Henrique de Freitas Trece, de Camocim (cidade localizada a 370 km de Fortaleza). “Fora isso, estamos perdendo todas as nossas dunas. É uma situação dramática.”


O Ceará hoje concentra o maior parque eólico do país, com 267,90 MW (megawatts) de energia sendo geradas pelo vento em 11 usinas já instaladas. Até o final do ano, há uma perspectiva de que sejam alcançados 518,33 MW de potência, com a inauguração de outros três grandes parques. O último parque inaugurado é o maior do Nordeste, justamente o de Camocim (onde Trece atua), na Praia Formosa. Só essa usina tem capacidade para gerar 104,1 MW de energia.


Segundo um estudo da Secretaria de Infraestrutura do Estado, com toda a capacidade instalada, o Ceará evitaria o equivalente à emissão de 1 milhão de toneladas de dióxido de carbono (o maior vilão do aquecimento global) por ano, quantidade que acabaria sendo lançada ao ar se toda essa energia fosse produzida de outras formas, como pelas termelétricas. Com o primeiro leilão de energia eólica a ser realizado pelo governo, marcado para o dia 25 de novembro, a expansão do setor deverá ser ainda mais acelerada.


Em todo o país, 441 projetos se inscreveram para participar da seleção comandada pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), com propostas para gerar ao todo 13.341 MW de energia. Desse total, 72% são do Nordeste. O Ceará é o segundo com maior número de projetos inscritos, 118 (com proposta de captar 2.743 MW a mais de energia) – perde apenas para o Rio Grande do Norte, que tem 134 projetos (4.745 MW).”

Fonte Portal UOL

Projeto dá oportunidade a jovens do semiárido


ONG Verde Vida desenvolve projeto social com jovens da zona rural do Crato e ganha apoio de entidade do exterior. O Nordeste seco, esturricado pelo sol causticante, é também o berço de ideias que florescem no meio do pedregulho. Assim é a catingueira, uma árvore que, apesar da adversidade, mantem-se viva no meio da Caatinga. O exemplo de resistência vem justamente do Sítio Catingueira, uma das áreas mais secas do Crato. Como a planta que se ergue altaneira, na terra árida, um grupo de jovens simples, pobres, filhos de agricultores, se destaca pela criatividade.

O Programa Ações Culturais para Povos Rurais, da ONG Verde Vida, com sede no Sítio Catingueira, foi indicado como semifinalista entre os 1.917 inscritos na oitava edição do Prêmio Itaú-Unicef 2009. A solenidade de premiação regional ocorreu no "Museu do Homem do Nordeste" em Recife, com a presença dos promotores do evento, avaliadores, integrantes das Comissões Técnicas Regionais e autoridades. O programa não conseguiu passar para a final, no entanto, para o presidente do "Verde Vida", Genivan Brasil, esta classificação abrirá portas para melhor interagir com outras instituições do gênero no País.

O projeto atende 150 crianças e adolescentes com faixa etária entre 5 e 17 anos, além do acompanhamento de 15 famílias e jovens que recebem apoio educacional. Na sede rural foram construídos uma quadra de esporte, parque infantil, refeitório e salas de aula. Tudo funciona em uma área de dois hectares, em meio a canteiros de frutas e verduras, uma pequena horta e criação de peixes ornamentais em tanques.

No Distrito de Ponta da Serra, funciona um núcleo equipado com computadores, ilha de edição, para a produção dos vídeos e suporte técnico das ações na área de comunicação. Quando a reportagem do Diário do Nordeste chegou ao local, os jovens estavam concluindo um vídeo sobre o Caldeirão do beato José Lourenço. O documentário faz parte do trabalho que é realizado na região com a finalidade de resgatar a cultura popular.

O coordenador do projeto, Marcos Antônio Xenofonte, lembra que "em 2004 estiveram na Alemanha quatro adolescentes que levaram um pouco da nossa cultura". Em 2007, foram convidadas 11 crianças e adolescentes do projeto para mais uma vez mostrarem os valores culturais, grandeza e a simplicidade de uma comunidade antes esquecida do sertão nordestino.

O "Verde Vida" recebe visitas de entidades sociais, poderes públicos e universidades, para pesquisas, estudos e intercâmbios, o que faz da ONG uma referência na ação com jovens no Cariri. Este projeto concorreu e foi selecionado em vários editais como Criança Esperança e Petrobras Cultural. Recebeu premiações como o Ponto de Mídia Livre pelo seu trabalho com comunicação e cultura.

Mais informações: Projeto Verde Vida - Ponta da Serra Crato
(88) 3521.6729(85) 3523.9262

Fonte Diário do Nordeste/ Reportagem Antonio Vicelmo

domingo, 25 de outubro de 2009

Um salto de oito mil anos atrás

Quem acha que os políticos brasileiros têm visão de curto prazo não conhece o deputado Luiz Carlos Heinze. Ele é gaúcho, engenheiro agrônomo, fazendeiro e abarca na vida pública um horizonte mais vasto que o dos campos de soja em seu estado, pelo menos quando se trata de desmontar o Código Florestal.

O Código caiu nas mãos calejadas dos ruralistas. E vai sendo levado para o abate pelo cabresto da comissão especial que prepara sua reforma na Câmara dos Deputados, o que deu a Heinze a oportunidade de provar que enxerga longe, sobretudo os assuntos mais próximos de seus interesses pessoais. Ele acredita que o Código Florestal – como a soja transgênica, que aliás Heinze defende – é essencialmente um produto importado. Está no Brasil para semear a idéia de “que os trouxas aqui têm que preservar, depois que a Europa, há oito mil anos, já desmatou o que tinha”.

Isso é que se chama visão histórica. Ou melhor, pré-histórica. A última palavra da política brasileira em matéria de competição internacional desabrochou na oratória de um deputado que, não faz muito tempo, mal conseguia avistar, do alto de seu terceiro mandato, o que acontecia no país quando ele tinha cerca de 15 anos.

Naquele tempo, o Congresso aprovou o Código Florestal. Era o segundo que o Brasil fazia para depois não usar. O primeiro, então ultrapassado, datava de 1934. E continuava mais virgem do que as florestas que tentou manter. Legisla-se há 75 anos sobre a conservação de matas no Brasil, sem contar as ordenações portuguesas e outras velharias nacionais que nunca pegaram.

Tudo com base na suposição de que as matas são bens públicos, mesmo se estão em terras privadas.Um deputado capaz de ver o que aconteceu no Velho Mundo há oito mil anos deveria ser capaz de perceber também o que houve no Brasil uns 44 anos atrás. Mas não. Ele deve estar precisando de óculos para perto, porque outro dia mesmo surpreendeu-se com o decreto 6.686 que, com quase meio século de atraso e considerável desconto em várias cláusulas, ameaça pôr em prática o que os autores do Código de 1965 puseram no papel sobre reservas legais.

Heinze reagiu ao decreto com espanto: “Se já não bastassem as inúmeras dificuldades enfrentadas pelos agricultores para sobreviver no campo, agora querem que cada um destine 20% de suas terras para preservação”, ele protestou. Seu “agora querem” soa mais anacrônico que seus “oito mil anos”.

Pena que não dê para embarcá-lo numa viagem parlamentar, com tudo pago, ao mundo de oito mil anos atrás. Ele visitaria magníficas ruinas de florestas primevas, inclusive no Crescente Fértil, onde a agricultura nascente, com a ajuda das mudanças climáticas, começava a plantar o atual deserto. Não foi à toa que foi ali a expulsão do paraíso. No caso, o paraíso das florestas de carvalho que cobriam as margens do Eufrates.

Havia queimadas para brasileiro nenhum botar defeito. “Em cada temporada de plantio, espessas fumaças cinzentas se misturavam às chamas saltitantes no embaçado céu azul”, conta o antropólogo Brian Fagan sobre a chegada da civilização neolítica à Europa. E Heinze poderia se hospedar em cavernas tão sufocadas de fumaça que “pulmões enegrecidos são comuns em corpos mumificados” daquela época, segundo o historiador John McNeill.A receita do progresso que Heinze advoga está mesmo pronta. Para tentar de novo, basta regar com suor e tragédias por oito mil anos. E, mais dia, menos dia, chegaremos aonde o mundo está.

Um artigo de Marcos Sá Correa, postado no jornal eletronico O ECO http://www.oeco.com.br/

Um salto de oito mil anos atrás

Quem acha que os políticos brasileiros têm visão de curto prazo não conhece o deputado Luiz Carlos Heinze. Ele é gaúcho, engenheiro agrônomo, fazendeiro e abarca na vida pública um horizonte mais vasto que o dos campos de soja em seu estado, pelo menos quando se trata de desmontar o Código Florestal.

O Código caiu nas mãos calejadas dos ruralistas. E vai sendo levado para o abate pelo cabresto da comissão especial que prepara sua reforma na Câmara dos Deputados, o que deu a Heinze a oportunidade de provar que enxerga longe, sobretudo os assuntos mais próximos de seus interesses pessoais. Ele acredita que o Código Florestal – como a soja transgênica, que aliás Heinze defende – é essencialmente um produto importado. Está no Brasil para semear a idéia de “que os trouxas aqui têm que preservar, depois que a Europa, há oito mil anos, já desmatou o que tinha”.

Isso é que se chama visão histórica. Ou melhor, pré-histórica. A última palavra da política brasileira em matéria de competição internacional desabrochou na oratória de um deputado que, não faz muito tempo, mal conseguia avistar, do alto de seu terceiro mandato, o que acontecia no país quando ele tinha cerca de 15 anos.

Naquele tempo, o Congresso aprovou o Código Florestal. Era o segundo que o Brasil fazia para depois não usar. O primeiro, então ultrapassado, datava de 1934. E continuava mais virgem do que as florestas que tentou manter. Legisla-se há 75 anos sobre a conservação de matas no Brasil, sem contar as ordenações portuguesas e outras velharias nacionais que nunca pegaram.

Tudo com base na suposição de que as matas são bens públicos, mesmo se estão em terras privadas.Um deputado capaz de ver o que aconteceu no Velho Mundo há oito mil anos deveria ser capaz de perceber também o que houve no Brasil uns 44 anos atrás. Mas não. Ele deve estar precisando de óculos para perto, porque outro dia mesmo surpreendeu-se com o decreto 6.686 que, com quase meio século de atraso e considerável desconto em várias cláusulas, ameaça pôr em prática o que os autores do Código de 1965 puseram no papel sobre reservas legais.

Heinze reagiu ao decreto com espanto: “Se já não bastassem as inúmeras dificuldades enfrentadas pelos agricultores para sobreviver no campo, agora querem que cada um destine 20% de suas terras para preservação”, ele protestou. Seu “agora querem” soa mais anacrônico que seus “oito mil anos”.

Pena que não dê para embarcá-lo numa viagem parlamentar, com tudo pago, ao mundo de oito mil anos atrás. Ele visitaria magníficas ruinas de florestas primevas, inclusive no Crescente Fértil, onde a agricultura nascente, com a ajuda das mudanças climáticas, começava a plantar o atual deserto. Não foi à toa que foi ali a expulsão do paraíso. No caso, o paraíso das florestas de carvalho que cobriam as margens do Eufrates.

Havia queimadas para brasileiro nenhum botar defeito. “Em cada temporada de plantio, espessas fumaças cinzentas se misturavam às chamas saltitantes no embaçado céu azul”, conta o antropólogo Brian Fagan sobre a chegada da civilização neolítica à Europa. E Heinze poderia se hospedar em cavernas tão sufocadas de fumaça que “pulmões enegrecidos são comuns em corpos mumificados” daquela época, segundo o historiador John McNeill.A receita do progresso que Heinze advoga está mesmo pronta. Para tentar de novo, basta regar com suor e tragédias por oito mil anos. E, mais dia, menos dia, chegaremos aonde o mundo está.

Um artigo de Marcos Sá Correa, postado no jornal eletronico O ECO http://www.oeco.com.br/

sábado, 24 de outubro de 2009

Curso de Pós Graduação em Paisagismo


Iniciado há pouco mais de um mês, em meados de Setembro/ 2009, tem seguimento as atividades do curso de Pós Graduação em Paisagismo, na UNIFOR, a nível de Especialização, oferecido pela Vice Reitoria de Pesquisa e Pós Graduação e Divisão de Pós Graduação. Durante as próximas semanas estão sendo desenvolvidas as atividades da disciplina Planejamento da Paisagem, uma nova abordagem metodológica para a questão do Planejamento Urbano, Urbanismo, Desenho Urbano e notadamente do Planejamento da Paisagem. O curso é coordenado pela Profa Fernanda Rocha.


Imagem The Arnold Arboretum of Havard University

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

DNOCS 100 anos: uma coleção de exitos

Faz 100 anos que o Dnocs - criado em 1909 com o nome de Inspetoria de Obras Contra as Secas (IOCS), trocado 10 anos depois para Inspetoria Federal de Obras Contra as Secas (Ifocs) e substituído, nos anos 40, pelo de Departamento Nacional de Obras Contra as Secas, a sigla atual -- cuida do Nordeste.

Foi o Dnocs que desenhou e implantou a malha rodoviária básica da região; foi ele que construiu as grandes e médias barragens do sertão nordestino e também suas primeiras hidrelétricas; foi o Dnocs que, pioneiramente, criou e desenvolveu no semi árido a piscicultura e a aquicultura; foi o Dnocs que trouxe e instalou aqui os primeiros projetos de irrigação; foi o Dnocs, também, que, até meados dos anos 70, juntou o maior banco de inteligências do País - seus engenheiros, todos geniais, como Guimarães Duque, Luiz Vieira e Paulo Guerra, produziam constante literatura técnica disputada e adotada pelas universidades daqui e d´alhures.

De 1909 a fins de 1970, o Dnocs foi um organismo técnico. Eminentemente técnico. De lá até esta data, por falta de um Plano Nacional de Desenvolvimento Regional, o Dnocs patina na areia movediça dos interesses políticos, que nada têm a ver com os arranjos institucionais próprios da boa política. Há hoje uma luta renhida dos técnicos do Dnocs, que trabalham para que sua repartição retome as suas origens. Mas para isso será necessário entender os novos desafios do Dnocs. O modelo de irrigação, por exemplo, deve ser mudado para atrair grandes investimentos privados.

Fonte Coluna Egidio Serpa/ Diário do Nordeste

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Um longo caminho para Copenhague


As emissões de CO2 do setor industrial são as que mais crescem, mas se depender dele, o Brasil terá de esperar resultados da Conferência do Clima para agir. Por Cristiane Prizibisczki. Jornal eletronico O ECO http://www.oeco.com.br/

Rio Canindé tem programa de preservação iniciado

"Salvando a natureza". Esse é o projeto pioneiro na região, que está sendo desenvolvido neste município pela Secretaria de Meio Ambiente do Município, para salvar o rio que leva o nome da cidade. A determinação é do prefeito Cláudio Pessoa. Segundo ele, o rio está a 50 metros da Basílica de São Francisco e precisa ser preservado, porque a história de cidade está ligada ao manancial.

"Queremos revitalizar toda a área degradada. Nosso objetivo é transformar o corredor que corta a cidade em uma área saudável, onde a população possa respirar o ar puro da natureza´´, destacou o prefeito.Uma equipe formada por funcionários da Secretaria de Meio Ambiente trabalha na operação que já retirou mais de seis toneladas de lixo do leito do rio, numa região que corta o Centro comercial e vai até o bairro do Alto Guaramiranga, onde está erguida a maior estátua de santo do mundo.

Fonte Caderno Regional do Diário do Nordeste

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Denúncias contra o parque eólico de Camocim

Uma série de irregularidades no maior parque eólico do Ceará foi revelada pela prefeitura de Camocim. Se comprovadas as irregularidades denunciadas pelo Prefeito de Camocim, Chico Vaulino e pela secretária de Turismo da cidade, Maria José Coelho de Carvalho, o maior parque eólico do Nordeste poderá ter sua licença de operação cassada.

A informação é da atual titular da SEMACE/ Superintendência Estadual do Meio Ambiente do Ceará, Lúcia Teixeira, que adiantou ao O POVO que tomará providências imediatas, entre elas o envio de fiscais ao local.

Construído pela Síif Ènergies do Brasil, com capacidade instalada de 104,1 Megawatts (MW) e investimento de R$ 500 milhões, o parque eólico, localizado na praia Formosa, obteve concessão para entrar em funcionamento com a aprovação da SEMACE e do IBAMA/ Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis. No entanto, as denúncias de quebra de condicionantes previstas nas licenças começaram ainda no período do início das obras, em 2007.

As reclamações não param por aí. De acordo com o Prefeito Chico Vaulino, o empreendimento causou danos ambientais e sociais. Ele diz que duas torres impedem o acesso de pescadores que vivem exclusivamente da atividade até a cidade e que seguranças armados impedem a aproximação do terreno. "Ainda, a infraestrutura do município foi abalada, devido ao tráfego de veículos pesados e até o momento não recebemos nenhum tipo de contrapartida financeira ou para a população", afirmou.

Vaulino também enxerga como um contrassenso que a energia gerada pela eólica seja totalmente destinada ao município de Sobral, enquanto as pequenas residências localizadas a menos de 100 metros do parque vivem às escuras. Lúcia Teixeira disse que este tipo de situação é "um absurdo" e que, constatadas as irregularidades, a empresa será notificada a resolver imediatamente o problema, sob risco de perda da licença ambiental. "É por casos como este que só aprovaremos novos projetos após uma avaliação detalhada. Não vai passar nada sem uma varredura complexa do projeto e dos impactos que ele causará", avisou.

A avaliação a que Lúcia Teixeira se refere ocorre através do EIA/ RIMA/ Estudo e do Relatório de Impacto Ambiental , bem mais elaborados do que o procedimento anterior. Ela também afirma que falhas na fiscalização podem ocorrer por falta de pessoal e que, por isso, a Semace abriu seu primeiro concurso público de sua história. "Serão 122 vagas para fiscais e já recebemos mais de oito mil inscrições", quantificou.

O Diretor Presidente da Síif Ènergies do Brasil, Marcelo Picchi, responde às denúncias de maneira objetiva. Segundo ele, toda e qualquer obra de grande porte acaba ocasionando impactos. "É impossível imaginar um empreendimento do porte do parque em Camocim sem que ocorram problemas. Não é nosso desejo, longe disto, mas infelizmente acontece". Lúcia Teixeira concorda e diz que toda atividade econômica gera problemas junto à comunidade, mas explica que "o ideal é que o saldo seja de mais ganhos do que perdas".

Fonte O POVO. Reportagem Carlos Henrique Coelho.

Cariri terá voos diretos para São Paulo

O Cariri passará a ter mais um voo a partir de dezembro. Será o quinto diário, desta vez direto para São Paulo. Segundo a gerência do Aeroporto Orlando Bezerra de Menezes, a OceanAir começa a operar com a nova linha a partir do dia 17 do último mês do ano. Os voos sairão de Juazeiro a partir das 8h30. Atualmente esta empresa opera com dois voos para Fortaleza e Brasília, com conexões nos principais aeroportos do Sudeste do País. A Gol, com dois voos, também para a Capital do Estado.

Mas um dos principais problemas enfrentados pelo aeroporto está relacionado, principalmente, com a atual estrutura de quase quatro décadas, não suportando o volume de passageiros. Normalmente, nos voos que chegam e saem à tarde, o terminal fica praticamente intransitável, lotado. A demora na entrega das bagagens tem sido outro agravante, por conta da esteira ser menor pela dificuldade de espaço. Isso acaba ocasionando um congestionamento de pessoas na área do terminal.

Fonte Caderno Regional do Diário do Nordeste.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Energia Limpa no BNB

Em 2010, o BNB terá R$ 3,5 bilhões para financiar projetos de geração de energia elétrica. Terão prioridade os projetos que utilizarem fontes renováveis, como a eólica, produzida pela força dos ventos. É uma montanha de dinheiro para um único exercício. Nos últimos seis anos, o BNB aplicou R$ 5,6 bilhões em financiamento para todo o setor da infraestrutura regional, sendo 58% para a área de energia.

Fonte Coluna Egido Serpa/ Diário do Nordeste

domingo, 18 de outubro de 2009

Projeto social ensina música clássica há 40 anos


Cerca de 150 alunos frequentam a escola de música do Padre Ágio, buscando novas perspectivas pela música. O trabalho foi iniciado há mais de quatro décadas para filhos de agricultores pobres. Pessoas simples da comunidade do Sítio Belmonte, localizado neste município. Hoje, o sítio passou por diversas mudanças tanto no ambiente quanto no perfil das pessoas que ali vivem. Até o local está mais urbanizado. Não são apenas os filhos dos agricultores, mas pedreiros, donas-de-casa, meninos e meninas que se encantam com os acordes clássicos do violino.


A escola do Padre Ágio Augusto Moreira, hoje com 91 anos, traz oportunidade para cerca de 150 jovens, crianças e adultos que buscam na música uma reeducação para a vida, e até mesmo seguir carreiras, como as dezenas de exemplos existentes no local. Pessoas que ganharam o mundo com as asas proporcionadas pelas sinfonias e adágios da música clássica.


Um dos coordenadores, Antônio Felipe da Silva, maestro da orquestra, chegou ainda criança para aprender os primeiros acordes. Foi incentivado pelo irmão a participar do projeto do padre Ágio. Mesmo o mano não ficando na casa, Felipe fez da música um ofício de vida. O filho de agricultor que aprendeu primeiro a tocar acordeom, depois instrumentos de sopro, ensina para as pessoas que chegaram sem nenhuma noção de música, muito menos clássica.


Com o tempo, segundo ele, os participantes vão ficando seletivos. Não é fácil nos tempos do forró eletrônico ensinar aos ouvidos os tons complexos e as inúmeras linhas musicais de compositores como Mozart, Beethoven, Chopin e Bach. Até o mesmo o cancioneiro tradicional do sertão nordestino para um desafio. "A música é uma questão de educação", diz. No momento, a turma aprende a tocar músicas natalinas. As apresentações no fim do ano se restringem à comunidade e ao auditório da própria escola. Todos os grupos estarão reunidos para as apresentações.


Novas geraçõesA orquestra do Padre Ágio é composta atualmente por 25 integrantes. Os próprios filhos de Felipe já chegaram a fazer apresentações com o grupo musical. Sua mulher é professora. Da roça para a integração familiar pela música. Foi esse ideal que Felipe decidiu abraçar e se sente feliz com a escolha. É funcionário público do Estado, mas dedica a sua vida à escola, que segundo ele vem necessitando de recursos para construção de uma quadra e uma biblioteca para abrigar o acervo bibliográfico, que no momento não se encontra em local adequado e corre o risco de se perder pela ação do tempo e das traças. A banda de música também está sendo reativada. Os convites para apresentação do grupo do padre Ágio são constantes.


Reportagem e fotografia de Elizangela Santos para o Caderno Regional do Diário do Nordeste.

Caminhada pelo clima no Rio de Janeiro

A Campanha Brasil no Clima, que visa cobrar dos governos e da sociedade civil atitudes em defesa do clima do planeta,vai realizar caminhada neste domingo, dia 18, pelas ruas da zona norte carioca.O grande Méier foi o local escolhido para essa próxima mobilização em função de sua importância econômica, ecológica e social, representando toda amplitude desta região do Rio que integra a chamada Ap3 (zona norte), área de maior déficit per capta na arborização pública urbana. O encontro terá início a partir das 10h de domingo, na Praça Agripino Griecco, no começo da Rua Dias da Cruz (Pista de Lazer fechada ao trânsito de veículos) e seguirá até a esquina com a Rua Magalhães Couto, em frente ao shopping do Méier.

Fonte O ECO http://www.oeco.com.br/

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Palestra do Prof. Roberto Martins Castelo


Responsável por obras emblemáticas em Fortaleza, entre elas a Assembleia Legislativa do Estado do Ceará e o Instituto Médico Legal, Roberto Martins Castelo, formou-se pelo recém implantado Curso de Arquitetura da UnB e pode assimilar o projeto moderno daquela cidade em toda a sua plenitude, premissa esta que faz com que ele admita, sem reservas, ser um "moderno empedernido". De volta à Fortaleza, difundiu o ideário moderno entre os alunos da Escola de Arquitetura da UFC e pela cidade, em sua atividade projetiva. Do abstrato da Edição 156/Março 2007, da Revista AU.


Palestra na Semana de Tecnologia UFC, no Auditório Hélio Duarte do Curso de Arquitetura e Urbanismo, na próxima 4ª feira, 21 de Outubro de 2009, às 9 horas, coordenada pelas Professoras Beatriz Diógenes e Solange Scramm.

Produção de mel de abelha ceritificada

O Ceará é o segundo maior exportador de mel no Brasil, ficando atrás apenas de São Paulo. Os produtores do Estado responderam por US$ 1 milhão em vendas externas em setembro, enquanto os paulistas foram US$ 270 mil além. Mas existe uma diferença a se ressaltar. É que o mel cearense tem conseguido melhores preços do que os dos demais. No mês passado, o quilo foi vendido para o exterior por US$ 2,74, já que 90% tem especificação orgânica, ao tempo em que a média nacional não superou os US$ 2,57. O Sebrae, que acompanha esse mercado atentamente, anotou que as exportações nos últimos 10 meses correspondem a US$ 52,7 milhões. Em 2008 inteirinho chegou-se a US$ 45,57 milhões.

Fonte: Coluna do Egídio Serpa, no Diário do Nordeste.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Caatinga e Cerrado na ExpoSustentat

Responsável por cerca de 10% do PIB nacional e por 70% dos alimentos consumidos pelos brasileiros, a agricultura familiar terá seus representantes na ExpoSustentat América Latina 2009, entre 28 e 30 de outubro, em São Paulo E mesmo ainda não reconhecidos como patrimônios nacionais, o Cerrado e a Caatinga participarão do evento com uma sala de duzentos metros quadrados montada especialmente para abrigar 20 empreendimentos que representam diretamente 5 mil famílias produtoras da agricultura familiar e indiretamente 15 mil famílias. Ano passado, o investimento para a participação na feira foi muito bem compensado. Seis meses após a feira, os agricultores já haviam concretizado um volume de negócios cinco vezes maior que o investido.

Fonte O ECO http://www.oeco.com.br/curtas

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Casa Civil veta meta ambiental mais ambiciosa

O MMA/ Ministério do Meio Ambiente faz projeções com base no crescimento do País de 4% ao ano; mas a Ministra Dilma Roussef quer de 5% a 6%. A proposta que o Brasil quer levar para a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, em Copenhague, em dezembro, esbarrou no "desenvolvimentismo" da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, e expôs uma divisão no governo sobre a questão ambiental.

Durante reunião ontem entre Ministros e o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, as divergências ficaram estampadas. De um lado estava o entusiasmo do Ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, que exibia um projeto prevendo a redução de 80% do desmatamento da Amazônia até 2020 e o congelamento nas emissões de gás carbônico (CO2) nos padrões de 2005; de outro, a exigência de Dilma para que sejam feitas previsões com cenários de crescimento do País maior do que o utilizado pela equipe de Minc.

O estudo feito pelo MMA prevê crescimento de 4% ao ano. Dilma achou pouco. E encomendou projeções para crescimentos de 5% e 6%. No novo panorama, as metas podem ficar inalteradas, mas as propostas para emissão de CO2 têm de ser recalculadas para patamares menos ambiciosos. Questionada, a assessoria da Casa Civil não soube informar por que a ministra requisitou novos estudos.

Fonte: O Estado de São Paulo

Comentário da postagem: O crescimento do Brasil previsto para este ano corrente, provavelmente será nulo ou O%(Zero por cento), contrariando todas as previsões do Ministério da Fazenda, que fez uma série de quase 10 estimativas até agora, entre 6% e 1%.

Pesquisador britanico identifica mais um reptil voador no Araripe


O grupo mais belo e esquisito de répteis pré-históricos do Brasil tem um novo integrante. Trata-se do Tupuxuara deliradamus, um pterossauro cujas asas podem ter medido 4,5 m de ponta a ponta e que sobrevoava a região de Santana do Cariri, no sul do Ceará, há mais de 100 milhões de anos.O bicho foi descrito pelo paleontólogo Mark Witton, da Universidade de Portsmouth (Reino Unido), em artigo na revista científica “Cretaceous Research”, e mostra que a diversidade de répteis voadores no Ceará da Era dos Dinossauros provavelmente era grande. Afinal, essa já é a terceira espécie do gênero Tupuxuara a ser descoberta pelos cientistas.

O T. deliradamus se diferencia das demais, entre outras coisas, por causa do formato peculiar de uma abertura em seu crânio, a chamada fenestra nasoantorbital. O buraco tem forma que lembra um diamante -daí o nome de espécie deliradamus, uma tentativa de dizer “diamante louco” em latim.

O que, aliás, explica tudo: como fã da banda de rock progressivo Pink Floyd, Witton resolveu dar ao bicho um nome que ecoasse a canção “Shine on you crazy diamond” (”Brilhe, seu diamante louco”), a qual, por sua vez, homenageia o primeiro líder da banda, Syd Barrett (1946-2006). No auge do sucesso, Barrett surtou e abandonou o grupo. “Conversei com um amigo enquanto estudava o fóssil, e nós dois concordamos que a homenagem era a coisa certa a fazer”, diz Witton.

Além das asas avantajadas e do “bico” sem dentes, os pterossauros do gênero Tupuxuara, assim como seus primos próximos, do gênero Thalassodromeus, são caracterizados por imensas cristas ósseas no alto da cabeça. A função desse tipo de cocar nos bichos extintos ainda não está clara. Alguns pesquisadores, como o brasileiro Alexander Kellner, paleontólogo do Museu Nacional da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), postularam que a crista era uma espécie de radiador. Cortada por uma densa rede de vasos sanguíneos, ela seria responsável por dispersar o calor do corpo dos bichos durante o voo.

Witton, porém, não aposta nessa interpretação. “Uma coisa que notamos é que essa rede de vasos está apenas na superfície da crista, não chega ao fundo dela. Isso indica que ela não era boa para transportar o calor dos órgãos internos para fora e vice-versa”, diz. “Por outro lado, vemos que a crista só fica realmente grande em indivíduos maduros. Isso sugere que ela podia ser um sinal de maturidade sexual”, avalia.

O fóssil que permitiu a descrição da nova espécie -um crânio parcial e uma mandíbula também parcial- estava depositado na Universidade de Portsmouth e agora passará uma temporada na Alemanha. Isso levanta uma questão espinhosa: o que o material está fazendo fora do Brasil? Trata-se, na verdade, de um problema crônico. Museus do Primeiro Mundo adquirem sem problemas os fósseis de atravessadores, uma vez que não reconhecem a legislação que impede a saída desse material do Brasil sem autorização. “Acho que precisamos de mais colaboração internacional. Seria possível trabalharmos junto com os cientistas do país de origem dos fósseis”, diz Witton".

Fonte Folha Online

Nota da postagem - Os pesquisadores do Museu de Paleontologia da URCA só agora, através desta postagem é que vão tomar conhecimento desta nova situação.

Artesãos do Cariri em Encontro Internacional ²



Como forma de mostrar a beleza e a diversidade do artesanato local, além de sua funcionalidade, serão criados dois espaços, um deles fazendo conexão com os meios de hospedagem e Turismo e representando um hotel, e o outro, um escritório multiprofissional. A área destinada ao hotel terá aproximadamente 120 metros quadrados, com recepção, área de café e uma suíte de casal. Também será montada uma réplica de um escritório, com 80 metros quadrados. A finalidade é mostrar o uso do artesanato regional, proporcionando uma identidade visual aos ambientes.

O Encontro Internacional de Negócios do Cariri foi realizado pela primeira vez em 2004. A intenção foi reunir em um só lugar toda a riqueza do artesanato nordestino, representada pelo artesanato produzido no Cariri. De acordo com Gregório, o artesanato local representa um polo de referência no Estado, movimentando mais de R$ 1 milhão por ano.

Para o gestor, a feira é o resultado direto e visível de todo um trabalho desenvolvido na região, com ações de acesso a mercado, capacitação, tecnológica e gerencial, com aperfeiçoamento de design, aproveitando o potencial representado pelo produto local.Valor agregado"O artesanato, no Cariri, tem valor agregado e o peso cultural de tudo que representa a região", reforça ele. A feira será aberta ao público somente nos dias 16 e 17, das 16 horas às 22 horas. Nestes dois dias, após a rodada de negócios, toda a produção exposta estará disponível para comercialização aos participantes interessados.

O comprador alagoano, Reimes Soares, já é um veterano em Juazeiro. Ele e sua mãe viajam o Nordeste para a compra de produtos de artesanato para comercializar em seu Estado. "O material do Cariri é bem interessante. A qualidade é uma referência importante", destaca. Mas a diferença mesmo é para quem entende de produto bem acabado. A questão cultural da região tem um peso importante e engloba um valor, por trazer uma referência da riqueza do Cariri.

Fonte Diário do Nordeste. Escultura da Galeria Mestre Noza. Fotografia José Sales.

Artesãos do Cariri em Encontro Internacional


Uma oportunidade para o artesão da região do Cariri mostrar o seu produto para o mercado nacional e internacional acontece com a II Feira de Artesanato da Região e o V Encontro Internacional de Negócios do Cariri. O evento será aberto às 19 horas de hoje, no Palácio da Microempresa, neste município, e vai até o dia 17. A expectativa do volume de negócios fechados a curto, médio e longo prazos é de R$ 1,5 milhão.


O encontro tem o objetivo de fomentar, ampliar os negócios e divulgar o artesanato da região, além do turístico. De acordo com o gestor do Programa de Artesanato do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Vicente Gregório Teixeira, "é uma eficiente vitrine que se forma para apresentar esse potencial diversificado do artesanato nordestino e também caririense".


O V Encontro Internacional vai dar visibilidade ao trabalho popular manual, com a exposição de esculturas em madeira, trançado em palha de milho e sisal, rede a sol bordada, xilogravura e literatura de cordel, com o trabalho dos xilógrafos e poetas da gráfica Lira Nordestina.


Insere também os artefatos em flandre e artesanato em couro. Serão mais de 800 artesãos, selecionados a partir da qualidade dos produtos e aceitação no mercado internacional, que vão participar do evento que vai contar com expositores do Piauí, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte. A finalidade é também promover a troca de experiências com os artesãos de outros Estados.


Foram convidados para participarem da rodada cerca de 55 compradores de outras regiões brasileiras, a exemplo do Sul, Sudeste e Centro-Oeste e de países como Alemanha, Cabo Verde, França e Portugal. Os negócios vão ser intensificados a partir de amanhã, com a Rodada de Negócios. Este é o momento em que há uma dinâmica maior nas atividades, e uma oportunidade do próprio artesão desenvolver sua habilidade comercial.
Fonte Diário do Nordeste.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Passeio em Copenhagen ou a Olim-piada dos insensatos

A festa lulesca da Olimpiada Rio 2016 foi muito mais noticiada do que as armações em marcha para impedir que os muitos impactos ambientais e desperdícios economicos sejam desperdiçados. Um contundente artigo de José Truda Palacio Jr. no jornal eletronico O ECO http://www.oeco.com.br/

"Copenhague não é perto. Portanto, imaginar que a Presidência de Pindorama deslocará para lá o caríssimo avião presidencial estrangeiro (francês) duas vezes no mesmo ano, é desconhecer a agenda de prioridades econômicas planaltenses. Lullão Metralha não irá à conferência do clima que decidirá não só o futuro do Brasil, mas de todo o planeta. Não. A prioridade é o futuro de seus aliados na eleição de 2010, que é o máximo que o Grande Líder e sua Plastificada Musa Candidata dos Empreiteiros consegue enxergar em termos de futuro. E para isso, a complementar a bolsa-esmola, o financiamento da construção civil predatória, insustentável e anti-qualidade de vida (vejam os projetos pipocando com grana da Caixa Econômica Federal), a enxurrada de carros particulares subsidiados para aumentar o caos urbano, as Olim-Piadas de 2016 vêm muitíssimo a calhar".

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

O Katrina e a Amazonia

O pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) Niro Higuchi disse nesta quinta (8) que o fucarão Katrina foi resultado de uma série de fenômenos climáticos registrados na Amazônia. A tempestade causou milhares de mortes no sul dos Estados Unidos, em 2005. “O extremos deste ano não são piores que os extremos de 2005. O fenômeno dos temporais está relacionado com o furacão Katrina.

Tivemos um excesso de evaporação aqui na Amazônia, depois o excesso de chuva e maior evaporação no oceano. Para onde foram todos esses vapores? Para Nova Orleans”, afirmou o pesquisador, conforme nota do Inpa. Para mostrar que o clima é um grande mecanismo interligado, Higuchi lembrou da seca de 2005 e dos fortes temporais que atingiram Acre, Rondônia, Amazonas e Amapá no ano seguinte, além da grande cheia deste ano vivida pelos amazonenses. Para ele, reflexos das alterações no clima global. A solução aontada pelo pesquisador é reduzir o desmatamento na Amazônia, para que a região não colabore e nem seja vítima das mudanças climáticas.

Fonte: http://www.oeco.com.br/saladaverde

Cidade versus Floresta


Quatro décadas após a chegada da Zona Franca, Manaus ainda sofre os prejuízos sociais e ambientais causados pela explosão demográfica. Mais de 30 mil hectares já foram desmatados. Por Bernardo Camara. Leia mais http://www.oeco.com.br/

sábado, 10 de outubro de 2009

Marina Silva recebe mais um premio internacional por defender o meio ambiente

A senadora Marina Silva (PV-AC), ex-ministra do Meio Ambiente e provável candidata à Presidência em 2010, recebe neste sábado em Mônaco o prêmio Mudanças Climáticas, oferecido pela Fundação Príncipe Albert 2º de Mônaco.

A iniciativa premia pessoas e instituições por atuarem em favor do meio ambiente e do desenvolvimento sustentável. O prêmio considera ações e iniciativas em três eixos: mudança climática, preservação da biodiversidade e acesso à água, além da luta contra a desertificação.A senadora vai receber 40 mil euros, além da homenagem com o troféu, que será entregue pelo Príncipe Albert 2º.

É o quinto prêmio que a senadora recebe desde 2008, quando deixou o Ministério do Meio Ambiente por discordar de algumas diretrizes da política ambiental do governo. O mais recente foi em maio deste ano, o Prêmio Sofia 2009, concedido anualmente pela Fundação Sofia a pessoas e organizações que se destacam nas áreas ambientais e de desenvolvimento sustentável.

Fonte: UOL

Paleontologia reúne pesquisadores no Cariri

Começa hoje, no Crato, a Paleo 2009 da região Nordeste, reunião anual da Sociedade Brasileira de Paleontologia (SBP), núcleo Nordeste, contando com o apoio organizacional da Universidade Federal do Ceará (UFC) e também da Fundação Paleontológica Phoenix. O evento acontece no Salão de Atos da Universidade Regional do Cariri (Urca), instituição responsável pela publicação dos resumos aprovados, e tem a realização da SBP. Também será reinaugurado hoje, durante o evento, o Laboratório de Pesquisas Paleontológicas da Urca, com nova estrutura física.

O encontro de Paleontologia contará com a presença de profissionais, estudantes, pesquisadores e demais interessados na Paleontologia do Nordeste brasileiro. O evento terá a coordenação do professor doutor Álamo Feitosa Saraiva (Urca), Wagner Souza Lima (Phoenix), Maria Helena Hessel (UFC), PhD em Paleontologia e Geologia Histórica. Ela afirma essa é a 13ª reunião anual regional. O último encontro aconteceu em Aracaju e o próximo acontecerá provavelmente em Salvador, conforme a pesquisadora.

Cerca de 200 pessoas devem estar no encontro, entre pesquisadores e estudantes de vários Estados como Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Paraíba e do Estado do Ceará. Os estudantes, em sua maioria, são dos cursos de Biologia, Geologia e Paleontologia. A Paleo 2009 tem o objetivo de promover uma troca de informações entre os participantes e atualização quanto aos estudos em toda a região, além de programar a organização, para o Congresso Nacional de Paleontologia, que no próximo ano acontecerá no Rio Grande do Norte.

Serão grandes nomes da Paleontologia e os maiores estudiosos dos fósseis do Araripe entre os participantes. Entre eles, Paulo Brito, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), maior especialista do mundo sobre os peixes do Araripe; Mary Elizabeth de Oliveira, da Universidade de São Paulo (USP), também maior especialista em Paleoflora do Araripe, e Rafael Gioia Martins Neto, da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), especialista brasileiro em estudos de insetos fósseis. Já descreveu mais de 250 espécies de fósseis e publicou cerca de 350 trabalhos sobre o Araripe.

Fonte Diário do Nordeste

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Começa restauração de imagens sacras no Crato


Começam a ser restauradas as imagens sacras do Museu Histórico do Crato. São 19 imagens, algumas delas com mais de 200 anos. O projeto foi selecionado pela Secretaria de Cultura do Estado (Secult), para apoio à preservação material, na modalidade de preservação de acervos museológicos, executado pela Secretaria de Cultura, Esporte e Juventude local, que administra o equipamento. Serão seis meses de um trabalho, que não envolve somente a recuperação das imagens, mas a conscientização sobre a importância do resgate da história local entre estudantes.

A recuperação está sendo feita pela restauradora italiana, Maria Gabriella Federico, que já vem realizando esse trabalho há 22 anos, desde o seu país de origem. Gabriela afirma que a imagem mais importante do museu, a de São Fidélis, co-padroeiro do município, tem mais de 200 anos e está bastante danificada. Alguns dedos precisam ser refeitos e o trabalho é extremamente minucioso. Será um mês de trabalho, com o monumento em madeira provavelmente confeccionado pelos índios cariri, que receberam influência dos padres.

A outra imagem em madeira é a de São Francisco. O próprio material utilizado no processo de recuperação é natural. Gabriella cumpre a tarefa de recuperação com um cuidado minucioso, como quem está criando uma obra de arte, pela segunda vez. Cada detalhe é fruto de uma pesquisa para a sua reposição na integralidade, a exemplo de detalhes na base da imagem de São Fidélis. São pequenos desenhos, sobre a cor rosa bebê.

O primeiro trabalho desenvolvido pela italiana no Cariri aconteceu em 2004, por indicação do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), para o restauro da imagem de Nossa Senhora da Penha, na Igreja da Sé, Crato. Outra importante atividade aconteceu no Museu Jaguaribano de Aracati, com projeto de restauração. No Rio de Janeiro, ela fez a recuperação dos painéis de azulejos da Escola dos Estados Unidos, além de trabalhos na sua terra de origem, como a restauração de quatro esculturas no palácio real de Torino, e outras atividades no Centro Histórico de Roma.

Fonte Diário do Nordeste

Maciço de Baturité: Mosteiro tem nova utilização


Tradicional centro de oração e meditação, o Mosteiro dos Jesuítas oferece espaços para novos eventos. No alto da serra, a 415 metros de altura, um lugar que convida à meditação, ao contato com a natureza e à desaceleração do ritmo de vida urbano. Ao longo dos anos, o Mosteiro dos Jesuítas, construído na Serra de Baturité, já teve diversas utilizações. Chegou a ficar sob risco de fechamento ou de ser vendido para particulares por conta dos períodos em que não há tanta frequência.

Porém, a mobilização da Igreja e dos moradores da cidade busca encontrar soluções alternativas e novas utilizações para o mosteiro. Em meio a adaptações e a abertura de novos espaços, a perspectiva é atrair um número maior de visitantes e hóspedes para o local.

As paredes de pedra com janelas azuis incrustadas, a arquitetura peculiar e as gigantescas palmeiras que adornam a construção chamam a atenção do visitante ainda na sede em Baturité, de onde pode ser vista, majestosa e imponente. Do lado de dentro, um jardim bem cuidado, uma fonte com peixes e um abrigo de animais apreendidos pelo Ibama dão vida e colorido para aqueles que procuram paz e relaxamento. Construído e administrado por padres jesuítas, a denominação de mosteiro, na verdade, tem uma origem popular.

"O mosteiro é um lugar que abriga monges e frades, o que não somos. Mas por conta do tamanho e da arquitetura, as pessoas tomaram o costume de chamar de mosteiro, acabou pegando", conta o padre Antônio Baronio, atual reitor da instituição, que conta com outro padre e três irmãos.

A edificação foi iniciada como parte das comemorações do centenário da Independência do Brasil, tendo sido construída entre 1922 e 1936. A pedra fundamental do mosteiro veio das ruínas de uma escola de jesuítas que funcionava em Aquiraz, primeira capital da então província do Ceará. Durante cerca de 40 anos, o espaço foi destinado para o funcionamento da Escola Apostólica de Baturité, a fim de promover a formação de padres e irmãos jesuítas. O mosteiro chegou a ter 100 alunos em regime de internato oriundos das regiões Norte e Nordeste. Em 1964, optou-se por fazer dali um local de acolhimento para retiros espirituais.

"O mosteiro passou a funcionar como um centro de oração e meditação, onde se praticam os exercícios de espiritualidade preconizados por Santo Inácio de Loiola, fundador da Companhia de Jesus ", explica o reitor.Para complementar a renda e não deixar a estrutura do mosteiro ociosa, decidiu-se, há alguns anos, abrir o local para a hospitalidade. Mas por conta das características do local, padre Antônio alerta que o acolhimento não tem um caráter comercial. Outra alternativa criada foi a abertura do local para a realização de festas, eventos de empresas e instituições.

Ainda assim, nem sempre as fontes alternativas de receita são suficientes para a manutenção do local, sobre o qual por muito tempo especulou-se que seria vendido para ser transformado num hotel ou numa instituição de ensino. "Mas houve uma reação muito bonita do povo e da Igreja, que queriam que o mosteiro permanecesse funcionando dentro da configuração atual. Atualmente temos cerca de 10 mil visitantes por ano, o que mostra que as pessoas gostam desse espaço, que é único", ressalta o padre.

Como forma de reação para atrair mais visitantes, foi criado recentemente o Museu Padre Artur Emílio Redondo, que busca recontar a história do mosteiro e do município de Baturité por meio de fotografias, mobiliário, estátuas, objetos de uso dos padres e até uma curiosidade peculiar: a primeira cadeira de dentista do Maciço de Baturité.

Outra ação importante é a parceria com a Prefeitura, que quer associar o município ao turismo religioso, com a promoção de romarias e programações especiais em datas como a Semana Santa e o Natal, que este ano terá a apresentação de um coral infantil nas janelas do mosteiro e a representação de um auto natalino. Neste sábado, o padre Antônio Maria estará no município para a apresentação na Praça da Matriz de Baturité, a fim de celebrar a romaria de Nossa Senhora de Fátima.

Reportagem de Karoline Viana e Fotografia de Patrícia Veloso para o Diário do Nordeste

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

PALEO 2009-NE

No próximo final de semana, entre 10 e 12/10, se realizará no auditório da reitoria da URCA, Crato, um encontro de Paleontologia de profissionais, estudantes e demais interessados na paleontologia do nordeste brasileiro, a PALEO 2009-NE. Gostaríamos de poder contar com sua presença, pois teremos no sábado à tarde palestras de renomados paleontólogos do sul e sudeste do Brasil, os maiores conhecedores da paleobiota da Bacia do Araripe em suas especialidades, conforme a programação em anexo, sendo uma ótima oportunidade de atualização sobre os famosos fósseis do Cariri.

Sejam todos muito benvindos e tenham um excelente encontro com colegas e amigos! Muito cordialmente Antonio Álamo Feitosa Saraiva (URCA)Wagner Souza Lima (Phoenix)Maria Helena Hessel (UFC)coordenadores.

Festival Cariri da Canção no próximo sábado


A Prefeitura Municipal do Crato, por meio da Secretaria de Cultura, Esporte e Juventude, estará realizando nos próximos dias 10 e 11 e 14 e 17 de outubro, o Festival Cariri da Canção, que este ano assume uma amplitude nacional, dando espaço aos talentos da música. Esta é a segnda edição do evento, que vem revelando músicos de qualidade e resgatando os antigos festivais, reunindo de forma significativa os profissionais da música da região para um momento de congraçamento.

No próximo final de semana a Cultura faz o convite a toda a população do Crato e da região para participar desse primeiro momento da festa da música cearense e regional, com as apresentações dos jovens talentos durante a eliminatória na categoria estudantil.

Foram selecionados 12 participantes. Já a categoria nacional o número de inscritos superou as expectativas dos organizadores, trazendo para o palco, que será montado do Centro Cultural do Araripe, músicas de qualidade para o público. Esta segunda etapa eliminatória acontece nos dias 14 e 17 deste mês. A Cultura vem realizando contatos para trazer para o evento artista de renome nacional. No momento, se aguarda a confirmação.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Marina Silva cobra política de metas para emissões

No Financial Times, Marina Silva cobra política de metas para emissões LONDRES - O Brasil deveria se comprometer com metas de redução de gases poluentes, afirmou a ex-ministra de Meio Ambiente e senadora Marina Silva (AC) ao jornal britânico Financial Times (FT), em entrevista que ganhou destaque na edição desta terça-feira. Conforme a publicação, o País deve se comprometer com uma redução de 80% do desmatamento até 2020, mas não está claro se aceitará metas para diminuir as emissões de gás carbônico (CO2) na conferência do clima marcada para dezembro, em Copenhague. A ex-ministra deixou o PT no mês passado e foi para o PV, partido pelo qual deve disputar a Presidência da República em 2010.

"Deveríamos assegurar que o Brasil está comprometido com metas, mas que devem ser globais - não apenas para reduzir o desmatamento, mas para cobrir todos os setores que realizam emissões", disse Marina. Ela defende que a redução dos gases poluentes deve ser parte de um compromisso mais amplo de mudança de modelo econômico nos países desenvolvidos e em desenvolvimento. No entanto, avalia que falta visão ao governo para mudar a forma como a questão é conduzida. "O Brasil e outros países precisam fazer o ambiente e o desenvolvimento parte da mesma equação e não persistir no pensamento de que um está em oposição ao outro", afirmou a ex-ministra. "Não há exemplo no mundo a ser seguido. O Brasil precisa ser o exemplo."

O Financial Times diz que o País "é um dos grandes contribuintes para o aquecimento global, em razão da grande quantidade de floresta perdida para o cultivo e outras atividades a cada ano". Sob o comando de Marina, o desmatamento desacelerou fortemente, aponta o jornal. A ex-ministra acredita que uma liderança do Brasil nessa área encorajaria outros países, como China, Índia, África do Sul e México, a seguirem a mesma linha.

Futuro incerto

"Hoje parte de nossas emissões é capturada por florestas e pelo solo, então nós estamos sendo salvos dos seus efeitos. Mas o que acontecerá no futuro pode sera exaustão dessa capacidade de absorção", disse Richard Betts, chefe do setor de Impactos do Clima do MetOffice.

O MetOffice foi fundado em 1854 e seu primeiro presidente foi o Capitão Robert FitzRoy, comandante do Beagle, navio de estudos que levou o Naturalista Charles Darwin em sua viagem de estudos que deu origem a histórica publicação "Origem das Espécies", que revolucionou os conceitos de abordagem sobre a história e origem da vida no nosso planeta Terra.

Fonte Coluna Mírian Leitão economia@diariodonordeste.com.br

Mestrado em Desenvolvimento e Meio Ambiente

Estão abertas, até 16 de outubro, as inscrições para seleção às 18 vagas do Mestrado em Desenvolvimento e Meio Ambiente 2010 da UFC, nas linhas de pesquisa: "Proteção ambiental e gestão de recursos naturais" e "Organização do espaço e desenvolvimento sustentável". A seleção terá duas etapas: avaliação de conhecimento específico e prova de língua estrangeira; e avaliação de currículo, histórico escolar e pré-projeto de pesquisa, além de entrevista. Informações: www.prodema.ufc.br ou (85) 3366.9781.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Campus da UFC no Cariri ganha segunda etapa de expansão

O Campus da Universidade Federal do Ceará em Juazeiro do Norte, na Região Metropolitana do Cariri, ganhará, nesta segunda-feira, 5, a sua segunda etapa. O reitor Jesualdo Farias vai inaugurar a expansão a partir das 17h30min, devendo descerrar placa em homenagem ao reitor falecido, Ícaro Moreira de Souza.

A segunda etapa do Campus da UFC no Cariri inclui bloco com oito salas de aula, laboratórios de saneamento, mecânica de solos, recursos hídricos e central analítica e também salas de apoio técnico-administrativo, gabinete de professores, biblioteca e passarela entre os blocos, totalizando 3.100 metros quadrados de área construída. Estão previstas ainda mais duas etapas para o Campus da UFC no Cariri, que engloba Barbalha, Crato e Juazeiro do Norte.

Fonte Blog do Eliomar de Lima.

domingo, 4 de outubro de 2009

Malauí: menino faz moinho de vento com peças de lixo

A história verdadeira de um adolescente autodidata do Malauí que transformou a vida de sua família e de sua comunidade ao construir, com lixo, um moinho de vento para gerar eletricidade é tema de um livro que acaba de chegar às lojas nos Estados Unidos. E para muitos, não será surpresa se o livro “The boy who harnessed the wind” (O menino que domou o vento, em tradução livre), do jornalista novaiorquino Bryan Mealer, acabar transposto para as telas de cinema.

O menino William Kamkwamba, que ganhou uma bolsa de estudos e hoje frequenta a faculdade em Johanesburgo, na África do Sul, tornou-se um símbolo para ambientalistas como Al Gore e líderes empresariais em todo o mundo.Uma foto sorridente do jovem, hoje com 22 anos de idade, foi capa da publicação americana Wall Street Journal. As conquistas de Kamkwamba são ainda mais impressionantes se considerarmos que ele foi obrigado a abandonar a escola aos 14 anos porque sua família não podia pagar as anuidades de US$ 80.

Quando retornou à modesta propriedade da família no vilarejo de Masitala, no interior do Malauí, seu futuro parecia limitado. O adolescente sonhava trazer eletricidade para seu vilarejo – apenas 2% das residências no Malauí possuem energia elétrica – e não estava disposto a esperar pela ação de políticos ou ONGs. Continuou a estudar usando a biblioteca no vilarejo. Fascinado por ciências, encontrou, por acaso, em um livro caindo aos pedaços, uma foto de um moinho de vento.
“Fiquei muito interessado quando vi que o moinho podia produzir eletricidade e bombear água”, disse Kamkwamba à BBC News. “Eu pensei: isso poderia ser uma defesa contra a fome. Talvez eu devesse construir um para mim”. E quando não estava ajudando na plantação de milho da família, trabalhava no seu protótipo à noite, à luz de uma lamparina de parafina. As atividades foram alvo de chacota na comunidade, que tem cerca de 200 pessoas. “Muitos, inclusive minha mãe, achavam que eu estava louco”, ele relembra. “Nunca tinham visto um moinho de vento antes.

Kamkwamba construiu uma turbina usando peças de bicicletas, uma hélice de ventilador de trator e pedaços de canos de plástico, entre outros objetos.Mas as risadas dos vizinhos rapidamente se transformaram em admiração quando Kamkwamba conectou um farol de automóvel à turbina do moinho. Quando as hélices começaram a girar na brisa, a lâmpada se acendeu e o vilarejo ficou em alvoroço.

Logo, o moinho de 12 watts estava bombeando energia para a família de Kamkwamba. E os vizinhos faziam fila para carregar seus telefones celulares. O adolescente também instalou uma bomba mecânica movida a energia solar – doada ao vilarejo – sobre um poço. Tanques de armazenamento foram adicionados à bomba e a região ganhou, pela primeira vez, uma fonte de água potável.

Em 2007, Kamkwamba foi convidado para participar da prestigiosa conferência Technology Entertainment Design, na Tanzânia. Foi aplaudido de pé.Hoje, Kamkwamba estuda na renomada African Leadership Academy, em Johanesburgo. O jovem disse estar determinado, no entanto, a voltar para sua terra e completar sua missão de trazer energia não apenas para o resto do seu vilarejo, mas para todo o Malauí. “Quero ajudar meu país e colocar em prática o que aprendi”, disse. “Tem muito trabalho para ser feito”.

Trechos de matéria publicada no portal da BBC Brasil, em texto assinado pela jornalista Jude Sheerin, da BBC News. Publicado http://blog.opovo.com.br/pliniobortolotti/

Projeto Mambembe em Aracati e Fortim ²

Por iniciativa dos estudantes de Arquitetura e Urbanismo, através da FNEA durante todo este fim de semana, começando na 6a feira e terminando neste Domingo, por volta do meio dia, houve este intenso "work shop" sobre a realidade do Litoral Sul do Estado do Ceará, uma realidade em transformação acelerada.

Os temas abordados foram- preservação do patriminonio histórico, turismo internacional, pesca, carcinicultura, parque eólicos, ampliação do sistema rodoviário, aeroporto internacional de Aracati, extração de petróleo e também e notadamente os registros da ausencia de boa convivencia com meio ambiente e corretas posturas de apropriação de recursos naturais, em toda a região da foz do Rio Jaguaribe, desde os primórdios do processo de ocupação do território cearense.

Aproximadamente 60 estudantes dos Cursos de Arquitetura da UFC/ UNIFOR/ FANOR estiveram na região, em visita aos municípios de Aracati, Fortim e todas as situações relevantes ali presentes - sedes urbanas/ núcleo histórico de Aracati, Foz do Rio Jaguaribe, Comunidades do Cumbe e Estevão, Canoa Quebrada, Porto Canoa, Majorlandia, Quixaba, Parques Eólicos Bons Ventos, Colonia de Pesca do Fortim - refletindo sobre todo aquele contexto dos pontos de vista histórico - físico - geográfico - ambiental - urbano - politico - economico e cultural na tentativa de iniciar a construção de uma visão de futuro para a região.

As reuniões foram realizadas na Associação Comunitária do Moradores da Vila do Estevão, em Canoa Quebrada. As visitas técnicas guiadas e seminários foram orientadas pelos professores José Sales, Carla Camila Girão, Augusto Capibaribe e Raimundo Carlos Limaverde.

Crato recebe 7,5 milhões para obras de saneamento

O Prefeito do Crato, Samuel Araripe, conseguiu R$ 7,5 milhões para a primeira etapa do projeto de saneamento do município. A informação é do prefeito, adiantando que o dinheiro já está na conta da Prefeitura. “É um projeto incluído no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC)”, observa Araripe. O chefe do executivo chegou a estar pessoalmente com a Ministra do Planejamento de Lula, Dilma Roussef, no intuito de encaminhar projetos para demandas do município.

Com esse montante, Samuel Araripe espera dar um grande passo no que diz respeito às obras de saneamento e de infraestrutura em vários pontos da cidade. Esses novos investimentos vão proporcionar uma vida mais saudável para a população. Também serão investidos, conforme anuncia o prefeito, cerca de R$ 3 milhões em obras de calçamento em várias localidades do município. A próxima etapa agora é tratar do processo licitatório.

Fonte Blog do Crato

Lucio Alcantara fala sobre o Geopark Araripe

"Há poucos dias o jornal O Povo publicou matéria na qual informava que o Geopark Araripe, no Cariri cearense, por desleixo do governo do estado, está ameaçado de perda do selo internacional quando da avaliação a ser realizada pela UNESCO em 2010.

O Secretário das Cidades, orgão estadual, nega em declaração publicada no mesmo jornal, edição de hoje, que exista o risco. Existe, sim. Os que acompanham o assunto sabem disso há bastante tempo. Deus permita que a desclassificação não ocorra.

A tática do atual governo foi paralisar todas ações que vinham da administração anterior para retoma-las mais tarde fazendo parecer que eram iniciativas novas que lhes deviam ser atribuidas. Era preciso apagar o passado. Reescrever a história como se tudo começasse agora.

O preço pago foi a destruição das estradas, pela falta de conserva, a demora e o encarecimento na execução das obras, a interrupção de programas essenciais, e o sofrimento das pessoas, privadas dos benefícios sociais.

No caso do Geopark o custo dessa política poderá ser sua desclassificação internacional".

sábado, 3 de outubro de 2009

Projeto Mambembe em Aracati e Fortim

O Projeto Mambembe, da FNA/ Federação dos Estudantes de Arquitetura e Urbanismo, implementa viagem de estudos aos Municípios de Aracati e Fortim, com os estudantes de Cursos de Arquitetura e Urbanismo, dos Estados do Ceará e Rio Grande do Norte. Durante dois dias, a partir de 02/10 serão realizadas visitas técnicas guiadas e seminários, pelos professores José Sals, Carla Camila Girão, Augusto Capibaribe e Raimundo Carlos Limaverde, sobre as transformações do Litoral Sul do Ceará por conta da implantação de grandes projetos economicos - resorts, Fazendas de criação de camarão e parques eólicos - impactando as populações tradicionais ali instaladas.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Acredite, se quiser


A página da liderança do PT na Câmara dos Deputados informa desde ontem que uma pesquisa CNI-Ibope, realizada em setembro, mostra que a "condução das políticas para o meio ambiente tem a aprovação da maior parte da população brasileira". Ainda segundo a nota, "as ações do Executivo para o meio ambiente seguem uma linha crescente de avaliação e contam, neste mês, com aprovação de 61% dos entrevistados. Em junho, a aprovação era de 55%.

Outro dado relevante é a percepção de que, um ano após a troca de titulares da área, a gestão do ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, tem a mesma aprovação da gestão da ex-ministra Marina Silva". No texto, o deputado José Guimarães (PT/CE) diz que o governo vem conseguindo conciliar a preservação ambiental com o desenvolvimento econômico na concessão de licenças ambientais. "Na hora em que concede licença o governo toma medidas imediatas para compensar danos. Isso á preservar". O Deputado José Guimarães é próprio autor de emendas em medidas provisórias para evitar o licenciamento ambiental de estradas na Amazônia.

Fonte O ECO. Fotografia por Aldem Bourscheit/ 2007 na Baía dos Porcos, em Fernando de Noronha.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Descuido: Peças históricas convivem com sujeira no Museu do Geopark

O Museu de Paleontologia de Santana do Cariri é considerado o coração do projeto Geopark Araripe, em Santana do Cariri. O POVO foi ver de perto como está o local, em refoma há um ano. Para resgatar como era a rotina do cenário, hoje em construção, a equipe contou com a memória do ex-coordenador de guias do museu e atual guia turístico da Prefeitura, Henrique Duarte.

Mas as lembranças começaram a ficar doloridas com a entrada no prédio.Livros da antiga Biblioteca, antes aberta à comunidade, permanecem numa estante, cobertos de pó. Dividiam o espaço do salão principal com os trabalhadores em plena finalização da obra. Os vestígios da reforma também tentam esconder expositores com fósseis dentro, réplicas de dinossauros, uma maquete que antes representava todos os estratos geológicos do Geopark, mobiliário, material de laboratório e equipamentos de informática.

O pó também não é suficiente para acobertar uma pilha de fósseis formada no salão principal do museu. Em outra sala, caixas de papelão rasgadas acolhem outros seres fossilizados, a poucos passos de um acesso lateral para a rua, sem segurança. Dá vontade de chorar. Eu sei o valor que isso tem, tanto científico como histórico", diz, segurando e explicando as peças onde bate o olho. "Esse fóssil aqui é tridimensional. Dá para saber qual foi a última refeição do peixe".

Questionado sobre o procedimento da reforma, o Reitor da Urca, Plácido Cidade Nuvens, que foi fundador do museu, declarou que O POVO "atinou para algumas negligências da empreiteira (responsável pela obra)" e, por isso, estaria "fazendo drama". Segundo ele, o cenário encontrado era insignificante diante da importância da reforma, que estaria quebrando um jejum de quatro anos sem investimentos.

Além disso, os fósseis do acervo do museu estariam divididos entre uma sala especial ou guardadas em estantes, trancadas à chave.Os fósseis encontrados no prédio em reforma seriam resultado de apreensão da Polícia Federal (PF) nas ações de combate ao contrabando e estariam sob a guarda do Departamento Nacional de Proteção Mineral (DNPM). De acordo com o Reitor, a previsão é de que o museu seja reaberto em outubro.

O Geólogo Artur Andrade, responsável pelo escritório do DNPM na região do Cariri, confirma a origem dos fósseis. No entanto, eles teriam sido doados pela PF ao Museu de Santana há cerca de quatro anos. "Se eles estivessem sob a guarda do DNPM, estariam no nosso escritório, não no Museu. (O material) não deixa de ter valor científico. Deveria estar num lugar melhor preservado, não junto com cimento, poeira, ao bel prazer."

Fonte Reportagem Larissa Lima para o jornal O POVO

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Geopark Araripe ameaçado de perder o selo da UNESCO

A porção da Bacia do Araripe no Cariri cearense é reconhecida internacionalmente como uma herança geológica da Terra. Se pudesse falar, seria uma baita contadora das histórias do Planeta. Porém, sem voz própria, precisa ser interpretada e vivenciada pela ação humana. E é justamente essa última que a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) faz uma nova avaliação, quatro anos após a visita que resultou na criação do Geopark Araripe.

A auditoria poderá colocar em dúvida a manutenção da unidade cearense como integrante da Rede Global de Geoparks. Pelo menos, para os cientistas, o lugar já conseguiu narrar muitos pontos. Descreveu enormes seres voadores, lembrou como as plantas tiveram a ideia de pôr flores e até disse que, um dia, há muitos e muitos anos, a América e África eram vizinhas. As paisagens que, do verde, passam a criar tons de marrom nesta época do ano, foram apresentadas pela Universidade Regional do Cariri (Urca) à Unesco num projeto que pretendia aproveitar os conhecimentos científicos sobre a relevância geológica e paleontológica da região numa estratégia de desenvolvimento local.

O credenciamento na rede internacional como o primeiro Geopark das Américas e, até o momento, único do Brasil, veio em 2006. No ano seguinte, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), concedeu ao projeto um prêmio na categoria Proteção do Patrimônio Natural e Arqueológico.

Mas a chancela internacional, importante para atrair investimentos públicos e privados, não é definitiva e pode ser perdida caso a equipe de técnicos da Unesco avalie negativamente o desenvolvimento dos trabalhos na região. "A cada período, o programa é auditado por especialistas para verificar o cumprimento das questões propostas na época do seu credenciamento", explica o Professor André Herzog, Reitor da Urca na época da fundação do parque e um dos idealizadores do projeto. Apesar de não manter mais contato com o Geopark Araripe, ele foi conselheiro científico da Unesco na última Conferência Global de Geoparks, na Malásia. "A coisa mais importante do Geopark são atividades. São as visitas guiadas, as iniciativas educacionais, científicas, a troca de informações com outros Geoparks", aponta.

Segundo o gerente do Geopark, Idalécio Feitosa, as visitas guiadas e os projetos educacionais, nas escolas, continuam acontecendo normalmente. O POVO apurou, no entanto, que as atividades que antes dependiam do Museu de Paleontologia da Urca, fechado há um ano para reforma e ampliação, estão desarticuladas. E o desenvolvimento regional, ainda não passa de expectativa.

Apesar de permanecer oficialmente sob a tutela da Urca, o Geopark agora é encarado como um projeto de Governo e deve receber mais de R$ 12 milhões em investimentos em projetos executados nos próximos cinco anos, segundo Emanuela Rangel Monteiro, da Secretaria das Cidades. As ações planejadas contemplam áreas de educação ambiental, preservação e desenvolvimento econômico sustentável, ao gosto da Unesco. No entanto, ela admite que o resultado da auditoria "é sempre uma incógnita".

Reportagem de Larissa Lima enviada ao Caririlarissalima@opovo.com.br Jornal O POVO

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Praças abandonadas no Cariri


O que pode ser um lugar convidativo nos espaços urbanos, também se torna assustador, caso não tenha os cuidados necessários e segurança. Assim são as praças de cidades do Cariri. Os locais de romantismo, diversão ou simples bate-papo, ponto de encontro da sociedade, muitas vezes toma o sentimento do povo pelos momentos marcantes. As praças também são alvo de polêmica e de audiências públicas.


Em Crato e Juazeiro do Norte, cada praça tem uma história para contar. Mas os problemas na maior parte delas, principalmente no Centro, têm sido as obras não concluídas, como no caso da Feijó de Sá, na entrada de Juazeiro; ou alvo de polêmica, depois de concluída, como a Siqueira Campos, em Crato.


As perspectivas de reformas e ampliações desses espaços vêm sendo executadas e outras encontram-se paralisadas.Caso emblemático tem sido a reforma e ampliação da Praça Feijó de Sá, em Juazeiro do Norte, também conhecida como a praça do Giradouro, que passou por um dilema por ser construída em meio à rodovia que liga as cidades de Crato, Juazeiro do Norte e Barbalha.


Reportagem e fotografia da jornalista Elizangela Santos para o Caderno Regional do Diário do Nordeste.

domingo, 27 de setembro de 2009

Fundo de Inovação não aplica o dinheiro que tem

Numa roda de empresários cearenses, surgiu ontem a pergunta: qual é o plano de negócio para a aplicação dos recursos do Fundo de Inovação Tecnológica (FIT), cuja gestora é a Secretaria de Ciência e Tecnologia do Governo do Estado. O fundo já contabiliza R$ 17 milhões depositados numa conta do Bradesco. Os empresários cearenses querem ter acesso aos recursos desse fundo, que, na teoria, foi criado para financiar, sem reembolso, projetos de inovação. Até agora, nenhum projeto foi financiado. Por que?

Fonte Blog do Egídio Serpa http://blogs.diariodonordeste.com.br/egidio/

sábado, 26 de setembro de 2009

Regata valoriza temática ambiental

Para desenvolver atividades náuticas no Rio Jaguaribe e valorizar a classe dos pescadores, a Prefeitura de Fortim, por meio da Secretaria Municipal de Turismo e Meio Ambiente, realizará mais uma tradicional regata na cidade.A 17ª Regata de Bateiras da Barra acontece hoje e amanhã na comunidade da Barra, localizada a três quilômetros da sede de Fortim. O evento tem início com a largada das primeiras baterias a partir das 10h30. Atrações musicais da região se apresentam hoje à noite, na Praça da Comunidade da Barra. Amanhã pela manhã, a festa será às margens do Rio Jaguaribe.

A festa é realizada com recursos da própria administração, contando com alguns apoiadores. Participam da regata 160 profissionais da pesca e 80 embarcações. Em premiação, são disponibilizados R$ 8,5 mil, além da distribuição de cestas básicas a todos os pescadores participantes. Na ocasião, eles comemoram a recente criação da Secretaria Municipal da Pesca e Aqüicultura.

A regata é também uma oportunidade para realizar ações de valorização do Rio Jaguaribe, estimulando a população a desenvolver atividades de preservação do meio ambiente. Uma dessas ações será o desenvolvimento da campanha intitulada "Ação e Cidadania - Rio Sempre Limpo", com uma série de ações educativas e voluntárias junto aos alunos da Escola Comunitária da Barra. Com a campanha, a Prefeitura pretende sensibilizar a todos sobre a questão ambiental nas áreas dos rios. Com freqüentadores de diversas faixas etárias e de diferentes níveis socioeconômicos, o rio é o local ideal para desenvolver ações de educação ambiental.

Fonte Diário do Nordeste

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Deputados Federais cobram a construção do novo Aeroporto Regional do Cariri

luta de décadas continua: os deputados federais do Ceará voltaram a se mobilizar para cobrar do Governo Federal a construção do novo terminal de passageiros do aeroporto regional do Cariri, com sede em Juazeiro do Norte. O coordenador da bancada do Ceará, José Guimarães, ao lado da deputada Gorete Pereira, esteve, nesta terça-feira, com o presidente da Infraero, Murilo Marques, e recebeu a informação de que, em 30 dias, o aeroporto passa das mãos do Estado para o Governo Federal. A partir daí, será elaborado o projeto de construção do novo aeroporto. As obras podem chegar a R$ 40 milhões, como explica o deputado José Guimarães.

Fonte Coluna Tarso Araújo e Blog do Crato.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Centro de Convenções do Cariri segue cronograma de obras

Continua em plena execução a obra do Centro de Convenções e Negócios do Cariri, iniciada no mês passado, após assinatura da ordem de serviço do governador Cid Gomes. O prédio está sendo construído numa área estratégica da cidade, no bairro Muriti, em terreno doado pelo Município do Crato. A perspectiva é que este conjunto seja entregue em oito meses, de acordo com o prazo estipulado pelo cronograma da obra.

Segundo o prefeito do Crato, Samuel Araripe, o investimento no local é pelo menos R$ 10 milhões. O Centro, segundo ele, trará um incremento importante inclusive para o turismo, gerando divisas para o município cratense e auxiliando na divulgação de suas potencialidades. O Centro de Convenções vem atender uma demanda de cidades do Cariri, sediando os eventos regionais de grande porte. Além de uma área grande, o local irá funcionar com mais quatro auditórios, um com 700 lugares e trêss com 150, cada. Ainda estão inseridas salas de reuniões, restaurante e estacionamento. A meta é inaugurar o empreendimento até o mês de maio de 2010.

Fonte Blog do Crato

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Cariri começa a debater o Cangaço


Aberto, na noite de ontem, o I Seminário Cariri Cangaço, que será realizado simultaneamente nos municípios de Crato, Juazeiro do Norte, Barbalha e Missão velha, perfazendo a trilha do cangaço no Cariri e trazendo para a mesa de discussões os maiores pesquisadores e estudiosos do tema no Brasil. A abertura aconteceu no Teatro Municipal Salviano Arraes, com a presença de autoridades e representantes de instituições realizadoras e parceiras do evento. Diversas apresentações culturais envolvendo tema foram levadas ao palco do teatro.


O curador e coordenador do Seminário, Manoel Severo, fez a abertura destacando o I Seminário como o maior evento envolvendo a temática do Cangaço já realizado no Brasil. Essa mesma questão foi enfatizada pelo presidente da Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço (SBEC), Angelo Osmiro, que incentivou outras regiões do Brasil a seguirem o mesmo exemplo e oferecer espaços para se discutir e estudar a temática. Ele destacou a abertura da região e do trabalho em conjunto desenvolvido. Manoel Severo ainda ressaltou a presença de pesquisadores, estudantes, artistas, cineastas, atores, ensaístas, todos unidos no mesmo objetivo de aprofundar e resgatar a historiografia do Cariri e do cangaço.


terça-feira, 22 de setembro de 2009

Manoel Severo: "O cangaço é um dos fenômenos mais intrigantes da história do povo nordestino"


Para Severo, o Cariri se notabiliza por suas manifestações culturais, tradições e raízes que o tornam uma das regiões mais pesquisadas do Nordeste. "É também um símbolo de resistência. Foi assim nos momentos de revolta e luta com a Insurreição de 1817 e a Confederação do Equador; na Baixa Dantas, com o Caldeirão do beato José Lourenço; e, em particular, em Juazeiro do Norte do Padre Cícero Romão Batista. Também assim foi no fenômeno do cangaço de Virgulino Ferreira da Silva, vulgo: Lampião". Ao lembrar estes fatos, Severo justifica que o Cariri é o cenário ideal para este Seminário acontecer.

O Cariri cearense, a partir das cidades de Crato, Juazeiro do Norte, Barbalha e Missão Velha, irão receber as maiores autoridades sobre o tema cangaço, no Brasil. Pesquisadores, historiadores, escritores, ensaístas e cineastas estarão no triângulo do Crajubar, discutindo um dos fenômenos mais controversos da história do Nordeste brasileiro e suas implicações e ligações com a região.

O encontro se realizará nas três principais cidades do Cariri. "Além das palestras, discussões e estudos do tema, oficinas, apresentações artístico-culturais e visitas técnicas aos principais cenários da história cangaceira no Cariri, se configurando como a maior mesa de debates itinerante do País sobre o fenômeno do cangaço", garante o coordenador do encontro.Estão confirmadas autoridades no tema como os pesquisadores Antônio Amaury Correa de Araújo, Napoleão Tavares Neves, Magérbio de Lucena, Leandro Cardoso Fernandes, Honório de Medeiros, Anildomá Williams, Jairo Luiz, Daniel Walker, Aderbal Nogueira, Ângelo Osmiro, João de Sousa Lima, Antônio Vilela, entre outros convidados ilustres.

Uma das atrações é escritor Antônio Amaury Correia de Araújo, um dos maiores pesquisadores da vida de Lampião e da história do cangaço. Há 60 anos em busca de informações sobre o assunto, realizou muitas entrevistas com pessoas da sociedade, do cangaço e das forças policiais da época e familiares remanescentes. Suas pesquisas minuciosas, diretas, imparciais, fazem-no um autêntico mestre, criterioso e honesto. Nos anos 70, tornou-se conhecido em todo o Brasil ao participar do Programa 8 ou 800, da TV Globo, respondendo sobre o assunto. Tem vários livros publicados sobre o cangaço, entre eles: "Lampião: Segredos e Confidências do Tempo do Cangaço"; "Assim Morreu Lampião"; "Lampião: As Mulheres e o Cangaço"; e "Gente de Lampião: Dada e Corisco".

Da mesma reportagem de Antonio Vicelmo, para o Caderno Regional do Diário do Nordeste.

Crato: Seminário Cariri Cangaço


O Cariri será transformado na "capital do cangaço", a partir de hoje, com a abertura à noite, no Teatro Salviano Arraes, nesse município, do Seminário Cariri Cangaço, que tem como tema "Lampião no Ceará - Verdades e Mentiras". A iniciativa é da Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço, e das prefeituras municipais do Crato, Juazeiro do Norte, Barbalha e Missão Velha, com o apoio do Instituto Cultural do Cariri (ICC) e Universidade Regional do Cariri (Urca).


"O envolvimento dos municípios no Seminário, além da importância histórica, é uma forma de integrá-los na Região Metropolitana do Cariri em torno de dois ícones da história nordestina: Lampião e o Padre Cícero", justificou o coordenador do encontro, Manoel Severo. O cangaço, segundo Severo, se configura como um dos fenômenos mais intrigantes da história do povo nordestino.


Com uma duração de quase 80 anos, teve no Cariri um de seus principais cenários. As cidades do Crato, Juazeiro do Norte, Barbalha, Jati, Jardim, Aurora, Porteiras e Missão Velha, fizeram parte dessa história. Por ocasião do Seminário, o ICC estará promovendo em parceria com a organização do evento uma exposição do acervo do escritor Hilário Lucetti, falecido este ano, autor do livro "Lampião e o Estado Maior do Cangaço", em parceria com o médico Magérbio Lucena. No mesmo local, serão expostos os exemplares da revista "Itaytera" que falam sobre o assunto. Além das palestras, será cumprido um roteiro de visitas aos pontos que marcaram a presença do "Rei do Cangaço" ao Cariri, entre os quais a Fonte de Pendência, em Missão Velha, onde Lampião se arranchou, no caminho para Juazeiro do Norte; o Sítio Piçarra, em Brejo Santo, onde houve um confronto com a Polícia, durante o qual morreu o cangaceiro Sabino, um dos mais valentes "cabras" do grupo; as cidade de Porteiras e Barbalha, além de outros pontos turísticos da região.


Durante seis dias, de 22 a 27, serão discutidos os seguintes temas: "Cangaço e Religiosidade"; "Lampião: Nem Herói, Nem Bandido"; "Os Marcelinos"; "A Epopéia de Mossoró"; "As mulheres e o Cangaço"; "O Cangaço na Teoria Sociológica"; "O Turismo e o Cangaço"; "Lampião, Cangaço e Cordel"; "Lampião no Agreste"; "Poço Redondo e o Cangaço de Lampião"; "O Cangaço sob o olhar da lei"; e "Missão Velha e o Cangaço de Virgulino Ferreira".


Reportagem de Antonio Vicelmo para o Caderno Regional do Jornal O POVO.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Exportação de mel: uma boa renda mensal


Vinícius Araújo de Carvalho é um dos exemplos entre os produtores de mel do Ceará. Começou na atividade há oito anos criando abelha nativa, depois fez curso de apicultura na UFC e hoje tem no currículo mais de 20 cursos de extensão. E não é só. Hoje, além de ser apicultor, ainda fabrica colmeias e cosméticos à base de mel - xampu, condicionador, sabonete líquido e em barra, creme hidratante, etc.

Hoje a produção de Vinícius Carvalho, numa fazenda em Chorozinho, é de aproximadamente 50 mil quilos de mel/ano. A comercialização é feita através da Coopernectar, cooperativa localizada em Horizonte que conta com 60 produtores de mel. Ele adianta que a capacidade é de 90 toneladas (t), mas este ano vai passar 100 t porque a "safra" que, normalmente começa em julho e termina em novembro, vai se estender até dezembro por causa do bom inverno.

O produtor de mel ensina que trabalhando em cooperativa se consegue um preço melhor. O preço médio atual do quilo é de R$ 3,20. No ano passado era de R$ 2,60. Destaca que em função dos bons preços todo mundo está crescendo, ampliando os negócios.

Vinícius Carvalho comenta que a atividade pode dar uma boa renda mensal. Adianta que para ter uma renda que valha a pena é preciso ter umas 200 colmeias. Nesse caso elas produziriam em torno de 40 quilos de mel cada, em média, chegando a oito mil quilos/ano. Com o quilo a R$ 3,20 seria possível obter R$ 25,6 mil/ano ou R$ 2,1 mil mês. O investimento inicial seria em torno de R$ 2,8 mil.

Da mesma reportagem da Jornalista Artumira Dutra para o jornal O POVO.

Exportação de mel: qualidade em sprays e pastilhas


Entre as empresas cearenses exportadoras de mel, a Nectar Floral é uma das que tem atuação bem sucedida. Atua forte nas vendas para o mercado interno, inclusive de outros produtos á base de mel. Pioneira no Norte e Nordeste na produção de mel composto com própolis e extratos vegetais de plantas medicinais e sprays com própolis e óleos de plantas medicinais, a empresa está lançando no mercado este mês uma linha de pastilhas.

"A nossa linha de sprays sairá na versão pastilhas. Todas com seu poder antisséptico contra bactérias e germes que causam infecções na garganta, testado", diz o diretor Comercial e Industrial, Francisco Humberto de Queiroz Pinto Júnior. Com 16 anos no mercado e instalada desde 2006 em Aquiraz, onde construiu ampla sede e adquiriu equipamentos modernos que incrementaram a produção em 30%, a Nectar Floral exporta cerca de 80% da produção de cerca de 100 toneladas/mês.

Além de vender internamente uma linha de cerca de 30 produtos divididos entre mel puro e as linhas de produtos naturais, a empresa beneficia o mel de marca própria da rede de supermercados Wal Mart (Bom Preço) no Nordeste e em São Paulo. Humberto Júnior reclama do baixo valor do dólar. Avalia que continua mais vantajoso o negócio para o produtor, pois os preços são pagos em real.

Da mesma reportagem de Artumira Dutra para o jornal O POVO.

Mel do CE é produto tipo exportação ²



  • Em agosto, as exportações de mel do Ceará somaram US$ 1.371.116.

  • O preço médio do mel subiu de US$ 2,48/kg para US$ 2,54/kg, em julho.

  • Em julho de 2009, quando o Ceará assumiu a liderança com US$ 1.037.667 exportados, respondeu, sozinho, por 20,5% das exportações brasileiras de mel. O segundo colocado foi São Paulo com US$ 815.303.

  • Os Estados Unidos continuou, em julho, sendo o nosso principal mercado, com US$ 3,15 milhões, absorvendo 62,3% do mel brasileiro exportado, a um preço de US$ 2,42/kg, abaixo da média de US$ 2,54/kg.

  • A Alemanha foi o segundo maior importador com a compra de 15,3% do mel brasileiro exportado em julho/2009, com um total de US$ 830,41 mil a um preço de US$ 2,72/kg. O Reino Unido absorveu 9,6% (US$ 534,17 mil) das nossas exportações de mel, pagando US$ 2,78/kg.

Fonte: EMAiS do Jornal O POVO.

Mel do CE é produto tipo exportação


O mel do Ceará conquistou o mundo em 2009. Além de triplicar o valor de 2008, e crescer quase 175% de janeiro a agosto, o Estado assumiu a liderança das exportações brasileiras do produto nos meses de julho e agosto. No acumulado do ano, São Paulo ainda lidera as vendas externas com US$ 12,7 milhões. O Ceará vem a seguir com US$ 9,5 milhões. Na nona posição na pauta de exportações com uma participação de 1,4% - no ano passado era de apenas 0,4% -, o mel cearense é vendido para os Estados Unidos, países da Europa e da Ásia.

Apenas oito empresas exportaram mel para a União Europeia em julho de 2009, sendo três de São Paulo, duas de Santa Catarina; duas do Ceará e uma do Rio Grande do Sul. Mas somente três empresas, duas de Santa Catarina e uma do Ceará responderam por 85% do valor total exportado. Também em julho, dos 30 entrepostos exportadores, apenas duas empresas responderam por 27% da receita total de exportação, sendo uma de Santa Catarina e uma do Ceará. Oito empresas responderam por 68% da exportação sendo: duas de São Paulo; duas do Ceará; uma de Santa Catarina; uma do Rio Grande do Sul; uma do Rio Grande do Norte e uma do Paraná.

Ainda segundo informações da Apicultura Integrada e Sustentável (Projeto Apis), São Paulo é o estado com maior número de entrepostos exportadores, dez empresas, seguido do Ceará com cinco entrepostos, do Piauí com quatro e do Paraná com três empresas. A história de sucesso das exportações do mel do Ceará teve início em 2001, quando se contabilizam as primeiras exportações. No começo o Estado aproveitou a abertura irrestrita do mercado externo ao mel brasileiro, com a saída da China e da Argentina por causa de problemas de contaminação. Em 2003, registrou o primeiro grande volume de vendas (US$ 5,6 milhões).

Hoje existem em torno de seis mil produtores de mel, distribuídos por 143 municípios. Segundo o vice-presidente da Federação Cearense de Apicultura, José Xavier Leal Neto, 90% da produção é familiar. Atualmente cinco empresas, que começaram como produtoras, exportam o que produzem e adquirem, em muitos casos de cooperativas de produtores. São elas: Nectar Floral, Mel Esperança, Cearapi, Apishel e Mel Altamira.

O grande diferencial do Ceará está na formação profissional dos apicultores e profissionais que atuam na área, na oferta de crédito dos bancos públicos e no apoio e incentivo de instituições como Universidade Federal do Ceará (UFC), Sebrae-CE, Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Ceará (Ematerce), Instituto Centro de Ensino Tecnológico (Centec). Tem ainda iniciativas como a Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Mel, que busca soluções de problemas da cadeira produtiva. O Sebrae-CE, por exemplo, através do Apis, possibilita aumentar o foco na gestão da cadeia produtiva ao definir objetivos como estruturar, integrar, monitorar e apoiar a implantação de projetos e ações, orientado para a viabilidade do negócio.

Reportagem Artumira Dutra. Caderno de Negócios do Jornal O POVO.

domingo, 20 de setembro de 2009

Mário Mantovani: "Causa ganhou diferencial"


"Eu posso te dizer que, em 35 anos de experiência nessa área, jamais percebi tanto interesse. Nós somos assediados por vários candidatos, todos querendo se engajar. Isso cresceu tanto que, hoje, o cara que associar o nome às causas ambientais ganha um diferencial``, avalia o diretor da Fundação SOS Mata Atlântica, Mário Mantovani.

O assunto ganhou tanta visibilidade que foi parar até mesmo no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) - carro-chefe do Governo Federal. Após a saída de Marina Silva do PT, Lula decidiu encomendar uma espécie de PAC Ambiental, que poderá ser usado palanques a fora por sua candidata à sucessão, Dilma Rousseff.


A nova versão do Programa consiste em um plano de desenvolvimento sustentável com foco na Amazônia, com ações que se estendem pelos próximos anos. O assunto também parece ser levado a sério pelo setor econômico. Em agosto, pela primeira vez na história do País, um grupo de 22 grandes empresas brasileiras - dentre elas, Vale, Pão de Açúcar, Votorantim e Odebrecht - encaminharam ao presidente Lula (PT) uma ``Carta Aberta ao Brasil Sobre Mudanças Climáticas``, na qual se comprometem a implementar ações para reduzir as emissões de CO² em suas atividades, cobrando também do Governo medidas mais enérgicas para o setor.

"Essa vai ser a nova regra do jogo. Quem não estiver dentro, não vai vender", alerta o representante do Greenpeace no Brasil, Sérgio Leitão, ampliando o raio de interesse do tema.

Da mesma reportagem. Vista aérea do Canyon de Cachoeira de Missão Velha/ Geotope Devoniano do Geopark Araripe, no Sul do Estado do Ceará. Fotografia aérea de Daniel Roman. Arquivo Ibi Tupi. Direitos autorais reservados.

Meio Ambiente como prioridade


No vácuo da possível entrada de Marina Silva (PV-AC) na corrida presidencial, demais personagens da sucessão passam a adotar o discurso do meio ambiente e o elegem como plataforma política.


De repente, parece que a natureza ficou mais interessante. Na mesma semana em que a senadora Marina Silva decidiu migrar do PT para o PV, dando sinais de que poderá entrar no páreo pela Presidência da República em 2010, o discurso de pré-candidatos ao cargo ganhou matizes mais esverdeados.

Por muito tempo relegado a segundo plano, tratado com mero penduricalho em campanhas eleitorais, o tema meio ambiente poderá, no pleito do ano que vem, subir a patamares de importância semelhantes aos de saúde, educação e emprego - principalmente na disputa pelo Executivo Nacional.


Ainda que Marina Silva resista em anunciar seu desejo em concorrer à sucessão do presidente Lula, os efeitos dessa dúvida já podem ser sentidos. Renomada internacionalmente por sua atuação em prol do desenvolvimento sustentável, Marina é ex-ministra do Meio Ambiente do Governo Lula (PT) e tem uma trajetória pautada pelo tema. Independentemente da questão ideológica, o fenômeno das causas ambientais também vem produzindo personagens de vulto no Congresso Nacional.

Uma delas é a própria Marina. A outra, a também senadora Kátia Abreu (DEN-GO), presidente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA). Ambas entrar am na seleta lista dos dos 100 parlamentares mais influentes do Congresso Nacional, no ranking elaborado pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap).

Para além dos motivos políticos, o meio ambiente roga atenção. O estado de São Paulo, por exemplo, bateu dois recordes extremos em um intervalo de apenas 30 dias, neste ano: em agosto, registrou o menor índice de umidade relativa do ar - com valores semelhantes ao do deserto do Saara - e, no começo de setembro, atingiu em apenas seis horas todo o volume de chuva previsto para o mês inteiro.

Reportagem de Hébely Rebouçashebely@opovo.com.br publicada no O POVO em 19/ Set/ 2009. Fotografia de Daniel Roman de uma tempestade tropical se formando no Pontal de Santa Cruz, em Santana do Cariri, na Chapada do Araripe, Sul do Estado do Ceará. Arquivo de Imagens Ibi Tupi.

sábado, 19 de setembro de 2009

Novo contrabando pela Porto Sul, na Bahia

Espertalhão, o Senador Romero Jucá (PMDB-RR) embutiu em uma medida provisória que repassa este ano R$ 1 bilhão ao Fundo de Participação dos Municípios uma emenda destinando recursos ao Porto Sul, na Bahia. A obra do PAC pode ser construída em área de Mata Atlântica, com enormes prejuízos ambientais e turísticos entre Ilhéus, Uruçuca (Serra Grande), Itacaré, Maraú e Camamu, inclusive eliminando empregos no setor. Para viabilizar a obra, o Governo da Bahia, do PT, decretou como de utilidade pública 1.780 hectares da APA da Lagoa Encantada. A denúncia de nova tentativa de contrabando coube ao deputado Sarney Filho (PV/MA), que pediu a remoção da emenda.

Fonte O ECO

Nota do Blog: É Governo do Presidente Lula patrocinando a destruição do meio ambiente através do PAC, conhecido como "Plano da Aceleração da Predação Ambiental a qualquer Custo". Retornamos ao tempo do Estado Novo, sem a menor sombra de dúvidas.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Beato José Lourenço, um dos principais devotos de Padre Cícero

O Beato José Lourenço foi um dos mais importantes seguidores de Padre Cícero. Em uma terra doada pelo religioso caririense quando ainda vivo, José Lourenço, movido por suas crenças religiosas, fundou a Comunidade do Caldeirão. Organizada em moldes socialistas, o povoamento logo atraiu contra si o ódio de todas as forças conservadoras do Nordeste. Era considerada perigosa pelos grandes proprietários de terra e pelo clero do Cariri. Deixava os fazendeiros sem a mão-de-obra barata e podia significar, na grotesca visão dos poderosos, um embrião do comunismo. No cotidiano das famílias seguidoras do beato imperava a solidariedade, uma vez que todos trabalhavam em proveito da coletividade. Plantavam e se lamentavam com os frutos da colheita.

Fonte Diário do Nordeste. Reportagem de Antonio Vicelmo.

Sítio Caldeirão: Romaria destacrá temática ambientalista

A Diocese do Crato promove, no domingo, a 10ª Romaria do Caldeirão, destinada a preservar a memória da experiência comunitária do Sítio Caldeirão, liderada pelo beato José Lourenço, destruída por forças policiais em 1937.

O evento tem na coordenação o Fórum Araripense de Combate à Desertificação, uma entidade formada por ambientalistas, associações comunitárias e representantes de prefeituras, que tem como objetivo promover o desenvolvimento sustentável.O Caldeirão da Santa Cruz do Deserto, de acordo com o agente da Cáritas Diocesana, Alex Josberto Andrade Sampaio, "é um espaço ideal para os gritos e clamores das nossas comunidades de base, expressos na carta política, a ecoar no palco da resistência da comunidade liderada pelo beato José Lourenço".

A romaria será a caixa de ressonância dos assuntos debatidos, esta semana, no Fórum Araripense, quando foram analisados o empobrecimento da terra, a perda da biodiversidade e da identidade cultural, a situação da agricultura familiar, o processo de desertificação, convivência com o semi-árido e a questão indígena e quilombola da região do Cariri, além de oficinas temáticas de educação contextualizada, gênero, agroecologia e economia solidária.Alex explica que, ao longo de seus 10 anos de caminhada, o Fórum Araripense, que se reúne na primeira terça-feira de cada mês, vem sendo reconhecido e respeitado pelos setores públicos e sociedade civil como espaço democrático e legítimo de debates e compromissos para a convivência com o semi-árido, apresentando soluções técnicas e políticas, reforçando consensos para reatar os laços de fraternidade social.

Outro ponto discutido pelo Fórum Araripense que será levado para reflexão durante a romaria é o mapeamento das comunidades de quilombolas no Cariri, promovido pelo Grupo de Valorização Negra do Cariri (Grunec). A iniciativa surgiu para acabar com o mito de que não existem negros nem indígenas na região. O Grunec já identificou cinco quilombos nos municípios de Porteiras, Jardim, Jati, Salitre e Várzea Alegre. Há informações do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) sobre a presença destas comunidades nos municípios de Crato, Brejo Santo e Aurora. Fontes informais apontam ainda a existência desses povos nos municípios de Assaré, Missão Velha, Mauriti e Potengi.

Segundo destaca o agente da Cáritas, ao visitar as regiões mais empobrecidas do Cariri, na zona rural e também nas periferias urbanas, é marcante a presença negra. Ele lamenta constatar que os índices de analfabetismo são maiores entre os negros e as oportunidades e salários são menores dependendo da cor da pele. "É a discriminação presente, ainda que, muitas vezes, esteja travestida".

O projeto, a partir do mapeamento, objetiva dar mais poder a essas comunidades, para que consigam, a partir do auto-reconhecimento, buscar meios de desenvolvimento com sustentabilidade, mitigando as desigualdades históricas.

Sobre a romaria, Alex volta a destacar o objetivo do evento:lembrar a luta, a resistência e a caminhada de um povo que, de maneira ordeira, buscava a santificação por meio do trabalho agrícola, da oração e da penitência. Para o Caldeirão convergiam levas de romeiros vindos do Ceará, Piauí, Rio Grande do Norte, Pernambuco e Bahia, em busca de um pedaço de terra para plantar e viver. A comunidade rural auto-suficiente chegou a abrigar três mil pessoas, que não mais queriam trabalhar para os fazendeiros da região.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Carlos Tautz: "A culpa e omissão do Estado na emissão de gases estufa"

A pouco mais de dois meses da 15a Conferência dos países signatários da Convenção sobre Mudanças Climáticas (CoP15 em dezembro, na capital da Dinamarca, Copenhague), ainda não se conhece as posições que o Brasil defenderá no evento.

Sabe-se que o Presidente Lula e o Itamaraty teriam admitido assumir metas para redução do desmatamento, mas é só. O Brasil é considerado peça chave nessa discussão e estimular um amplo debate sobre o principal assunto da agenda internacional é o mínimo que se poderia esperar diante de tamanha responsabilidade na busca de soluções para os problemas causados pelas mudanças do clima do planeta.

É inexplicável o silêncio do Brasil. Quarto maior emissor de gases do efeito estufa (GEE), o País é o único que reúne ao mesmo tempo condições políticas e técnicas para juntar China, Estados Unidos e Rússia – os maiores emissores - na busca de soluções.

Mesmo assim, abre mão de se projetar globalmente, liderando a superação de impasses que podem levar ao fracasso da conferência. A única forma de explicar tamanho desinteresse em tocar essa agenda talvez seja o perfil da economia brasileira, alicerçada sobre atividades fortemente indutoras das emissões de GEE. Até dezembro sai o inventário nacional de emissões de gases.

Como na edição anterior (2004), o inventário de 2009 será publicado às vésperas de uma CoP e chegará defasado, como a primeira (que foi lançada com dados referentes a 1994). Agora, serão registradas as emissões até 2005 e, mesmo assim, com os dados de desmatamento até 2002, o que vai excluir os volumes emitidos durante o boom econômico do triênio 2002-2004. Porém, já se pode identificar algumas importantes fontes das emissões.

A produção de commodities agrícolas, por exemplo, é a principal razão do desmatamento e das queimadas na região Amazônica, que respondem por mais de 70% dos GEE emitidos pelo Brasil. Ali se manifesta a trágica miscigenação entre o público e o privado. É o caso dos maiores frigoríficos instalados na região. Embora recebam generosos financiamentos de um ente público, o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), compram em larga escala gado criado em áreas oriundas de desmatamento.

Aliás, a articulação de interesses entre determinados agentes econômicos e o Estado é tão grande, e atinge tantos setores da economia, que, antes de definir estratégias para enfrentar o desmatamento e a emissão de gases, é necessário responder a questões cruciais. Como derrubar a zero o desmatamento se o próprio Estado apóia, financia e viabiliza a queima da floresta? É possível imaginar essa redução sem alterar a nossa inserção na economia-mundo, que vê a Amazônia apenas como uma enorme plataforma de exportação de commodities?

A recente descoberta de que o BNDES financia e participa do controle dos grandes frigoríficos que induzem ao desmatamento mostra um modus operandi que se repete em outras áreas. Inclui-se aí o desmantelamento da regulação e da fiscalização de grandes projetos de infraestrutura e o sistemático aporte de enorme volume de recursos públicos em taxas subsidiadas, numa distribuição de financiamentos que transformam o Estado em financiador de última instância, sem o qual nenhum grande projeto se viabiliza. Porém, ainda há outros dois grandes vetores da dizimação da floresta.

O capital financeiro apóia projetos e controla empresas que administram volumes crescentes de recursos naturais e grandes esquemas de legalização de dinheiro buscam na região meios de fazer reservas de valor e de acumular recursos para incrementarem suas posições. Recentemente, até empresas do setor financeiro e de telefonia, tradicionalmente alheias à Amazônia, têm adquirido enormes porções de território para criar gado, plantar soja e extrair minérios a serem vendidos ao exterior sem agregação local de valor.

Nenhuma das opções políticas disponíveis aponta na direção no sentido de uma reforma radical no Estado e na aposta em outro modelo econômico que reduza a escala das emissões de GEE, o que deixa para a sociedade a atribuição de resolver mais esse problema monstruoso. Ou é assim ou nada se alterará.

Carlos Tautz é jornalista. Fonte Blog do Noblat.

Comunidade do Cumbe: impasse entre os moradores e parque eólico

O Ministério Público do Estado do Ceará, por meio dos promotores de Justiça da Comarca de Aracati, Alexandre de Oliveira Alcântara e Cledson Ramos Bezerra, realizou nesta semana, no Fórum local, uma audiência para discutir os transtornos causados à Comunidade do Cumbe pelas obras da usina eólica e pelos caminhões que levam os aerogeradores àquela região.

Os promotores propuseram às partes interessadas na resolução do problema a assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) que numere as obrigações da empresa Bons Ventos, do Município de Aracati e do Estado do Ceará, bem como a obrigação da Comunidade em liberar o acesso da estrada municipal ainda interditada.

A Empresa Bons Ventos concordou em assinar o TAC nos termos mencionados anteriormente, e o Município de Aracati ficou de analisar os termos do TAC. Foi deliberada, então, a suspensão da audiência até a resposta pelo Estado do Ceará e do Município de Aracati da pauta de reivindicações da Comunidade, isso até a próxima segunda-feira (dia 21/09). O representante da Comunidade esclareceu que a decisão do desbloqueio da estrada será tomada coletivamente, após essa audiência pública.

O representante da Comunidade do Cumbe, Ocivan Oliveira Moreira, relatou todos os problemas enfrentados pela população em razão da obras do Parque Eólico da Empresa Bons Ventos. Ele citou o problema de saúde pública da poeira, da lama e traumas causados nas crianças. Falou da privatização dos espaços públicos da comunidade do Cumbe, entre os quais, o próprio cemitério. Por último, falou da devastação das dunas e dos sítios arquelógicos provocada pela implantação do parque eólico e pediu apoio ao Ministério Público para enfrentar esses problemas.

A Bons Ventos Eólica dispensou parte de seus funcionários até que o problema seja resolvido e as obras tenham continuidade. São três parques eólicos a serem inaugurados nos próximos meses. O primeiro em novembro, o segundo em dezembro e o último em janeiro de 2010. Os três levam investimentos superiores a R$ 700 milhões e terão potencial de 138,5 megawatts de produção de energia. A empresa diz manter um contato direto com a comunidade, acompanhando suas reivindicações e atendimentos.”

Fonte MP/ CE

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Carreata de louvor à Mãe das Dores

Quilômetros de veículos começam a se reunir na Avenida Leão Sampaio, que dá acesso ao Centro do município, ainda no início da tarde de ontem. A tradicional procissão dos carros se repete, em louvor à Mãe das Dores.A romaria será encerrada hoje, com a despedida dos romeiros, ao meio-dia, na Basílica de Nossa Senhora das Dores, e, a partir das 16 horas, começa a concentração de fiéis para a grande procissão.


A festa de Nossa Senhora das Dores, padroeira de Juazeiro do Norte, reúne, desde a abertura, no último dia 30, cerca de 400 mil romeiros.São peregrinos de todo o Nordeste. Uma festa que, a cada ano, segundo o pároco da Basílica, Paulo Lemos, traz um caráter diversificado da manifestação dos fiéis. As homenagens são várias. Durante os últimos dias, já foram realizadas homenagens de ciclistas, carroceiros, violeiros e, ontem, foi a vez dos condutores dos romeiros.


Em caminhões paus-de-arara e ônibus, jipes ou carros de passeio, cada um dá o seu jeito de sair no grande cordão de quilômetros. Da cidade de Barbalha a Matriz de Juazeiro, desfilavam centenas de veículos até anoitecer. Os romeiros aproveitam para fazer a festa das crianças. Uma multidão se forma nas ruas para receber as ofertas de bombons dos romeiros. O trânsito fica lento, mesmo tendo a coordenação do Departamento Municipal de Trânsito (Demutran).


Este ano, havia um incentivo especial, dado pela Secretaria de Turismo e Romaria, os carros mais bonitos foram premiados. E não faltou quem quisesse caprichar. A turma que participa dos fretes auxilia no quesito criatividade. São crianças vestidas de anjo, Nossa Senhora, Padre Cícero, entre outros santos.O secretário de Turismo e Romaria, José Carlos dos Santos, afirma que o prêmio é uma forma de incentivar os romeiros e possibilitar uma festa mais bonita, com esta que é considerada uma das grandes atrações da festa da Mãe das Dores.


Reportagem Elizangela Santos para o Caderno Regional do Diário do Nordeste.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Pássaro cearense, padrinho de ouro


O soldadinho-do-Araripe Antilophia bokermanni deve estar dando pulos de alegria no cantinho do Ceará onde vive. Para entender a razão é preciso voltar no tempo e viajar até a Inglaterra, onde aconteceu a British Bird Fair – maior feira de observação de aves do mundo - entre os dias 15 e 17 de agosto. Durante o evento, o pássaro, endêmico da Chapada do Araripe, recebeu um apoio de grossíssimo calibre: Sir David Attenborough uma das vozes mais influentes da conservação no mundo, aceitou o convite da Bird Life International para ser o patrono do bichinho, cuja espécie sobrevive à beira da extinção. Ela agora passa a estar em excelentes mãos.

Attenborough nasceu em Londres, em 1926, e se firmou como um naturalista respeitado e diretor de documentários sobre natureza que, quando vão ao ar na BBC inglesa, costumam derrubar a frequência de cinemas e restaurantes. Em 2006, uma pesquisa de opinião o elegeu como o personagem de maior credibilidade no Reino Unido. No mesmo ano, outra enquete popular o elevou à condição de maior ícone vivo dos ingleses, à frente de gente como Paul McCartney e Michael Caine. Attenborough filma bichos e plantas pelos quatro cantos do mundo há mais de meio século.

Há quem jure que não há ser humano que mais tenha andado de avião do que ele. O patrocínio do naturalista inglês à luta do soldadinho-do-araripe para se manter vivo fez a felicidade de seus defensores no Brasil, reunidos nas Ongs SAVE (capítulo da Birdlife no Brasil) e AQUASIS, do Ceará, esta última responsável pela guarda da espécie. Foram seus técnicos que, no final de 2006, elaboraram o plano para sua conservação que está em vigor.

A história de como o pássaro conseguiu padrinho tão poderoso começou em 2007, quando a feira inglesa decidiu pela primeira vez adotar como tema as espécies de aves criticamente ameaçadas de extinção – 189 no total – ao redor do globo.Para escolher as cinco espécies mais representativas dessa legião de bichos despossuídos – e que levariam todo o dinheiro arrecadado com a bilheteria da feira realizada em Londres – a BIRD LIFE convocou seus capítulos em diversos países a indicarem candidatos. Quem ganhou a distinção no ano passado também foi uma ave brasileira, o formigueiro-do-litoral (Formicivora littoralis), que ocorre principalmente na região de Massambaba, Cabo Frio, na costa do Estado do Rio. Junto com a distinção, o formigueiro ganhou um padrinho suíço que destinou fundos para sua conservação. Logo que a feira de 2007 terminou, Pedro Develey, diretor de conservação da SAVE-Brasil, conversou com amigos e decidiu designar o soldadinho-do-Araripe para a edição de 2008.

O bichinho, além de símbolo da feira, ganhou o patrocínio de Attenborough, que assumiu a função de defender o soldadinho-do-Araripe pelo mundo e captar recursos para a guardiã da espécie, a Aquasis, prosseguir com o trabalho de conservação. “É uma personalidade mundial de comunicação, tem um poder de mobilização de milhões de pessoas no mundo inteiro. Não tem ninguém que se compare a ele no trabalho de divulgação, conservação, alerta aos problemas que estamos enfrentando. Portanto, o fato dele aderir à causa de uma espécie brasileira é muito relevante”, diz Guto Carvalho, organizador do AVISTAR, o encontro anual de observadores de ave do Brasil.

Fonte O ECO. Foto de Ciro Albano.

Das matas para a Oscar Freire

O soldadinho do Araripe Antilophia bokermanni, espécie criticamente ameaçada de extinção, acaba de adentrar o mundo da alta costura. No lançamento da coleção primaveira-verão de Maria Elvira Crosara, da marca Anunciação, foi apresentada estampa em homenagem ao pássaro que habita as matas da Chapada do Araripe no Ceará. O design é da artista colombiano Catalina Estrada e parte das vendas das roupas será revertida para apoiar o trabalho da SAVE Brasil na proteção do soldadinho do Araripe.

"Além de levantar fundos, cada peça de roupa virá com um etiqueta descrevendo a espécie e outra com informações sobre a SAVE. Então isso vai aumentar a consciência tanto sobre nosso trabalho como sobre a importância dos pássaros brasileiros", disse Priscila Napoli em entrevista ao site do Bird Life International.Para saber mais sobre o soldadinho de araripe, leia a reportagem especial de O Eco "Pássaro cearense, padrinho de ouro"



Fonte: O ECO

Geopark Araripe


Instituído em 2006, ainda no Governo Lúcio Alcantara, após seu reconhecimento da UNESCO, em Belfast, Irlanda, na Segunda Conferencia Global dos Geoparks, após um excelente trabalho feito pela URCA, então sob a gestão do Professor André Herzog, o nosso Geopark Araripe "jaz deitado em berço esplendido" aguardando não se sabe o que, mesmo depois do Governo do Estado ter declarado que este projeto é importantissimo para o Ceará e para a Região do Cariri, em especial.

Imagem do Geotope Santana, do Geopark Araripe. Fotografia de Daniel Roman. Direitos autorais preservados.