segunda-feira, 22 de junho de 2009

Prof. Gero Hillmer no Cariri, novamente


O Professor Dr. Gero Hillmer, da Universidade de Hamburgo, autor da concepção do Geopark Araripe, estará visitando o Cariri nesta terça e quarta-feira. Ele e representantes do Consulado Geral da Alemanha, em Recife, serão recepcionados na URCA, pelo Reitor Plácido Cidade Nuvens, às 16 horas desta terça-feira.

O Prof. Hillmer vem de novo ao Brasil, para colaborar com a criação do Geopark da Serra da Bodoquena e Pantanal. no Mato Grosso do Sul. Aproveita a ocasião para visitar o Cariri e Bacia Sedimentar do Araripe e alguns geotopes na região, como também verificar o andamento da consolidação do Geopark Araripe.

O pesquisador de origem alemã, que foi também curador do Instituto e Museu de Paleontologia da Universidade de Hamburgo, é também Professor "Honoris Causa" da URCA e consultor "ad hoc"da UNESCO, será acompanhado durante as visitas no Cariri pelo Reitor Plácido Cidade Nuvens, pelo Prof. Dr. Titus Riedl/ Assessor de Relações Internacionais da Instituição, pelo Gerente do Geopark Araripe, Idalécio de Freitas e a Profa. Dra Maria Helena Hessel, Paleontóloga.

Após esta visita, o Prof. Hillmer, manterá contatos com o Secretário Joaquim Cartaxo, da Secretaria das Cidades, em Fortaleza e com representantes da equipe que está elaborando o Levantamento de Dados e Estudo Técnico Científico dos Geotopes do Geopark Araripe.
Sede do Sítio Fundão, no Crato, agora Parque Estadual do Sítio Fundão, um contexto componente do Geotope Batateira, do Geopark Araripe. Arquivo de Imagens Ibi Tupi. Fotografia José Sales. Direitos autorais reservados.

Parque da Lagoa da Fazenda está abandonado


O Parque Ecológico Lagoa da Fazenda, em Sobral, está abandonado.Tomado pelo mato, local de assaltos, o espaço que há dez anos era uma das atrações da cidade das mais frequentadas pela população hoje é a imagem do desleixo para com as áreas públicas e a preservação ambiental.A lagoa, que recebe dejetos industriais, está com a sua superfície em boa parte tomada por plantas aquáticas e exala permanente mau cheiro.

A Prefeitura Municipal de Sobral tão ciosa de sua imagem na midia regional e nacional, nada comenta sobre o assunto e remete a responsabilidade aos Governo do Estado. Na verdade a obra foi construida pelo Governo do Estado e inaugurada em 1993, como quase tudo que há em Sobral, e entregue à Administração da Prefeitura.
Informações do Caderno Regional do Diário do Nordeste e do Blog Lúcio Alcantara.

Fotografia de Claude Bloc http://www.flickr.com/photos/claudebloc/3636534180/in/photostream/. Direitos autorais preservados

Em 12 de Julho, começa a Expocrato

A Expocrato, uma promoção da Secretaria do Desenvolvimento Agrário (SDA), realizada pelo Instituto Agropolos do Ceará, Associação dos Criadores de Caprinos e Ovinos da Bio-Região do Araripe (ACCOA) e Associação dos Criadores do Crato (ACC), é o maior evento do Estado do Ceará e um dos maiores do segmento da região Norte e Nordeste. O Parque de Exposições, com uma área de 36 hectares, pertence ao Governo do Estado.

A primeira exposição foi realizada em 1944. No entanto, sofreu algumas interrupções, estando, este ano, na sua 58ª edição. A estimativa de volume de negócios para este ano é de mais de R$ 50 milhões, com previsão de crescimento em torno de 30% do volume alcançado em 2008, que foi superior a R$ 50 milhões, garantiu o presidente do Grupo Gestor, Francisco Leitão, acrescentando que já começou a movimentação no parque com a instalação de barracas e estandes.

Na programação cultural, estão relacionados seminários, encontro de negócios, feira de artesanato e da agricultura familiar, debates sobre agricultura irrigada, fruticultura, flores e plantas ornamentais. Neste setor, a novidade é a Feira dos Municípios que pretende fazer a instalação de estandes dos quase 40 municípios que participam do certame.

O Parque de Exposições Pedro Felício Cavalcanti é o berço da Expocrato, possui uma área de 36 hectares, com estrutura suficiente para realizar um mega evento, reconhece o Grupo Gestor, destacando que são mais de 15 pavilhões e 200 baias moduláveis para estabulagem dos animais. Possui ainda três pistas de ovinos e caprinos e um picadeiro com mais de 1.500 metros quadrados para o julgamento e, também, desfile de bovinos.

domingo, 21 de junho de 2009

Professora Lúcia Teixeiran na SEMACE

Na próxima segunda-feira, 22 de junho, às 9 horas, no auditório da SEMACE/ Superintendência Estadual do Meio Ambiente será a posse da nova superintendente da Semace, Professora Maria Lucia de Castro Teixeira.

Lucia Teixeira é Procuradora do Estado. Em 1999, chefiava a Procuradoria do Meio Ambiente, a primeira a se instalar no Brasil; A partir de 2007, se encontrava na Procuradoria Geral do Estado como Chefe da Procuradoria do Patrimônio e do Meio Ambiente. Executou suas atividades de procuradora de Estado também na Procuradoria Fiscal e na Procuradoria Judicial; Professora de Direito Ambiental e de Teoria Geral do Processo da Universidade de Fortaleza; Membro da Associação dos Professores de Direito Ambiental do Brasil – APRODAB. Exerceu o cargo de promotora de justiça do Estado; Em duas gestões foi Conselheira da OAB-CE e Presidente da Comissão de Meio Ambiente da OAB em uma gestão; Representou a PGE como conselheira do Coema e conselheira do Conselho de Recursos Hídricos; por cinco anos representou o Estado no Contencioso Administrativo Tributários.

Bons augúrios e votos de grandes realizações à Profesora Lúcia Teixeira.

Trilhas do Sertão desafiam os motoqueiros


A busca por aventura faz com que um grupo de motoqueiros percorra estradas de terra e veredas aos domingos. As trilhas são definidas momentos antes da partida, por volta de 7 horas da manhã. No período de chuva, em que as estradas estão enlameadas, o número de participantes cresce porque os desafios e os roteiros enfrentados nas vilas rurais e nos sítios do Interior ficam mais emocionantes.

Além da aventura pelos sertões em trilhas que cortam os municípios vizinhos a Iguatu, os motoqueiros têm oportunidade de admirar a natureza, de aproximar amizades ou mesmo de fazer novos amigos. Há dois anos, os adeptos desse esporte radical fazem com regularidade os passeios a partir de estradas vicinais, veredas e muitas vezes em campos abertos, subindo e descendo serras, abrindo caminhos, passando córregos e vencendo desafios.


Reportagem do Caderno Regional do Diário do Nordeste. Foto Honório Barbosa. Vale a pena conferir.

sábado, 20 de junho de 2009

Restauro do Patrimonio Arquitetonico e Urbanístico

Curso de Especialização em RESTAURO DO PATRIMÔNIO ARQUITETONICO E URBANÍSTICO, na UNISANTOS sob a Coordenação Geral: Prof. Me. Elias Salim Haddad Filho Professor Responsável: Leila Regina Diegoli – Doutora e Cássia Regina Carvalho de Magaldi – Doutora. - 360h. Início previsto: 08/08/2009 Inscrições: Matrículas abertas de 06 a 24 de julho de 2009 Horário: Sábados das 09h30min às 12h30min e das 13h30min às 16h30min Duração Prevista: Até dezembro de 2010.

Multinacionais e a degradação florestal


Foi lançada nesta semana em Londres uma iniciativa que pretende desvelar a rede intricada que existe por trás do desmatamento de florestas tropicais em todo o mundo. O Forest Footprint Disclosure Project, algo como Projeto de Divulgação da Pegada Florestal, será uma das mais amplas tentativas já realizadas de mapear a relação entre o comércio global de commodities e a perda de biodiversidade. Para isso, 150 das maiores multinacionais de todo o mundo receberão questionários onde serão convidadas a abrir dados sobre a origem de suas matérias-primas.

O Governo do Reino Unido é um dos principais financiadores da empreitada. O quadro que sairá do levantamento certamente não será dos mais bonitos. Mesmo com os primeiros resultados prometidos para janeiro de 2010, o projeto liberou no dia de seu lançamento um pequeno documento onde lista quais são as principais ameaças às florestas tropicais. O estudo demonstra que seis commodities globais - soja, óleo de palma, carne bovina, couro, madeira e biocombustíveis - estão impulsionando a destruição das regiões de maior riqueza biológica do planeta.

“Queremos mostrar às empresas os riscos envolvidos em seus negócios ao explorarem os recursos naturais”, argumenta Andrew Mitchell, chefe do comitê gestor do Forest Footprint Disclosure. Segundo ele, ao continuarem a consumir cegamente produtos das florestas nativas, existem três principais riscos que as grandes multinacionais parecem não enxergar. O primeiro deles é a perda de investidores, como grandes fundos de pensão e gestores de ativos. O segundo é o do aumento do preço da matéria-prima graças a restrições dos governos. E o terceiro é o da perda de reputação frente aos consumidores.

“E existe um quarto risco, mais difícil de entender”, continua Mitchell, “É o risco de que ao contribuir para a destruição das florestas, a companhia coloque em jogo o seu próprio negócio, pois são as florestas que fornecem regulação do clima, água potável, polinização e tantos outros serviços ambientais”, ressaltou.

É com essa visão que o projeto da “pegada florestal” conquistou alguns dos maiores investidores do mercado financeiro. Doze gestores de fundos, com ativos estimados em 1,3 trilhão de dólares, já anunciaram seu apoio ao Forest Footprint Disclosure. Isso quer dizer que, quando receberem o questionário pedindo informações sobre suas matérias-primas, muitas multinacionais estarão sendo observadas por alguns dos maiores compradores de ações do planeta.

“O projeto deve ajudar as companhias a pensar e contabilizar seus impactos e sua dependência das florestas. Isso certamente vai influenciar decisões sobre o acesso aos recursos naturais. Abrir informações implica em mudanças nas permissões de uso e de licenças para operar, seja através de medidas tomadas por investidores ou por autoridades”, pondera Pippa Howard, diretora de Parcerias Corporativas da Fauna e Flora Internacional, uma das maiores entidades ambientalistas do mundo e membro do comitê do Forest Footprint Project.
As informações geradas pelo relatório ajudarão a Fauna e Flora a continuar seus estudos sobre a dependência de diversos setores da economia de serviços ambientais. Em parceria com o Programa de Meio Ambiente das Nações Unidas (UNEP), a ong tem o projeto Valorando a Natureza, onde estuda 31 companhias de setores diversos como fumo, alimentação e varejo.

O lançamento do Forest Footprint Disclosure foi mais uma demonstração de que as empresas definitivamente entraram na linha de tiro das ações de combate ao desmatamento e ao aquecimento global. Depois da repercussão mundial do relatório do Greenpeace mostrando que a cadeia produtiva de carne e couro no Brasil estava intimamente ligada ao avanço do desmatamento na Amazônia, o projeto deve elevar ainda mais a pressão sobre os setores que tem uma alta pegada florestal.

Pippa Howard, da Fauna e Flora Internacional, acredita que ações como essa terão também um impacto sobre os consumidores. Ela lembra que recentemente a Unilever foi duramente criticada no Reino Unido por utilizar óleo de palma extraído de plantações na Indonésia para fabricar o sabonete Dove. Já Andrew Mitchell cita o caso de consumo de carne em todo mundo, questionando se não seria possível às pessoas reduzirem seu consumo para diminuir a demanda por gado criado na Amazônia. “Como consumidores, estamos todos juntos”. Clique aqui e confira a versão completa do relatório do Forest Footprint Disclosure Project

Matéria do jornalista Gustavo Falheiros para O ECO. Vale a pena conferir em forma completa em http://www.oeco.com.br/reportagens/37-reportagens/21961-multinacionais-e-a-degradacao-florestal

sexta-feira, 19 de junho de 2009

A Missão do Miranda, no Cariri

A programação junina do Crato, na Região do Cariri, será encerrada domingo, com as comemorações do Dia do Município, quando se lembra aspectos da história local, que tem origem quando a Missão de Miranda elevou-se à categoria de vila em 16 de dezembro de 1762, tendo sido instalada em 21 de junho de 1764 como Vila Real do Crato, no Século XVIII, constituindo um dos mais importantes núcleos de povoamento na época colonial no Interior do Nordeste brasileiro.

Crato, inicialmente chamada de Missão do Miranda, resultou de um movimento missionário dos frades Capuchinhos de Recife, cujo objetivo era catequizar e civilizar os povos indígenas. Frei Carlos Maria de Ferrara, frade franciscano, italiano da ordem dos capuchinhos, enviado à missão a fim para catequizar os índios da Tribo Cariri. Cumpriu sua tarefa no período de 1730 a 1750. A Igreja Católica foi peça fundamental nos primórdios de criação e o desenvolvimento desta cidade, acelerada com a chegada de imigrantes da “civilização do Couro”, vindos da Bahia, Sergipe e Pernambuco.

Da mesma matéria do Jornalista Antonio Vicelmo.

São João: Festas Juninas no Cariri

Crato e Juazeiro do Norte se transformaram num arraial de São João. O “Juaforró” foi aberto no dia 13 com o sanfoneiro Dominguinhos. Ontem à noite, foi à apresentação da dupla Zezé Di Camargo & Luciano. Para hoje estão programadas três bandas. Amanhã, é a vez de Nando Cordel; dia 21, Elba Ramalho; 22, Banda Líbanos. O evento será encerrado no dia 23 com Leonardo, Fábio Carneirinho, Jota Farias e Banda, Joãozinho do Exu.

Os coordenadores do evento calculam que uma média de 50 mil pessoas estão comparecendo ao Parque de Eventos Padre Cícero, onde está sendo realizada a programação do Juaforró.Uma das atrações do Juaforró, que conta com o apoio do Sistema Verdes Mares, é a cidade cenográfica que lembra Juazeiro do início do século passado, com suas bodegas, igrejas, cabarés e festas juninas. As casas de taipa recordam a época em que Juazeiro, hoje a maior cidade do Interior, era apenas um vilarejo. Paralelamente, estão sendo realizados dois festivais de quadrilhas dentro do parque municipal.

No Crato, a festa junina está sendo concentrada no Centro Cultural do Araripe, no largo da RFFSA, com a presença diária, de acordo com a Secretária de Cultura Turismo e Juventude, Daniele Esmeraldo, de mais de 30 mil pessoas. Todas as noites estão sendo realizadas festas com bandas regionais, apresentações de quadrilhas e forró. Esta semana, a animação foi levada para o meio da feira do Crato, com a promoção do chamado “forró farinha com rapadura”, que contou com a participação dos feirantes.

Do jornalista Antonio Vicelmo para o Diário do Nordeste.

No Cariri: artesãos criticam o funcionamento da Galeria Mestre Noza



Artesãos denunciam irregularidades no Centro de Cultura Popular Mestre Noza e ameaçam deixar a entidade em Juazeiro. Um espaço privilegiado da arte, com mais de um milhão de peças de artistas caririenses, a Associação dos Artesãos do Padre Cícero (Centro de Cultura Popular Mestre Noza), está sendo alvo de críticas por parte de alguns associados, que pretendem até deixar de repassar suas peças.



A reclamação está, principalmente, voltada para a pouca comercialização dos produtos e a exposição das peças que são comercializadas ao relento, por falta de espaço para a entidade funcionar.A busca pela sobrevivência ameaça a saída de artistas da entidade, fundada há quase 25 anos. Matéria da jornalista Elizangela Santos para o jornal Diário do Nordeste em seu Caderno Regional.


Foto de MGorete sobre a arte no barro da Familia Candido. Os temas abordados são cenas de detalhe do cotidiano, da vida familiar, do folclore sertanejo: família viajando, namoro na praça, banda de pífanos, trabalhadores braçais, família assistindo à TV, missa, anjos, mulheres fazendo ginástica, mulher rendeira, mulher namorando.Peça do Núcleo de Arte Popular Mestre Noza.Rua São Luiz, 94 Centro. Juazeiro do Norte - CE.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Pedalando pela paz

Próximo dia 28 a entidade não-governamental Rodas da Paz promove seu sétimo passeio ciclístico pelas ruas de Brasília. O percurso terá 15 quilômetros e deverá ser percorrido em até duas horas. Atração para todas as idades. Mais informações aqui. A entidade nasceu há seis anos, como uma forma de reação à violência no trânsito da capital federal.

Todas as médias e grandes cidades brasileiras poderiam adotar uma ação assemelhada a esta. A violência no trânsito é o maior vilã da contemporaneidade, neste Brasil de hoje que é 84% urbano.

Minc: Ainda há tempo para agir

Segundo o Ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, o Nordeste pode perder um terço de sua economia com o aumento da temperatura até o fim do século. O momento é de investir em alternativas sustentáveis de desenvolvimento, no gerenciamento dos recursos hídricos e em ações como a redução do uso de mata nativa da Caatinga para a produção de carvão.

As mudanças estão acontecendo. E os efeitos da virada climática preocupam quem vive e pensa o desenvolvimento das regiões mais vulneráveis ao já previsto aumento de temperatura: as semiáridas. A busca por soluções é o desafio da Segunda Conferência Internacional Sobre Clima, Sustentabilidade e Desenvolvimento em Regiões Semiáridas, a Icid+18, lançada ontem em Fortaleza, no Dia Mundial de Combate à Desertificação. A sigla faz referência ao título do evento em inglês e à primeira edição, realizada também na capital cearense, no escopo da Conferência das Nações Unidas sobre o Ambiente e o Desenvolvimento, a Eco 92, que ocorreu no Rio de Janeiro.

A conferência será realizada em Fortaleza e pretende contar com 2 mil participantes, entre pesquisadores de pelo menos 50 países, estudantes e gestores. Além da data, 16 a 20 de agosto de 2010, o evento tem estabelecido um desafio principal: servir de base para políticas públicas de adaptação aos efeitos das mudanças climáticas. A Icid+18 ainda poderá ser subsídio para discussões mais amplas, caso a Rio+20 seja confirmada para 2012.

A Icid+18 é promovida pelo Ministério do Meio Ambiente e pelo Governo do Ceará. O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, participou da solenidade de lançamento e enfatizou os riscos do aumento das áreas desertificadas e da falta de preparação para um fenômeno já previsto. “Há um risco real, caso a temperatura se eleve dois graus Celsius até o fim do século, e essa é a possibilidade mais otimista, de que o Nordeste perca um terço de sua economia”, alertou. O dado é do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, que prevê aumento até maior de temperatura e que o nível do mar subirá alguns centímetros, o suficiente para causar estragos em zonas litorâneas. Por isso, o Nordeste, onde está a maior parte do Semiárido brasileiro, será contemplada com metade dos recursos do Fundo Clima, plano enviado ao Congresso e formado com 10% do lucro do petróleo. Isso significa R$ 900 milhões para o Brasil - R$ 450 milhões para o Nordeste. Serão recursos para recuperar nascentes, solos e recursos hídricos, fazer plantações em volta das nascentes e matas ciliares em volta dos rios.

Na Icid+18, os cientistas precisarão dar conta de uma atualização dos conhecimentos sobre as mudanças climáticas desde a última conferência. Como explica o diretor da Icid+18, que também dirigiu a Icid em 1992, Antônio Rocha Magalhães, a ciência avançou para comprovar que a tendência é que existam áreas cada vez mais áridas e que o gerenciamento dos recursos hídricos será essencial, já que o aumento das temperaturas e, consequentemente, da evaporação reduzirá a água disponível para o abastecimento das cidades e para a agricultura.

Matéria das Jornalistas Daniela Nogueira e Larissa Lima para o jornal O POVO http://www.opovo.com.br/ Vale a pena conferir.

Amazonia legal é mais que a floresta

O Ministério Público Federal em Mato Grosso move, desde início de maio, uma ação na justiça para tentar mudar as regras de concessão de crédito rural na Amazônia Legal. O alvo da Ação Civil Púbica é o Conselho Monetário Nacional, que em julho de 2008 mudou as regras de seu Manual de Crédito Rural e passou a exigir certificado de regularidade ambiental somente para imóveis do bioma amazônico. O problema é que a chamada Amazônia Legal não compreende apenas áreas de floresta, mas também outros ecossistemas, como cerrado e vegetação de transição, que margeia o bioma e serve para sua proteção. A exigência do MPF é que o Manual seja alterado e exija certificado de regularidade ambiental de imóveis localizados em todos os ecossistemas da Amazônia Legal. A ação tramita na Justiça Federal em Mato Grosso.

Publicado na seção Salada Verde do http://www.oeco.com.br/saladaverde

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Pesquisa destaca importância de reservas indígenas no impedimento da savanização da Amazônia

Estudo recente determina que a preservação de reservas indígenas e de áreas de conservação ambiental, que juntas ocupam cerca de 37% da região, barraria processo de savanização da Amazônia. O estudo, publicado nesta última segunda-feira, 15, pela revista americana Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), avalia que há um “ponto sem retorno” do desmatamento - se ultrapassado implicaria num processo de transformação da floresta em cerrado.

Foi realizada uma simulação matemática do que aconteceria se 63% da floresta desaparecesse, restando apenas as matas das reservas indígenas e unidades de conservação. O resultado foi que, embora as populações locais e a biodiversidade sejam danificadas, o restante da vegetação protegida não entraria em colapso com o desmatamento. Claudio Belmonte de Athayde Bohrer, pesquisador da Universidade Federal Fluminense (UFF) e coautor do artigo diz: “percebemos que haveria uma variação relativamente pequena no regime de chuvas, mesmo se só sobrassem as áreas de preservação”. “Com algumas exceções, seria insuficiente para provocar uma alteração na vegetação”. Para Bohrer, estas áreas representam o mínimo a ser preservado. “As atuais unidades de conservação oferecem uma proteção mínima, mas é preciso que o governo garanta sua efetividade”.

Já outro estudo realizado no ano passado pelo pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Gilvan Sampaio, mostra dados divergentes. Para ele, caso a devastação florestal alcance 50% de área processos de savanização poderão ocorrer no leste e sul da Amazônia.

William Balée, antropólogo americano, defende no trabalho “Biodiversidade e os Índios Amazônicos”, que “as práticas de manejo dos recursos de índios horticultores ou coletores na Amazônia de hoje são menos destrutivas para o ambiente, segundo qualquer critério, do que a dos nossos vorazes Estados nacionais com sua economia baseada na queima de combustíveis fósseis”. O pesquisador afirma que podemos aprender muito com os índios sobre como preservar a Amazônia. Tanto os povos pré-colombianos quanto os atuais que habitam a região amazônica são responsáveis pela preservação da floresta e pela manutenção da biodiversidade em seus territórios através da utilização sustentável dos recursos.

As alterações ambientais empreendidas pelas sociedades indígenas não se comparam com aquelas causadas pela indústria moderna. Índios agricultores contribuíram inclusive para o aumento da biodiversidade através da domesticação de algumas espécies de árvores, principalmente frutíferas.

Os solos da floresta amazônica normalmente são ácidos e pobres em nutrientes. Porém, em áreas onde ocorreram habitação e horticultura de povos pré-colombianos, existe um solo mais fértil, menos ácido, com alto teor de macro e micronutrientes, conhecido por “Terra preta”. Estas terras são consideradas reservatórios de agrobiodiversidade, abrigando variedades genéticas mais primitivas de espécies domesticadas economicamente interessantes. Todavia, os cientistas ainda não sabem ao certo os processos que deram origem a esses solos, o que torna necessário mais estudos na região.

De acordo com dados do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), as pesquisas, juntamente com a manutenção de reservas indígenas e das áreas de conservação ambiental, constituem eixos importantes na exploração da Amazônia. Elas são responsáveis pela coleta de dados e contribuem para a resolução de problemas logísticos de falta de acesso e infra-estrutura, além de servirem como alternativa de sustento sem destruir a floresta para as populações locais, através de capacitação e treinamento.

Texto de Raul Galhardi Pinto, estudante de Jornalismo e participante do Projeto “Repórter do Futuro: descobrir a Amazônia, descobrir-se repórter”, curso de complementação universitária realizado pela Oboré – Projetos Especiais em Comunicações e Artes que visa aproximar estudantes de jornalismo da realidade amazônica.

SOS Jaguaribe ³

Movimento quer monitorar resíduos da bacia hidrográfica do Jaguaribe que compreende uma área de 80.547 km², em 55% do Estado, abrangendo 81 municípios (embora só atravesse 21 deles). É constituído das sub-bacias do Banabuiú, Baixo Jaguaribe, Alto Jaguaribe, Médio Jaguaribe e Rio Salgado. Neles estão os açudes Trussu, Orós e Castanhão, com quase 50% da reserva da água do Estado.

O Movimento dos Povos do Rio Jaguaribe tem como principais diretrizes acompanhar a destinação dos recursos para as ações na Bacia do Rio Jaguaribe; propor a execução de planos e projetos, participar com outras instituições afins nas políticas ambientais e promover fóruns municipais como instrumento de mobilização. O portal que será colocado na internet será a rede social a envolver o rio, que na região já conta com o apoio de alguns segmentos.

Da mesma reportagem. Vale a pena conferir.

SOS Rio Jaguaribe ²

O Rio Jaguaribe nasce no alto da Serra da Joaninha, em Tauá, e deságua no Oceano Atlântico em Fortim, no Litoral Leste. De um ponto a outro tem percorrido cerca de 670km em metade do território cearense. Nos anos 1700 teve suas terras divididas em sesmarias, ou seja, roubados os espaços dos índios da região — historicamente é nas margens dos rios que se dá o curso principal das primeiras ocupações dos espaços. Ali foram expulsos ou mesmo exterminados os índios tapuias, canindés, icós, janduins, cariris, piacus, cariús e jucás.

Para além disso, havia outras dezenas de povos indígenas que tiveram na beira do Jaguaribe o cenário de extermínio em várias batalhas da famosa e ingloriosa Guerra dos Bárbaros (1650-1720), o maior levante dos povos indígenas contra a colonização do sertão nordeste do Brasil.Cerca de quatro séculos após o extermínio, colonização e sucessivas ocupações econômicas (agricultura e pecuária), o rio que proporcionou a habitação civilizatória ainda é o mesmo que assegura o abastecimento. São dele os dois maiores açudes do Ceará, o Orós e o Castanhão, que ainda levará água para toda a Região Metropolitana de Fortaleza e evitará colapso no abastecimento, tamanha é a relevância do “rio das onças”. As águas das chuvas deste ano empanzinaram o leito, mas esconderam temporariamente uma realidade: um rio assoreado, com bancos de terra em seu leito, tornando-se mais largo e raso, com a “ajuda” das margens destruídas pela ação do homem, que crava estacas de ferro e cimento para sua moradia e é responsável pelos entulhos que, boiando ou afundando, poluem.

“Onde estava o jaguaribano que não compreendeu o que estava acontecendo? Por que cruzaram os braços, por que me viraram as costas, por que perderam o respeito pela vida? Afinal onde está o homem? Onde estão as mulheres? Onde estão os jovens? As crianças? Nas escolas, nas faculdades? Nos campos irrigados, nas indústrias, nos supermercados? No comércio, nos bares, nas feiras? Nas ruas, nas praças, nos campos de futebol? Nas instituições bancárias, nos mercados, nas construções? Nas igrejas, nas festas? Nas emissoras de rádios? Nas câmaras municipais, nas prefeituras, nos tribunais, nos fóruns? E o que fazem?

O que pensam?”, afirma a professora Iolanda Freitas de Castro, do Comitê de Defesa do Rio Jaguaribe em LimoeiroÉ um dos vários comitês que estão sendo criados na Região pelo S.O.S. Jaguaribe, idealizados pelos jornalistas Ivonete Maia e Moacir Maia, e que hoje é uma realidade muito mais ampla com o Movimento dos Povos Unidos, lançado pelo vice-governador, e professor, Francisco Pinheiro, natural do município de Jaguaribe.“O rio sofre com vários problemas, mas eu destaco o assoreamento e a poluição. Existe uma proposta, ainda não formatada em projeto, que é para a recomposição das matas ciliares, e com o movimento dos povos do rio vamos discutir e amadurecer essa idéia, outra questão é a poluição do esgotamento sanitário, mas o governo já está apoiando a construção de aterros sanitários consorciados.

Mas também sofre com a poluição por agrotóxicos e é preciso sensibilidade para tratar disso”, afirma o vice-governador do Estado, que se diz angustiado ao saber que o rio hoje não é o mesmo da infância.Na visita do ministro do meio ambiente Carlos Minc, o vice-governador vai pedir que a pasta federal contemple as ações de preservação do rio em seus recursos financeiros, incluindo-o nos projetos ambientais. Eles estarão reunidos com a sociedade e autoridades locais, na beira do Rio Jaguaribe, no “estacionamento das carroças”, em Limoeiro do Norte, logo mais às 14h30, com apresentações culturais e também o lançamento de um portal na internet para divulgar e articular as ações em prol do rio.

O Jaguaribe é a lua inspiradora dos poetas jaguaribanos. “Meu rio é como se fosse”, diz em verso o Padre Assis Pitombeira, de Limoeiro, continuado na voz de Eugênio Leandro: “rio sem meias palavras/de fúrias napoleônicas. Sangrou, chorou em Orós, saltou cercas em Jaguaribe/ rugiu no Castanhão, acuou em Tabuleiro. Espreguiçou-se nas águas dos espinhos de Limoeiro, até se espalhar nas baixas do Aracati”. “Era solto como um folgoso alazão, conhecia o mar revolto e a revolta do sertão”, lembra o poeta Luciano Maia.

Da mesma reportagem. Vale a pena conferir.

SOS Rio Jaguaribe

Nesse rio de mato, lixo e areia, tudo passa. Até água. Um dia foi o maior rio seco do mundo, mas foi lembrado pelas águas, que hoje correm em quase toda sua extensão. Mas continua degradado, assoreado e “mutilado”’, esperando ser lembrado pelo ser humano. A agonia do principal rio do Ceará, de onde nascem as principais reservas hídricas que abastecem o Estado, ganha eco e ressonância. O dia de hoje entra para a história. O discurso isolado dos defensores nos 21 municípios de sua bacia é, pela primeira vez, unido e amplificado.

O Rio Jaguaribe, ou “rio das onças”, não tem mais esse bicho do mato, mas tem história, tem pessoas, e agora tem mais chances de reviver, com a união do Movimento dos Povos do Rio Jaguaribe, que será lançado, hoje à tarde, em Limoeiro do Norte, pelo vice-governador Francisco Pinheiro e o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc.

Em cada município por onde o rio passa, são encontradas diferentes paisagens: carnaubeira, nas suas margens típicas, pés de oiticica, pássaros em seus galhos, o homem em pé na beira da ponte tentando pescar algum peixe distraído, a lavadeira terminando de enxaguar numa pedra as roupas de casa e das famílias mais abastadas, em busca de trocados. Em alguns pontos, como em Morada Nova, é frágil; noutros, como Fortim, é forte e imponente. Mas o que se precisa saber é que carnaubeiras, oiticicas, juazeiros, jucás, mutambeiras e canafístulas são vegetais hoje raros nas ribeiras; que mal sabe a lavadeira que, sem uma lavanderia pública, também está poluindo as águas com sabão, assim como dezenas de casas que, em Limoeiro, tem no rio não só o próprio quintal como o lixão particular.

Matéria e fotografia do Jornalista Melquiades Junior, publicado no Caderno Regional do Diário do Nordeste. Vale a pena conferir

terça-feira, 16 de junho de 2009

Crato: Município Selo Verde

Discutido durante reunião do Conselho Municipal de Meio Ambiente do Crato, o questionário para se concorrer ao Selo Município Verde. O secretário de Meio Ambiente e Controle Urbano de Crato, Nivaldo Soares, afirma que todos os documentos necessários estão sendo reunidos, no intuito de serem enviados até o final do mês para Fortaleza.

Dentro do processo de avaliação, uma equipe do Governo do Estado virá ao Crato fazer uma análise dos projetos desenvolvidos na área. Ainda durante a reunião, foi realizada a avaliação da III Semana do Meio Ambiente. Conforme o secretário, a avaliação do evento é positiva, mas os integrantes do conselho apontam necessidade de melhorias em alguns aspectos.

Do Blog do Crato.

Crato em festa: Biblioteca Municipal e Telecentro Comunitário

O Crato está em festa! Dando continuidade às comemorações dos seus 245 anos, serão feitas inaugurações em várias localidades do município de Crato, além de eventos variados, integrando as secretarias municipais. Ontem, foi realizada pelo prefeito Samuel Araripe, a inauguração da rua Moacir Gondim Lóssio, no bairro Muriti, às 19 horas, e continuando logo depois, com a programação do Crato São João Festeiro, no largo da RFFSA, com grandes atrações musicais para a população. Na manhã de ontem, foi realizado o São João no Mercado Central.

Hoje, às 16 horas, serão inaugurados em Crato, o Telecentro Comunitário e a Biblioteca Municipal, no Centro Cultural do Araripe que são Empreendimentos destinados à valorização da educação no município e voltados para a inclusão digital. Ainda seguindo a programação de hoje, haverá a inauguração às 19 horas No Conjunto Vitória Nossa, de uma Praça com o mesmo nome. Logo após, haverá apresentações artísticas.

Do Blog do Crato.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Encerrados os Festejos de Santo Antonio da Barbalha


Cerca de 10 mil pessoas e 32 andôres com santos das paróquias e capelas da zona rural e da cidade participaram da procissão de encerramento da festa de Santo Antonio, padroeiro de Barbalha, na região do Cariri. A cidade que no último dia1º, quando do carregamento do pau da bandeira, transformou-se na vitrine dos grupos folclóricos da região, no encerramento da festa era o santuário da devoção do povo que, contrito, acompanhou o cortejo.

A algazarra dos carregadores do pau da bandeira no início dos festejos aos santo padroeiro cedeu lugar para as preces, puxadas por três carros de som que intercalavam orações com homilias sobre as virtudes do santo português que foi um dos maiores pregadores da Igreja Católica.As bandas que animaram a festa profana durante 13 dias foram substituídas pela Filarmônica São José que tocava o hino oficial de Barbalha.“Mais uma vez, extravasou o sentimento religioso e a fé do povo de Barbalha”, disse o médico e historiador Napoleão Tavares Neves, lembrando que a devoção a Santo Antonio tem origem na independência política do município, em 1846.

Texto de fotografia de Antonio Vicelmo para o Diário do Nordeste.

domingo, 14 de junho de 2009

RESEX com o Presidente Lula vira Bolsa Caranguejo

Ponha-se no colete do ministro Carlos Minc. Titular do Meio Ambiente, num governo que não é ambiente para essas coisas. Cercado de ministros hostis. O da Agricultura em campanha aberta pela desobediência do campo ao Código Florestal. O dos Transportes querendo asfaltar estrada na Amazônia sem licença ambiental. O de Assuntos Estratégicos garantindo, em inglês, que se a humanidade acabar com este planeta estará tecnologicamente habilitada a colonizar outros mundos. E aí vem na sexta-feira passada o Dia do Meio Ambiente. O “seu” dia. Comemorado com a criação de três reservas extrativistas e de um monumento natural, como se fosse para marcar a era de recuos táticos que acabou com a tinta para fazer parques nacionais e outros modelos de conservação estrita na caneta do ministro.

Mas nem por isso deixava de ser uma boa data para sair da frigideira, subindo no palanque. E Minc montou uma festa no sul da Bahia, com a presenta do presidente Lula. Os jornalistas interessados em esquentar o dendê do ministro apostaram que Lula não compareceria. Ele fez pior. Compareceu, e chegou à solenidade soltando o verbo. Foi lá para dizer que “é preciso discutir com mais seriedade a questão ambiental” e acabar com o “discurso simplista” em favor da natureza. Teve de tudo. Desde a previsão de que o regime da terra arrasada pode inviabilizar a vida humana “daqui a 1 milhão de anos, daqui a 100 anos”, ao anúncio de que o pau-brasil “está extinto”, sem que os botânicos até agora tivessem notado.

Ele soltou na brisa de Caravelas a noção de que os países ricos, habitados provavelmente por aqueles mesmos banqueiros de olhos azuis que outro dia mesmo quebraram a economia mundial, estão “carecas”. Ou seja, “não têm mais uma árvore”. Mas por isso deixam de circular em “carros da melhor qualidade” e comer “do bom e do melhor”. Desertificar deve ser bom. Lula, como se vê, voltou inspirado de sua recente viagem à Arábia Saudita. Mas, aqui, o problema é outro. E o presidente, no afã de “consertar todo o estrago que foi feito em cinco séculos neste país”, inaugurou uma reserva extrativista, a Resex do Cassurubá, com a exortação do progresso insustentável.

RESEX é um conceito meio frouxo, que encontrou na política ambiental o aconchego da autocomplacência. A Amazônia tem muita resex em listas de desmatamento. Como já disse o historiador Kenneth Maxwell, o nome “reserva extrativista” é em si mesmo um oxímoro, composto por um substantivo que significa guardar e um adjetivo que implica colher. Mas pelo menos a lei restringe seu uso à agricultura de subsistência, à criação de animais em pequena escala e à exploração sustentável de seus recursos naturais. Para Lula, isso não faz diferença. Com a autoridade de quem, “até os dez anos de idade”, punha a mão em toca para catar caranguejo (ele até aproveitou para contar que foi um caranguejo quem lhe decepou o dedo mínimo da mão esquerda, até então debitado a um acidente de trabalho no torno mecânico), ele acenou aos pescadores de Cassurubá com melhores negócios que o puro e simples extrativismo.

Segundo ele, basta esperar pelos turistas saírem de Caravelas dizendo que ali comeram “um peixe de qualidade, não poluído, um caranguejo de qualidade, um marisco de qualidade”. E os pescadores cairão de puçá sobre o mercado. Ele até sugeriu que o governador Jacques Wagner “vai comprar tudo para levar para a merenda escolar lá em Salvador, e daí por diante”. Ou seja, Lula foi saudar a Resex e instituiu o Bolsa-Caranguejo.

Assim não há Minc que agüente.

Escrito por Marcos Sá Correa, jornalista e fotógrafo. Formado em História e com larga experiencia jornalística, escreve na Revista Piauí e no jornal O Estado de S. Paulo. Foi editor de Veja e de Época, diretor do JB, de O Dia e do site NO. Publicado no jornal eletronico O ECO http://www.oeco.com.br/

sábado, 13 de junho de 2009

São Roque: um novo santo festejado no Cariri

Além de Santo Antônio, São João e São Pedro, que fazem parte do ciclo das festas juninas, o Cariri introduziu mais um santo na corte. É São Roque, que abre hoje um festival de Rock and Roll a ser realizado na Associação Atlética Banco do Brasil da cidade de Brejo Santo com o objetivo, segundo seus promotores, de oferecer uma alternativa musical para aqueles que preferem um ritmo diferente das tradicionais quadrilhas.

O São Roque surgiu da necessidade de congregar os amantes do rock. O mês de julho foi escolhido porque é nele onde são comemorados os aniversários dos integrantes da turma do metal, como são chamados os roqueiros da cidade, segundo afirma o músico Ciderly Bezerra Cabral, destacando que o evento tem também um sentido social. Os ingressos custam R$ 5,00 e toda a renda será destinada à doação de cestas básicas a famílias carentes de Brejo Santo.Na verdade, São Roque não faz parte dos chamados santos juninos. O seu dia é comemorado em 17 de agosto.

Pertencente a uma nobre família francesa, Roque era um jovem rico, porém diferente de muitos, pois diante da herança dos pais falecidos, ele não virou as costas, nem desviou o olhar do amado Cristo, que o propunha à perfeição. Depois de vender o que tinha, ele deu tudo aos pobres e começou livremente a seguir Jesus como um pobre e penitente peregrino que, de início, visava apenas os lugares sagrados da região.

Viva São João

Terminada a Festa de Santo Antônio hoje, começa o ciclo de festas juninas no Cariri, com fogueiras, quadrilhas, quermesses e comidas típicas. Em Brejo Santo, será aberta hoje a Festa de São Roque, outro santo que entra para a galeria dos santos juninos. O forró pé de serra será substituído pelo Rock and Roll. No Crato, começa amanhã, no Centro Cultural do Araripe, largo da Rffsa, o São João Festeiro que, este ano, faz parte da programação do dia do município, a ser comemorado no próximo dia 21.

Ao lado da antiga estação ferroviária, será montada uma cidade cenográfica. De acordo com Danielle Esmeraldo, secretária de Juventude Cultura e Turismo, promotora do evento, durante uma semana, o Centro Cultural do Araripe irá se transformar num grande arraial. Na segunda-feira, os grupos folclóricos de São João se apresentam no meio da feira. A novidade, segundo a secretária, é o casamento real de um grupo de pessoas da região.

O São João Festeiro será transferido, no dia 18, para o parque de exposição do Crato, onde será realizada festa junina promovida pelo Governo do Estado. No próximo mês, a cidade entra no ritmo da Exposição Agropecuária do Crato (Expocrato), que será realizada na segunda quinzena de julho.No Cariri, o São João é comemorado com pequenas ou grandes festas que reúnem toda a comunidade, com fartura de comida, quadrilhas, casamento matuto e muito forró.

Matéria do Jornalista Antonio Vicelmo para o Caderno Regional do Diário do Nordeste.

É comum os participantes das festas se vestirem de matuto, os homens com camisa quadriculada, calça remendada com panos coloridos e chapéu de palha. Já as mulheres dão um show à parte, com vestidos coloridos de chita e chapéu de palha. Mas há casos em que o vestuário se transforma em verdadeiras peças de luxo, com tecidos mais sofisticados e detalhes em rendas e bordados dignos de uma passarela de moda.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Procuradores contra a sanção da MP 458

Pelo menos 37 procuradores da República na Amazônia assinaram e enviaram um ofício ao presidente Lula pedindo que não sancione a Medida Provisória 458, a MP da Grilagem. No documento, afirmam que "o tratamento dado à questão fundiária na Amazônia pelo referido diploma legal beira a insensatez e representa na prática mais um incentivo à invasão e ao desmatamento de novas áreas" e ainda que o texto, aprovado no Congresso, é “uma ameaça aos 20 anos de trabalho do Ministério Público Federal na defesa da dignidade e dos direitos dos povos da região”.

Da Coluna Salada Verde do jornal O ECO http://www.oeco.com.br/saladaverde

Canoa Quebrada: Ministério Público quer a retirada de barracas

A poucas semanas do início da estação do meio do ano, das férias escolares, uma polêmica judicial tem preocupado moradores, trabalhadores e visitantes da Praia de Canoa Quebrada. O Ministério Público do Estado do Ceará, por meio dos promotores de Justiça, Alexandre de Oliveira Alcântara e Emilda Afonso de Sousa, da comarca de Aracati, entrou com uma Ação Civil Pública com pedido de liminar, contra o Estado do Ceará, contra o município de Aracati, e contra as barracas de Praia de Canoa Quebrada. Os promotores alegam destruição das falésias, risco para trabalhadores e visitantes. A associação dos donos de barracas discorda e se diz injustiçada.

A ação solicita a retirada das barracas Brisa Mar, Chega Mais, Antônio Coco, Da Lua, Tropicália, Canoa Beach, O Gulinha, O Casqueiro, Beira Mar, Lazy Days, Do Evânio, Do Alberto, Marcondes, Bom Motivo, Freedon, Do Gueto, Café de La Praia e O Luizinho.Segundo a Promotoria, o objetivo da ação é assegurar a segurança para os clientes, funcionários e de todas as pessoas que freqüentam as barracas ou que estejam em suas adjacências. O Ministério Público Estadual requer que seja determinada a imediata interdição das barracas de praia citadas e outras que porventura se encontrem na mesma situação de perigo, seja na Praia de Canoa Quebrada ou em qualquer outra de Aracati com a interrupção de todas as atividades comerciais ali desenvolvidas, até que seja encontrado outro local seguro para a instalação delas.

Segundo os promotores de Justiça, as barracas existentes junto às falésias na Praia de Canoa Quebrada sujeita os freqüentadores e trabalhadores a graves riscos à integridade física e mesmo risco de morte, uma vez que as mesmas foram construídas junto às falésias ali existentes e elas estão sofrendo avançado processo de erosão e assoreamento pluvial. Eles relatam o desabamento de falésias na Praia de Canoa Quebrada no dia 25 de fevereiro, que vitimou três pessoas.

Notícia do Caderno Regional do Diário do Nordeste.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Crato comemora 245 anos

A povoação do Crato atingiu à categoria de vila em 16 de dezembro de 1762, tendo sido instalada em 21 de junho de 1764, como Vila Real do Crato, no século XVIII, se estabelecendo na época colonial como um dos mais importantes núcleos de povoamento no interior do Nordeste. De 14 a 21 de junho será realizada a semana do município do Crato, que contará com comemorações cívicas, inaugurações, homenagens, provas esportivas, celebrações religiosas e shows artísticos.

A abertura será feita pelo prefeito do Crato, próximo domingo, dia 14, as 19 horas no Centro Cultural do Araripe, no Largo da RFFSA. Após a solenidade de abertura da semana do Município, a Secretaria de Esporte Cultura e Juventude lançará o Crato São João Festeiro com a participação de cantores regionais e muita animação. A sequencia de atividades da semana do município será divulgada diariamente. É muito importante a participação de toda a comunidade cratense nessas festividades dos 245 anos do Crato.

Deu no Blog do Crato http://blogdocrato.blogspot.com/

Região Metropolitana do Cariri ³

"O primeiro grande desafio da Região Metropolitana do Cariri é conseguir integrar os município numa política de desenvolvimento sustentável. Falta sentar e discutir metas e prioridades, com a apresentação de projetos de desenvolvimento econômico, criação de uma Zona de Processamento e Exportação de Produtos Industrializados (ZPE), o que irá diminuir a carga tributária dos produtos da região."

Do Prefeito de Juazeiro do Norte Manuel Santana.

Região Metropolitana do Cariri ²

"Temos grandes desafios para a região, como o Hospital Regional do Cariri, melhoria da estrutura do Aeroporto, Centro de Feiras e Negócios do Cariri, Ceasa e consolidação da Universidade Federal do Cariri. Também há necessidade de investimento em saneamento ambiental. Precisamos de um planejamento mais amplo, investimento em educação profissionalizante e infra-estrutura para a criação de um parque industrial."

Do Prefeito do Crato Samuel Araripe.

Região Metropolitana do Cariri

Expectativas de desenvolvimento e investimento em setores prioritários como turismo, indústria, segurança, agricultura e saúde. São estes os pontos destacados por representantes de diferentes segmentos sociais com a criação da Região Metropolitana do Cariri (RMC). A aprovação pela Assembléia Legislativa da mensagem do Governo do Estado que cria a região traz ânimo e poderá dar um novo fôlego para o desenvolvimento intermunicipal.

A criação de um plano diretor de desenvolvimento da Região Metropolitana do Cariri (RMC) é o primeiro desafio para o Conselho de Desenvolvimento e Integração, aprovado junto com a mensagem do Governo do Estado, na Assembléia Legislativa, que oficializa a Região Metropolitana.

Veja o Caderno Regional do Diário do Nordeste. Vale a pena conferir.

Crato concorrerá ao Selo Município Verde

Discutido durante reunião do Conselho Municipal de Meio Ambiente do Crato, o questionário para se concorrer ao Selo Município Verde. O Secretário de Meio Ambiente e Controle Urbano de Crato, Nivaldo Soares, afirma que todos os documentos necessários estão sendo reunidos, no intuito de serem enviados até o final do mês para Fortaleza. Dentro do processo de avaliação, uma equipe do Governo do Estado virá ao Crato fazer uma análise dos projetos desenvolvidos na área. Ainda durante a reunião, foi realizada a avaliação da III Semana do Meio Ambiente. Conforme o Secretário, a avaliação do evento é positiva, mas os integrantes do conselho apontam necessidade de melhorias em alguns aspectos.

Do Blog do Crato http://www.blogdocrato.blogspot.com/

Festejos de São João começam próximo domingo no Crato

A Prefeitura Municipal do Crato, através da Secretaria de Cultura, Esporte e Juventude realiza de 14 a 18 de junho, o “Crato São João Festeiro”. A festa acontecerá no Centro Cultural do Araripe, no largo da RFFSA. Diversas atrações regionais estarão se apresentando durante os festejos juninos cratenses, que esse ano apresentará uma cidade cenográfica. De acordo com a Secretaria Danielle Esmeraldo, durante uma semana, o Centro Cultural do Araripe irá se transformar num grande arraiá, com forró, barracas de comidas típicas, quadrilhas, feira de artesanato, segurança e muita animação.

Do Blog do Crato http://www.blogdocrato.blogspot.com/

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Minc anuncia ações contra 75 desmatadores

O Ministério do Meio Ambiente divulgou nesta terça-feira uma lista com 75 pessoas e empresas que estão sendo processadas por cometerem crimes ambientais em Mato Grosso. O que era para ser a segunda edição da polêmica lista dos 100 maiores desmatadores - divulgada em outubro do ano passado e que tinha o Incra na liderança - teve critérios alterados. Agora, a lista foi feita a partir dos processos com mais provas.

O Incra desta vez não aparece na lista. Segundo Marcelo Siqueira, procurador da Advocacia-Geral da União (AGU), as ações contra o Incra correm na AGU em uma câmara de conciliação. Quem encabeça a nova lista é a fazendeira Rosane Sorge Xavier, que desmatou 16,024 mil hectares no município de Vila Bela da Santíssima Trindade, em Mato Grosso.
Em segundo lugar, João Ismael Vicentini, que desmatou 7,238 mil hectares em Feliz Natal. Além dos desmatadores, os exploradores e vendedores de madeira ilegal também estão sendo processados.

Paleontologia e Arqueologia em debate ²

A primeira citação dos fósseis da Bacia do Araripe foi registrada em 1810 por João da Silva Feijó e, cerca de 20 anos depois, as ilustrações desses fósseis foram publicadas por Spix & Martius em 1831. Diversos eventos científicos propiciaram a difusão de estudos e descobertas sobre essas áreas do conhecimento, como o I e II Simpósios sobre Bacias Interiores do Nordeste em 1994 e 1997, a realização do XVI Congresso Brasileiro de Paleontologia em 1999 e o Simpósio Sobre Atualidades Paleontológicas em 2008, eventos que potencializaram a região como pólo de pesquisa cientifica paleontológica e arqueológica.

Questões como a legislação sobre o tráfico de fósseis e as pesquisas sobre Arqueologia na região do Cariri, além da paleobotânica foram debatidas. O Gerente do Geopark Araripe, Idalécio de Freitas, irá ministrar palestra sobre o projeto, e o paleoturismo foi abordado pelo Professor Alexandre Magno Feitosa Sales, um dos idealizadores do Geopark Araripe.

Ambientes Sedimentares da Bacia do Araripe, Interpretação Paleoecológica, Replicação de Fósseis, Preparação de Fósseis, Introdução a Arqueologia e Biomecânica - o vôo dos animais estão entre os assuntos a serem trabalhados nos mini-cursos.

Paleontologia e Arqueologia em debate

Estudantes de vários cursos universitários e pesquisadores das áreas da Paleontologia e Arqueologia se reúnem pela primeira vez no Cariri, no Encontro Acadêmico voltado para debater as duas áreas, no intuito de fortalecer os trabalhos direcionados a esses campos de atuação específicos. O evento foi aberto na manhã de ontem, no Salão de Atos da Universidade Regional do Cariri (Urca), e vai até amanhã, com cursos, oficinas e vivências nas minas de calcário, em Santana do Cariri, e na Fundação Casa Grande – Memorial do Homem Cariri, em Nova Olinda.

O evento foi aberto pelo Reitor da Urca, Professor Plácido Cidade Nuvens. Ele fez uma abordagem das primeiras pesquisas realizadas sobre os fósseis na região, a ética direcionada a essa questão de preservação do patrimônio fossilífero e a criação do Museu de Paleontologia, que veio despertar ainda mais a comunidade para a importância desse material na região. Ele está finalizando seu livro, com mais duas pesquisadoras, sobre os 200 anos de pesquisa da Paleontologia.

O Museu de Paleontologia, um dos principais suportes para a pesquisa, com mais de 7 mil peças, passa por uma ampliação e reforma, o que irá, segundo Plácido, dar maior dimensão a esse trabalho na área de pesquisa e identificação dos fósseis. O equipamento possibilitou as primeiras identificações. Aprofundar e socializar a produção científica são pontos de enfoque no encontro.

O estudante de Biologia, José Edson de Oliveira, destaca a necessidade de se conhecer mais sobre uma fonte rica de material para se estudar sobre a Paleontologia e a Arqueologia. “Tudo, apesar da Paleontologia já vir sendo estudada há mais tempo, ainda é muito pouco em relação ao conhecimento que essa região pode oferecer para a humanidade”, diz ele, ao acrescentar a importância que essas ciências podem dar a respeito de um estudo do passado para descobertas importantes em relação ao presente e o futuro da humanidade. Acrescenta, ainda, que o Cariri é uma fonte bastante requisitada e resta aos pesquisadores da região se apropriarem mais desse conhecimento.

A pesquisadora da Universidade Federal do Ceará (UFC), Helena Hessel, tem dedicado um trabalho de pesquisa considerável em relação aos fósseis da Chapada do Araripe. No encontro, dará um curso sobre Interpretação Paleontológica, com a finalidade de possibilitar um encontro dos estudantes com a ciência e facilitar a introdução à pesquisa na área. Ela veio ao Cariri coordenar a montagem do primeiro curso na área da Pós-Graduação em Paleontologia, a ser iniciado no segundo semestre deste ano, por meio de uma parceria entre a Urca e a UFC.

Matéria da Jornalista Elizangela Santos para o jornal Diário do Nordeste, em 09/06/2009.

Em pauta: Plano Diretor da RM do Cariri

A primeira atitude do governo depois da sanção da lei complementar será convocar o Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana do Cariri, grupo formado por oito secretários do Estado e pelos nove prefeitos, para uma reunião inicial onde serão discutidos os aspectos do Plano Diretor de Desenvolvimento da RMC.

A intenção é realizar vários seminários e encontros em todos os municípios - Juazeiro do Norte, Crato, Barbalha, Missão Velha, Nova Olinda, Santana do Cariri, Caririaçu - para que as demandas sejam ouvidas e haja uma formalização do conjunto de diretrizes para o desenvolvimento regional.

Matéria do Diário do Nordeste.

Aprovada a criação da RM do Cariri

A Assembléia Legislativa aprovou ontem, por unanimidade, a mensagem do governo que dispunha sobre a criação da Região Metropolitana do Cariri (RMC). Com o crivo do Legislativo, foram aprovados também o Conselho de Desenvolvimento e Integração e o Fundo de Desenvolvimento da RMC. Apesar de algumas ponderações, a mensagem foi aprovada sem alterações, como desejava o governo do Estado.

Os parlamentares representantes da região, logo que a mensagem deu entrada na Casa, na semana passada, demonstraram interesses diversos em fazer modificações, porém, o líder do Governo, deputado Nelson Martins (PT), ponderou que o Projeto de Lei, antes de chegar à Assembléia, foi discutido entre o governo, o Ministério das Cidades, os municípios da região e mecanismos financeiros internacionais que irão financiar projetos.

Notícia do Diário do Nordeste.

Festa do Vaqueiro inicia programação

“Corre, boi, que lá vem o vaqueiro; tu cruzas a faixa, mas te derrubo primeiro”. Hoje o caboclo queimado do sol se arruma como quem vai para a missa de domingo, mas veste gibão e chapéu de couro. O Ceará prestigia, a partir desta noite, a 66ª edição da Festa do Vaqueiro de Morada Nova. E na próxima quinta é feriado municipal pelo Dia do Vaqueiro. Cavalgada, homenagens e missa marcarão o evento, que atrairá cerca de 15 mil pessoas.

Não existe história do Ceará sem gado, não tem arte nordestina sem couro, nem tem sertanejo que tenha deixado de beber leite. Em Morada Nova, o vaqueiro é respeitado, lembrado e homenageado. São 66 anos de festa, com esporte, entretenimento e religiosidade.A festa começa hoje e vai até domingo, com entrega de comendas, shows de forró, escolha da Garota Vaqueiro e Garota Museu do Vaqueiro 2009, leilão, concerto de sanfona, missa do vaqueiro, cavalgada e, claro, muita vaquejada no Parque João de Deus Girão. Ao contrário de outras vaquejadas, nesta festa o maior prêmio é o troféu e, principalmente, o prazer de competir.

Festa do Vaqueiro/ Parque João de Deus Girão/ Morada Nova
Mais informações:Associação dos Vaqueiros e Criadores de Morada Nova(88) 3422.1380
Matéria do Caderno Regional do Diário do Nordeste. Vale a pena conferir.

terça-feira, 9 de junho de 2009

A Expocrato/ Exposição Agropecuária do Crato

Expocrato, cujo nome oficial é Exposição Agropecuária do Crato, é um evento realizado anualmente, no mês de julho, no município do Crato, localizado na região do Cariri, desde 1944, com uma tradição, portanto, de 65 anos. O volume de negócios durante o evento gira em torno de R$ 50 milhões. Misturando cultura, feira agropecuária e shows musicais, a Expocrato está entre os grandes eventos do nordeste brasileiro. São, ao todo, oito dias de festa, desfile e leilão de animais, comidas típicas e shows culturais. Além da área reservada para os shows com 120 mil metros quadrados, na parte externa são instalados diversos stands voltados para agronegócios e serviços, casa de farinha, engenho de cana-de-açúcar, palco para apresentações folclóricas, agências bancárias, parques de diversões, floricultura, artesanato e barracas de bebidas e comidas típicas. A área pertence ao Estado.

Crato contra a mudança do Parque de Exposições

A idéia lançada pelo Secretário de Desenvolvimento Agrário do Estado, Camilo Santana e confirmada pelo governador Cid Gomes de construir um parque de exposição moderno fora da cidade, sob o argumento de que o atual está pequeno para a dimensão alcançada pelo evento desencadeou protestos por parte da população cratense.

A caixa de ressonância dessa insatisfação foi a Câmara Municipal do Crato. Todos os vereadores manifestaram-se contra a idéia. Mesmo diante dos esclarecimentos do secretário e do governador de que era apenas uma idéia a ser discutida com a sociedade cratense, a sugestão está sendo interpretada como uma solução definitiva que tem como objetivo, segundo os mais radicais, “a transferência do parque para Juazeiro, ou o esvaziamento do maior acontecimento agropecuário e social da região”.

O ponto de partida dessa reação foi uma crônica do advogado Raimundo de Oliveira Borges, um dos fundadores da Expo Crato, lida no plenário da Câmara Municipal, expondo a necessidade de manter o atual parque. Os vereadores cobraram do Governo do Estado a recuperação das estradas que dão acesso ao Crato e a construção do Ginásio Poliesportivo, cujo terreno foi doado ao Estado há cerca de 14 anos e, até o momento, nada foi feito.

A intenção do Estado, segundo o secretário de Desenvolvimento Agrário, era triplicar a área do parque inserindo salas de inseminação, laboratórios, um moderno centro de manejo, auditório para cursos, mini-cursos e palestras, restaurantes permanentes, maior dimensão para a área de shows, museu e outros departamentos numa área de 40 hectares.

O atual parque, localizado no Centro da cidade, seria utilizado pela URCA/ Universalidade Regional do Cariri que está precisando de espaço para sua expansão. Porém, diante da reação contrária dos cratenses, garantiu Camilo, esclarecendo que foi apenas uma proposta que seria debatida pela comunidade. “Se a população do Crato não quer, o assunto está encerrado”, afirmou Santana.

Na semana passada, por ocasião da assinatura da ordem de serviço do Parque Ecológico do Sítio Fundão, no Crato, o governador Cid Gomes reacendeu a polêmica, anunciando a proposta de construção de um novo parque. O Sindicato dos Lojistas do Crato reagiu, com veemência, à idéia, ao mesmo tempo em que solicita do Governo do Estado mais investimentos no atual Parque de Exposições do Crato.

Matéria do Jornalista Antonio Vicelmo para Caderno Regional do Diário do Nordeste. Vale a pena conferir.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Senadora Marina Silva critica a MP 458

A Senadora Marina Silva (PT-AC) criticou nesta segunda-feira a aprovação da MP 458, que prevê a legalização de terras da Amazônia. Em entrevista à GlobonewsTV, a ex-ministra do Meio Ambiente disse que espera que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vete a medida aprovada pelo Senado na semana passada, pois a MP "não está separando o joio do trigo" e, segundo ela, vai legalizar a grilagem de terras na floresta.

- Esse veto precisa acontecer. O projeto que foi para o Congresso Nacional já era muito ruim e causava sérios problemas para a Amazônia. Com as emendas feitas pelo relator na Câmara, ele ficou bem pior e passou a admitir coisas inaceitáveis - disse Marina.

Segundo a Senadora, a MP representa um "reconhecimento total da grilagem" na Amazônia:
- Aqueles que têm laranjas, empresas ou que tem prepostos também vão poder regularizar as terras. É como se alguém tivesse saído de qualquer parte do Brasil, feito uma grilagem de terras, deixado ali uma pessoa tomando conta e agora ela poderá se aquinhoar dessas áreas. Aqueles que têm empresas poderão regularizar 1.500 hectares em seu próprio nome e em nome de quantas empresas tiverem. Ou seja, é um reconhecimento total da grilagem - disse a senadora, que criticou ainda outro ponto da MP.

- Os grandes (proprietários) poderão vender terras depois de três anos, ou seja, vão vender terras, aumentar o patrimônio e com certeza vão ocupar novas áreas na esperança de que daqui a alguns anos nova MP "os torne legais".

Encontro Universitário de Paleontologia e Arqueologia do Cariri começa hoje ²

Para os organizadores, a conseqüência direta do evento é proporcionar aos acadêmicos e a comunidade em geral, o despertar sobre o estudo da Paleontologia, da Arqueologia, da evolução e biodiversidade na região do Cariri. Até hoje, mais de 190 mil visitantes estiveram no Museu de Paleontologia, em Santana do Cariri, numa cidade que tem apenas cerca de 7 mil habitantes. Número similar são as visitas à Fundação Casa, Memorial do Homem Kariri, em Nova Olinda, para conhecer os vestígios do povo Cariri, antes da chegada dos colonizadores portugueses.Entre estes visitantes, destacam-se inúmeros pesquisadores nacionais e estrangeiros. Esses dados demonstram a importância da região do Cariri para a cultura cearense e nordestina e a necessidade de fomento à pesquisa e divulgação científica sobre esse potencial regional que também é discutido na ótica do turismo cientifico.

O Encontro é realizado pela Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa – PRPGP, Grupo de Pesquisa Chapada do Araripe – GPCA e Laboratório de Pesquisa Paleontológica da URCA – LPPU. A Legislação sobre o tráfico de fósseis será abordada pelo geólogo do Departamento Nacional de Proteção Mineral (DNPM), Artur Andrade. A palestra sobre arqueologia na região do Cariri será abordada pela mestra em arqueologia, Rosiane Limaverde, da Fundação Casa Grande. O professor dr. Álamo Feitosa, pesquisador na área de paleobotânica, abordará o assunto durante palestra.

O gerente do Geopark Araripe, Idalécio de Freitas, irá ministrar palestra sobre o projeto, e o paleoturismo, pelo professor doutor de paleontologia da Urca, Alexandre Magno Feitosa Sales. Ambientes Sedimentares da Bacia do Araripe, Interpretação Paleoecológica, Replicação de Fósseis, Preparação de Fósseis, Introdução a Arqueologia e Biomecânica - o vôo dos animais, estão entre os assuntos a serem trabalhados nos mini-cursos.

Encontro Universitário de Paleontologia e Arqueologia do Cariri começa hoje

Aprofundar e socializar a produção científica na área de paleontologia e arqueologia é um dos objetivos do Encontro Universitário de Paleontologia e Arqueologia do Cariri que começa hoje e vai até o dia 10 de junho de 2009, na Universidade Regional do Cariri – URCA, em Crato. O evento constará de palestras, mini-cursos e vivências na Casa Grande e Mina de Calcário, em Nova Olinda. O evento terá na abertura palestra do Reitor da URCA, professor Plácido Cidade Nuvens, contando a História do Museu de Santana do Cariri, que atualmente passa por reforma e ampliação.

A Região do Cariri é um dos locais importantes para a pesquisa cientifica nas áreas arqueológicas e paleontológicas. A primeira citação dos fósseis da Bacia do Araripe foi registrada em 1810 por João da Silva Feijó e cerca de 20 anos depois a ilustração desses fósseis foram publicadas por Spix & Martius em 1831. Diversos eventos científicos propiciaram a difusão de estudos e de descobertas sobre essas áreas do conhecimento, como é o caso do I e II Simpósios sobre Bacias Interiores do Nordeste em 1994 e 1997, a realização do XVI Congresso Brasileiro de Paleontologia em 1999 e o Simpósio Sobre Atualidades Paleontológicas em 2008, eventos que conseguiram potencializar a região como pólo de pesquisa cientifica paleontológica e arqueológica.

Os bichos fora do lugar


Pesquisadores do Rio de Janeiro estão mapeando quais animais estão fora de seu lugar adequado na foresta. Um grupo da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) em parceria com o Instituto Biomas e Instituto Hórus apresentou na semana passada uma lista preliminar com 218 espécies exóticas e invasoras do estado. A partir dela, o próximo passo será avaliar cada espécie para ver o risco que elas representam para a Mata Atlântica. E, consequentemente, elaborar políticas públicas para lidar com isso.


De acordo com Helena de Godoy Bergallo, pesquisadora UERJ, as espécies exóticas - que são provenientes de outro lugar - e invasoras - que prejudicam um território que não seu habitat natural - são a segunda maior causa de extinção. Só perdem para o desmatamento. “É uma ameaça imperceptível para muitos. O leigo não percebe esse problema”, diz. Mas como essas espécies foram parar no Estado do Rio de Janeiro? “Na época do descobrimento, os colonizadores queriam tornar o Brasil o mais familiar possível. Por isso trouxeram plantas ornamentais, alimentos e animais domésticos”, afirma Bergallo.


Atualmente, ela acredita que o comércio global estimula essa transferência de maneira acidental ou intensional. Lastros de navio, marés, tráfico de fauna e cultivo agrícola são alguns “culpados”. Em Niterói, foi introduzido o Mico-leão-de-cara-dourada (na foto acima) que é da Bahia. “Se ele se acasalar com o Mico-Leão-Dourado, esse sim nativo, este pode ser hibridizado”, diz a pesquisadora. Por sua vez, a Amendoeira, proveniente da costa da Índia e da Malásia, invade os ambientes de praia do estado. “Essas espécies podem virar pragas”, afirma.


Na Ilha Stephens, na Nova Zelândia, um faroleiro levou para o local seu gato de estimação. Sozinho, o bichano causou a extinção da espécie de pássaro Xenicus lyalli. “O gato doméstico é um dos dez piores predadores. O homem o alimenta e ele caça a fauna nativa, garantindo sua reprodução por muitos anos”, afirma Bergallo.
Mico leão da cara dourada. http://colunas.epoca.globo.com/planeta/

domingo, 7 de junho de 2009

Deputado José Nobre Guimarães, um inimigo do Meio Ambiente

No Dia do Meio Ambiente, ONGs elegem parlamentares 'amigos' e 'inimigos' da Amazônia
Claudia AndradeDo UOL NotíciasEm Brasília

O Fórum Brasileiro de ONGs e Movimentos Sociais para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento (FBOMS) divulgou nesta sexta-feira (5), Dia do Meio Ambiente, a primeira edição do prêmio "Amigo" e "Inimigo da Amazônia", voltado para os parlamentares que atuam no Congresso Nacional.A lista é dividida em duas categorias: "espécies nativas", para os parlamentares da região da Amazônia, e "espécies exóticas", para aqueles de outras regiões do país.

Entre os inimigos da Amazônia, está a Senadora Kátia Abreu (DEM-TO), relatora da Medida Provisória 458 recém aprovada pelo Senado Federa; chamada pelos ambientalistas de "MP da grilagem". O texto permite a regularização de terras ocupadas na região da Amazônia.Também entre os inimigos está o Senador Romero Jucá (PMDB-RR), por ter, segundo os ambientalistas, liderado a bancada do governo na aprovação da MP 458 com rejeição dos destaques apresentados pela senadora Marina Silva (PT-AC), que poderiam melhorar a proposta na visão dos organizadores do prêmio. E em destaque o Deputado José Nobre Guimarães/ PT Ceará.

"MP da Grilagem" vai doar 12% da Amazonia aos especuladores


Essa semana o Presidente Lula vai tomar uma decisão sem precedentes na história da Amazônia. Ele pode aprovar uma legislação que vai legalizar uma das piores ameaças à floresta: o roubo de terras públicas. A Medida Provisória n.° 458, ou MP da Amazônia, foi aprovada na quarta-feira, no Congresso Nacional. Ela facilita a venda, e até a possível doação, de 67,4 milhões de hectares, o equivalente a 12% da Amazônia.

As regras da MP assustam de tão permissivas, pois permite que qualquer pessoa, ou empresa, possa comprar até 1.500 hectares na região sem licitação, ou, comprovação de residência. A revenda da área pode ser feita depois de três anos. Apenas os pequenos produtores precisam permanecer na terra por dez anos para poder vendê-la. A MP está na mesa do presidente Lula para apreciação. Será que ele vai assinar tamanha barbaridade?

Se Lula aprovar essa legislação sem nenhuma restrição, ele vai estar colaborando indiretamente para a destruição da Amazônia. A ocupação desordenada é uma das principais causas do desmatamento ilegal. O ciclo começa com a entrada dos ladrões de terra (grileiros) que criam estradas ilegais, vendem a madeira e abrem pastagens para comprovar a posse irregular. Depois, com a ajuda de cartórios corruptos e decisões judiciais duvidosas, esses grileiros conseguem regularizar a invasão. Esse processo de destruição da floresta consome 10 mil quilômetros quadrados de matas todos os anos. “A MP pode legitimar essa grilagem na Amazônia e jogar por terra 15 anos de intenso trabalho do Ministério Público na luta contra o roubo de terras públicas”, diz o procurador federal do Pará, Felício Pontes.

A MP também estipula um preço questionável para a destruição da Amazônia. Vamos perder 12% da floresta ao valor simbólico de um real, ou seja menos do que a dúzia da banana em uma feira. A área que pode ser negociada corresponde a tudo o que já foi convertido de matas em pastagens durante a última década (70 milhões de hectares). A senadora Marina Silva (PT-AC) também questiona a aprovação da MP. “Essa lei vai beneficiar aqueles que cometeram o crime de apropriação de terras públicas, e vai fazer com que essas pessoas sejam anistiadas e confundidas com posseiros de boa fé”, afirmou durante um discurso inflamado no Senado Federal.

A MP pode beneficiar empresários como o banqueiro Daniel Dantas, indiciado por formação de quadrilha, sonegação fiscal e evasão de divisas. Uma de suas propriedades na Amazônia (na Agropecuária Santa Bárbara) está em uma aérea irregular da União. As fazendas chegaram a serem invadidas por integrantes do movimento dos sem terras, que acusaram Dantas de “grilar” áreas na floresta. Caso a MP seja aprovada, o banqueiro pode conseguir regularizar essas terras. E pagando muito pouco por isso, ou até recebendo a área como uma doação da União em benefício de uma duvidosa regularização fundiária na Amazônia.

Outro problema da MP é incentivar o crescimento irregular da pecuária sobre áreas de floresta. Isso pode estimular um aumento vertiginoso no desmatamento e criar problemas ao Brasil no cenário internacional. A destruição das florestas corresponde a 75% das emissões brasileiras de gases que provocam o aquecimento global. Esse número coloca o país em quinto lugar no ranking dos grandes poluidores mundiais.

A gravidade das consequências da MP desencadeou uma inusitada união entre velhos rivais. O PSDB tomou partido dos argumentos da Senadora Marina Silva e do ministro do meio ambiente, Carlos Minc. Agora os tucanos também integram o coro a favor do veto presidencial à MP. Um dos pedidos desse grupo é que ao menos os artigos 2º , o 7º e o 13º sejam vetados por Lula. Isso pode impedir que pessoas que não ocupam diretamente as terras e pessoas jurídicas sejam beneficiadas. Caso Lula aprove a MP sem restrições o país vai presenciar uma distribuição de terras públicas nunca vista antes na história da república brasileira. Estaremos regredindo aos velhos tempos das capitanias hereditárias.

Matéria da jornalistas Juliana Arini e foto de Wagner Santos para o http://colunas.epoca.globo.com/planeta/

Em Quixadá, um quadro de desperdício da mamona

Reportagem assinada pela correspondente do O Globo no Ceará, Isabela Martin, intitulada “Cenário de desperdício em Quixadá”, traz neste domingo uma denúncia: mamona estocada para a usina de biodiesel da Petrobras em risco de desperdício.

Confira:

“Desde dezembro passado, cerca de 800 mil quilos de mamona colhidos no Ceará para a produção de biodiesel estão estocados num depósito em Quixadá (a 160 quilômetros de Fortaleza), sujeitos à chuva e à degradação. A oleaginosa está em sacos com a logomarca BR, da Petrobras, e deveria ter sido usada na Unidade de Produção de Biodiesel de Quixadá. Mas não tem destino certo.

A Usina de Quixadá foi inaugurada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em agosto do ano passado. Projetada para usar sebo, óleo de soja, mamona, algodão e girassol, até hoje não produziu um litro sequer de biodiesel a partir da mamona.

A mamona é das safras de 2007 e 2008 e totaliza cerca de 1,2 tonelada. Como não está sendo utilizada, foi dis tribuída em depósitos em Santa Quitéria e Quixadá. No galpão da Usina Damião II, no Centro de Quixadá, cidade administrada pelo PT, os sacos ficam numa área protegida por telha de amianto. Alguns estão rasgados e deixam à vista caroços que caem no chão.

A mamona estocada no depósito foi comprada pela Petrobras, por intermédio de uma empresa terceirizada, de pequenos agricultores de municípios cearenses beneficiados pelo Pronaf. Além da garantia de compra, receberam subsídio de R$200 por hectare plantado, até 5 hectares.
Com produção de 150 mil litros por dia, a usina terá a capacidade ampliada, até 2010, das atuais 50 mil toneladas/ano para 70 mil. O anúncio foi feito pelo presidente da Petrobras Biocombustível, Miguel Rossetto, em abril.

Apesar de o Ceará ter mamona guardada, o projeto prevê o fornecimento de 68 toneladas de sementes de mamona para o estado. No distrito de Juatama, de 54 agricultores do assentamento Iracema, só João Batista de Souza decidiu plantar mamona. A primeira colheita, iniciada em outubro, rendeu cerca de 980 quilos, vendidos à empresa terceirizada pela Petrobras - a Vale Monumental Ltda. Rendeu R$ 550,00. Este ano, as chuvas comprometeram a plantação.”

(O Globo)

Governo Federal é aliado na destruição da Amazonia

Carlos Minc enfrenta nos últimos dias uma saia mais do que justa na política, na qual se meteu com suas declarações bombásticas. Lula chegou a ligar para o ex-chefe de Minc, o governador Sérgio Cabral (RJ), reclamando da conduta pública de seu ex-secretário de Meio Ambiente.Sem apoio de seus colegas ou do movimento ambientalista, partiu para uma linha de afagos ao núcleo duro do governo, apelando para acordos ilegais como o escambo e extinção da Floresta Nacional do Bom Futuro (RO) em nome da usina de Jirau, concessão de licenças parciais e formataçao de propostas para licenciamentos por área e não mais por empreendimentos. A hidrelétrica, aliás, ganhou hoje sua licença de instalação. O atropelo à lei é generalizado.

O Ministério Público Federal está com a faca e queijo na mão para acionar a Justiça, em mais um capítulo torto do escandaloso licenciamento do complexo de hidrelétricas do Rio Madeira. Os projetos são cercados por todo tipo de ilegalidade, a qual Lula e Dilma Roussef fazem vistas-grossas. Minc vem trilhando um caminho de derrotas, na compensação ambiental, na Medida Provisória da Amazônia, assim como ocorreu nos momentos finais de Marina Silva, adicionado do baixo índice em criação de áreas protegidas. Seria apenas mais um capítulo trágico da política nacional, não fosse uma área tão vital para o futuro do país, ainda dominado por setores retrógrados, ultrapassados, em total falta de sintonia com o restante do planeta.

Curioso é ver um ministro de Meio Ambiente sendo frito em óleo quente enquanto seu colega Reinhold Stephanes (Agricultura), que publicamente prega o descumprimento da legislação, segue livre de críticas. Será que a legislação ambiental é só papel pintado no Brasil?

Publicado no jornal eletronico O ECO http://www.oeco.com.br/

Carta aberta sobre a devastação da Amazonia


"Acabamos de comemorar o menor desmatamento da Floresta Amazônica dos últimos três anos: 17 mil quilômetros quadrados. É quase a metade da Holanda". Carta aberta dos artistas brasileiros sobre a devastação da Amazônia

Procuradora Estadual vai assumir a SEMACE

Saiu fumaça branca nesta tarde de sábado no que diz respeito ao novo titular da Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace). Vai assumir a procuradora de carreira Lúcia Teixeira, que respondia pela chefia do Patrimônio do Meio Ambiente da Procuradoria Geral do Estado. Lúcia Teixeira tomará posse na próxima semana, em solenidade a ser presidida pelo governador Cid Gomes.Ela entra no lugar do Arquiteto Herbert Rocha, que pediu afastamento depois de ter seu nome envolvido na Operação Marambaia, da Polícia Federal, que apurou possíveis irregularidades na concessão de licenças ambientais. Ele chegou a ser preso

Notícia do Post Cidades do Jornal O POVO.

sábado, 6 de junho de 2009

Café no Maciço de Baturité: uma cultura de 150 anos

Uma cultura centenária vai receber novo impulso no interior do Estado do Ceará, nordeste brasileiro. O cultivo do café de sombra, que há mais de 150 anos faz parte da cultura agricultores do Maciço de Batiruté, a 100 quilômetros de Fortaleza, vai ganhar força com a implantação da "Mini-indústria de Torrefação de Café Ecológico", prometida há mais de dois anos.

Inicialmente, o projeto vai beneficiar 130 agricultores e agricultoras de sete municípios do Maciço de Baturité, entre eles, Redenção, Guaramiranga e Mulungu, onde ficará a sede da mini-indústria. De acordo com o presidente da Associação dos Produtores Ecológicos do Maciço de Baturité (Apemb), Marcos Arruda, após a implantação das máquinas recém-chegadas a Fortaleza, os participantes por um período de capacitação que os ajudará a manusear as máquinas de moenda e torrefação, além de auxiliá-los na gestão dos negócios.

A implantação da mini-indústria é uma grande conquista para os agricultores da região. Juntamente com o Centro de Educação Popular em Defesa do Meio Ambiente (Cepema), entidade responsável pela assessoria técnica do projeto, há anos as pessoas que moram de Baturité vêm trabalhando para a implementação de políticas públicas que dêem sustentabilidade ao cultivo do café na região, conforme explicou Adalberto Alencar, assessor técnico da Fundação Cepema.

Segundo ele, logo que entrar em pleno funcionamento, a mini-indústria terá capacidade de torrar cerca de 20 toneladas de café por mês, o que deixará a empresa apta a atender a demanda de toda a população local.

A expectativa é que, em seis meses, a população local deixe de comprar café fabricado outras indústrias e passem a consumir o café ecológico, cultivado, torrado e empacotado na própria mini-indústria. Além de um preço melhor, os moradores de Baturité ganharão também na qualidade do produto, já que todo o café será produzido sem o uso de agrotóxicos maléficos à saúde.

Com a instalação do projeto, espera-se também que haja a ampliação das vendas para o mercado nacional e até internacional. A idéia é que em 2009 a empresa volte a escoar os produtos para o exterior como aconteceu em 1996 e 1997, quando a Apemb, com a ajuda da Cepema, exportou parte de seus produtos para a Suíça.

Dessa vez, entretanto, o café que deve ir para o mercado internacional terá uma nova cara. Ao invés do café ecológico em grão natural, agora o produto sairá de Baturité torrado, empacotado e carregando o selo internacional de "Fair Trade", que, além de garantir a qualidade do café ecológico, comprova sua inserção na rede de comércio justo.

Também estão nos planos dos sócios da mini-indústria o lançamento da marca "Café da Floresta", prevista para entrar no mercado em junho de 2008. Adalberto explica que após a consolidação da mini-indústria, o ideal é que cada produtor crie a sua própria marca de café e possa vendê-lo diretamente para o consumidor. Dessa forma, além da autogestão, os agricultores poderão praticar o comércio justo na região serrana.

http://www.adital.com.br/

Cafezais em meio a mata nativa ²

O processo é simples: cada um dos lotes pode usar, para o projeto Café com Floresta, até um dos cerca de trinta hectares disponíveis. Neste espaço, são plantadas quatro mil mudas de café e 800 de espécies nativas da Mata Atlântica. Além disso, árvores frutíferas são colocadas ao lado de exóticas, que crescem mais rápido e ajudam a sombrear a cultura em um curto espaço de tempo. “O ideal para o café, sem dúvida, é a meia sombra”, diz Lima. Os benefícios para o meio ambiente e os agricultores não param por aí.

Ao plantar mudas nativas próximas aos fragmentos originais ainda de pé, um dos pré-requisitos básicos do projeto no momento de escolher os lotes de assentamentos, o Café com Floresta auxilia no fluxo de animais e plantas por formar corredores ecológicos onde antes existia monocultura de cana-de-açúcar. Além disso, potencializa o recebimento de água dos lençóis freáticos em função da absorção da chuva pelas raízes e fornece matéria orgânica para oxigenar o solo.

O resultado da equação é um café muito saboroso e com baixíssimo custo, uma vez que os insumos necessários ao plantio são obtidos dentro dos próprios lotes. Basta ver o adubo, por exemplo, orgânico e criado a partir de esterco de gado e pó de rocha. “Antigamente, eu plantava café com adubo químico, passava veneno agrotóxico para matar praga, e no final não tínhamos lucro algum. Já havia até deixado a cultura de lado. Mas agora não temos despesa, só lucro”, avisa José Santiago, um dos produtores que adotaram a idéia. “As minhas árvores já estão enormes, parece uma reserva natural. E fica só a mil e duzentos metros do morro do diabo”, finaliza.

O maior benefício ambiental, no entanto, talvez seja o seqüestro de carbono. De acordo com Jefferson, o Ipê está agora trabalhando em um levantamento para mensurar o volume do gás retirado da atmosfera. “Mas temos certeza que é bastante”, diz. A mesma impressão tem o engenheiro agrônomo Eduardo Assad, da Embrapa. Para ele, a mistura de café com vegetação original pode gerar resultados positivos no Pontal, já que se trata de uma região muito quente e capaz de interromper a produção. “A flor aborta e acaba com a colheita se a incidência de sol e calor for alta”, afirma. Assad explica que o sistema de agroflorestas é uma das alternativas para o futuro e deve ser levado em consideração nas políticas públicas. E não apenas o café. “Essa cultura pode ter saído na frente, mas é possível haver uma integração entre grão, pasto e árvore. E pode auxiliar não só o Pontal, mas também em outras regiões que estejam perdendo produtividade em virtude do calor”, assegura.

Enquanto isso, o Café com Florestas segue firme na divisa entre São Paulo e Paraná, com patrocínios da Natura e do PDA Mata Atlântica (Projetos Demonstrativos do Ministério do Meio Ambiente). Hoje com 90 hectares espalhados pelo mesmo número de lotes, o programa do Ipê também gera recursos extras para o produtor, que pode manejar as madeiras nativas conforme elas crescem, para manter a meia sombra necessária ao café e sempre com suporte técnico dos especialistas da entidade. O bolso e a natureza agradecem.

Da mesma reportagem citada, na postagem anterior

Cafezais em meio a mata nativa


O Pontal de Paranapanema compreende 21 municípios e é uma das regiões mais pobres e desmatadas do estado de São Paulo. Situado na divisa com o Paraná, o local recebeu ocupação desordenada e, graças ao avanço desordenado da agropecuária e da cana-de-açúcar, guarda hoje menos do que 2% de sua cobertura original de mata nativa. O restante é basicamente usado por seis mil famílias, assentadas pela reforma agrária em 104 lotes.


Entre os poucos fragmentos restantes, o maior deles encontra-se no Parque Estadual Morro do Diabo, com 37 mil hectares. A grande maioria dos outros pedaços não passa de dois mil hectares. Para tentar reverter o isolamento das áreas de vegetação e os problemas ambientais associados, o Instituto de Pesquisa Ecológica (Ipê) criou o projeto Café com Floresta. Oito anos depois, o que se vê são terrenos em que cafezais e cultivo de mudas da Mata Atlântica caminham lado a lado, ou muitas vezes, entrelaçados.


A história de luta por terras e desflorestamento no Pontal começou a mudar em 1996, quando o geógrafo Jefferson Lima foi convidado a atuar com trabalhadores sem terra no local. Ao montar a comissão de meio ambiente dentro da equipe técnica do grupo, Lima conheceu Patrícia Médici e Laury Cullen, funcionários da não-governamental Ipê. Não demorou muito e, ao pedir demissão do antigo emprego, foi convidado a atuar na entidade, justamente no trânsito entre produtores rurais e preservação ecológica. “Comecei a criar ilhas de biodiversidade a partir de um programa elaborado pelo ProBio (programa oficial de Conservação e utilização Sustentável da Diversidade Biológica), mas elas eram muito pequenas”, diz ele, que também é mestre em agroecologia e desenvolvimento rural sustentável.


Como as conexões eram quase imperceptíveis, já que poucos proprietários aceitavam plantar mudas nativas, havia enorme pressão de atividades econômicas penetrando pelas bordas das florestas e interferindo em ciclos naturais. A sorte do projeto se inverteu quando uma produtora local perguntou a Jefferson se poderia plantar café. “Respondi que sim, mas só se ele fosse sombreado por árvores da Mata Atlântica”, explica.


Depois de alguma recusa, ela topou e, quase sem querer, fez uma estratégia-piloto do trabalho que em dois anos completará uma década. “Já em 2001, participamos de um edital da Fundação O Boticário e ganhamos. Assim, conseguimos recursos para o projeto durante os quatro anos seguintes. No final deste período, atingimos 40 lotes”, completa Lima.


Reportagem do jornalista Felipe Lobo para o jornal eletronico O ECO. Vale a pena conferir.

Meio Ambiente: estudantes realizam Seminário

Discutir coletivamente os mais diferentes temas relacionados à biodiversidade e os recursos naturais. É com este objetivo que estudantes da área de Biologia, do Ensino Médio do Colégio Monsenhor Vicente Bezerra, de Aurora, na Região do Cariri, realizam, por todo este mês, uma série de seminários em sala de aula. O projeto visa enfatizar a comemoração da Semana Nacional do Meio Ambiente, segundo o professor José Cícero, responsável pela iniciativa. “Além de nós possibilitar uma aula diferente, dinâmica, discursiva e menos enfadonha, a promoção de seminários temáticos sobre o meio ambiente se constitui numa importante ferramenta pedagógica com a qual podemos trazer para o ambiente da escola questões relevantes relacionadas à vida do planeta”, enfatiza o professor.

Os temas debatidos e apresentados em sala de aula vão desde a problemática envolvendo o bioma da Caatinga, a água no planeta, a degradação do Rio Salgado, o ecossistema da Amazônia, as causas e conseqüências do aquecimento global, poluição e extinção de espécies vegetais e animais dentre outros. Ainda, conforme o professor, a próxima etapa será a realização de aula de campo às margens do Salgado, principal manancial da região e que percorre cerca de 42km do território aurorense. Uma exposição contendo as informações obtidas, materiais e fotografias sobre o rio também farão parte da iniciativa dento do projeto “Salvemos o rio: uma visão amarga do Rio Salgado”.

São estudantes das séries do Ensino Médio que necessitam construir uma visão crítica, reflexiva e preservacionista sobre as questões relacionadas ao meio ambiente e à biodiversidade planetária a partir da realidade vivida no seu próprio município. “Uma visão ecologicamente equilibrada, baseada em atitudes preservacionista e biologicamente sustentáveis”, explica o professor.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Geopark Araripe: programa iniciará avaliação de geotopes

Geotope Arajara, Parque do Riacho do Meio, formação Arajara, parte da Floresta Nacional do Araripe (Foto: Cid Barbosa). Crato. O Programa Geopark Araripe irá iniciar, no próximo domingo, o diagnóstico dos nove geotopes, distribuídos em seis cidades da região. O trabalho de levantamento da situação atual desses locais será feito por meio de uma equipe multidisciplinar, coordenada pelo Arquiteto José Sales, e composta de paleontólogos, geólogos, biólogos, geógrafos, sociólogo e historiador, além de técnicos e fotógrafos.

O programa está passando por um processo de fortalecimento nas áreas da pesquisa e divulgação, além da efetivação do Programa Geopark nas Escolas. Em princípio, dez estudantes do curso de Geografia da URCA/ Universidade Regional do Cariri, gestora oficial do programa, estão realizando capacitação e treinamento para levar estágios de 300 horas aos estudantes de escolas públicas municipais e estaduais de várias cidades como Jardim, Crato, Juazeiro do Norte, Missão Velha, Assaré, Nova Olinda, Santana do Cariri, além de Quixelô e Iguatu. A doutora em Paleontologia, Helena Hessel, passou a integrar o quadro do Geopark Araripe e vem realizando vários trabalhos de atualização no campo da pesquisa. Um dos dados que, segundo ela, precisa ser corrigido é em relação ao geotope Missão Velha, que foi classificado como do período Devoniano. “A classificação, na verdade, não está correta. São 35 milhões de anos a mais, o que corresponde ao período Ordoviciano”, esclarece.Ela anuncia a conquista de um curso de Especialização em Paleontologia e Geologia Histórica, oferecido por meio de convênio entre a URCA e UFC/ Universidade Federal do Ceará, aprovado pela Fundação Cearense de Apoio Científico e Tecnológico (Funcap) no mês passado. As inscrições serão iniciadas em julho. As mensalidades serão R$ 50,00. O Gerente Geopark Araripe, Idalécio de Freitas, diz que esse é um momento favorável para o desenvolvimento de ações que vinham sendo planejadas por meio do Geopark Araripe, até porque várias questões financeiras foram resolvidas, a exemplo do contrato da nova sede, que teve de ser publicado no Diário Oficial. Também foi definida uma verba de manutenção das instalações, no Crato, no valor de R$ 2 mil, o que vem facilitar o andamento de trabalhos na própria sede.

Reportagem de Elizangela Santos.

Ambientalista defendem a criação do Parque Rachel de Queiroz


Ambientalistas defendem a criação do Parque Urbano Rachel de Queiroz, nas proximidades do Campus do Pici. Segundo dados do Inventário Ambiental, a área conta com 254 hectares e seria uma alternativa para reduzir o déficit ambiental da zona oeste de Fortaleza. O arquiteto José Sales diz que não entende a razão de a Prefeitura ainda não ter regulamentado o espaço. “Já existe, inclusive, um projeto que prevê o aproveitamento da área, que possui 12Km de extensão e beneficiaria uma população de 420 mil habitantes”, indica.


Segundo Sales, enquanto isso não ocorrer, a região continuará sendo agredida pela especulação imobiliária, ocupações irregulares, lixo e falta de consciência ambiental.De acordo com João Alfredo, a efetivação da área verde garantirá uma cadeia de 15 parques urbanos, que fazem parte da Sub Bacia do Riacho Alagadiço e incluem o Aaçude João Lopes, Riacho Alagadiço, Açude Santo Anastácio e Riacho Cachoeirinha até o Rio Maranguapinho, percorrendo 21 bairros, da Zona Oeste de Fortaleza. como Monte Castelo, São Gerardo, Alagadiço, Ellery, Presidente Kennedy, Parquelândia, Bela Vista, Henrique Jorge, Pici e Parque Genibaú.


“Há mais de quatro anos que moradores da região lutam pela criação do parque”, através do Movimento Pró Parque Rachel de Queiroza, acrescentando que, com o parque, a cidade estará dotada de um importante equipamento urbano, ambiental e histórico. A idéia do projeto existe desde 1995.


Reportagem da Jornalista Leda Gonçalves no Jornal Diário do Nordeste. Imagem da varzea do Riacho Cachoeirinha no Campus do PICI. Arquivo de Imagens Ibi Tupi. Fotografia Daniel Roman. Direitos autorais reservados.