segunda-feira, 20 de julho de 2009
Padre Cícero permitiu a criação de Juazeiro
Em 1872, chega à Tabuleiro Grande Cícero Romão Batista. Oriundo do Crato, ele substituiu o Padre Pedro na capela Nossa Senhora das Dores. Uma vez instalado em sua ação evangelizadora, Padre Cícero trabalhou para que o povoado se desenvolvesse, o que revela a integração entre vida social, política e religiosa. Em 22 de julho de 1911, foi assinada a Lei que elevou o povoado à categoria de Vila e Sede. No dia 4 de outubro de 1911, a Vila de Juazeiro foi inaugurada oficialmente e Padre Cícero foi elevado primeiro prefeito. Em 23 de Julho de 1914, a Vila de Juazeiro foi elevada à categoria de cidade. Mas esta data não é comemorada, e sim a de criação do município.
Essa Amazonia é deles: os equatorianos

“Vocês querem ouvir uma boa notícia?” – perguntou a equatoriana Yolanda Kakabdse, num tom de professora primária que acalma a turma agitada. Num auditório onde dezenas de latinoamericanos disputavam um torneio de derrotas ambientais, ela se levantou para anunciar uma boa história, “que vai deixar todos mais contentes”. E falou sem desarmar o sorriso no canto da boca, com a calma de quem tinha todo tempo do mundo, nos cinco minutos cravados reservados a seu discurso.
Explicou pausadamente o caso do Parque Nacional do Yasuní, onde o Equador está mais perto do que se imagina de emplacar a novidade política mais significativa a brotar em mais de duas décadas no continente, juntando conservação da Amazônia com desenvolvimento nacional.
O Yasuní é aquele parque de quase 10 mil quilômetros quadrados, na borda oriental dos Andes, de onde a Petrobras foi enxotada há poucos anos pelos Huaorani, que foram às ruas de Quito protestar com o que consideraram a violação de seus direitos imemoriais sobre a floresta pela estatal brasileira.
A Petrobras havia tropeçado na rebelião indígena, quando escarafunchava o subsolo da Amazônia alheia, abrindo estradas na floresta primária e transportava equipamentos pesados no Tiputi, um rio até então imaculado. “O que acontecerá quando nossos filhos crescerem? Onde eles viverão?” – perguntavam os Huarani. Na dúvida, o Equador suspendeu a prospecção.
Na ocasião, o Presidente Lula mandou uma carta ao colega equatoriano Alfredo Palacio, naquele estilo “o que é isso, companheiro?” tão em voga na diplomacia latinoamericana. Mas ficou por isso mesmo. Ou melhor: piorou bastante, desde que o governo passou às mãos de Rafael Correa, o sucessor de Palacio.
Correa, como reciclador do populismo bolivariano, emplacou no ano passado uma reforma constituição, que entre outras novidades celebra “a natureza, Pacha Mama”, logo nas primeiras linhas de seu preâmbulo. Seu Artigo 14 reconhece o “direito da população a viver num ambiente são” – coisa que a brasileira também diz, mas não pratica. Tem mais. No Artigo 15 ela promete que “o Estado promoverá, no setor público e privado, o uso de tecnologias ambientalmente limpas e de energias alternativas não contaminantes e de baixo impacto”. Declara que “a soberania energética” não pode comprometer a “soberania alimentar e o direito à água”. Isso, às vezes, não quer dizer nada.
Mas, no Equador, os princípios constitucionais, por mais abstratos que pareçam, estão ajudando a costurar acordos internacionais para manter a floresta intata no Yasuní e deixar “o petróleo debaixo da terra”. Há 900 milhões de barris sob o Yasuní, no conjunto de bacias preservadas do Ishpingo, Tiputi e Tambococha. Um verdadeiro tesouro petrolífero. E a ex-ministra do meio ambiente Yolanda Kakabadse estava ali anunciar que, aos olhos do governo alemão, a floresta que está em cima da terra pode valer mais do que o petróleo no mercado mundial da desordem climática.
É, como ela disse, um “grande negócio”. Para deixar o petróleo onde está, os equatorianos pedem no mínimo 350 milhões de dólares por ano de compensações internacionais, a título de evitar a liberação de CO2 ou qualquer outro artifício da engenharia financeira. A proposta, espetada numa dívida externa de 10 bilhões de dólares, soou a blefe, quando saiu de Quito há cerca de dois anos.
Mas, de lá para cá, correndo mundo, ganhou ares de projeto. Os alemães se dispuseram a apostar 50 milhões de euros por ano na conservação do Yasuní. Desde que o Equador, em contrapartida, crie um fundo para indenizar no futuro os investidores, se vier a mexer um dia nas jazidas da reserva. Deixando “o petróleo debaixo da terra”, poderá investir o dinheiro num programa ambiental que abarca 40 reservas naturais, cobrindo 38% do território equatoriano. E também na troca de energia suja por matrizes limpas, como as fontes termais dos vulcões. Ou no bem-estar das populações tradicionais na Amazônia.
“Comprem uma tonelada de carbono por 29 dólares para pendurar na parede do quarto de seus filhos e mostrar a eles que vocês também participaram dessa história”, ela recomendou à platéia. Talvez seja uma boa idéia. Para os brasileiros, é a maneira mais barata de investir num projeto que não é o feijão com arroz requentado do PAC.
Artigo do Jornalista Marcos de Sá Correa no O ECO http://www.oeco.com.br/ Direitos autorais preservados. Foto http://www.flickr.com/photos/barefoot-expeditions/2514854846/
Explicou pausadamente o caso do Parque Nacional do Yasuní, onde o Equador está mais perto do que se imagina de emplacar a novidade política mais significativa a brotar em mais de duas décadas no continente, juntando conservação da Amazônia com desenvolvimento nacional.
O Yasuní é aquele parque de quase 10 mil quilômetros quadrados, na borda oriental dos Andes, de onde a Petrobras foi enxotada há poucos anos pelos Huaorani, que foram às ruas de Quito protestar com o que consideraram a violação de seus direitos imemoriais sobre a floresta pela estatal brasileira.
A Petrobras havia tropeçado na rebelião indígena, quando escarafunchava o subsolo da Amazônia alheia, abrindo estradas na floresta primária e transportava equipamentos pesados no Tiputi, um rio até então imaculado. “O que acontecerá quando nossos filhos crescerem? Onde eles viverão?” – perguntavam os Huarani. Na dúvida, o Equador suspendeu a prospecção.
Na ocasião, o Presidente Lula mandou uma carta ao colega equatoriano Alfredo Palacio, naquele estilo “o que é isso, companheiro?” tão em voga na diplomacia latinoamericana. Mas ficou por isso mesmo. Ou melhor: piorou bastante, desde que o governo passou às mãos de Rafael Correa, o sucessor de Palacio.
Correa, como reciclador do populismo bolivariano, emplacou no ano passado uma reforma constituição, que entre outras novidades celebra “a natureza, Pacha Mama”, logo nas primeiras linhas de seu preâmbulo. Seu Artigo 14 reconhece o “direito da população a viver num ambiente são” – coisa que a brasileira também diz, mas não pratica. Tem mais. No Artigo 15 ela promete que “o Estado promoverá, no setor público e privado, o uso de tecnologias ambientalmente limpas e de energias alternativas não contaminantes e de baixo impacto”. Declara que “a soberania energética” não pode comprometer a “soberania alimentar e o direito à água”. Isso, às vezes, não quer dizer nada.
Mas, no Equador, os princípios constitucionais, por mais abstratos que pareçam, estão ajudando a costurar acordos internacionais para manter a floresta intata no Yasuní e deixar “o petróleo debaixo da terra”. Há 900 milhões de barris sob o Yasuní, no conjunto de bacias preservadas do Ishpingo, Tiputi e Tambococha. Um verdadeiro tesouro petrolífero. E a ex-ministra do meio ambiente Yolanda Kakabadse estava ali anunciar que, aos olhos do governo alemão, a floresta que está em cima da terra pode valer mais do que o petróleo no mercado mundial da desordem climática.
É, como ela disse, um “grande negócio”. Para deixar o petróleo onde está, os equatorianos pedem no mínimo 350 milhões de dólares por ano de compensações internacionais, a título de evitar a liberação de CO2 ou qualquer outro artifício da engenharia financeira. A proposta, espetada numa dívida externa de 10 bilhões de dólares, soou a blefe, quando saiu de Quito há cerca de dois anos.
Mas, de lá para cá, correndo mundo, ganhou ares de projeto. Os alemães se dispuseram a apostar 50 milhões de euros por ano na conservação do Yasuní. Desde que o Equador, em contrapartida, crie um fundo para indenizar no futuro os investidores, se vier a mexer um dia nas jazidas da reserva. Deixando “o petróleo debaixo da terra”, poderá investir o dinheiro num programa ambiental que abarca 40 reservas naturais, cobrindo 38% do território equatoriano. E também na troca de energia suja por matrizes limpas, como as fontes termais dos vulcões. Ou no bem-estar das populações tradicionais na Amazônia.
“Comprem uma tonelada de carbono por 29 dólares para pendurar na parede do quarto de seus filhos e mostrar a eles que vocês também participaram dessa história”, ela recomendou à platéia. Talvez seja uma boa idéia. Para os brasileiros, é a maneira mais barata de investir num projeto que não é o feijão com arroz requentado do PAC.
Artigo do Jornalista Marcos de Sá Correa no O ECO http://www.oeco.com.br/ Direitos autorais preservados. Foto http://www.flickr.com/photos/barefoot-expeditions/2514854846/
domingo, 19 de julho de 2009
Centenário de Juazeiro do Norte

Desde ontem, Juazeiro do Norte iniciou os festejos dos 100 anos de sua fundação que tem como destaque o Padre Cícero que foi o criador desta que é uma mais dinamicas cidades do Nordeste brasileiro. A dois anos da comemoração do centenário deste município, a cidade abre as portas para diversas manifestações que irão perdurar até 2011.
O nome “Juazeiro” surgiu a partir de uma árvore e “Norte” veio diferenciar a cidade de outras com o mesmo nome. Um dos grandes momentos que mudou a visão de Juazeiro para o mundo foi o milagre da beata Maria de Araújo, em 1889, em que ocorreu o sangramento da hóstia ofertada pelo Padre Cícero. A polêmica continua até hoje em torno desse fato, assim como a crença do povo na santidade do fundador de Juazeiro. O acontecimento até hoje é estudado por pesquisadores de várias partes do mundo.
RMF detém 63% do PIB do Ceará ²
"Apesar do esforço do governo estadual, nos últimos anos, de descentralizar as ações, ampliando o raio de atuação para fora da RMF, ainda hoje esta área concentra grande parte da atividade econômica no Ceará, tanto em volume de empregos, como na própria geração de riquezas", argumenta o estatístico Cleyber Nascimento de Medeiros, analista de políticas públicas do Ipece, responsável pela coordenação do estudo. Segundo ele, esta é a primeira vez que o Ipece aborda a realidade do Estado de forma agrupada. ´Antes, o que existia era o perfil básico de cada município´, explica. Assim, ainda não é possível avaliar o comportamento dos indicadores no tempo.
Excelente matéria do Jornalista Anchieta Dantas Jr.
Excelente matéria do Jornalista Anchieta Dantas Jr.
RMF detém 63% do PIB do Ceará
O Ceará é um Estado com diferentes realidades. Dividido em oito macrorregiões, definidas pela lei n.º 12.896 de 1999, o Ceará é, dentro do próprio território, uma terra de contrastes. Mais da metade da população (58%) mora no Interior. Entretanto, quase 67% dos empregos formais são gerados na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), que detém 42% dos habitantes do Estado.
A percepção da concentração de renda e investimentos se fortalece ainda quando se considera que 63% das riquezas produzidas no Ceará, medidas pelo Produto Interno Bruto (PIB), também são oriundas da RMF e os novos projetos não priorizam o Interior.Ao mesmo tempo, as diferenças continuam, quando se compara o acesso da população a infra-estruturas básicas como o abastecimento de água e esgotamento sanitário.
Enquanto na Região Metropolitana de Fortaleza, as coberturas de água e de esgoto atingem, respectivamente, índices de 90,4% e 40,2%; no Interior, como na macrorregião do Litoral Oeste, as proporções chegam, por sua vez, a menos de 50% e 10%. Já nas macrorregiões do Sertão dos Inhamuns e do Sertão Central, a cobertura de esgoto, por outro lado, resume-se a somente 4% dos domicílios.
Os números fazem parte do Perfil Básico Regional do Ceará, referente ao ano de 2008, com base em dados de 2006 e 2007, elaborado pelo Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Estado (Ipece). O estudo consiste em uma coletânea de indicadores relacionados aos aspectos geográficos, demográficos, sociais, de infra-estrutura, econômicos e de finanças de cada uma dessas áreas.
Matéria de abertura do Caderno Negócios do Diário do Nordeste, de hoje. Vale a pena conferir.
A percepção da concentração de renda e investimentos se fortalece ainda quando se considera que 63% das riquezas produzidas no Ceará, medidas pelo Produto Interno Bruto (PIB), também são oriundas da RMF e os novos projetos não priorizam o Interior.Ao mesmo tempo, as diferenças continuam, quando se compara o acesso da população a infra-estruturas básicas como o abastecimento de água e esgotamento sanitário.
Enquanto na Região Metropolitana de Fortaleza, as coberturas de água e de esgoto atingem, respectivamente, índices de 90,4% e 40,2%; no Interior, como na macrorregião do Litoral Oeste, as proporções chegam, por sua vez, a menos de 50% e 10%. Já nas macrorregiões do Sertão dos Inhamuns e do Sertão Central, a cobertura de esgoto, por outro lado, resume-se a somente 4% dos domicílios.
Os números fazem parte do Perfil Básico Regional do Ceará, referente ao ano de 2008, com base em dados de 2006 e 2007, elaborado pelo Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Estado (Ipece). O estudo consiste em uma coletânea de indicadores relacionados aos aspectos geográficos, demográficos, sociais, de infra-estrutura, econômicos e de finanças de cada uma dessas áreas.
Matéria de abertura do Caderno Negócios do Diário do Nordeste, de hoje. Vale a pena conferir.
sábado, 18 de julho de 2009
Adeus às sacolas plásticas, no Rio de Janeiro
O Diário Oficial do Governo Fluminense desta quinta-feira, passada apresentou a lei que proíbe o uso de sacolas plásticas nos mercados do Rio de Janeiro. A determinação, sancionada pelo vice-governador Luiz Fernando de Souza Pezão, afirma que a substituição do produto por bolsas reutilizáveis acontecerá gradativamente. As microempresas terão três anos para seguir a nova regra, enquanto as de pequeno porte terão dois e as médias e grandes fábricas apenas um. Caso algum estabelecimento não cumpra a nova lei, deverá receber todos os tipos de sacos plásticos dos clientes e oferecer diferentes descontos nas mercadorias.
Fonte O ECO http://www.oeco.com.br/saladaverde
Fonte O ECO http://www.oeco.com.br/saladaverde
quinta-feira, 16 de julho de 2009
CE quer sair da área de risco da aftosa
Dentro da programação da 58ª edição da Exposição Centro-Nordestina de Animais e Produtos Derivados (Expocrato 2009), acontece, hoje, reunião dos membros do Conselho Estadual da Agência de Defesa Agropecuária do Ceará (Adagri). O objetivo é discutir resultados e perspectivas em torno dos trabalhos realizados para tirar o Estado da condição de Área de Risco Desconhecido da Aftosa.
Na ocasião, serão discutidos temas como: Guia de Trânsito Animal (GTA), que assegura vacinação de bovinos e caprinos, origem e destino de animais comercializados, além do sistema de informatização que organiza e normatiza toda fiscalização. De acordo com o titular da Secretaria do Desenvolvimento Agrário (SDA), Camilo Santana, é fundamental que todos os conselheiros compareçam. “Essa é uma luta de todos nós. Temos que dinamizar esses trabalhos, garantir a consciência da necessidade de vacinação do rebanho em todos os setores”, enfatizou.
Fonte Diário do Nordeste
Na ocasião, serão discutidos temas como: Guia de Trânsito Animal (GTA), que assegura vacinação de bovinos e caprinos, origem e destino de animais comercializados, além do sistema de informatização que organiza e normatiza toda fiscalização. De acordo com o titular da Secretaria do Desenvolvimento Agrário (SDA), Camilo Santana, é fundamental que todos os conselheiros compareçam. “Essa é uma luta de todos nós. Temos que dinamizar esses trabalhos, garantir a consciência da necessidade de vacinação do rebanho em todos os setores”, enfatizou.
Fonte Diário do Nordeste
EXPOCRATO deve permanecer no local
A maioria dos representantes de entidades de classe e Prefeitura que participaram da audiência, promovida pelo Ministério Público, para discutir a transferência do Parque de Exposições do Crato, manifestou-se em favor da permanência do parque na Avenida Maildes Siqueira, no Centro, ao lado da Universidade Regional do Cariri (Urca). O argumento é que a Expocrato faz parte da cultura e da afetividade dos cratenses.
O promotor de justiça Pedro Luís Camelo informou que, de acordo com a decisão da maioria dos presentes à audiência, o parque deve permanecer no mesmo local. O representante do Ministério Público também questionou a administração da Expocrato por voluntários. Ele disse que, de acordo com a Lei, a responsabilidade de gerir o evento é do Estado. Porém, a deliberação não é conclusiva.
Mesmo diante dos argumentos dos expositores de que o parque não atende às condições técnicas para a dimensão do evento, a maioria dos presentes, a começar do prefeito Samuel Araripe, sugeriu que o Governo aplicasse os R$ 25 milhões destinados à construção do novo parque na requalificação do atual. O prefeito apresentou o Plano de Requalificação Urbana do Município, com um anteprojeto, indicando a urbanização e ampliação do parque que foi entregue ao Secretário de Desenvolvimento Agrário, Camilo Santana. Ele disse que “cabe à comissão formada pelo Governador” definir a localização do parque, estendendo-se às consultas a outros setores da comunidade.
“Não existe, sequer, um projeto, o governador não tem interesse de se desgastar, construindo um empreendimento que a população não quer”, disse Santana, acrescentando que será respeitada a vontade da maioria dos cratenses.
Na ocasião, foi apresentado o projeto de construção do parque de Sobral com áreas de estacionamento, shows, pista de vaquejada, alojamentos, auditórios, dentre outros equipamentos. O parque de Sobral vai ocupar uma área de 40 hectares, enquanto o atual parque do Crato possui apenas 36ha.
O promotor de justiça Pedro Luís Camelo informou que, de acordo com a decisão da maioria dos presentes à audiência, o parque deve permanecer no mesmo local. O representante do Ministério Público também questionou a administração da Expocrato por voluntários. Ele disse que, de acordo com a Lei, a responsabilidade de gerir o evento é do Estado. Porém, a deliberação não é conclusiva.
Mesmo diante dos argumentos dos expositores de que o parque não atende às condições técnicas para a dimensão do evento, a maioria dos presentes, a começar do prefeito Samuel Araripe, sugeriu que o Governo aplicasse os R$ 25 milhões destinados à construção do novo parque na requalificação do atual. O prefeito apresentou o Plano de Requalificação Urbana do Município, com um anteprojeto, indicando a urbanização e ampliação do parque que foi entregue ao Secretário de Desenvolvimento Agrário, Camilo Santana. Ele disse que “cabe à comissão formada pelo Governador” definir a localização do parque, estendendo-se às consultas a outros setores da comunidade.
“Não existe, sequer, um projeto, o governador não tem interesse de se desgastar, construindo um empreendimento que a população não quer”, disse Santana, acrescentando que será respeitada a vontade da maioria dos cratenses.
Na ocasião, foi apresentado o projeto de construção do parque de Sobral com áreas de estacionamento, shows, pista de vaquejada, alojamentos, auditórios, dentre outros equipamentos. O parque de Sobral vai ocupar uma área de 40 hectares, enquanto o atual parque do Crato possui apenas 36ha.
quarta-feira, 15 de julho de 2009
Em discussão a nova EXPOCRATO
terça-feira, 14 de julho de 2009
Audiencia Pública sobre a EXPOCRATO

Caro Prof. Jesualdo
Podemos fazer um trabalho com esta qualidade em Juazeiro do Norte, via ASTEF/ UFC. Esta proposta é originária do PRU CRATO/ Plano de Requalificação Urbana do Crato.
Cordialmente
Prof. José Sales
O CENTRAL PARK do Crato pode vir aí...Em audiência pública, Samuel conquista a platéia com um arrojado projeto para o Crato.
Podemos fazer um trabalho com esta qualidade em Juazeiro do Norte, via ASTEF/ UFC. Esta proposta é originária do PRU CRATO/ Plano de Requalificação Urbana do Crato.
Cordialmente
Prof. José Sales
O CENTRAL PARK do Crato pode vir aí...Em audiência pública, Samuel conquista a platéia com um arrojado projeto para o Crato.
Em audiência pública realizada na manhã de ontem, terça-feira, dia 14 de Julho, no SESC Crato, para uma platéia de diferentes segmentos da sociedade, intelectuais, e a presença do representante do Governo do Estado, Secretário do Desenvolvimento Agrário Camilo Santana, o Prefeito de Crato, Samuel Araripe se adiantou à polêmica gerada por alguns sobre se deve ou não mover o parque de exposições para outro local, e já prevendo que a esmagadora maioria dos Cratenses optariam pela permanência do parque no local aonde hoje se encontra, deu uma cartada de mestre, ao tirar literalmente "da manga", e entregar ao governo do estado, todo um projeto de ampliação e modernização do atual parque de exposições, e que o transformaria numa espécie de "Central Park" em pleno coração do Crato, com áreas verdes, pistas de cooper e até um lago, semelhante ao parque do Ibirapuera, em São paulo.
A audiência, que foi brilhantemente conduzida pelo Promotor de Justiça - Pedro Luis Lima Camelo, teve o pronunciamento de inúmeras pessoas renomadas da sociedade Cratense, e a cada vez em que os oradores se posicionavam sobre a permanência do parque no local atual, eram aplaudidos veementemente.
Arquiteto José Sales explica o projeto de ampliação e modernização do Parque de Exposições, apresentado por Samuel Araripe:"A proposta é originária do escopo de projetos estruturantes do PRU CRATO/ Plano de Requalificação Urbana do Crato, de sua primeira versão Maio 2005. E gradativamente veio sendo melhorada e adequada as demandas tanto do Crato, que teria um grande parque central multiuso, como do próprio Parque de Exposições Pedro Felício Cavalcante, o modernizando integralmente.
Constam da proposta, além da contemporanização das instalações e equipamentos do próprio Parque de Exposições, melhorias incomensuráveis à area central do Crato. No ambito do Parque de Exposições os novos atributos serão o que de melhor em modelagem de parques de exposição. No entorno urbano do Alto da Penha, Conjunto Ossian Araripe, Conjunto Pantanal, Mata do IBAMA e Pimenta haverão também melhorias de toda ordem, desde ampliação do sistema viário, com ampliação da Av. José Marrocos e consolidação de via paisagística, arborização e implantação de novas áreas de parque ao usofruto da população, pistas de caminhadas e equipamentos para esportes ao ar livre.
No capítulo ambiental, haverá a reconstrução do Açude do Parque que funcionará como um regulador da drenagem urbana da região e infraestrutura de saneamento básico tanto para o Parque quanto os bairros limitrofes. E melhor acesso à Mata do IBAMA, uma porção preservada de mata atalantica, no Centro do Crato, para atividades de educação ambiental e fruição da natureza.
Todos os estudos e proposições tem base técnica e podem ser comprovados inclusive do ponto de vista da viabilidade urbanística e ambiental, como economica e financeira. Não existe nenhuma área com esta dimensão, qualificação e posiconamento logístico, notadamente este, no Crato e já de propriedade pública. O Parque de Exposições transformado em PARQUE CENTRAL DO CRATO, com a reformulação dos usos e espaços, deverá ser um lugar de referência para tanto para as Exposições como para esporte e lazer e utilização permanente pela população local.
Arquiteto José Sales explica o projeto de ampliação e modernização do Parque de Exposições, apresentado por Samuel Araripe:"A proposta é originária do escopo de projetos estruturantes do PRU CRATO/ Plano de Requalificação Urbana do Crato, de sua primeira versão Maio 2005. E gradativamente veio sendo melhorada e adequada as demandas tanto do Crato, que teria um grande parque central multiuso, como do próprio Parque de Exposições Pedro Felício Cavalcante, o modernizando integralmente.
Constam da proposta, além da contemporanização das instalações e equipamentos do próprio Parque de Exposições, melhorias incomensuráveis à area central do Crato. No ambito do Parque de Exposições os novos atributos serão o que de melhor em modelagem de parques de exposição. No entorno urbano do Alto da Penha, Conjunto Ossian Araripe, Conjunto Pantanal, Mata do IBAMA e Pimenta haverão também melhorias de toda ordem, desde ampliação do sistema viário, com ampliação da Av. José Marrocos e consolidação de via paisagística, arborização e implantação de novas áreas de parque ao usofruto da população, pistas de caminhadas e equipamentos para esportes ao ar livre.
No capítulo ambiental, haverá a reconstrução do Açude do Parque que funcionará como um regulador da drenagem urbana da região e infraestrutura de saneamento básico tanto para o Parque quanto os bairros limitrofes. E melhor acesso à Mata do IBAMA, uma porção preservada de mata atalantica, no Centro do Crato, para atividades de educação ambiental e fruição da natureza.
Todos os estudos e proposições tem base técnica e podem ser comprovados inclusive do ponto de vista da viabilidade urbanística e ambiental, como economica e financeira. Não existe nenhuma área com esta dimensão, qualificação e posiconamento logístico, notadamente este, no Crato e já de propriedade pública. O Parque de Exposições transformado em PARQUE CENTRAL DO CRATO, com a reformulação dos usos e espaços, deverá ser um lugar de referência para tanto para as Exposições como para esporte e lazer e utilização permanente pela população local.
Participaram da concepção do Parque Central do Crato, os Arquitetos José Sales/ Prof. UFC, Mario Roque/ Prof. UNIFOR, Thais Callou, Carolina Gondim Rocha/ Prof. UNIFOR e a equipe técnica de Ibi Tupi Projetos e Consultoria. Além da consuloria especial do Prof. André Herzog/ Prof. URCA e Prof. Francisco Cunha/ URCA.
segunda-feira, 13 de julho de 2009
O Sertão do Ceará avança no mundo virtual

Telecentro móvel, ilhas digitais e blogs se espalham pelo Sertão acentuando contraste tecnológico e polêmicas. O acesso livre à rede mundial de computadores, ou simplesmente web, está se tornando mais rápido quando comparada com os meios de comunicação tecnológica convencionais no Interior do Estado. Enquanto ainda são muitos os lugares com precária estrutura de acesso ao outro lado da linha, a inclusão digital avança em gigabytes Caatinga adentro. O Sertão em Rede, a Garagem Digital e a interação virtual são exemplos desse contraste de superação digital no Sertão Central do Ceará.
Apesar do atraso nas telecomunicações, o telecentro móvel do Sertão em Rede é um exemplo de criatividade e sucesso pelos recantos de Quixadá. Iniciado em setembro do ano passado, o projeto se consolida levando acesso à Internet e formação básica em computação aos bairros e distritos do município. O suporte a mais de 1,5 mil moradores de baixa renda assegura ao Centro de Desenvolvimento do Trabalho Integrado ao Social (CDTIS) a continuidade da parceria com o Instituto Oi Futuro.
Além da manutenção do serviço de inclusão digital, o Sertão em Rede também está atuando na implantação de ilhas digitais nas comunidades rurais por onde está passando. De acordo com o coordenador do programa, Ítalo Beethoven, o processo se concretizará em duas etapas. Este ano os mini-telecentros chegarão a cinco distritos. No ano seguinte mais oito serão contemplados. Os investimentos são de R$ 200 mil, por intermédio do Projeto Oi Futuro, e mais R$ 60 mil do Governo do Estado. A conexão surge via satélite.
Em Quixeramobim, o Garagem Digital, um laboratório de experimentação de tecnologias de inclusão digital é outro exemplo. Viabiliza o acesso de jovens de comunidades carentes ao mundo virtual. Nos últimos meses 120 deles passaram a se familiarizar com o mais interessante invento tecnológico dos últimos tempos: a internet e seus meios. Assim como no Telecentro Comunitário de Quixadá, logo dominam a máquina e exploram seus recursos. Esta familiarização está causando uma curiosa tendência virtual. Portais de relacionamento se expandem vertiginosamente.
Segundo a diretora do Telecentro de Quixadá, Professora Oscalina Queiroz, praticamente todos os alunos possuem orkuts ou blogs, ou seja, são protagonistas do meio virtual. Inaugurado em fevereiro de 2007, o projeto capacita pelo menos 30 alunos a cada curso. Mais de 500 já aprenderam os segredos básicos da informática. Não há quem resista em participar das redes sociais filiadas a algum provedor ou aos serviços de publicação na Internet como o Blogger.
Matéria do Jornalista Alex Pimentel no Caderno Regional do Diário do Nordeste. Vale a pena conferir.
Apesar do atraso nas telecomunicações, o telecentro móvel do Sertão em Rede é um exemplo de criatividade e sucesso pelos recantos de Quixadá. Iniciado em setembro do ano passado, o projeto se consolida levando acesso à Internet e formação básica em computação aos bairros e distritos do município. O suporte a mais de 1,5 mil moradores de baixa renda assegura ao Centro de Desenvolvimento do Trabalho Integrado ao Social (CDTIS) a continuidade da parceria com o Instituto Oi Futuro.
Além da manutenção do serviço de inclusão digital, o Sertão em Rede também está atuando na implantação de ilhas digitais nas comunidades rurais por onde está passando. De acordo com o coordenador do programa, Ítalo Beethoven, o processo se concretizará em duas etapas. Este ano os mini-telecentros chegarão a cinco distritos. No ano seguinte mais oito serão contemplados. Os investimentos são de R$ 200 mil, por intermédio do Projeto Oi Futuro, e mais R$ 60 mil do Governo do Estado. A conexão surge via satélite.
Em Quixeramobim, o Garagem Digital, um laboratório de experimentação de tecnologias de inclusão digital é outro exemplo. Viabiliza o acesso de jovens de comunidades carentes ao mundo virtual. Nos últimos meses 120 deles passaram a se familiarizar com o mais interessante invento tecnológico dos últimos tempos: a internet e seus meios. Assim como no Telecentro Comunitário de Quixadá, logo dominam a máquina e exploram seus recursos. Esta familiarização está causando uma curiosa tendência virtual. Portais de relacionamento se expandem vertiginosamente.
Segundo a diretora do Telecentro de Quixadá, Professora Oscalina Queiroz, praticamente todos os alunos possuem orkuts ou blogs, ou seja, são protagonistas do meio virtual. Inaugurado em fevereiro de 2007, o projeto capacita pelo menos 30 alunos a cada curso. Mais de 500 já aprenderam os segredos básicos da informática. Não há quem resista em participar das redes sociais filiadas a algum provedor ou aos serviços de publicação na Internet como o Blogger.
Matéria do Jornalista Alex Pimentel no Caderno Regional do Diário do Nordeste. Vale a pena conferir.
domingo, 12 de julho de 2009
A criação da EXPOCRATO

Era junho de 1944 quando o jovem advogado Dr. Wilson Gonçalves, então prefeito do Crato, teve a feliz idéia de criar e realizar uma Exposição Agropecuária nesta cidade, com o alto objetivo de propiciar meios racionais para a melhoria do rebanho bovino da região.
A raça zebuína, a mais aconselhada para o nosso meio, começou a ser introduzida no Cariri, quando um genro do então presidente do Estado, Justiniano de Serpa, apareceu aqui, por volta de 1922, com um lote de umas 100 rezes procedentes do Estado de Minas Gerais, via Fortaleza, e efetuou vendas aos criadores tradicionais.
O local escolhido para a Exposição foi o Sítio Caridade, onde se erguem hoje os edifícios da Fundação Padre Ibiapina e Faculdade de Filosofia. A Prefeitura preparou o lugar com todo o esmero possível: belo pavilhão, baias, grama, água canalizada e outros melhoramentos. Às 10 horas do dia 4 de dezembro realizou-se, com grande brilhantismo, a solenidade da abertura e inauguração da Exposição, presidida pelo então Interventor Federal neste Estado, professor Francisco de Menezes Pimentel, o qual se achava acompanhado de ilustre comitiva.
O período da Exposição foi de 4 a 7 de dezembro e foram expostos 295 animais — cerca de 220 bovinos e o restante, eqüinos, muares, asininos, ovinos, caprinos e suínos, além de animais de menor porte, como coelho, galináceos etc. Os visitantes foram na ordem de cinco mil. O êxito foi completo, desde o aspecto econômico (boa venda de gado) ao social. Isto se deveu ao clima de entusiasmo e boa vontade por parte de todos e, sobretudo, ao seu plano geral de preparação.
Idas e vindas
A Exposição, realizada em plena época da Segunda Guerra Mundial, sem deixar de constituir grande marco para futuros certames dessa natureza, a sua seqüência não se seguiu no ritmo natural que se esperava. Findou a guerra, veio um período de dificuldades econômicas, natural do após-guerra, depois a reorganização do País em sua vida democrática, após a Ditadura Vargas.
Posteriormente, os sucessivos e passageiros prefeitos deparavam-se com dificuldades e foram adiando a realização da segunda Exposição, mesmo porque tinham de cuidar primeiro da reorganização da vida do município, com a criação dos organismos essenciais ao desafio dos tempos modernos.
Segunda exposição
Veio o ano de 1953, quando a cidade do Crato iria comemorar 100 anos de elevação à categoria de cidade, na administração dr. Décio Teles Cartaxo.O renome de que o Crato já gozava assegurava o êxito e o esplendor de festividades e certames que fossem programados e, assim, os setores de desenvolvimento econômico do município incutiram no espírito esclarecido do prefeito Décio Cartaxo a necessidade da realização da Segunda Exposição.
Assim, ao lado de uma importante Feira de Amostras, que teve lugar na Praça da Sé, com a participação de vários municípios do Ceará, inclusive Sobral, alcançando retumbante sucesso, a qual foi coordenada pelo dr. Jósio de Alencar Araripe, foi levada a efeito, no atual Parque Municipal, à Praça Alexandre Arrais, a Segunda Exposição Regional Agro-pecuária, durante o período de 14 a 17 de outubro daquele ano de 1953. Repetiu-se o êxito total de 1944, demonstrando-se mais uma vez o vigor do Crato em suas iniciativas e promoções. Personalidades que visitaram a Exposição: os então vice-presidente da República, João Café Filho; comandante da 10ª Região Militar, general Humberto de Alencar Castelo Branco; ministro da Viação, José Américo de Almeida; ministro do Trabalho, João Marques Belchior Goulart; governador Raul Barbosa; vários secretários de Estado, dezenas de prefeitos, senadores, deputados federais e estaduais.
Estavam, pois, evidenciadas as possibilidades e as condições que o município do Crato oferecia, no sentido de que o Certame fosse realizado, ininterruptamente, nos anos subseqüentes. Deste modo, em 1954, foi promovida e realizada com sucesso, a terceira Exposição, pela primeira vez no atual Parque de Exposição, na administração do então prefeito dr. Ossian de Alencar Araripe.
Em 1959, a Exposição, por força de um convênio celebrado entre oito secretários de Agricultura do Nordeste, que para isto se reuniram, foi estabelecido um calendário comum de distribuição das Exposições em cada área de atuação. A do Crato, pela sua própria expressão e amplas possibilidades, passou a ter âmbito bem maior, denominando-se “Exposição Centro Nordestina de Animais e Produtos Derivados”, logo a partir do referido ano de 1959. Conjuntamente a ela, a Exposição primitiva “Exposição Regional Agropecuária do Crato”, continua a realizar-se, tanto que no ano de 1976, diz-se: XVII Exposição Centro Nordestina de Animais e Produtos Derivados — XXIII Exposição Regional Agropecuária do Crato.
Estava assim definitivamente implantada, com raízes bem profundas e seguras, a nossa Exposição. Dentre tantos fatores do evento que todos os anos se realiza em nossa cidade, um há de ser destacado, o mais importante entre eles, o positivo de ordem econômica, como gerador de bens e impulsionador de riquezas.
Potencial localDe fato, o evento é uma prova inconteste da viabilidade econômica local e regional. O evento estimula a criação, está se transformando no maior acontecimento no gênero do Nordeste, e faz com que se aprimorem o gosto e o estímulo pelo desenvolvimento da pecuária na região.
Hoje, já se pode dizer, são centenas de fazendas e produtores a criar gado de raça, a melhorar a qualidade dos rebanhos, a introduzir o uso de tecnologias modernas, como inseminação artificial, engorda confinada, estábulos para gado leiteiro, uso de rações balanceadas, plantio de capins selecionados, ensilagem, vacinação e medicamentos curativos e preventivos e seleção de reprodutores e matrizes.
Artigo do Jornalista Humberto Esmeraldo Cabral/ Memorialista do Crato e Região do Cariri. Publicado no Caderno Regional do jornal Diário do Nordeste, de hoje. Imagem da primeira exposição realizada no Sítio Caridade, onde hoje está o Campus do Pimenta da URCA.
Expocrato 2009 deve reunir 100 mil visitantes por dia
Será aberta hoje, às 16 horas, a Exposição Centro-Nordestina de Animais e Produtos Derivados do Crato (Expocrato), que comemora 65 anos de fundação e conta com o apoio do Sistema Verdes Mares (SVM). A primeira exposição agropecuária do município foi realizada em 1944. No entanto, sofreu algumas interrupções, estando, este ano, na sua 58ª edição. Nesse período, a cidade se transforma na capital da agropecuária do Nordeste.
Reportagem dos diversos jornais regionais. Vale a pena conferir e visitar.
Reportagem dos diversos jornais regionais. Vale a pena conferir e visitar.
sábado, 11 de julho de 2009
58ª ExpoCrato começa amanhã
Amanhã, Domingo, as 17 horas, o prefeito do Crato juntamente com o Governador do Estado, e lideranças do setor Desenvolvimento Agrário do Ceará abrirão oficialmente a 58ª edição da Exposição Centro-Nordestina de Animais e Produtos Derivados - ExpoCrato 2009. O evento, que prossegue até o domingo, 19, vislumbra atrair mais de 100 mil pessoas diariamente para o Parque de Exposições Pedro Felício Cavalcanti.
A ExpoCrato é maior exposição agropecuária do Ceará e A expectativa dos organizadores é que, nesta edição, sejam movimentados mais de R$ 60 milhões em negócios. Este ano, são esperados 12 mil animais. Os destaques da Programação artística serão as bandas Calypso, Chiclete com Banana Aviões do Forró, Biquíni Cavadão, a dupla Victor e Léo, entre outros.
Blog do Crato http://blogdocrato.blogspot.com/
A ExpoCrato é maior exposição agropecuária do Ceará e A expectativa dos organizadores é que, nesta edição, sejam movimentados mais de R$ 60 milhões em negócios. Este ano, são esperados 12 mil animais. Os destaques da Programação artística serão as bandas Calypso, Chiclete com Banana Aviões do Forró, Biquíni Cavadão, a dupla Victor e Léo, entre outros.
Blog do Crato http://blogdocrato.blogspot.com/
No Ceará: cachoeiras são opção para férias
Ceará não é só praia. Em várias regiões do Estado, as cachoeiras proporcionam um lazer diferente para as famílias. De perto, as cachoeiras da Serra de Baturité formam um cenário ideal para repor as energias e apreciar um tipo de natureza com que os cearenses estão pouco familiarizados, dada a preferência às praias. As chuvas deste ano abasteceram os olhos d’água e mananciais da região do Maciço. O excesso desce para abastecer os rios e, no caminho, forma belíssimas quedas d’água, que proporcionam uma opção de férias para todos os gostos.
O Buraco da Velha é atração na Serra da Meruoca. Um dos atrativos para quem quer passar as férias na Região Norte do Ceará é visitar a Serra da Meruoca, a 670 metros sobre o nível do mar. O município, que dá nome à serra, fica situado a 242 quilômetros de Fortaleza e tem o acesso pela BR-222 e CE-440. O local possui seus atrativos que vem desde trilhas ecológicas, banhos de cachoeira, e as belezas que a Serra da Meruoca oferece.Um desses atrativos são as fontes naturais em meio a grandes altitudes, clima ameno e trilhas de verde exuberante que fazem da Serra da Meruoca um agradável destino turístico. Ali estão encravadas as cidades de Meruoca e Alcântaras, onde habitam pessoas simples e acolhedoras, que oferecem rico artesanato e uma culinária recheada de guloseimas para os visitantes do local.
Matéria do jornal Diário do Nordeste. Vale a pena conferir.
O Buraco da Velha é atração na Serra da Meruoca. Um dos atrativos para quem quer passar as férias na Região Norte do Ceará é visitar a Serra da Meruoca, a 670 metros sobre o nível do mar. O município, que dá nome à serra, fica situado a 242 quilômetros de Fortaleza e tem o acesso pela BR-222 e CE-440. O local possui seus atrativos que vem desde trilhas ecológicas, banhos de cachoeira, e as belezas que a Serra da Meruoca oferece.Um desses atrativos são as fontes naturais em meio a grandes altitudes, clima ameno e trilhas de verde exuberante que fazem da Serra da Meruoca um agradável destino turístico. Ali estão encravadas as cidades de Meruoca e Alcântaras, onde habitam pessoas simples e acolhedoras, que oferecem rico artesanato e uma culinária recheada de guloseimas para os visitantes do local.
Matéria do jornal Diário do Nordeste. Vale a pena conferir.
sexta-feira, 10 de julho de 2009
IBAMA rejeita licança para obra do PAC na Amazonia
Uma das mais polêmicas obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) na Amazônia, o asfaltamento de trecho de mais de 400 quilômetros da BR-319, que liga Porto Velho (RO) a Manaus (AM), teve a licença ambiental negada por parecer do Ibama (Instituto do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis).
O parecer técnico de 177 páginas considera o empreendimento "inviável ambientalmente" e aponta "falhas graves" tanto no diagnóstico dos impactos da rodovia no meio ambiente como nas medidas propostas para compensar esses impactos. A chance do asfaltamento obter licença prévia (anterior à autorização para o início das obras) foi condicionada à revisão dos estudos e a medidas de proteção florestal.
"O empreendimento torna-se inviável na medida em que nem todos os impactos foram avaliados, muitos foram subavaliados e muitas das medidas mitigadoras propostas são inexequíveis", conclui o parecer.
O texto diz que a pavimentação de trecho da BR-319 no Amazonas atingirá uma região "com alto grau de preservação" da floresta. E alerta para efeitos negativos da obra, como o avanço do desmatamento, a ocupação irregular e a grilagem de terras públicas, além da possibilidade de invasão e extração de madeira das unidades de conservação próximas.
Diferentemente de outros processos de licenciamento ambiental de obras polêmicas do PAC, como as hidrelétricas do rio Madeira, desta vez o Ibama resolveu não passar por cima do parecer feito pelos técnicos e liberar o obra.
A decisão compromete o cronograma da obra. O mais recente balanço do PAC, divulgado no mês passado, previa a conclusão do asfaltamento da BR-319 no final de 2011. Para isso, a licença ambiental prévia deveria ter sido liberada há três semanas. Não há previsão de novo prazo para o Ibama reavaliar o empreendimento. "Enquanto as exigências não forem cumpridas, não tem licença", disse o ministro Carlos Minc (Meio Ambiente). "Não é uma estrada qualquer, corta a região mais preservada da Amazônia."
O Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) foi cobrado a apresentar novamente alternativas de modalidades de transportes na região, assim como novo estudo sobre a hipótese de não realização da obra.
Matéria da Jornalista Marta Salomon na Folha de São Paulo, de hoje. Publicada no Blog do Noblat.
O parecer técnico de 177 páginas considera o empreendimento "inviável ambientalmente" e aponta "falhas graves" tanto no diagnóstico dos impactos da rodovia no meio ambiente como nas medidas propostas para compensar esses impactos. A chance do asfaltamento obter licença prévia (anterior à autorização para o início das obras) foi condicionada à revisão dos estudos e a medidas de proteção florestal.
"O empreendimento torna-se inviável na medida em que nem todos os impactos foram avaliados, muitos foram subavaliados e muitas das medidas mitigadoras propostas são inexequíveis", conclui o parecer.
O texto diz que a pavimentação de trecho da BR-319 no Amazonas atingirá uma região "com alto grau de preservação" da floresta. E alerta para efeitos negativos da obra, como o avanço do desmatamento, a ocupação irregular e a grilagem de terras públicas, além da possibilidade de invasão e extração de madeira das unidades de conservação próximas.
Diferentemente de outros processos de licenciamento ambiental de obras polêmicas do PAC, como as hidrelétricas do rio Madeira, desta vez o Ibama resolveu não passar por cima do parecer feito pelos técnicos e liberar o obra.
A decisão compromete o cronograma da obra. O mais recente balanço do PAC, divulgado no mês passado, previa a conclusão do asfaltamento da BR-319 no final de 2011. Para isso, a licença ambiental prévia deveria ter sido liberada há três semanas. Não há previsão de novo prazo para o Ibama reavaliar o empreendimento. "Enquanto as exigências não forem cumpridas, não tem licença", disse o ministro Carlos Minc (Meio Ambiente). "Não é uma estrada qualquer, corta a região mais preservada da Amazônia."
O Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) foi cobrado a apresentar novamente alternativas de modalidades de transportes na região, assim como novo estudo sobre a hipótese de não realização da obra.
Matéria da Jornalista Marta Salomon na Folha de São Paulo, de hoje. Publicada no Blog do Noblat.
Estudo de Transito e Transportes para o CRAJUBAR
A Secretaria das Cidades promoverá nesta sexta-feira, a partir das 8h, no auditório do Hotel Verdes Vales, em Juazeiro do Norte (Região do Cariri), seminário para apresentar o Estudo de Trânsito e Transportes do Aglomerado Urbano do CRAJUBAR – Propostas para Juazeiro do Norte. À frente, o Secretário Joaquim Cartaxo.
O Seminário faz parte do Projeto Cidades do Ceará (Cariri Central) - que programa uma nova infraestrutura em vários aspectos para essa banda do Estado, e é coordenado pela Associação Técnica Engenheiro Paulo Frontin – ASTEF. A ordem é apresentar para a sociedade as propostas para o trânsito de Juazeiro do Norte.
O Seminário faz parte do Projeto Cidades do Ceará (Cariri Central) - que programa uma nova infraestrutura em vários aspectos para essa banda do Estado, e é coordenado pela Associação Técnica Engenheiro Paulo Frontin – ASTEF. A ordem é apresentar para a sociedade as propostas para o trânsito de Juazeiro do Norte.
Prof. Gero Hillmer volta ao Brasil para documentátios
O Professor Gero Hilmer volta ao Brasil, já no próximo mês de Agosto, a convite da FUNCAP, para trabalhos de consultoria na definição do roteiros de três documentários e uma publicação sobre a região do Araripe, que deverão ser realizados em parceria com a TV Alemã.
Hillmer, professor emérito da Universität Hamburg, na Alemanha, foi durante duas décadas Diretor do Instituto e Museu de Paleontolologia daquela Universidade. É o autor da proposta de criação do Geopark Araripe à UNESCO - Appplication Dossier for Nomination Araripe Geopark, State of Ceará, Brazil - em 2006, juntamente com os Profesores André Herzog/ URCA, Alexandre Feitosa Sales/ URCA e José Sales/ UFC.
Hillmer, professor emérito da Universität Hamburg, na Alemanha, foi durante duas décadas Diretor do Instituto e Museu de Paleontolologia daquela Universidade. É o autor da proposta de criação do Geopark Araripe à UNESCO - Appplication Dossier for Nomination Araripe Geopark, State of Ceará, Brazil - em 2006, juntamente com os Profesores André Herzog/ URCA, Alexandre Feitosa Sales/ URCA e José Sales/ UFC.
Aeroporto Regional do Cariri terá ampliação
Cerca de R$ 5 milhões serão investidos pela Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) na reforma do Aeroporto Orlando Bezerra de Menezes, em Juazeiro do Norte. A iniciativa do investimento veio após a concretização do repasse da área territorial do aeroporto à União e negociações com o Governo do Estado do Ceará, finalizando também o convênio para melhorias na infra-estrutura, firmado no governo anterior.
Uma das principais mudanças será a ampliação do terminal, projetado para cerca de 50 mil passageiros por ano, passando para mais de 200 mil. Um novo aeroporto para Juazeiro do Norte deverá ser construído, segundo a superintendência local, iniciando num prazo de três anos, numa área de frente ao atual.O equipamento tem registrado crescimento acima da expectativa. Este ano, conforme a superintendência do aeroporto, há a perspectiva de mais de 40% no número de embarques e desembarques, superando o ano anterior. Cerca de 230 mil passageiros passarão pelo Aeroporto Regional do Cariri.
Uma das principais mudanças será a ampliação do terminal, projetado para cerca de 50 mil passageiros por ano, passando para mais de 200 mil. Um novo aeroporto para Juazeiro do Norte deverá ser construído, segundo a superintendência local, iniciando num prazo de três anos, numa área de frente ao atual.O equipamento tem registrado crescimento acima da expectativa. Este ano, conforme a superintendência do aeroporto, há a perspectiva de mais de 40% no número de embarques e desembarques, superando o ano anterior. Cerca de 230 mil passageiros passarão pelo Aeroporto Regional do Cariri.
quinta-feira, 9 de julho de 2009
Site ambiental no Mato Grosso
O Governo de Mato Grosso colocou no ar nesta semana o que está chamando de maior movimento pela preservação ambiental do estado. É um portal chamado PreserveMT.com.br que serve para “informar, conscientizar e trazer o compromisso socioambiental para o cotidiano de cada indivíduo”. As notícias são as mesmas das que são veiculadas pela secretaria de meio ambiente do estado
Deu na coluna Salada Verde do O ECO http://www.oeco.com.br/
Deu na coluna Salada Verde do O ECO http://www.oeco.com.br/
Vista grossa para crimes contra nossa fauna
Alguns dos pontos turísiticos mais famosos da Europa têm, além das multidões, outra coisa em comum. São palco de comercialização de animais silvestres de origem dividosa, alguns dos quais com identificação como provenientes do Brasil, como a borboleta ao lado encontrada no mercado do Covent Garden, no centro de Londres, no final de junho. Ela estava sendo vendida a 20 libras, o equivalente a cerca de 70 reais.
O responsável pelo local se esquivou de dar detalhes sobre a origem dos animais e saiu do quadro quando viu que seria fotografado. Nas Ramblas, a avenida mais conhecida de Barcelona, na Espanha, as calçadas são espaço de lojinhas de souvenirs, artistas de rua, mesas de restaurantes e dezenas de bancas que vendem pássaros, quelônios, camaleões, e diversos outros animais. Ninguém tinha como provar aos turistas a origem legal dos bichos. Não é só aqui que as autoridades fazem vista grossa para os crimes contra a fauna.
Deu no O ECO http://www.oeco.com.br/
O responsável pelo local se esquivou de dar detalhes sobre a origem dos animais e saiu do quadro quando viu que seria fotografado. Nas Ramblas, a avenida mais conhecida de Barcelona, na Espanha, as calçadas são espaço de lojinhas de souvenirs, artistas de rua, mesas de restaurantes e dezenas de bancas que vendem pássaros, quelônios, camaleões, e diversos outros animais. Ninguém tinha como provar aos turistas a origem legal dos bichos. Não é só aqui que as autoridades fazem vista grossa para os crimes contra a fauna.
Deu no O ECO http://www.oeco.com.br/
quarta-feira, 8 de julho de 2009
Conservar nascente em pequenas bacias hidrográficas
Nascentes são manifestações superficiais de água armazenada em reservatórios subterrâneos, conhecidos como aquíferos ou lençóis, e que dão origem a pequenos cursos d’água. Estes pequenos constituem os córregos que se ajuntam para formar riachos e ribeirões e que voltam a se juntar para formar os rios. É assim que surge tanto um pequeno ribeirão, quanto os rios Amazonas e São Francisco, e tantos outros.
Mas nem todas as manifestações superficiais dos lençóis subterrâneos chegam a formar cursos d’água, pois podem ficar simplesmente formando poças e constituindo as conhecidas fontes. Já os lençóis são abastecidos pela parte da água das chuvas que penetra no solo e desce pelo perfil do mesmo até encontrar uma camada impermeável (rochosa, por exemplo). Com a impossibilidade de continuar descendo, ela se acumula, preenchendo os poros, encharcando ou saturando o solo logo acima da referida camada impermeável. Esse volume de solo saturado constitui o lençol ou aquífero.
A conservação de nascentes é, portanto, uma tecnologia que precisa estar baseada em fundamentos hidrológicos. Sobre tais fundamentos, que variam com a variação dos ecossistemas, é que são estabelecidas as tecnologias de manejo. Toda a parte do ciclo hidrológico envolvida na conservação de nascentes ocorre numa área da superfície que se enquadra na definição de bacia hidrográfica. Pode ser pequena, uma simples grota, e aí está o segredo de tudo, pois a hidrologia de pequenas bacias tem peculiaridades que a difere daquela usada nos estudos de grandes rios, para construção de hidrelétricas, por exemplo.
Artigo do Professor Osvaldo Ferreira Valente. Engenheiro florestal, especialista em hidrologia e manejo de pequenas bacias hidrográficas e professor titular da Universidade Federal de Viçosa (UFV) / ovalente@tdnet.com.br. Do jornal O ECO http://www.oeco.com.br/
Mas nem todas as manifestações superficiais dos lençóis subterrâneos chegam a formar cursos d’água, pois podem ficar simplesmente formando poças e constituindo as conhecidas fontes. Já os lençóis são abastecidos pela parte da água das chuvas que penetra no solo e desce pelo perfil do mesmo até encontrar uma camada impermeável (rochosa, por exemplo). Com a impossibilidade de continuar descendo, ela se acumula, preenchendo os poros, encharcando ou saturando o solo logo acima da referida camada impermeável. Esse volume de solo saturado constitui o lençol ou aquífero.
A conservação de nascentes é, portanto, uma tecnologia que precisa estar baseada em fundamentos hidrológicos. Sobre tais fundamentos, que variam com a variação dos ecossistemas, é que são estabelecidas as tecnologias de manejo. Toda a parte do ciclo hidrológico envolvida na conservação de nascentes ocorre numa área da superfície que se enquadra na definição de bacia hidrográfica. Pode ser pequena, uma simples grota, e aí está o segredo de tudo, pois a hidrologia de pequenas bacias tem peculiaridades que a difere daquela usada nos estudos de grandes rios, para construção de hidrelétricas, por exemplo.
Artigo do Professor Osvaldo Ferreira Valente. Engenheiro florestal, especialista em hidrologia e manejo de pequenas bacias hidrográficas e professor titular da Universidade Federal de Viçosa (UFV) / ovalente@tdnet.com.br. Do jornal O ECO http://www.oeco.com.br/
terça-feira, 7 de julho de 2009
Patativa do Assaré: na vida, o poeta declara amor ao Sertão

Antônio Gonçalves da Silva, dito Patativa do Assaré, nasceu em Março de 1909 na Serra de Santana, pequena propriedade rural, no município de Assaré, no Sul do Ceará. É o segundo filho de Pedro Gonçalves da Silva e Maria Pereira da Silva. Foi casado com dona Belinha, de cujo consórcio nasceram nove filhos. Publicou cerca de dez livros de poesias. Tem um sem número de folhetos de cordel e poemas publicados em revistas e jornais.
O poeta era unanimidade no papel de poeta mais popular do Brasil. Para chegar aonde chegou, tinha uma receita prosaica: dizia que para ser poeta não era preciso ser professor. “Basta, no mês de maio, recolher um poema em cada flor brotada nas árvores do seu sertão”, declamava com maestria.
Cresceu ouvindo histórias, os ponteios da viola e folhetos de cordel. Em pouco tempo, a fama de menino violeiro se espalhou. Com oito anos trocou uma ovelha do pai por uma viola. Dez anos depois, viajou para o Pará e enfrentou muita peleja com cantadores. Quando voltou, estava consagrado: era o Patativa do Assaré. Nessa época os poetas populares vicejavam e muitos eram chamados de “patativas” porque viviam cantando versos. Ele era apenas um deles. Para ser melhor identificado, adotou o nome de sua cidade.
Filho de pequenos proprietários rurais, ele inspirou músicos da velha e da nova geração e rendeu livros, biografias, estudos em universidades estrangeiras e peças de teatro. Também pudera. Ninguém soube tão bem cantar em verso e prosa os contrastes do sertão nordestino e a beleza de sua natureza. Talvez por isso, ele ainda influencie a arte feita hoje.Como todo bom sertanejo, Patativa começou a trabalhar duro na enxada ainda menino, mesmo tendo perdido um olho aos quatro anos. No livro “Cante lá que eu canto cá”, o poeta dizia que no sertão enfrentava a fome, a dor e a miséria, e que para “ser poeta de vera é preciso ter sofrimento”.
Patativa só passou seis meses na escola. Isso não o impediu de ser Doutor Honoris Causa de pelo menos três universidades. Não teve estudo, mas discutia com maestria a arte de versejar. Desde os 91 anos de idade, com a saúde abalada por uma queda e a memória começando a faltar, Patativa dizia que não escrevia mais porque, ao longo de sua vida, “já disse tudo que tinha de dizer”. Patativa morreu em 8 de julho de 2002 na cidade que lhe emprestava o nome.
Texto de Antonio Vicelmo, do Crato, no sopé da Chapada do Araripe.
Marisa Serrano: Lula quer desmoralizar o Senado
Da senadora Marisa Serrano (PSDB-MS) em discurso ontem à tarde:
- Se o Presidente Lula diz que as oposições estão querendo ganhar o Senado no “tapetão”, pode-se dizer, então, que com a sua interferência direta na crise do Senado, o governo é que está pisando na bola. Está mais do que claro que está em curso uma usurpação do poder em que o Executivo se arvora de dono do Legislativo, colocando os Senadores todos nós como figuras subalternas do desejo monocrático do Presidente da República.
- Os últimos acontecimentos envolvendo a Bancada do PT estão constrangendo a sociedade, visto que demonstra claramente que o Presidente da República e a Chefe da Casa Civil estão querendo impor sua vontades para desqualificar as irregularidades que vêm ocorrendo no Senado.
- A crise é do Senado, mas é também do Presidente Sarney. Não há como separar as duas coisas. É do Senado porque todos têm responsabilidade pelos seus atos. E é do Senador Sarney porque ele preside a Casa e tornou-se símbolo desse processo. Não há como fazer a dissociação entre as duas coisas, mesmo porque ambas se imbricam e se transformam numa só.
- O Presidente Lula quer esfacelar o Senado para viabilizar o seu projeto eleitoral de 2010, a qualquer preço. E esse descaso com a democracia poderá causar danos irreversíveis à sociedade a longo tempo. O Presidente Lula parece apostar na desmoralização dos poderes da República. Ele insiste em mostrar que as instituições, os valores morais, a modernização do País, a superação das dificuldades, tudo isso não vale nada quando está em jogo a sucessão presidencial. Acaba-se o Congresso. Afunda-se o Congresso, desde que salve o projeto e o propósito dele para 2010.
- Está havendo uma total inversão de valores. O cultura do “eu não sabia” e “todos fazem a mesma coisa” tem tudo para terminar mal. A invertida contra a Constituição e o descaso que se demonstra com os conceitos de interdependência dos Poderes não projetam o País para o futuro, e sim reforça os vínculos do passado. Esta Casa não pode pensar que o Presidente da República pode interferir como está interferindo em todas as questões internas, chamando um, chamando outro, acertando daqui, tem que fazer assim, tem que fazer assado.
Vale a pena refletir sobre estas considerações.
- Se o Presidente Lula diz que as oposições estão querendo ganhar o Senado no “tapetão”, pode-se dizer, então, que com a sua interferência direta na crise do Senado, o governo é que está pisando na bola. Está mais do que claro que está em curso uma usurpação do poder em que o Executivo se arvora de dono do Legislativo, colocando os Senadores todos nós como figuras subalternas do desejo monocrático do Presidente da República.
- Os últimos acontecimentos envolvendo a Bancada do PT estão constrangendo a sociedade, visto que demonstra claramente que o Presidente da República e a Chefe da Casa Civil estão querendo impor sua vontades para desqualificar as irregularidades que vêm ocorrendo no Senado.
- A crise é do Senado, mas é também do Presidente Sarney. Não há como separar as duas coisas. É do Senado porque todos têm responsabilidade pelos seus atos. E é do Senador Sarney porque ele preside a Casa e tornou-se símbolo desse processo. Não há como fazer a dissociação entre as duas coisas, mesmo porque ambas se imbricam e se transformam numa só.
- O Presidente Lula quer esfacelar o Senado para viabilizar o seu projeto eleitoral de 2010, a qualquer preço. E esse descaso com a democracia poderá causar danos irreversíveis à sociedade a longo tempo. O Presidente Lula parece apostar na desmoralização dos poderes da República. Ele insiste em mostrar que as instituições, os valores morais, a modernização do País, a superação das dificuldades, tudo isso não vale nada quando está em jogo a sucessão presidencial. Acaba-se o Congresso. Afunda-se o Congresso, desde que salve o projeto e o propósito dele para 2010.
- Está havendo uma total inversão de valores. O cultura do “eu não sabia” e “todos fazem a mesma coisa” tem tudo para terminar mal. A invertida contra a Constituição e o descaso que se demonstra com os conceitos de interdependência dos Poderes não projetam o País para o futuro, e sim reforça os vínculos do passado. Esta Casa não pode pensar que o Presidente da República pode interferir como está interferindo em todas as questões internas, chamando um, chamando outro, acertando daqui, tem que fazer assim, tem que fazer assado.
Vale a pena refletir sobre estas considerações.
segunda-feira, 6 de julho de 2009
Marina Silva pede auditoria na BR 319
A Comissão de Meio Ambiente do Senado aprovou um pedido da Senadora Marina Silva (PT/AC) para que o Tribunal de Contas da União (TCU) faça uma auditoria contábil, financeira, orçamentária e operacional no Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes para averiguar se a pavimentação da BR-319 (Porto Velho-Manaus) tem viabilidade técnica e socioeconômica. O requerimento também pede o asfaltamento seja comparado a outras alternativas para a região. Para a avaliação, o TCU poderá usar o estudo Eficiência econômica, riscos e custos ambientais da reconstrução da rodovia BR 319, elaborado pela Conservação Estratégica.
Noticia da Coluna Salada Verde do jornal O ECO http://www.oeco.com.br/saladaverde
Noticia da Coluna Salada Verde do jornal O ECO http://www.oeco.com.br/saladaverde
Prefeitura do Crato inicia primeiras ações do Plano de Arborização Urbana
Estão sendo definidas as primeiras ações do Plano de Arborização Urbana do Crato. O Secretário de Infraestrutura do Crato Eng. José Muniz, o Arquiteto José Sales e o Engenheiro Agronomo/ Paisagista Ricardo Marinho se reunem hoje à tarde para avaliar os parametros adotados e verificar o andamento do Projeto de Paisagismo, ora em desenvolvimento.
Congresso Nacional agora mira no CONAMA
Se for aprovado no Congresso nos próximos dias, um substitutivo ao Projeto de Lei Complementar 12/2003 vai retirar do CONAMA/ Conselho Nacional do Meio Ambiente as competências para definir quais empreendimentos devem ou não receber licenciamento ambiental. A proposta aponta que o procedimento dependa de lei específica. Na avaliação de ambientalistas, isso tornará a emissão de licenças mais lenta e abrirá brechas para a execução de obras e projetos com processos inadequados, ou sem eles, além de esvaziar o Conselho. A justificativa para a medida é de que o CONAMA não teria competência para tamanha atribuição.
Notícia da secão Salada Verde do jornal O ECO http://www.oeco.com.br/saladaverde
Notícia da secão Salada Verde do jornal O ECO http://www.oeco.com.br/saladaverde
domingo, 5 de julho de 2009
A Ciência e a verborragia ruralista ²
As propostas de mudança nas leis ambientais, sejam aquelas que pedem redução de tamanho ou introdução de espécies economicamente exploráveis em APPs e reservas legais, foram recebidas de forma muito negativa pelos pesquisadores. Suas palavras são balizadas em anos de estudos científicos.A determinação do percentual de reservas legais, por exemplo, foi formulada usando-se a “teoria da percolação”. Inicialmente desenvolvida no campo da física, ela foi usada para responder qual a quantidade mínima de vegetação que permita a movimentação de espécies.
Para chegar a uma resposta, biólogos fizeram inúmeras simulações em computador até que o índice ideal fosse indicado. Para Marcelo Lima, hoje consultor do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) no Ibama, diante da ínfima quantidade de pesquisas a favor dos ruralistas, é chegada a hora de se aplicar o princípio da precaução. “Esse princípio é a garantia contra os riscos potenciais que, de acordo com o estado atual do conhecimento, não podem ser ainda identificados. Ele afirma que a ausência da certeza científica formal, a existência de um risco de um dano sério ou irreversível, requer a implementação de medidas que possam prever este dano”, explica.
Desgosto acadêmicoEm 1992, quando o mundo parece ter despertado para o meio ambiente, o cientista indiano Mambillikalathil Menon, então presidente do Conselho Internacional das Comunidades Científicas, em seu discurso no Conselho da ONU para o Meio Ambiente de Desenvolvimento afirmou: que a função da academia e entidades de pesquisa é “sempre fornecer dados que subsidiem uma decisão política, que atenda à demanda da sociedade hoje sem comprometer as futuras gerações”, e que “não é suficiente monitorar mudanças. É necessário modelar a natureza da mudança, reduzir incertezas e fornecer uma análise que dirá à humanidade para onde ela caminha”.
Jean Paul Metzger, Carlos Peres e Marcelo Lima possuem opinião semelhante. Por isso, o uso de argumentos cientificistas em prol do abrandamento de leis ambientais tem causado neles, e em seus colegas de trabalho, uma certa decepção. Para os pesquisadores, a academia já apresentou estudos científicos suficientes sobre a importância de se conservar APPs e reservas legais. “É impressionante como nossos legisladores são mal preparados ou mal assessorados para evitar mudanças radicais na legislação ambiental. São as leis atuais que conferem alguma proteção ao patrimônio natural do país, para o benefício de todos no longo prazo”, diz Carlos Peres.
Sobre uma decisão final quanto ao imbróglio da proteção ambiental brasileira, Paulo Gustavo Prado, da não-governamental Conservação Internacional, espera que um desfecho não tenha contornos essencialmente políticos. “A saída é técnica. Não importa o que ruralistas ou ambientalistas acham, mas sim aquilo que contemple os interesses da sociedade”, defende.
Do mesmo artigo citado.
Para chegar a uma resposta, biólogos fizeram inúmeras simulações em computador até que o índice ideal fosse indicado. Para Marcelo Lima, hoje consultor do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) no Ibama, diante da ínfima quantidade de pesquisas a favor dos ruralistas, é chegada a hora de se aplicar o princípio da precaução. “Esse princípio é a garantia contra os riscos potenciais que, de acordo com o estado atual do conhecimento, não podem ser ainda identificados. Ele afirma que a ausência da certeza científica formal, a existência de um risco de um dano sério ou irreversível, requer a implementação de medidas que possam prever este dano”, explica.
Desgosto acadêmicoEm 1992, quando o mundo parece ter despertado para o meio ambiente, o cientista indiano Mambillikalathil Menon, então presidente do Conselho Internacional das Comunidades Científicas, em seu discurso no Conselho da ONU para o Meio Ambiente de Desenvolvimento afirmou: que a função da academia e entidades de pesquisa é “sempre fornecer dados que subsidiem uma decisão política, que atenda à demanda da sociedade hoje sem comprometer as futuras gerações”, e que “não é suficiente monitorar mudanças. É necessário modelar a natureza da mudança, reduzir incertezas e fornecer uma análise que dirá à humanidade para onde ela caminha”.
Jean Paul Metzger, Carlos Peres e Marcelo Lima possuem opinião semelhante. Por isso, o uso de argumentos cientificistas em prol do abrandamento de leis ambientais tem causado neles, e em seus colegas de trabalho, uma certa decepção. Para os pesquisadores, a academia já apresentou estudos científicos suficientes sobre a importância de se conservar APPs e reservas legais. “É impressionante como nossos legisladores são mal preparados ou mal assessorados para evitar mudanças radicais na legislação ambiental. São as leis atuais que conferem alguma proteção ao patrimônio natural do país, para o benefício de todos no longo prazo”, diz Carlos Peres.
Sobre uma decisão final quanto ao imbróglio da proteção ambiental brasileira, Paulo Gustavo Prado, da não-governamental Conservação Internacional, espera que um desfecho não tenha contornos essencialmente políticos. “A saída é técnica. Não importa o que ruralistas ou ambientalistas acham, mas sim aquilo que contemple os interesses da sociedade”, defende.
Do mesmo artigo citado.
A Ciência e a verborragia ruralista

Em discurso no plenário do Congresso na última terça (30), a senadora, psicóloga e presidente da Confederação Nacional da Agricultura, Kátia Abreu (DEM-TO), repetiu o argumento muito usado ultimamente por ruralistas para validar suas propostas de mudanças no Código Florestal: o apoio da ciência e da pesquisa. “Porque a ciência é a luz mais importante que um país pode ter”, disse. A arenga de Kátia Abreu se soma às preleções do Ministro da Agricultura Reinhold Stephanes, outro que usa e abusa da “ciência” para justificar suas proposições.
O estudo que tanto veneram é encabeçado pelo pesquisador Evaristo Miranda, da Embrapa Monitoramento por Satélite. De acordo com a última versão da análise, “apenas” 33%, ou aproximadamente 300 milhões de hectares, do país estariam disponíveis para atividades econômicas se a legislação fosse cumprida à risca. A primeira versão do estudo mutante apontava apenas 6% disponível do território, depois o índice passou para 29%, e finalmente para 33%. Respaldados no índice e no argumento de que o alcance territorial da legislação ambiental e indigenista inviabiliza maior “produção de alimentos”, ruralistas querem encolher a proteção de áreas de preservação permanente (APP) e de reservas legais e assim angariar mais terras para atividades econômicas. O movimento ganhou eco em estados como Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
Mas a ladainha ruralista é seletiva, pois esquece de outros dados científicos que comprovam a importância da manutenção e recomposição das matas em todos os biomas, já tão degradados.Falam os cientistasHá vários anos, pesquisadores de universidades renomadas do Brasil e exterior vêm alertando, por meio de artigos na imprensa e trabalhos acadêmicos, para a importância da manutenção de reservas legais e APPs.
Um deles é Jean Paul Metzger, professor da Universidade de São Paulo especializado em temas relativos a paisagens fragmentadas e conectividade biológica. Em 2002, quando as mesmas questões hoje em debate eram discutidas, Metzger atentou para uma característica importante, tanto no discurso de ruralistas, quanto de ambientalistas. “Essa discussão está baseada essencialmente em critérios econômicos (expansão das atividades agrícolas), por um lado, e de sustentabilidade ambiental, por outro. Poucos argumentos biológicos têm sido levantados", disse, em artigo publicado na Revista Ciência Hoje.
Passam-se os anos e os mandatos, e os discursos continuam os mesmos. O bom para o meio ambiente é que, do ponto de vista biológico, os argumentos também permanecem fortes pela defesa da conservação. A Amazônia é um exemplo didático. Lá, as APPs abrangem essencialmente igarapés, igapós e florestas sazonalmente ou permanentemente inundadas. Já as reservas legais cobrem florestas de terra firme, muito diferentes das matas inundadas. “Em termos de conservação da biodiversidade, APPs e reservas são sistemas complementares, que protegem conjuntos de espécies distintos”, disse Metzger, em entrevista a O Eco.
Se APPs e reservas legais forem somadas, como propõe Stephanes, menos áreas em terra firme seriam protegidas e tais regiões planas poderiam se transformar em imensos desertos biológicos, de acordo com o pesquisador. Isso porque pequenos fragmentos de vegetação natural dispersos por áreas agrícolas permitem conservar espécies que necessitam de pouca área para sobreviver, e funcionam também como “trampolins ecológicos” entre grandes fragmentos. Além desses benefícios, essas áreas têm outras funções econômicas relevantes, como ajudar no controle de pragas, ser fonte de espécies para polinização e fazer sombra para o gado. “A heterogeneidade (de paisagens) é benéfica para a conservação de muitas espécies”, explica Metzger.
Carlos Peres, biólogo paraense e diretor do Departamento de Ciências Ambientais da Universidade de East Anglia (Inglaterra), conta que APPs em áreas de topografia suave melhoram a conectividade da paisagem e garantem os fluxos de fauna e flora em áreas fragmentadas. Elas ainda garantem a qualidade da água que irriga propriedades. “As reservas legais também são muito importantes do ponto de vista de conservacao, porque mesmo em pequenas propriedades, elas exercem um papel crucial de retenção de espécies florestais menos exigentes nos seus requerimentos espaciais", explica o autor de vários estudos sobre a importância de corredores ecológicos na Amazônia.
Se argumentos biológicos não convencem, que o foco se volte para a experiência concreta de agricultores, sugere Marcelo Gonçalves de Lima, mestre em ecologia pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) e doutor em Ecologia pela Universidade de Brasília. “Estive em dezembro do ano passado no município de Carlinda, no Mato Grosso, e lá os assentados querem promover a recuperação das APPs. Por quê? Porque ficaram sem água”, comenta.
Artigo de Cristiane Prizibisczki para jornal O ECO http://www.oeco.com.br/ Vale a pena conferir.
sábado, 4 de julho de 2009
Coluna Cariri do Jornal O POVO publica um "mico"
Noticia errada, do colunista Tarso Araújo da Coluna Cariri do Jornal O POVO, deste domingo. A proposta de requalificação da Av. Pedro Felício Cavalcante que liga o Bairro do Pimenta ao Granjeiro é o PDM Crato/ Plano Diretor Municipal do Crato. A mesma foi intensivamente discutida em duas Audienciaa Públicas, no Teatro Municipal do Crato, que contou com a participação de representações sociedade civil e grupos de estudiosos, além de professores da URCA, em Setembro/ 2008.
Está lá no trabalho citado enviado ao Ministério das Cidades e a Secretaria Estadual das Cidades do Ceará. Logo depois a mesma foi incorporada na nova versão do PRU Crato 2009/ 2012.Além desta definição de qualificação do sistema viário do Crato, realizada em parceira com o Governo do Estado, verificada quando ao seu andamento pelo próprio Governador Cid Gomes, quando de sua ultima visita ao Crato para emissão da Ordem de Serviço do Sítio Fundão, existem em pauta, outras proposições de consolidação de novas vias do sistema viário estrutural do Crato e melhorias de situações existentes.
Os pingos tem que ser colocados nos iis.E sugerimos ao colunista buscar uma informação mais detalhada para não incorrer mais em "micos" como este. Pega mal.
Professor/ Arquiteto José Sales
Está lá no trabalho citado enviado ao Ministério das Cidades e a Secretaria Estadual das Cidades do Ceará. Logo depois a mesma foi incorporada na nova versão do PRU Crato 2009/ 2012.Além desta definição de qualificação do sistema viário do Crato, realizada em parceira com o Governo do Estado, verificada quando ao seu andamento pelo próprio Governador Cid Gomes, quando de sua ultima visita ao Crato para emissão da Ordem de Serviço do Sítio Fundão, existem em pauta, outras proposições de consolidação de novas vias do sistema viário estrutural do Crato e melhorias de situações existentes.
Os pingos tem que ser colocados nos iis.E sugerimos ao colunista buscar uma informação mais detalhada para não incorrer mais em "micos" como este. Pega mal.
Professor/ Arquiteto José Sales
Padre Cícero Romão Batista
A imagem do Padre Cícero é presença constante nos trabalhos, o fundador da cidade. O monumento no Horto em sua homenagem é lembrado além das cartas que escrevia. De um registro fotográfico, para a xilo. Uma perfeita imagem no talho. Cícero faz questão de lembrar das importantes participações em seu trabalho do xilógrafo Manoel Inácio. Cerca de 90% dos desenhos foram feitos por ele para os trabalhos da coleção de Lourenço, que imprimiu sua marca com o traço do talhado. “É que não sou muito bom no desenho”, diz.
A coleção poderá ser tema de exposição em São Paulo. Os detalhes ainda vão ser discutidos com o pessoal de lá. Na terra do “padim”, ainda não tem nada certo, até o momento. O projeto foi para a prefeitura. Mas, como não dá para perder tempo, porque a arte é também um meio de sobrevivência, Cícero decidiu iniciar a venda da coleção, com o auxílio de caixinhas luxuosas, que ele mesmo faz com fivelinhas douradas, forradas em versões de chitão e até veludo. São feitas nas versões de colecionar, a R$ 400,00, com o tamanho original das xilos, e menores, a R$ 50,00.
Ele afirma que a idéia foi buscar algo que valorizasse mais a coleção, que traduz um momento especial em sua carreira. Cícero Lourenço fez um trabalho de pesquisa, leu livros, fotografou. Fez algo diferente das séries de trabalho na roça, engenhos.Uma nova coleção está nascendo e em breve será lançada. Dessa vez em homenagem aos 100 anos do poeta Antônio Gonçalves da Silva, Patativa do Assaré. A imagem em sombra, com detalhes da cultura regional. 15 xilogravuras. Um trabalho em série que parece ter tomado gosto.
Da mesam reportagem do Diário do Nordeste. Vale a pena conferir.
A coleção poderá ser tema de exposição em São Paulo. Os detalhes ainda vão ser discutidos com o pessoal de lá. Na terra do “padim”, ainda não tem nada certo, até o momento. O projeto foi para a prefeitura. Mas, como não dá para perder tempo, porque a arte é também um meio de sobrevivência, Cícero decidiu iniciar a venda da coleção, com o auxílio de caixinhas luxuosas, que ele mesmo faz com fivelinhas douradas, forradas em versões de chitão e até veludo. São feitas nas versões de colecionar, a R$ 400,00, com o tamanho original das xilos, e menores, a R$ 50,00.
Ele afirma que a idéia foi buscar algo que valorizasse mais a coleção, que traduz um momento especial em sua carreira. Cícero Lourenço fez um trabalho de pesquisa, leu livros, fotografou. Fez algo diferente das séries de trabalho na roça, engenhos.Uma nova coleção está nascendo e em breve será lançada. Dessa vez em homenagem aos 100 anos do poeta Antônio Gonçalves da Silva, Patativa do Assaré. A imagem em sombra, com detalhes da cultura regional. 15 xilogravuras. Um trabalho em série que parece ter tomado gosto.
Da mesam reportagem do Diário do Nordeste. Vale a pena conferir.
História de Juazeiro é contada em xilogravura

O xilógrafo e gráfico Cícero Lourenço Gonzaga resolveu contar a trajetória da cidade em xilogravura. Um presente para o centenário de Juazeiro do Norte. A trajetória da cidade, os seus momentos mais marcantes, contados por meio de uma história temática em xilogravuras. São 22 matrizes, elaboradas num período de dois anos e meio, pelo xilógrafo e gráfico Cícero Lourenço Gonzaga. A proposta de trabalho nasceu com um gênio da xilogravura, Stênio Diniz. Não foi ele que elaborou, mas incentivou, deu opiniões e despertou em Cícero a idéia, que antes Stênio mesmo não achava que ele iria abraçar. “Achou que fosse uma brincadeira, e já disse para ele que tinha feito a história antiga da cidade”, relata. A partir daí, se começou a pensar o que seria explorado nas outras matrizes.
Cícero: Uma homenagem ao Cícero, autor do trabalho e ao próprio padre dos romeiros de Juazeiro. Lourenço: Ele levou para o talhado o beato que tinha o seu sobrenome. Juntou tudo e fez também uma homenagem a si próprio, a uma história que o xilógrafo juazeirense também faz parte. Os 100 anos de Juazeiro do Norte, uma perfeita coincidência, já que nem se pensou nessa idéia antes. Portanto, ficam as evidências da sensibilidade do artista, que aos poucos e com um esmero de quem já fez milhares de xilos, repassa nessa obra, em especial um momento importante de sua carreira.
Cada momento da história foi discutido com historiadores, escritores da cidade e outros artistas do ramo. Cícero afirma que fez consultas ao jornalista Geraldo Menezes Barbosa. Da secretária do Padre Cícero, Assunção Gonçalves, trouxe o trabalho de resgate da vila que deu origem ao Juazeiro. Também, como não poderia deixar de ser, fez a justa homenagem de incluí-la na coleção.“Vejo esse como um trabalho inédito para Juazeiro, dentro da proposta da xilogravura”, diz Cícero Lourenço, que traz no sangue a xilo, que também é sua vida, já que desse ramo não imagina sair nesta vida. O irmão, José Lourenço, se encontra em Recife, com outros trabalhos de xilo. Dois nomes da xilo de Juazeiro, que iniciaram ainda crianças dentro da gráfica São Francisco.
Reportagem Elizangela Santos para o caderno regional do Diário do Nordeste. Mais informações na Gráfica Lira Nordestina. vale a pena conferir.
Cícero: Uma homenagem ao Cícero, autor do trabalho e ao próprio padre dos romeiros de Juazeiro. Lourenço: Ele levou para o talhado o beato que tinha o seu sobrenome. Juntou tudo e fez também uma homenagem a si próprio, a uma história que o xilógrafo juazeirense também faz parte. Os 100 anos de Juazeiro do Norte, uma perfeita coincidência, já que nem se pensou nessa idéia antes. Portanto, ficam as evidências da sensibilidade do artista, que aos poucos e com um esmero de quem já fez milhares de xilos, repassa nessa obra, em especial um momento importante de sua carreira.
Cada momento da história foi discutido com historiadores, escritores da cidade e outros artistas do ramo. Cícero afirma que fez consultas ao jornalista Geraldo Menezes Barbosa. Da secretária do Padre Cícero, Assunção Gonçalves, trouxe o trabalho de resgate da vila que deu origem ao Juazeiro. Também, como não poderia deixar de ser, fez a justa homenagem de incluí-la na coleção.“Vejo esse como um trabalho inédito para Juazeiro, dentro da proposta da xilogravura”, diz Cícero Lourenço, que traz no sangue a xilo, que também é sua vida, já que desse ramo não imagina sair nesta vida. O irmão, José Lourenço, se encontra em Recife, com outros trabalhos de xilo. Dois nomes da xilo de Juazeiro, que iniciaram ainda crianças dentro da gráfica São Francisco.
Reportagem Elizangela Santos para o caderno regional do Diário do Nordeste. Mais informações na Gráfica Lira Nordestina. vale a pena conferir.
Amazonia perdeu 157km² em Maio
Os dados são do relatório do Sistema de Alerta de Desmatamento(SAD), divulgado nesta sexta-feira, dia 3 de julho de 2007. Levantamento feito pela organização não governamental Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) mostra que em maio a Amazônia perdeu pelo menos 157 quilômetros quadrados (km²) de floresta. Em relação a maio de 2008, quando os satélites registraram 294 km² de desmate, houve redução de 47%, de acordo com os dados do relatório do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD), divulgado ontem.
O alerta oficial de desmatamento, calculado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), apontou 123 km² de floresta derrubados no mesmo período. De acordo com o Imazon, o Pará foi o estado que mais desmatou em maio, com cerca de 58 km² (37% do total), seguido por Mato Grosso, com 42 km² (27%) e Roraima, com 31 km² a menos de florestas (20%). A concentração de nuvens sobre a região impediu a visualização de 43% da Amazônia Legal, de acordo com o relatório. Entre as áreas mais desmatadas no período estão trechos de floresta no entorno da BR-163, que liga Cuiabá (MT) a Santarém (PA).
O levantamento do Imazon também classifica o desmatamento de acordo com a situação fundiária da área em que foi registrado. Em maio, 67% do desmate ocorreu em áreas privadas, devolutas (ocupadas irregularmente) ou em diversos estágios de posse, 17% em unidades de conservação, 15% assentamentos da reforma agrária e 1% em terras indígenas. O desmatamento acumulado entre agosto de 2008 e maio de 2009 (dez primeiros meses do calendário anual do desmate) é de 1.072 quilômetros quadrados, 74% menor que o registrado no período anterior (agosto de 2007 a maio de 2008), segundo o Imazon. Além do corte raso (desmatamento completo), o SAD também registra áreas de florestas degradadas – “que sofreram intensa exploração madeireira e/ou fogo de várias intensidades”. Em maio, pelo menos 215 quilômetros quadrados da Amazônia sofreram degradação, a maioria (81%) em Mato Grosso.
Fonte Agencia Brasil.
O alerta oficial de desmatamento, calculado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), apontou 123 km² de floresta derrubados no mesmo período. De acordo com o Imazon, o Pará foi o estado que mais desmatou em maio, com cerca de 58 km² (37% do total), seguido por Mato Grosso, com 42 km² (27%) e Roraima, com 31 km² a menos de florestas (20%). A concentração de nuvens sobre a região impediu a visualização de 43% da Amazônia Legal, de acordo com o relatório. Entre as áreas mais desmatadas no período estão trechos de floresta no entorno da BR-163, que liga Cuiabá (MT) a Santarém (PA).
O levantamento do Imazon também classifica o desmatamento de acordo com a situação fundiária da área em que foi registrado. Em maio, 67% do desmate ocorreu em áreas privadas, devolutas (ocupadas irregularmente) ou em diversos estágios de posse, 17% em unidades de conservação, 15% assentamentos da reforma agrária e 1% em terras indígenas. O desmatamento acumulado entre agosto de 2008 e maio de 2009 (dez primeiros meses do calendário anual do desmate) é de 1.072 quilômetros quadrados, 74% menor que o registrado no período anterior (agosto de 2007 a maio de 2008), segundo o Imazon. Além do corte raso (desmatamento completo), o SAD também registra áreas de florestas degradadas – “que sofreram intensa exploração madeireira e/ou fogo de várias intensidades”. Em maio, pelo menos 215 quilômetros quadrados da Amazônia sofreram degradação, a maioria (81%) em Mato Grosso.
Fonte Agencia Brasil.
sexta-feira, 3 de julho de 2009
Ceará na Rodada de Negócios do Turismo ²
A Rodada de Negócios, uma das principais atividades do Salão do Turismo, se consolida a cada edição do evento. No ano passado foram quase 1,7 mil que renderam R$ 134 milhões em negócios. Para o presidente do Sebrae Nacional, Paulo Okamotto, essa é uma oportunidade para que o pequeno empresário conheça aquilo que a grande empresa quer e espera dele. ´É um contato direto com o mercado, ouvindo suas principais expectativas´, disse.
A realização de negócios após os contatos feitos a partir da Rodada, segundo o Sebrae Nacional, chega a 70% ou até mais, dependendo do setor para o qual se promove os encontros. Pelo acompanhamento feito com as empresas participantes de rodadas de negócios nos seis meses seguintes ao evento, pode-se aferir que 47% delas fecham negócios nesse período. Outras 23% conseguem fechar negócios até um ano depois de iniciados os contatos na Rodada.Todas as empresas que participam da Rodada foram capacitadas pelo Sebrae/CE. Houve um treinamento específico com foco na comercialização para os empresários e gerentes das empresas selecionadas. O objetivo é aumentar a competitividade das empresas no evento, gerando mais oportunidades de negócios.
A Rodada de Negócios superou a expectativa que havia em número de inscrições. Ao todo foram computadas 547 inscrições, sendo 329 de agências de turismo e 218 de meios de hospedagem. As empresas foram selecionadas por comitês formados por órgãos oficiais de turismo estaduais e unidades regionais do Sebrae. Dos inscritos, 280 foram selecionados.
A realização de negócios após os contatos feitos a partir da Rodada, segundo o Sebrae Nacional, chega a 70% ou até mais, dependendo do setor para o qual se promove os encontros. Pelo acompanhamento feito com as empresas participantes de rodadas de negócios nos seis meses seguintes ao evento, pode-se aferir que 47% delas fecham negócios nesse período. Outras 23% conseguem fechar negócios até um ano depois de iniciados os contatos na Rodada.Todas as empresas que participam da Rodada foram capacitadas pelo Sebrae/CE. Houve um treinamento específico com foco na comercialização para os empresários e gerentes das empresas selecionadas. O objetivo é aumentar a competitividade das empresas no evento, gerando mais oportunidades de negócios.
A Rodada de Negócios superou a expectativa que havia em número de inscrições. Ao todo foram computadas 547 inscrições, sendo 329 de agências de turismo e 218 de meios de hospedagem. As empresas foram selecionadas por comitês formados por órgãos oficiais de turismo estaduais e unidades regionais do Sebrae. Dos inscritos, 280 foram selecionados.
Ceará na Rodada de Negócios do Turismo

A Rodada de Negócios no maior evento do turismo brasileiro prossegue até hoje. Com expectativa de fechamento de negócios, 16 empresas cearenses de Jericoacoara, Canoa Quebrada e do Cariri encerram hoje a participação na Rodada de Negócios da 4ª edição do Salão do Turismo, em São Paulo. Na Rodada, acontecem encontros entre os fornecedores locais (agentes de turismo receptivo e meios de hospedagem) e as operadoras nacionais, com o intuito de promover a comercialização de produtos turísticos brasileiros.A idéia da Rodada é aproximar as pequenas empresas das grandes compradoras do setor de turismo para posterior venda de serviços turísticos, pacotes, meios de hospedagem, receptivos, atividades ecológicas, entre outras.
Matéria do Diário do Nordeste. Fotografia de Tiago Gaspar.
quinta-feira, 2 de julho de 2009
Patativa do Assaré é homenageado
Patativa do Assaré será lembrado em uma festa de confraternização da família do poeta na margem do Açude Canoas, no dia 8 de julho. A iniciativa é da Universidade Patativa do Assaré uma entidade cultural que, de acordo com o seu coordenador, Francisco Palácio Leite, tem como objetivo melhorar a qualidade dos serviços públicos e privados prestados aos cidadãos, com a formação de parcerias, contratos e convênios para capacitação de professores do Ensino Fundamental, concurso público, realização de eventos e também cursos profissionalizantes. No Crato, a programação será aberta dia 5, às 19h, com uma missa celebrada pelo padre Raimundo Elias, que vai fundamentar a homilia dele no poema de Patativa: “Nordestino sim, nordestinado não”, na quadra da Igreja de São Francisco, bairro Pinto Madeira.
Antônio Gonçalves da Silva, o Patativa do Assaré, nasceu em cinco de março de 1909 na Serra de Santana, a 18km de Assaré, e morreu no dia 8 de julho de 2002, com 93 anos, deixando como legado mais de dez livros de poesias publicados, títulos honoríficos, dentre os quais a Sereia de Ouro, Doutor Honoris Causa da Universidade Estadual do Ceará (Uece) e Universidade Regional do Cariri (Urca) e Cidadão Cearense, medalhas e prêmios e reconhecimento como o maior poeta popular do Nordeste.
O poeta continua sendo homenageado. “Só quem não sabe quem é Patativa do Assaré é a Academia Brasileira de Letras (ABL)”, disse o cantor e compositor Raimundo Fagner depois de cantar “Festa da natureza” e “Vaca Estrela e Boi Fubá” na tribuna do Plenário do Senado Federal, durante a sessão em homenagem ao centenário de nascimento de Patativa, realizada no mês passado.Além de ter a sua obra estudada na Universidade Sorbonne, da França, Patativa é agora objeto de uma tese de mestrado a ser transformada em livro, patrocinada pela Universidade Nottingham, da Inglaterra. A iniciativa é da professora e pesquisadora, formada em Letras, pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, Laiz Rubinger Chen, que esteve, esta semana, no Cariri, fazendo entrevistas com pessoas que conviveram com Patativa e conhecendo a Serra de Santana.
“Foi um amor à primeira vista. Mais do que um amor, uma paixão avassaladora que mexeu com meus sentimentos”, disse, esclarecendo que, na Faculdade de Letras não ouviu falar sobre ele. Ao decidir fazer um trabalho sobre cultura popular, descobriu a obra de Patativa que, para ela, é a maior expressão da cultura popular.
Texto de Antonio Vicelmo para o caderno Regional do Diário do Nordeste. Vale a pena conferir.
Antônio Gonçalves da Silva, o Patativa do Assaré, nasceu em cinco de março de 1909 na Serra de Santana, a 18km de Assaré, e morreu no dia 8 de julho de 2002, com 93 anos, deixando como legado mais de dez livros de poesias publicados, títulos honoríficos, dentre os quais a Sereia de Ouro, Doutor Honoris Causa da Universidade Estadual do Ceará (Uece) e Universidade Regional do Cariri (Urca) e Cidadão Cearense, medalhas e prêmios e reconhecimento como o maior poeta popular do Nordeste.
O poeta continua sendo homenageado. “Só quem não sabe quem é Patativa do Assaré é a Academia Brasileira de Letras (ABL)”, disse o cantor e compositor Raimundo Fagner depois de cantar “Festa da natureza” e “Vaca Estrela e Boi Fubá” na tribuna do Plenário do Senado Federal, durante a sessão em homenagem ao centenário de nascimento de Patativa, realizada no mês passado.Além de ter a sua obra estudada na Universidade Sorbonne, da França, Patativa é agora objeto de uma tese de mestrado a ser transformada em livro, patrocinada pela Universidade Nottingham, da Inglaterra. A iniciativa é da professora e pesquisadora, formada em Letras, pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, Laiz Rubinger Chen, que esteve, esta semana, no Cariri, fazendo entrevistas com pessoas que conviveram com Patativa e conhecendo a Serra de Santana.
“Foi um amor à primeira vista. Mais do que um amor, uma paixão avassaladora que mexeu com meus sentimentos”, disse, esclarecendo que, na Faculdade de Letras não ouviu falar sobre ele. Ao decidir fazer um trabalho sobre cultura popular, descobriu a obra de Patativa que, para ela, é a maior expressão da cultura popular.
Texto de Antonio Vicelmo para o caderno Regional do Diário do Nordeste. Vale a pena conferir.
Crato inicia Programa de Arborização Urbana
O Município do Crato vai iniciar a implantação de seu Programa de Arborização Urbana, sendo o primeiro município cearense a ter uma ação com esta diretriz. A primeira etapa vai contemplar o Centro Cultural do Araripe, Mirandão e Alto da Penha. Esta ação é uma recomendação do PRU CRATO/ Plano de Requalificação Urbana do Crato, elaborado por Ibi Tupi Projetos e Consultoria, sob coordenação do Arquiteto José Sales.
terça-feira, 30 de junho de 2009
Dívidas jurássicas do Geopark Araripe
Apesar da SCT/ Secretaria da Ciência e Tecnologia ter repassado recursos para a URCA/ Universidade Regional do Cariri operar o projeto Geopark Araripe, há dívidas não pagas. O coordenador do Geopark, João de Aquino Limaverde, entregou o cargo por esta razão. Uma fonte revelou que os prejudicados foram informados que o dinheiro foi gasto no vestibular.
O Projeto Geopark Nacional da Bacia do Araripe passou para a alçada da Secretaria das Cidades, mas as pendências são anteriores. O projeto tem por missão, de início, proteger a reserva de fósseis da região. O Cariri guarda um tesouro de valor mundial. O projeto de instalação de um geopark no Cariri nasceu na gestão de Hélio Barros na Secitece (Governo Lúcio) e Urca (com o Reitor André Herzog), com o apoio do Governo alemão. Além de preservar, tem potencial para ser atração turística internacional.
Deu na Coluna Vertical, do jornalista Jocélio Leal, no O POVO, de hoje.
O Projeto Geopark Nacional da Bacia do Araripe passou para a alçada da Secretaria das Cidades, mas as pendências são anteriores. O projeto tem por missão, de início, proteger a reserva de fósseis da região. O Cariri guarda um tesouro de valor mundial. O projeto de instalação de um geopark no Cariri nasceu na gestão de Hélio Barros na Secitece (Governo Lúcio) e Urca (com o Reitor André Herzog), com o apoio do Governo alemão. Além de preservar, tem potencial para ser atração turística internacional.
Deu na Coluna Vertical, do jornalista Jocélio Leal, no O POVO, de hoje.
Mangabeira Unger deixa o Governo e volta à Havard
O Ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), Mangabeira Unger, deixou ontem o governo, dois anos após assumir o cargo. O anúncio de sua saída foi feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Há duas semanas, quando surgiram rumores de sua demissão, Mangabeira divulgou nota dizendo que sua permanência do governo dependia da prorrogação de sua licença de professor da Universidade de Harvard (EUA). Mas a licença não foi prorrogada.
O Subsecretário de Desenvolvimento Sustentável, Daniel Barcelos Vargas, assumirá interinamente o comando da secretaria. Mangabeira deixa Brasília hoje em avião da FAB, às 14h, e vem para o Rio, onde embarca para os Estados Unidos, às 18h. Ontem de manhã, Mangabeira se reuniu com o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), e discutiu seu futuro político. Ele deve se filiar ao PMDB. Hoje, Mangabeira está filiado ao PRB, do vice-presidente José Alencar, mas já foi próximo de PDT e PPS.
O ministro se despediu rapidamente dos funcionários de sua secretaria, numa reunião que não durou nem cinco minutos, em seu gabinete.Mangabeira assumiu, por medida provisória, a Secretaria de Planejamento de Longo Prazo, em junho de 2007. Pouco mais de três meses depois, o Senado rejeitou a medida, por 46 votos a 22. Foi preciso que o presidente Lula assinasse um decreto, em outubro, criando a Secretaria de Assuntos Estratégicos.
O sonho de reedição do Projeto Nordeste vai de novo para as gavetas profundas do Planalto.
O Subsecretário de Desenvolvimento Sustentável, Daniel Barcelos Vargas, assumirá interinamente o comando da secretaria. Mangabeira deixa Brasília hoje em avião da FAB, às 14h, e vem para o Rio, onde embarca para os Estados Unidos, às 18h. Ontem de manhã, Mangabeira se reuniu com o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), e discutiu seu futuro político. Ele deve se filiar ao PMDB. Hoje, Mangabeira está filiado ao PRB, do vice-presidente José Alencar, mas já foi próximo de PDT e PPS.
O ministro se despediu rapidamente dos funcionários de sua secretaria, numa reunião que não durou nem cinco minutos, em seu gabinete.Mangabeira assumiu, por medida provisória, a Secretaria de Planejamento de Longo Prazo, em junho de 2007. Pouco mais de três meses depois, o Senado rejeitou a medida, por 46 votos a 22. Foi preciso que o presidente Lula assinasse um decreto, em outubro, criando a Secretaria de Assuntos Estratégicos.
O sonho de reedição do Projeto Nordeste vai de novo para as gavetas profundas do Planalto.
Tradição sertaneja
Terminadas as festas juninas, começa a temporada de vaquejadas no Cariri. Com o desfile dos vaqueiros, foi aberta, no fim de semana, a vaquejada de Missão Velha, que resgata uma das mais fortes tradições do Nordeste: a festa de apartação que reunia vaqueiro, homem cavalo e boi. A programação prosseguirá dia 8, com o circuito de Juazeiro do Norte, seguido da Expocrato (de 12 a 19), e Missa do Vaqueiro na cidade de Serrita, em Pernambuco.
A vaquejada, mesmo modernizada, estilizada e rica, restaura a festa de apartação, quando a criação do gado bovino, na maioria das fazendas, era extensiva, ou seja, as rezes eram soltas no campo, nas matas, onde havia alimento e água suficientes para alimentar o rebanho. No Cariri, o gado era solto em cima da Serra do Araripe, no fim do inverno, entre os meses de julho e janeiro, quando começam as primeiras chuvas.
Matéria do jornalista Antonio Vicelmo, para o caderno Regional do jornal Diário do Nordeste.
A vaquejada, mesmo modernizada, estilizada e rica, restaura a festa de apartação, quando a criação do gado bovino, na maioria das fazendas, era extensiva, ou seja, as rezes eram soltas no campo, nas matas, onde havia alimento e água suficientes para alimentar o rebanho. No Cariri, o gado era solto em cima da Serra do Araripe, no fim do inverno, entre os meses de julho e janeiro, quando começam as primeiras chuvas.
Matéria do jornalista Antonio Vicelmo, para o caderno Regional do jornal Diário do Nordeste.
domingo, 28 de junho de 2009
Mestre Noza de Juazeiro do Norte

Mestre Noza, ou Inocêncio Medeiros da Costa ou Inocêncio da Costa Nick, como ele gostava de chamar-se, nasceu em Pernambuco no ano de 1897, vindo a mudar-se para Juazeiro do Norte em 1912, aonde chegou como romeiro, após caminhar cerca de 600 km, desde o município de Quipapá, PE, local onde foi criado. Foi soldado de polícia, funcionário da estrada de ferro Rede Viação Cearense e funileiro até a partir de 1930, tornar-se conhecido como artista popular, santeiro e xilogravurista. Sua primeira escultura foi um São Sebastião e sua primeira xilogravura, uma capa de literatura de cordel encomendada por José Bernardo da Silva para ilustrar o folheto de José Pacheco A propaganda de um matuto com um balaio de maxixe.
Foi o primeiro a esculpir uma imagem do Padre Cícero e conta que quando a levou para o próprio padre analisar, este havia dito: “Eu sou assim, tenho essa corcunda assim?”. A partir daí fez milhares de imagens do Padre Cícero. Conta a lenda que havia se encontrado com Virgulino, o Lampião, e que havia tomado cerveja com o mesmo e que por pouco não havia entrado para o bando do chefe cangaceiro, não fazendo por medo mesmo.
Mestre Noza se tornaria o precursor da xilogravura decorativa, e seu trabalho foi alvo de estudo de várias universidades, inclusive européias, tendo participado de diversas exposições com obras de escultura e xilogravura em todo o país e até em Paris – França. Mestre Noza morreria no ano de 1983.
Atualmente situa-se em Juazeiro do Norte o Centro de Cultura Popular e Esculturas Mestre Noza, concentrando obras; esculturas principalmente; de artistas de toda a região do Cariri, sul do Ceará. Os artistas integram a Associação dos Artesãos do Padre Cícero.
O I Seminário Cariri Cangaço, promoverá durante o evento visita ao Centro de Cultura Popular e Esculturas Mestre Noza, tudo isso em setembro no cariri do Ceará. No Centro Cultural Mestre Noza teremos a oportunidade de conhecer mais de perto a talentosa arte e criatividade dos muitos artistas anônimos de nossa terra; quando se adentra ao Centro Mestre Noza se é transportado para o mundo da mais pura e tradicional cultura de nosso nordeste. Seja Bem Vindo ao Cariri Cangaço.
Matéria de Severo Barbosa e postagem de Kaika Luiz no Blog do Crato http://blogdocrato.blogspot.com/
I SEMINÁRIO CARIRI CANGAÇO, entre 22 a 26 de Setembro de 2009 no Crato, Juazeiro do Norte e Barbalha. Iniciativa é da SBEC – Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço, e das Prefeituras municipais de Crato, Juazeiro do Norte e Barbalha, com o apoio da URCA e do ICC.
Mestre Noza se tornaria o precursor da xilogravura decorativa, e seu trabalho foi alvo de estudo de várias universidades, inclusive européias, tendo participado de diversas exposições com obras de escultura e xilogravura em todo o país e até em Paris – França. Mestre Noza morreria no ano de 1983.
Atualmente situa-se em Juazeiro do Norte o Centro de Cultura Popular e Esculturas Mestre Noza, concentrando obras; esculturas principalmente; de artistas de toda a região do Cariri, sul do Ceará. Os artistas integram a Associação dos Artesãos do Padre Cícero.
O I Seminário Cariri Cangaço, promoverá durante o evento visita ao Centro de Cultura Popular e Esculturas Mestre Noza, tudo isso em setembro no cariri do Ceará. No Centro Cultural Mestre Noza teremos a oportunidade de conhecer mais de perto a talentosa arte e criatividade dos muitos artistas anônimos de nossa terra; quando se adentra ao Centro Mestre Noza se é transportado para o mundo da mais pura e tradicional cultura de nosso nordeste. Seja Bem Vindo ao Cariri Cangaço.
Matéria de Severo Barbosa e postagem de Kaika Luiz no Blog do Crato http://blogdocrato.blogspot.com/
I SEMINÁRIO CARIRI CANGAÇO, entre 22 a 26 de Setembro de 2009 no Crato, Juazeiro do Norte e Barbalha. Iniciativa é da SBEC – Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço, e das Prefeituras municipais de Crato, Juazeiro do Norte e Barbalha, com o apoio da URCA e do ICC.
Juazeiro entre a "farsa" e o "milagre", por Renato Casimiro
Ainda hoje há quem assegure que Juazeiro do Norte, não obstante a sua visível e incontestável hegemonia regional no Cariri, é o produto legítimo de uma farsa, de um embuste, resultante da ação nada pastoral de um farsante e embusteiro, o cidadão cratense de nome Padre Cícero Romão Baptista, que responde a milhões de nordestinos pelo codinome de Padim Ciço. Na semana passada me mandaram algumas considerações e cinco questões que até arriscaria responder, sem correr o risco de manifestar a minha “apoplexia”.
Quem as escreveu, as rotulou de “pertinentes”. Pelo limitado espaço, vou fracionando estas alinhavadas, para não lhes encher a paciência. Vejamos:
1) São sérios e merecedores de alguma credibilidade “milagres” anunciados com antecedência? A indagação se diz pertinente porque “...no dia 7 de julho de 1889, por iniciativa do reitor do Seminário do Crato, uma romaria levou até Juazeiro 3.000 fiéis para ver a transformação da hóstia em sangue, fato que não agradou às autoridades eclesiásticas, a ponto de o então bispo do Ceará, dom Joaquim José Vieira, solicitar ao padre Cícero Romão um relatório sobre o acontecido”.
Relevamos que entre 06.03 e 07.07.1889, o fenômeno aconteceu várias vezes, conforme o registro histórico, documental, expresso no Processo, onde se lê o depoimento do Padre Cícero: “Durante o tempo quaresmal d’aquelle anno e principalmente às quartas e sextas-feiras de cada semana observaram-se aquelles phenomenos; o que deu-se, uma vez também no sabbado da Paixão do mencionado anno, depois do que passaram a ser diarios até a Ascenção do Senhor. Na festa do Preciosissimo Sangue reproduziram-se os phenomenos de que me occupo.”
Que mal havia em se afirmar que ele poderia acontecer mais uma vez? Ora, se os padres lazaristas do Seminário da Prainha já tinham firmado posição que este mesmo Jesus Cristo, redivivo e glorioso, não deixava a Europa para fazer milagre no miserável local do Joazeiro, é até mais lógico descrer que o fenômeno não se repetisse e que parte da charada já estava solucionada: era tudo balela.
Mas, tal não houve. Submetido a tantas leituras rigorosas, mais atualizadas, não obstante a persistência de um barulhento sectarismo e fanatismo cientificista, o fenômeno resistiu e até se converteu em objeto direto de avaliação acadêmica. É intrigante que, desprovidos de melhores argumentos, alguém ainda perca tempo ao sustentar a hipótese de farsa.
Tinha gosto de farsa e embuste a cena ridícula do antigo professor de religião, dos anos 50, pelo menos, que a propósito de desmascarar esta farsa, rotulando-a de embuste, e “química marroquina” da forma mais autoritária possível, escolhia um cristão, de preferência juazeirense, ao qual submetia ao vexame de, perante todos da sala, viver a experiência pífia de salivar uma partícula não consagrada, impregnada de fenolftaleina. Como se sabe, ao contato com meio aquoso, alcalino, o rubro sanguíneo ali aparece, “como por encanto”, instantaneamente.
Ocorre que, para tal, o indivíduo em questão tinha que bochechar solução de bicarbonato de sódio para alcalinizar a mucosa. Pelo menos numa destas vezes, ou não se bochechou o suficiente para o “milagre” ou o cidadão tinha saliva muito ácida. Como o teste falhou, a sala reagiu em estrepitosa vaia que, a rigor, nem serviu mais para consagrar o canastrão professoral. Tantos anos depois, por estes dias de hoje, Juazeiro do Norte é o verdadeiro milagre. A quem enganar mais? Somos, assim, tão ingênuos?
(*) Renato Casimiro, Químico Industrial, Engenheiro Químico, Doutor em Microbiologia de Alimentos, escritor, historiador e memorialista. Postado por Armando Rafael no Blog do Crato http://blogdocrato.blogspot.com/
Quem as escreveu, as rotulou de “pertinentes”. Pelo limitado espaço, vou fracionando estas alinhavadas, para não lhes encher a paciência. Vejamos:
1) São sérios e merecedores de alguma credibilidade “milagres” anunciados com antecedência? A indagação se diz pertinente porque “...no dia 7 de julho de 1889, por iniciativa do reitor do Seminário do Crato, uma romaria levou até Juazeiro 3.000 fiéis para ver a transformação da hóstia em sangue, fato que não agradou às autoridades eclesiásticas, a ponto de o então bispo do Ceará, dom Joaquim José Vieira, solicitar ao padre Cícero Romão um relatório sobre o acontecido”.
Relevamos que entre 06.03 e 07.07.1889, o fenômeno aconteceu várias vezes, conforme o registro histórico, documental, expresso no Processo, onde se lê o depoimento do Padre Cícero: “Durante o tempo quaresmal d’aquelle anno e principalmente às quartas e sextas-feiras de cada semana observaram-se aquelles phenomenos; o que deu-se, uma vez também no sabbado da Paixão do mencionado anno, depois do que passaram a ser diarios até a Ascenção do Senhor. Na festa do Preciosissimo Sangue reproduziram-se os phenomenos de que me occupo.”
Que mal havia em se afirmar que ele poderia acontecer mais uma vez? Ora, se os padres lazaristas do Seminário da Prainha já tinham firmado posição que este mesmo Jesus Cristo, redivivo e glorioso, não deixava a Europa para fazer milagre no miserável local do Joazeiro, é até mais lógico descrer que o fenômeno não se repetisse e que parte da charada já estava solucionada: era tudo balela.
Mas, tal não houve. Submetido a tantas leituras rigorosas, mais atualizadas, não obstante a persistência de um barulhento sectarismo e fanatismo cientificista, o fenômeno resistiu e até se converteu em objeto direto de avaliação acadêmica. É intrigante que, desprovidos de melhores argumentos, alguém ainda perca tempo ao sustentar a hipótese de farsa.
Tinha gosto de farsa e embuste a cena ridícula do antigo professor de religião, dos anos 50, pelo menos, que a propósito de desmascarar esta farsa, rotulando-a de embuste, e “química marroquina” da forma mais autoritária possível, escolhia um cristão, de preferência juazeirense, ao qual submetia ao vexame de, perante todos da sala, viver a experiência pífia de salivar uma partícula não consagrada, impregnada de fenolftaleina. Como se sabe, ao contato com meio aquoso, alcalino, o rubro sanguíneo ali aparece, “como por encanto”, instantaneamente.
Ocorre que, para tal, o indivíduo em questão tinha que bochechar solução de bicarbonato de sódio para alcalinizar a mucosa. Pelo menos numa destas vezes, ou não se bochechou o suficiente para o “milagre” ou o cidadão tinha saliva muito ácida. Como o teste falhou, a sala reagiu em estrepitosa vaia que, a rigor, nem serviu mais para consagrar o canastrão professoral. Tantos anos depois, por estes dias de hoje, Juazeiro do Norte é o verdadeiro milagre. A quem enganar mais? Somos, assim, tão ingênuos?
(*) Renato Casimiro, Químico Industrial, Engenheiro Químico, Doutor em Microbiologia de Alimentos, escritor, historiador e memorialista. Postado por Armando Rafael no Blog do Crato http://blogdocrato.blogspot.com/
sábado, 27 de junho de 2009
Potencial Energético: Power Future 2009
Evento sobre energias alternativas e renováveis será realizado em Fortaleza e está com inscrições abertas.Com expectativa de esperam atrair 10 mil pessoas, a quarta edição do Power Future – Exposição Internacional e Seminários das Energias Alternativas e Renováveis –, acontece em Fortaleza, entre os dias 29 de junho a 1º de julho, no Centro de Convenções do Hotel Praia Centro.
As inscrições estão abertas com valores diferenciados até 20 de junho.O evento reunirá investidores, empreendedores, fabricantes de turbinas eólicas, empresas de serviços, fornecedores de equipamentos, empresas geradoras, transmissoras e distribuidoras de energia, instituições governamentais, agências ambientais, representantes de ONGs, profissionais e estudantes ligados com o setor.
Para o empresário Armando Abreu, Presidente de Honra do Power Future 2009, o evento é uma vitrine para todos os que estão em atividades na área de geração de energia por meio de fontes renováveis.
“Além de ser um espaço onde será discutido e se apresentado o que há de mais recente e moderno no setor, esta edição do Power Future tem o diferencial de ser realizada num momento em que o Ceará se consolida como o Estado com a maior potência instalada na fonte eólica, uma vez que estão sendo concluídas as 14 usinas eólicas do Proinfa (Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica)”, explica Abreu. Estes parques serão responsáveis pela produção de 550 MW (megawatts), que representam metade de toda a energia que é precisa para mover o Estado.
As inscrições estão abertas com valores diferenciados até 20 de junho.O evento reunirá investidores, empreendedores, fabricantes de turbinas eólicas, empresas de serviços, fornecedores de equipamentos, empresas geradoras, transmissoras e distribuidoras de energia, instituições governamentais, agências ambientais, representantes de ONGs, profissionais e estudantes ligados com o setor.
Para o empresário Armando Abreu, Presidente de Honra do Power Future 2009, o evento é uma vitrine para todos os que estão em atividades na área de geração de energia por meio de fontes renováveis.
“Além de ser um espaço onde será discutido e se apresentado o que há de mais recente e moderno no setor, esta edição do Power Future tem o diferencial de ser realizada num momento em que o Ceará se consolida como o Estado com a maior potência instalada na fonte eólica, uma vez que estão sendo concluídas as 14 usinas eólicas do Proinfa (Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica)”, explica Abreu. Estes parques serão responsáveis pela produção de 550 MW (megawatts), que representam metade de toda a energia que é precisa para mover o Estado.
sexta-feira, 26 de junho de 2009
Suzano Pfeifer no Piauí
O licenciamento de uma fábrica de papel da Suzano na região de Nazária, próxima a Teresina, deixou entidades civis cheias de dúvidas. A Rede de ONGs da Mata Atlântica, por exemplo, pediu uma reunião com a empresa e Ministério do Meio Ambiente onde seriam conhecidos detalhes do empreendimento e espera que a planta, se for mesmo instalada, se torne "um modelo para a região e para o setor".
A necessidade de informações claras ganha força com declarações contraditórias de governo e empresariado sobre geração de empregos pelo projeto, mesmo modelo de discurso que levou à instalação de empreendimentos de qualidade ambiental duvidosa e com farta isenção fiscal no estado. A fábrica de papel precisará, também, de lavouras de árvores exóticas em boa quantidade para alimentar sua produção. Pelo menos outras duas plantas produtoras estão planejadas pela Suzano para o Nordeste, uma delas no Maranhão.
Publicado pelo jornal eletronico O ECO.
A necessidade de informações claras ganha força com declarações contraditórias de governo e empresariado sobre geração de empregos pelo projeto, mesmo modelo de discurso que levou à instalação de empreendimentos de qualidade ambiental duvidosa e com farta isenção fiscal no estado. A fábrica de papel precisará, também, de lavouras de árvores exóticas em boa quantidade para alimentar sua produção. Pelo menos outras duas plantas produtoras estão planejadas pela Suzano para o Nordeste, uma delas no Maranhão.
Publicado pelo jornal eletronico O ECO.
"MP da Grilagem" é inscontitucional
Às vésperas da possível sanção por Lula, o Ministério Público Federal distribuiu uma nota onde afirma que a Medida Provisória 458/2009, batizada por ambientalistas como MP da Grilagem, tem ao menos nove pontos que batem de frente com a Constituição Federal. O texto foi aprovado no dia 3 de junho pelo Congresso e o prazo para sanção se esgotou ontem e a mesma foi assinada pelo Presidente Luís Inácio Lula da Silva.
A nota explica em nova pontos (veja aqui) porque a nova lei "atenta contra a política nacional de reforma agrária, contra a legislação de licitações e prejudica a proteção a populações tradicionais, povos indígenas, quilombolas e também posseiros pobres que foram atraídos para a Amazônia por estímulo governamental". Tudo isso para regularizar inclusive ocupantes ilegais de terras públicas.Há quinze dias, 37 procuradores da República na Amazônia assinaram um documento onde demonstravam sua preocupação com as consequências sociais da nova legislação.
Do jornal eletronico O ECO.
A nota explica em nova pontos (veja aqui) porque a nova lei "atenta contra a política nacional de reforma agrária, contra a legislação de licitações e prejudica a proteção a populações tradicionais, povos indígenas, quilombolas e também posseiros pobres que foram atraídos para a Amazônia por estímulo governamental". Tudo isso para regularizar inclusive ocupantes ilegais de terras públicas.Há quinze dias, 37 procuradores da República na Amazônia assinaram um documento onde demonstravam sua preocupação com as consequências sociais da nova legislação.
Do jornal eletronico O ECO.
Ceará sedia final do Festival do Nordeste
Uma mistura de cores, sotaques e alegria toma conta do Ceará para mais uma final do Festival de Quadrilhas Juninas do Nordeste 2009. Organizada pela Rede Globo, a disputa reúne dez quadrilhas, que representam todos os nove estados nordestinos. O Ceará, em especial, terá duas equipes na disputa, o Arraiá do Zé Testinha, ganhador do ano de 2008, e o Arraiá do Patativa, atual campeã do Ceará Junino.
A festança marcada para este sábado, 27, na quadra junina do Forró no Sítio, no Euzébio, às 17 horas será aberta ao público. No espaço equivalente a 1.500 metros quadrados, está sendo montada uma cidade cenográfica, que, segundo o responsável pela cenografia, José Adjafre, buscará resgatar a cultura popular. “Tentamos trazer à tona toda aquela cultura do nordeste ingênuo, com suas cores primárias, seus folguedos, suas brincadeiras e seus brincantes, o Nordeste que todo mundo sonha”, descreve.
Sobre o olhar de Lampião e Maria Bonita, lembrados em duas esculturas de 3,5m, o público, além de privilegiar os 600 componentes das quadrilhas, circulará por barraquinhas de comidas típicas e um parque de diversão também será montado, com jogos e brincadeiras, fora a pracinha, que fará parte da vila montada para o grande festival.O festival, que já existe há 14 anos, será transmitido pela Rede Globo no domingo, 28, após o programa Jogo Duro. O público poderá ver a apresentação de cada uma das quadrilhas, com comentários do ator e turismologo José Ramos, que atuou na Central do Brasil.
Matéria do Jornal Diário do Nordeste.
A festança marcada para este sábado, 27, na quadra junina do Forró no Sítio, no Euzébio, às 17 horas será aberta ao público. No espaço equivalente a 1.500 metros quadrados, está sendo montada uma cidade cenográfica, que, segundo o responsável pela cenografia, José Adjafre, buscará resgatar a cultura popular. “Tentamos trazer à tona toda aquela cultura do nordeste ingênuo, com suas cores primárias, seus folguedos, suas brincadeiras e seus brincantes, o Nordeste que todo mundo sonha”, descreve.
Sobre o olhar de Lampião e Maria Bonita, lembrados em duas esculturas de 3,5m, o público, além de privilegiar os 600 componentes das quadrilhas, circulará por barraquinhas de comidas típicas e um parque de diversão também será montado, com jogos e brincadeiras, fora a pracinha, que fará parte da vila montada para o grande festival.O festival, que já existe há 14 anos, será transmitido pela Rede Globo no domingo, 28, após o programa Jogo Duro. O público poderá ver a apresentação de cada uma das quadrilhas, com comentários do ator e turismologo José Ramos, que atuou na Central do Brasil.
Matéria do Jornal Diário do Nordeste.
A cidade limpa na visão do Arquiteto Romeu Duarte
Acerca das idéias de despoluição visula de Fortaleza, uma contribuição do arquiteto Romeu Duarte: “A Prefeitura Municipal de Fortaleza precisa mais do que boas intenções para executar o projeto Cidade Limpa. Nos últimos anos, falou-se demasiadamente desse assunto e nada de ações concretas. O que se faz necessário: produzir um diagnóstico das principais agressões à paisagem urbana, identificar os pontos críticos (reconhecendo que a cidade não é homogênea), produzir parâmetros aceitáveis de recuperação urbana e, efetivamente, contratar projetos afinados com essas diretrizes, que vão desde simples pavimentações de calçadas e retiradas de engenhos de publicidade ao restauro de edificações de interesse histórico-cultural.
Esse trabalho de referenciamento do problema e das soluções pretendidas poderia ser realizado pelas Regionais e demais instâncias da PMF, com o apoio de universidades e instituições de pesquisa. Os projetos de requalificação da paisagem urbana, inúmeros, deverão ser contratados junto à iniciativa privada (empresas de arquitetura), mediante licitações de técnica e preço, simples cadastros profissionais e até concursos de arquitetura e urbanismo, conforme a complexidade inerente a cada intervenção. A experiência paulistana, hoje celebrada no mundo inteiro, deu-se (dá-se) assim”.Da Coluna Política, do Jornalista Fábio Campo, no Jornal O POVO.
Esse trabalho de referenciamento do problema e das soluções pretendidas poderia ser realizado pelas Regionais e demais instâncias da PMF, com o apoio de universidades e instituições de pesquisa. Os projetos de requalificação da paisagem urbana, inúmeros, deverão ser contratados junto à iniciativa privada (empresas de arquitetura), mediante licitações de técnica e preço, simples cadastros profissionais e até concursos de arquitetura e urbanismo, conforme a complexidade inerente a cada intervenção. A experiência paulistana, hoje celebrada no mundo inteiro, deu-se (dá-se) assim”.Da Coluna Política, do Jornalista Fábio Campo, no Jornal O POVO.
quinta-feira, 25 de junho de 2009
Preservação ambiental: Área de Relevante Interesse Ecológico do Cocó
Com 27 votos favoráveis, foi aprovado ontem, na Câmara Municipal de Fortaleza (CMF), Projeto de Lei do vereador João Alfredo (PSOL), que determina a transformação do entorno do Cocó, em ARIE/ Área de Relevante Interesse Ecológico.
A referida matéria proíbe a construção de edifícios, vias públicas e demais equipamentos urbanos em perímetro localizado nas proximidades das avenidas Padre Antônio Tomás, Sebastião de Abreu e da Rua Magistrado Pompeu, sendo permitidas a exploração do turismo ecológico e esporte de baixo impacto ambiental.
A proposição também prevê a criação de um Conselho Gestor composto por representantes dos entes federados, universidades e sociedade civil organizada, a fim de estabelecer e fiscalizar as políticas implementadas na referida Arie.
Antes da votação, discursos contrários e favoráveis à propositura foram proferidos por parte dos vereadores presentes. O primeiro deles foi o próprio João Alfredo, o qual fez questão de destacar a situação das áreas verdes da Capital cearense. Segundo ele, em 1968, Fortaleza contava com 66% de sua área coberta por vegetação. Em menos de 30 anos, esse percentual caiu para pouco mais de 7%, baseado no Inventário Ambiental Recursos Hídricos e Orla Marítima de Fortaleza. Portanto, para o parlamentar, a aprovação da matéria se tratava de um interesse da cidade.
Contrapondo os questionamento referentes à constitucionalidade do Projeto de Lei, tendo em vista que o Plano Diretor já faz menção à área beneficiada pela matéria como uma ZIA/ Zona de Interesse Ambiental, João Alfredo foi incisivo: ´estou muito a vontade quanto a constitucionalidade´. Confiança justificada pelos pareceres do Prof. Dr. em Direito, José Albuquerque Rocha e do STF/ Supremo Tribunal Federal, na pessoa do ministro Celso de Melo , o qual fez questão citar: ´ele diz que a ´atividade econômica não pode ser exercida em desarmonia com os princípios destinados a proteção efetiva do meio ambiente´. Portanto a economia se submete a ecologia e não ao contrário´, reforçou o vereador.
Excelente matéria do jornal Diário do Nordeste. Vale a pena conferir.
A referida matéria proíbe a construção de edifícios, vias públicas e demais equipamentos urbanos em perímetro localizado nas proximidades das avenidas Padre Antônio Tomás, Sebastião de Abreu e da Rua Magistrado Pompeu, sendo permitidas a exploração do turismo ecológico e esporte de baixo impacto ambiental.
A proposição também prevê a criação de um Conselho Gestor composto por representantes dos entes federados, universidades e sociedade civil organizada, a fim de estabelecer e fiscalizar as políticas implementadas na referida Arie.
Antes da votação, discursos contrários e favoráveis à propositura foram proferidos por parte dos vereadores presentes. O primeiro deles foi o próprio João Alfredo, o qual fez questão de destacar a situação das áreas verdes da Capital cearense. Segundo ele, em 1968, Fortaleza contava com 66% de sua área coberta por vegetação. Em menos de 30 anos, esse percentual caiu para pouco mais de 7%, baseado no Inventário Ambiental Recursos Hídricos e Orla Marítima de Fortaleza. Portanto, para o parlamentar, a aprovação da matéria se tratava de um interesse da cidade.
Contrapondo os questionamento referentes à constitucionalidade do Projeto de Lei, tendo em vista que o Plano Diretor já faz menção à área beneficiada pela matéria como uma ZIA/ Zona de Interesse Ambiental, João Alfredo foi incisivo: ´estou muito a vontade quanto a constitucionalidade´. Confiança justificada pelos pareceres do Prof. Dr. em Direito, José Albuquerque Rocha e do STF/ Supremo Tribunal Federal, na pessoa do ministro Celso de Melo , o qual fez questão citar: ´ele diz que a ´atividade econômica não pode ser exercida em desarmonia com os princípios destinados a proteção efetiva do meio ambiente´. Portanto a economia se submete a ecologia e não ao contrário´, reforçou o vereador.
Excelente matéria do jornal Diário do Nordeste. Vale a pena conferir.
quarta-feira, 24 de junho de 2009
A falha de San Andreas

A Costa Oeste dos EUA, especialmente a Califórnia, é um dos lugares com a maior atividade sísmica do planeta. É ali que se encontra a conhecida falha de San Andreas, uma gigantesca rachadura visível de 1300 km de extensão que marca os limites entre as duas maiores placas tectônicas do planeta: a placa norte-americana e a placa do Pacífico.
Apesar de não perceptível aos nossos olhos, naquela região a placa norte-americana desliza 14 mm por ano em sentido sudeste enquanto a placa do Pacífico se desloca em sentido oposto a 5 mm por ano. Vez por outra a resistência entre elas aumenta e a energia do movimento se acumula até ser repentinamente liberada. Esse deslizamento entre as placas causa grande instabilidade em todo o Estado da Califórnia e foi a causa do violento terremoto que abalou a cidade de São Francisco em 1906.
A imagem vista acima retrata claramente as consequências desse movimento. A cena mostra uma parte da falha de San Andreas a oeste da Baía de San Francisco, onde a represa de Crystal Springs armazena milhões de litros de água em uma das rachaduras entre as duas placas tectônicas. Um levantamento feito em 2008 mostrou a existência de mais de 300 falhas em todo o Estado da Califórnia.
A cena também mostra a rodovia interestadual I 280, no lado esquerdo da falha e a Rota 91, que cruza desde o topo direito até o centro esquerdo da foto. A Baía de San Francisco é vista no topo direito da cena.
A cena também mostra a rodovia interestadual I 280, no lado esquerdo da falha e a Rota 91, que cruza desde o topo direito até o centro esquerdo da foto. A Baía de San Francisco é vista no topo direito da cena.
A imagem foi capturada através do radar de abertura sintética UAVSAR a bordo da aeronave Gulfstream III da Nasa, em novembro de 2008. A campanha de sensoriamento tem o objetivo de mapear a mesma região repetidamente com o objetivo de criar uma coleção de mapas em três dimensões do local sobrevoado. Com as imagens os cientistas pretendem visualizar micro deformações topográficas de apenas 3 centímetros, o que pode indicar os pontos da superfície em que as placas estão se tocando.
De acordo com o Instituto de Pesquisas Geológicas dos EUA, USGS, o Estado da Califórnia tem mais de 99% de chances de ser atingido, nos próximos 30 anos, por um grande terremoto superior a 6.7 graus 46% de possibilidades para a ocorrência de um poderoso abalo de 7.5 graus, que os habitantes chamam de "Big One", capaz de sacudir a cidade de Los Angeles com graves consequências.
No entender de especialistas, um abalo de grande intensidade poderá causar a separação da Califórnia do resto do continente americano.
Geopark Araripe continua a fomentar iniciativas análogas
A UNESCO define o projeto de um geopark como uma área, com limites definidos, abrangendo determinado número de sítios geológicos de relevo. Ou mesmo um mosaico de entidades geológicas de especial importância científica, raridade e beleza – que seja representativa de uma região e da sua história geológica, eventos e processos – possuindo não só significado geológico, mas, também, relevância ecológica, arqueológica, de história e cultura.
A UNESCO vem incentivando a criação de novos geoparks no Brasil e, para tanto, utiliza como modelo a ser seguido o Geopark do Araripe, o primeiro das Américas. Este fica localizado no sul do Ceará e abrange seis municípios na região do Cariri. O Geopark Araripe foi implantado pela Universidade Regional do Cariri – durante a gestão do reitor André Herzog – e hoje é administrado pelo Governo do Estado do Ceará.
Entre os dias 16 e 19 de junho ocorreu em Campo Grande (MS) um workshop para discussão da futura gestão do segundo geopark do Brasil e do continente americano: o Geopark da Serra da Bodoquena-Pantanal. O evento ocorreu no Centro de Convenções Rubens Gil de Camilo, na capital sul-matrogrossense. Ali foram discutidas estratégias de preservação e desenvolvimento com base em ações educativas e roteiros turísticos focados no patrimônio geológico–paleontológico-arqueológico exemplificados nos Geoparks Araripe e no de Naturtejo, de Portugal.
Estiveram presentes a este evento, representantes das Universidades de São Paulo (USP), de Brasília (UNB), da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS, da Universidade Regional do Cariri (URCA) e da Universidade Estadual do Ceará (UECE). Entre os palestrantes destacamos os professores André Herzog e Alexandre Sales – que juntamente, com o professor Gero Hilmer (da Universidade Hamburgo, Alemanha) – formaram o tripé para a implantação do único geopark do País, o do Araripe. Também presentes os técnicos Emanuela Rangel e Marcelo Carvalho, da Secretaria das Cidades do Governo do Ceará, bem como Olga Paiva, do Iphan-Ceará.
O território que abrigará a nova área de preservação possui diversos aspectos característicos de um geopark nos moldes da Unesco, como a presença de fósseis de preguiças-gigante, tigres-dente-de-sabre e mastodontes. Além destes, fósseis dos primeiros seres vivos surgidos no planeta - há mais de 560 milhões de anos -, sendo um desses fósseis, a Corumbella, em homenagem a Corumbá, onde o fóssil foi descoberto. O local também abriga diversos sítios arqueológicos e históricos relevantes que contam a história da mineração em Corumbá e a Retirada da Laguna e também um rico patrimônio cultural traduzido pelo modo de vida pantaneiro, pelas artes gráficas e cerâmicas terena e kadiwéu, dentre outros.
Vale destacar, por oportuno, que o surgimento do Geopark Araripe também influenciou o projeto de criação do Geopark do Quadrilátero Ferrifero, em Minas Gerais, onde a historia da mineração concorre com a cultura local e o desenvolvimento daquela área. Este, um novo geopark que surgirá em breve tendo como modelo o nosso Geopark Araripe.
Artigo de Alexandre Sales, geólogo e professor adjunto da Universidade Regional do Cariri.
A UNESCO vem incentivando a criação de novos geoparks no Brasil e, para tanto, utiliza como modelo a ser seguido o Geopark do Araripe, o primeiro das Américas. Este fica localizado no sul do Ceará e abrange seis municípios na região do Cariri. O Geopark Araripe foi implantado pela Universidade Regional do Cariri – durante a gestão do reitor André Herzog – e hoje é administrado pelo Governo do Estado do Ceará.
Entre os dias 16 e 19 de junho ocorreu em Campo Grande (MS) um workshop para discussão da futura gestão do segundo geopark do Brasil e do continente americano: o Geopark da Serra da Bodoquena-Pantanal. O evento ocorreu no Centro de Convenções Rubens Gil de Camilo, na capital sul-matrogrossense. Ali foram discutidas estratégias de preservação e desenvolvimento com base em ações educativas e roteiros turísticos focados no patrimônio geológico–paleontológico-arqueológico exemplificados nos Geoparks Araripe e no de Naturtejo, de Portugal.
Estiveram presentes a este evento, representantes das Universidades de São Paulo (USP), de Brasília (UNB), da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS, da Universidade Regional do Cariri (URCA) e da Universidade Estadual do Ceará (UECE). Entre os palestrantes destacamos os professores André Herzog e Alexandre Sales – que juntamente, com o professor Gero Hilmer (da Universidade Hamburgo, Alemanha) – formaram o tripé para a implantação do único geopark do País, o do Araripe. Também presentes os técnicos Emanuela Rangel e Marcelo Carvalho, da Secretaria das Cidades do Governo do Ceará, bem como Olga Paiva, do Iphan-Ceará.
O território que abrigará a nova área de preservação possui diversos aspectos característicos de um geopark nos moldes da Unesco, como a presença de fósseis de preguiças-gigante, tigres-dente-de-sabre e mastodontes. Além destes, fósseis dos primeiros seres vivos surgidos no planeta - há mais de 560 milhões de anos -, sendo um desses fósseis, a Corumbella, em homenagem a Corumbá, onde o fóssil foi descoberto. O local também abriga diversos sítios arqueológicos e históricos relevantes que contam a história da mineração em Corumbá e a Retirada da Laguna e também um rico patrimônio cultural traduzido pelo modo de vida pantaneiro, pelas artes gráficas e cerâmicas terena e kadiwéu, dentre outros.
Vale destacar, por oportuno, que o surgimento do Geopark Araripe também influenciou o projeto de criação do Geopark do Quadrilátero Ferrifero, em Minas Gerais, onde a historia da mineração concorre com a cultura local e o desenvolvimento daquela área. Este, um novo geopark que surgirá em breve tendo como modelo o nosso Geopark Araripe.
Artigo de Alexandre Sales, geólogo e professor adjunto da Universidade Regional do Cariri.
terça-feira, 23 de junho de 2009
Carirï: as fogueiras relembram São João
A fogueira de São João no Interior do Estado continua a ser um dos grandes símbolos das festas do mês de junho. No Cariri, é comum, antes dos dias 23 e 24, as pessoas irem juntando os gravetos e toras de madeira para acender o fogo. De acordo com a Mestra da Cultura Zulene Galdino, de Crato, para alguns as fogueiras evocam a religiosidade. Mas a tradição, para outros, vem sendo esquecida.
A programação junina no Cariri tem se ampliado a cada ano. O São João urbanizado, promovido em grandes parques, a exemplo de Crato e Juazeiro, que têm estendido as comemorações por vários dias, têm atraído grande público. O novo formato da festa faz com que manifestações mais tradicionais percam a força.
Mas há o contexto cultural, que ela segue na mesma linha, com a quadrilha que organiza para crianças e adolescentes. As roupas estão prontas, o boi, tudo no quartinho de casa esperando a molecada, para colorir a noite junina. De frente a sua pequena casa, no bairro Novo Horizonte, as bandeirolas tremulam ao forte vento destes tempos de fim de inverno no Cariri. A frieza, mais tarde, recebe o calor da fogueirinha. O bolo de puba, a batata doce assada na fogueira servem de recordação. Mas não deixam de chegar à mesa mais tarde.
Matéria de Elizangela Santos para o caderno Regional do Diário do Nordeste.
A programação junina no Cariri tem se ampliado a cada ano. O São João urbanizado, promovido em grandes parques, a exemplo de Crato e Juazeiro, que têm estendido as comemorações por vários dias, têm atraído grande público. O novo formato da festa faz com que manifestações mais tradicionais percam a força.
Mas há o contexto cultural, que ela segue na mesma linha, com a quadrilha que organiza para crianças e adolescentes. As roupas estão prontas, o boi, tudo no quartinho de casa esperando a molecada, para colorir a noite junina. De frente a sua pequena casa, no bairro Novo Horizonte, as bandeirolas tremulam ao forte vento destes tempos de fim de inverno no Cariri. A frieza, mais tarde, recebe o calor da fogueirinha. O bolo de puba, a batata doce assada na fogueira servem de recordação. Mas não deixam de chegar à mesa mais tarde.
Matéria de Elizangela Santos para o caderno Regional do Diário do Nordeste.
segunda-feira, 22 de junho de 2009
Marina Silva recebe premio na Noruega

A Senadora e ex-Ministra do Meio Ambiente Marina Silva/PT/AC recebeu na quarta-feira, dia 17/ Junho, na Noruega, o Prêmio Sophie de Meio Ambiente por sua luta pela preservação da Amazônia. Marina recebeu a distinção das mãos do Ministro do Meio Ambiente norueguês, Erik Solheim, numa cerimônia em Oslo.
No ato, também esteve presente Nina Drange, presidente da Fundação Sophie, instituição que desde 1997 entrega a honraria, criada pelo escritor norueguês Jostein Gaarder ("O Mundo de Sofia") e sua mulher, Siri Dannevig. Marina foi anunciada como vencedora do prêmio, de US$ 100 mil, em 1º de abril.
Segundo a Fundação Sophie, ela foi escolhida por seu "compromisso com a defesa da Floresta Amazônica". Os jurados que votaram na ex-ministra também destacaram o fato de a ativista e política ter dedicado a vida à região e de o "trabalho, a coragem e os resultados" obtidos por ela serem "incomparáveis".
No ato, também esteve presente Nina Drange, presidente da Fundação Sophie, instituição que desde 1997 entrega a honraria, criada pelo escritor norueguês Jostein Gaarder ("O Mundo de Sofia") e sua mulher, Siri Dannevig. Marina foi anunciada como vencedora do prêmio, de US$ 100 mil, em 1º de abril.
Segundo a Fundação Sophie, ela foi escolhida por seu "compromisso com a defesa da Floresta Amazônica". Os jurados que votaram na ex-ministra também destacaram o fato de a ativista e política ter dedicado a vida à região e de o "trabalho, a coragem e os resultados" obtidos por ela serem "incomparáveis".
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