sábado, 22 de agosto de 2009

Dia Nacional do Folclore, no Cariri


O Cariri é o caldeirão do folclore nordestino. Os municípios do Crato, Juazeiro e Barbalha receberam as influências de milhares de nordestinos que aqui aportaram, tangidos pela seca, em busca das fontes perenes, que jorram do pé da serra, ou arrastados pela fé no Padre Cícero. Essa miscigenação, mistura de raças, de povos de diferentes etnias, deu origem à "Nação Cariri", um conjunto de manifestações que deu personalidade à região. O Crato, especificamente, herdou um legado de tradições, ainda hoje cultuadas pelos seus filhos. A cultura cratense é uma das mais características do Nordeste brasileiro. Conserva muitas das suas raízes ainda puras, herdadas da cultura do couro, introduzidas pelos colonizadores baianos, que não eliminou o nativo, assimilando seus costumes.

"Poucas regiões conservam genuinamente o folclore como o Crato", disse o folclorista J. de Figueiredo Filho. Essa expressão se manifesta em cada aspecto de vida, na língua, nas instituições, no cotidiano social, produtivo e nas suas personalidades, no jeito cratense de ser.Na cidade do Crato, encontram-se bem definidas as manifestações populares e eruditas, clubes e agremiações literárias do primitivo ao científico: o maneiro pau, a banda cabaçal dos Irmãos Aniceto, os reisados dos mestres Aldemir e Mazé de Luna, as renovações nos pés-de-serra complementam a identidade cultural da cidade.

Hoje, quando se comemora o Dia Nacional do Folclore, a cidade se transforma num arraial de manifestações populares. Cerca de 38 grupos folclóricos participarão de um desfile que termina na Praça da Sé, com a hasteamento do pau da bandeira, abrindo oficialmente a festa de Nossa Senhora da Penha, Padroeira do Crato e da Diocese.

Em meio às danças, emboladas, toadas e cantos folclóricos, bancas de comidas típicas se espalham na praça, oferecendo mungunzá, vatapá, baião-de-dois, paçoca, galinha caipira e outras iguarias típicas da culinária regional.

É o encerramento do 32º Festival do Folclore, promovido pela Fundação Cultural Mestre Eloi, um radialista que levantou a bandeira do folclore regional. Hoje, esta bandeira está sendo empunhada por seu filho, Catulo Teles, que traz, no sangue e no coração, o amor às tradições populares.

Catulo ressalta que o Cariri é uma região povoada de mitos. Um exemplo são as lendas sobre a pedra da batateira, a mãe d´água, lobisomens, caiporas e outras narrativas que procuram explicar os principais acontecimentos da vida, os fenômenos naturais, as origens do mundo e dos seres humanos, por meio de deuses, semideuses e heróis (todas criaturas sobrenaturais). É muito comum, na história da humanidade, as pessoas, em todas as culturas, buscarem explicações "mágicas" para os acontecimentos que não entendem. "Assim, os mitos estão presentes no nosso dia-a-dia, nas nossas crenças, mesmo que a gente não pense muito sobre isso", afirma o folclorista.

Em Juazeiro do Norte terminou, ontem, no Teatro Marquise Branca, a Semana do Folclore voltada para as crianças dos pólos de atendimento dos bairros João Cabral, Timbaúbas, Horto, Comunidade AABB e Admirável Trupe. Durante a semana, foram realizadas apresentações artísticas, folclóricas e exposições de trabalhos artesanais feitos pelas crianças dos pólos de atendimento. O evento, promovido pela Secretaria de Assistência Social e Cidadania (Seasc), teve o objetivo social. A entrada foi paga com um quilo de alimento não perecível.

Reportagem de Antonio Vicelmo para o Caderno Regional do jornal Diário do Nordeste.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Encontro de Ecoturismo em São Paulo

Aprendizado, inovação e venda. Com este tema será realizado o Abeta Summit 2009, o maior encontro de Ecoturismo e Turismo de Aventura da América Latina. O objetivo é apoiar a comercialização de produtos e destinos, incentivar parcerias e difundir conhecimento por meio de congressos técnicos.

O evento acontecerá de 10 a 13 de setembro, no Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo (SP), paralelamente à Adventure Sports Fair. Promovido pela Associação Brasileira de Empresas de Ecoturismo e Turismo de Aventura (Abeta), em parceria com o Ministério do Turismo (MTur) e o Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur), o encontro traz para o Brasil as principais lideranças nacionais e internacionais do segmento.

Interessados podem se inscrever em duas modalidades: Participante e Encontros de Negócios. Os inscritos como Participante terão acesso a toda a programação do evento - palestras, painéis temáticos e encontros sociais. Durante o evento, serão realizados mais de 20 painéis com temas como Comercialização, Sustentabilidade, Marketing e Inovação & Tecnologia.

No ano passado, empresas como a Gondwana Brasil Ecoturismo realizaram novos contatos e estreitaram parcerias. "O evento foi importante, tanto para aprender e melhorar o que já oferecemos para o segmento, como para realizar novos contatos com empresas do exterior que procuram no Brasil novos parceiros para realizar atividades de ecoturismo", relata a representante da Gondwana Brasil Ecoturismo, Camila Barp.

Este ano, a Embratur promoverá 14 famtour (viagens de familiarização) antes do evento. Assim, os compradores internacionais terão a chance de conhecer os principais destinos de Ecoturismo e Turismo de Aventura do Brasil. O Abeta Summit 2009 conta com patrocínio dos Estados do Mato Grosso do Sul, Amazonas, Ceará, São Paulo e Minas Gerais. As inscrições podem ser feitas pelo site www.abeta.com.br/summit

Fonte Suplemento Turismo do jornal Diário do Nordeste.

Prof. Gero Hillmer no Ceará novamente

Chegou esta semana ao Ceará, o Professor Gero Hillmer, do Instituto e Museu de Paleontologia da Univerdade de Hamburg e consultor da UNESCO, o autor da concepção do Geopark Araripe em consolidação na Bacia Sedimentar do Araripe, no Sul do Estado, juntamente com os Professores André Herzog/ URCA, Alexandre Feitosa Sales/ URCA e José Sales/ URCA. Veio a convite da FUNCAP/ Fundação de Auxílio à Pesquisa do Estado do Ceará, para participar da concepção de algumas publicações e documentários sobre Geopark Araripe. Neste fim de semana, o Prof. Hillmer se deslocará aos Municípios do Crato, Juazeiro, Barbalha, Missão Velha, Santana do Cariri e Nova Olinda, todos na Bacia Sedimentar do Araripe, para visitar novamente alguns dos geotopes do Geopark Araripe e contatos institucionais com a URCA/ Universidade Regional do Cariri.

Na próxima semana dentre suas atividades estão contatos para formulação da Agenda da Primeira Conferencia Panamericana de Geoparks que deverá ocorrer na própria região, como apoio do Governo do Estado do Ceará, através de uma ação coordenada pela Secretarias Estaduais da Ciencia e Tecnologia, Cidades, Turismo e URCA/ Universidade Regional do Cariri.

Segundo, o próprio Prof. Hillmer, a comunidade internacional e a própria UNESCO, que apoiaram a criação do Geopark Araripe em 2006, na Segunda Conferencia Internacional dos Geoparks Nacionais, em Belfast, na Irlanda, aguardam com uma certa ansiedade a implantação efetiva deste sistema de parques naturais que são registros das várias formações geológicas da Bacia Sedimentar do Araripe e que são documentos da História da Terra e da origem da vida em nosso planeta.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

O Brasil rumo ao neoliberalismo ambiental

Um artigo de Fábio Olmos é biólogo e doutor em zoologia. Tem um pendor pela ornitologia e gosto pela relação entre ecologia, economia e antropologia.

Durante boa parte do século XIX acreditava-se que doenças eram causadas por miasmas pestilentos transportados pelo ar. Esta crença foi eventualmente deixada para trás quando Robert Koch provou que a tuberculose, em 1882, e a cólera, em 1883, são causadas por bactérias. Apesar das provas oferecidas, a teoria de que doenças são causadas por germes tinha críticos que argumentavam que Koch, Pasteur e outros cientistas haviam provado que germes existiam, mas não que estes causavam doenças, ou pelo menos que eram a causa única da doença.

Um destes críticos era Max von Pettenkofer, um cientista que fez contribuições significativas na sua área, mas advogava apaixonadamente que o consenso científico estava errado. Para provar isso, von Pettenkofer preparou diversos tubos de ensaio com culturas de bactérias da cólera e os bebeu juntamente com seus alunos. Embora dois destes tenham desenvolvido casos leves de cólera, todos sobreviveram e von Pettenkofer clamou vitória.

Em 1892, bactérias da cólera contaminaram o suprimento de água de Hamburgo e da cidade vizinha de Altona. As autoridades de Altona seguiram o consenso científico e filtraram a água, e seus habitantes escaparam de uma epidemia. Hamburgo acreditou na opinião oposta e não filtrou suas água. O resultado foram 8.606 mortos. Von Pettenkofer se tornou uma figura ridicularizada e odiada. Suicidou-se.

Seria fácil traçar um paralelo entre esta história e a disputa que vemos hoje entre cientistas que alertam para as mudanças climáticas causadas por nós ao queimarmos combustíveis fósseis e florestas, e aqueles que negam a realidade ou importância disto. Os fatos mostrarão quem está correto.

Acho mais interessante pensar nas diferenças entre os governos de Altona e de Hamburgo. Imagino os governantes das duas cidades tendo que decidir entre agir ou deixar as coisas acontecerem. As pressões feitas por quem teria que bancar o custo de filtrar a água e por quem executaria o serviço. Certamente houve quem dissesse que o custo seria proibitivo, resultaria em perda de empregos, que o dinheiro seria mais bem aplicado em outros projetos, etc., etc. Hoje sabemos quem tomou a decisão correta.

Governantes são julgados pelos seus atos, e os atos deveriam ser julgados pelas conseqüências. Infelizmente a percepção de causa e efeito, e o custo-benefício de atos presidenciais tendem a ser filtrados pela opinião pública.

Por exemplo, Juscelino Kubitschek é endeusado pela construção de Brasília, obra que merece ser avaliada pelas conseqüências. Por exemplo, ela resultou na extinção de um simpático roedor improvavelmente batizado de Juscelinomys candango. E teve conseqüências na vida política do Brasil que são muito evidentes hoje em dia.

Além da extinção, que é para sempre, e da popularização da arquitetura estilo Niemeyer, o legado mais duradouro de Juscelino é seu governo ter sido um ponto de mudança na corrupção brasileira. A construção de Brasília foi atrelada a pacotes de “bondades” (passagens grátis, auxílio-moradia, etc.) oferecidas para que nossos congressistas aceitassem se mudar do Rio de Janeiro.

Vemos hoje no que isso deu. Mais tipicamente kubitschekianos, os acordos mutuamente interessantes com as empreiteiras para viabilizar a rápida construção da nova capital resultaram na intimidade inadequada entre políticos, empreiteiras e órgãos públicos responsáveis por grandes obras, o que gera hoje boa parte dos escândalos que ocupam a Polícia Federal e o Ministério Público e explica porque temos antes listas de grandes obras desejadas por empreiteiras do que políticas dignas do nome para áreas como transportes e energia.

O imaginário brasileiro prefere olhar Brasília como um grande feito, e realmente ela o é, em termos de engenharia. Mas o legado político e ambiental de sua construção deveria nos fazer pensar melhor.Meio ambiente tem tudo a ver com política e economia. São estes fatores que determinarão o legado ambiental deste governo, que parece tão dúbio quanto o político. Para começar, Lula, o presidente que odeia pererecas, deve no mínimo, se igualar a Juscelino no quesito extinção causada por obra pública.

Mas o principal legado ambiental que Lula ameaça deixar para o futuro é resultado da grande característica dos dois governos moluscos: sua política agressiva de compra de apoio. Que é evidente no bolsa-esmola, nos financiamentos de estatais e ministérios para ongs companheiras, na domesticação de ambientalistas que viraram governo, no silêncio da UNE e dos sindicatos que já foram caras-pintadas, e no aparelhamento do Estado com companheiros dizimistas. E ululante na compra de deputados de programa e senadores de vida fácil em troca de cargos, obras ou dinheiro vivo mesmo. Compra de apoio que serviria para “garantir a governabilidade”, mas certamente não foi usada para avançar com nenhuma reforma necessária, e que agora parece servir primordialmente para que Lula eleja sua sucessora, aquela simpática senhora que falsificou o currículo acadêmico e, como seu padrinho, tem a cabeça nos anos 70.

Os votos na eleição de 2006 migraram das regiões mais urbanizadas e com melhor nível educacional, onde o eleitorado foi mais sensível ao escândalo do mensalão, para regiões menos urbanizadas e menos educadas, onde a opinião pública não liga muito para isso. O mesmo eleitorado que leva ao Congresso marimbondos de fogo, caçadores de marajás, cangaceiros de terceira e roubam-mas-fazem.

É o mesmo eleitorado que nas eleições municipais mostrou suas prioridades, ao reeleger politicos intimamente associados à industria do desmatamento, enquanto aqueles que investiram seriamente em educação acabaram chutados de seus cargos. O que nos deixa longe de ex-miseráveis como a Coréia, onde não apenas a prioridade na educação resultou em progresso social, mas políticos corruptos que só redimem quando se suicidam. Ah, se fôssemos como os coreanos...

A crescente sertanização da política nacional e poder cada vez maior que os pactos lulistas têm dado a senhores feudais e agroratas resultam em impactos ambientais diretos. Lula já deu um presentão aos grileiros de terras na Amazônia com a aprovação da MP da Grilagem. Passo importante rumo ao neoliberalismo ambiental que ruralistas e PACeiros querem impor ao país.
Neoliberalismo que se traduz por um liberou geral para que “as forças criativas do mercado liberem o potencial pleno de crescimento da economia como resultado da eliminação da regulação excessiva imposta sobre o setor produtivo”. Como reza o mantra que cansamos de ouvir até pouco tempo atrás.

Do mesmo modo que a História mostrou que o socialismo é uma roubada, as crises econômicas mundiais mostraram no que dá este tipo de abordagem. Interesses individuais sem moderação externa produzem sistemas instáveis onde a coletividade paga pela ganância privada. Como Thomas Hobbes já notou séculos atrás, é para isso que precisamos de leis e de um Estado que as imponha.Mesmo assim Lula, versão grisalha e hirsuta de Zé do Caixão, parece disposto a passar para a história como coveiro da legislação ambiental brasileira. É recorrente que nosso presidente fale em público contra o que vê como entraves ambientais a suas grandes obras. Não é apenas preocupante ver um presidente atacando a lei que jurou obedecer. É sintomático vê-lo ignorar que o entrave não é a lei nem o IBAMA, mas sim a incapacidade governamental de planejar e produzir bons projetos técnicos e orçamentos realistas.

Com o fim do recesso parlamentar e se o congresso não ficar imobilizado por mais escândalos, devem voltar à baila o aleijamento do Código Florestal, MPs isentando rodovias amazônicas de estudos ambientais e outras barbaridades para as quais não têm faltado os Von Pettenkofer da vida, conscientes ou iludidos, para lhes dar sustentação "técnica", temperados com atentados à inteligência como os que “justificaram” a MP da grilagem e ornam a retórica dos agrocrtas, para os quais 33% do país é pouco.

O que veremos nos próximos meses será decisivo para nosso meio ambiente, que é questão estrutural, mas nunca recebeu tal status nas políticas públicas. Com a insuperável capacidade brasileira de matar o futuro em troco do voto imediato, o neoliberalismo ambiental pode bem ser o mais duradouro legado de Lula ao futuro.

Fonte: O ECO http://www.oeco.com.br/

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Acre adere aos benefícios do REDD

O Governo do Acre disponibilizou hoje (13) na internet para consulta pública seu Projeto de Incentivo aos Serviços Ambientais. Elaborado dentro dos mecanismos de Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação (REDD), o projeto é uma espécie de bolsa-floresta para quem não desmatar. A meta do estado é reduzir suas emissões em 60 milhões de toneladas de monóxido de carbono (CO), em 15 anos.

O governo acreano espera que o esforço signifique R$ 400 milhões no período, que viriam do mercado internacional de carbono ou doações voluntárias de países preocupados em preservar a Amazônia, para dar a quem seguir suas metas.

Os moradores da zona rural – cerca de 30% da população do Acre - serão os primeiros contemplados. São cerca de 200 mil pessoas, 100 mil deles assentados pelo Incra. A região ao longo da BR-364, rodovia que liga Rio Branco a Cruzeiro do Sul e é uma das principais do estado, será uma das áreas piloto para implantação das ações previstas pelo governo. Se aprovado o projeto, o estado será um dos pioneiros no país a adotar mecanismos de REDD.

Fonte Salada Verde de O ECO http://www.oeco.com.br/saladaverde

Caminho Darwin na Tiririca

Foi escolhido nesta semana na UFF/ Universidade Federal Fluminense o projeto vencedor que definirá o plano de uso público do Caminho Darwin, dentro do Parque Estadual da Serra da Tiririca (RJ). Conhecido por ter recebido Charles Darwin, autor da obra-prima “A origem das espécies”, em sua visita ao Rio de Janeiro no século XIX, a trilha será revitalizada para ligar Niterói ao município de Maricá por dentro da unidade de conservação.

A primeira fase do planejamento inclui estruturas de visitação e placas informativas da fauna e flora locais. Depois, lanchonetes e áreas de lazer para crianças devem ser construídas. Segundo a direção de unidades de conservação do Instituto do Meio Ambiente do Rio, os recursos já estão separados, e são parte do edital do Projeto de Proteção à Mata Atlântica (PPMA, com fundos do banco alemão KfW). O montante não foi informado.

Fonte Salada Verde de O ECO http://www.oeco.com.br/saladaverde

Dia Mundial da Fotografia

Comemora-se hoje, 19 de agosto, o Dia da Fotografia. Com a popularização da máquina digital, as imagens invadiram ocotidiano. A cada dia, o mundo passa por inúmeras mudanças. A natureza muda, os hábitos, a tecnologia, tudo o que ontem era novo hoje já é velho. A fotografia acompanhou o ritmo das mudanças. E com o surgimento das câmeras digitais, a imagem invadiu também o sertão. É comum ver as festas de casamento, batizados e aniversários sendo documentadas nos pequenos vilarejos. A mão que "derriba" o touro brabo dentro da mata fechada é a mesma que maneja uma máquina fotográfica.

No caminho inverso dessa evolução, o Fotógrafo Alan Bastos seguiu a estrada de volta ao princípio da fotografia. Com uma câmera feita de caixa de fósforos e dois rolos de filmes, Alan deu um mergulho de quase 300 anos no túnel do tempo, quando o americano George Eastman (1854-1932) inventou o filme de rolo, que deu origem à película cinematográfica. Desde então, o homem passou a registrar as imagens do mundo com mais facilidade.

A volta ao passado vai mais além. Com uma câmera feita de uma lata de leite em pó, Alan repete a experiência feita pelo físico francês Joseph Nicéphore Niepce, em 1826, com uma técnica que ele denominou de heliografia. Era a primeira imagem fotográfica obtida com sucesso de uma paisagem vista da janela do seu local de trabalho. Com equipamentos rudimentares, ele, que é Professor da URCA/ Universidade do Cariri, pretende mostrar aos alunos a origem da fotografia e estender a arte fotográfica às comunidades de menor poder aquisitivo, argumentando que, nem sempre uma boa imagem depende da máquina, mas da sensibilidade do fotógrafo.

A idéia é ministrar oficinas de fotografias nas escolas públicas da Região do Cariri mostrando os princípios da máquina fotográfica. Ele adverte que fotografar não é somente apertar o botão. A arte vai além do clique. O fotógrafo deve conhecer, antes de tudo, o segredo da luz. "A iluminação correta é o primeiro passo para se conseguir imagens em alta definição", ensina o fotógrafo, justificando a necessidade do amador começar do zero, conhecendo a origem da máquina fotográfica.

A comunidade do Gesso, onde funcionou o baixo meretrício do Crato, já foi o cenário e oficina de um curso de fotografia, que teve como monitor o fotógrafo, jornalista, curador e produtor cultural Ricardo Peixoto. O artista ministrou a oficina "Caixa Mágica" com abordagens dos princípios da fotografia e um exercício sensorial.A proposta do projeto, segundo Alexandre Lucas, diretor do Coletivo Camaradas, é levar a imagem com seu contexto histórico, técnicas e resultados para comunidades que nunca tiveram contato com a fotografia. "Mágico é fazer com que as pessoas vivenciem o real à sua volta, a imagem é real", afirma. A oficina foi realizada no Projeto Nova Vida, uma Organização Não Governamental (ONG) que tem o objetivo de promover o desenvolvimento sustentável de pessoas em situação de risco que residem no Gesso.

Um dos fatores que motivou o artista foi o interesse em conhecer a realidade da antiga zona de prostituição do Crato. Ele tomou conhecimento do ambiente por meio da exposição "Cabaré" que foi realizada no Centro Cultural do BNB. Coincidentemente, Peixoto realizava, em João Pessoa, o Dia Internacional da Prostituta, juntamente com a Associação das Profissionais do Sexo da Paraíba.Para Ricardo Peixoto, que tem um trabalho ligado aos grupos excluídos e marginalizados, "o artista não pode ficar fazendo arte pela arte". Ele acredita que o artista pode e deve contribuir socialmente com o seu fazer artístico. Peixoto é um dos fundadores do Grupo Traficantes de Imagens na década de 90 na Paraíba.

Matéria do Jornalista Antonio Vicelmo no Caderno Regional do Diário do Nordeste, de hoje, Dia Mundial da Fotografia.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Bibliotecas do Cariri recebem doação

"Um País se faz com homens e livros". O pensamento do escritor Monteiro Lobato está sendo seguido por um jovem caririense que trabalha na Universidade de Brasília. Elmano Rodrigues Pinheiro está inundando as bibliotecas do Cariri e da região dos Inhamuns com milhares de livros, com o apoio do técnico do Ministério da Integração, Raphael Paiva, que, na semana passada, participou, no município do Crato, do Fórum de Desenvolvimento da Mesorregião do Araripe.

Esta semana, chegou ao Crato um caminhão com cinco toneladas de livros endereçados ao Instituto Cultural do Cariri (ICC), que serão repassados para bibliotecas da região. A quantidade de livros só não é maior porque falta transporte. Algumas vezes, Elmano teve que tirar dinheiro do próprio bolso para custear as despesas com o transporte. Com a colaboração da gerência de Fortaleza da empresa de ônibus Guanabara, que faz a linha para o Cariri, estão sendo mandados livros pelos passageiros.

No ano passado foi firmada uma parceria com a Prefeitura de Mauriti e a Fundação Enoch Rodrigues que resultou no envio de 1.300 títulos. Um convênio com o Ibama possibilitou o envio 1.500 títulos. Ao todo, já foram espalhados no Cariri 61 mil livros.Com o objetivo de incrementar esta campanha de semear livros, Elmano está disponibilizando 50 títulos para serem vendidos. Com o dinheiro da venda, será pago o transporte para o Cariri. Os títulos disponíveis para a venda serão: Elba Ramalho - ensaio fotográfico dos 20 anos de carreira; e Fundamentos da Ética, ao preço de R$ 50 cada. Os interessados na campanha podem entrar em contato pelo e-mail: elmanorodrigues01@yahoo.com.br.

Para o Presidente do Instituto Cultural do Cariri, Manoel Patrício de Aquino, a distribuição destes livros "é uma enchente de saber na mente de milhares de pessoas. Os livros ultrapassam fronteiras, eles agem de forma direta na consciência humana, no imaginário das crianças, na esperança dos ´desesperados´, ele projeta no âmago um mundo novo, o qual o leitor cria e recria novas formas, finais, a criatividade dispersa qualquer expectativa humana".

Elmano Rodrigues Pinheiro nasceu em Farias Brito e hoje em Brasília trabalha na Editora da UNB - é o maior benfeitor das bibliotecas públicas do Cariri, para as quais doou milhares de livros. Criador da Fundação Enoch Rodrigues.

Fonte Caderno Regional do Diário do Nordeste

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Degradação ambiental no Rio Jaguaribe ²


O chefe do escritório regional do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) de Iguatu, Fábio Bandeira, observa que "infelizmente, as áreas de preservação são afetadas e a situação se agrava a cada ano". Bandeira mostra que "os caçambeiros insistem em extrair areia das barreiras do rio, das áreas de preservação permanente, e os donos de terra destroem a mata ciliar para ampliar a área de plantio".

Quem percorre as margens do Jaguaribe, no município de Iguatu, observa com facilidade o avanço da destruição das barreiras. A cada ano, ocorre alargamento do leito e a destruição de áreas agrícolas. Até a década de 1970, o Rio Jaguaribe ainda guardava vegetação nativa, as barreiras eram protegidas pelas matas ciliares e o índice de poluição era reduzido."Hoje, o leito do rio está muito largo, as barreiras caíram e a destruição é crescente", diz o agricultor, Francisco Oliveira, da localidade de Cardoso. "É preciso que se faça alguma coisa". A observação de Oliveira reflete a necessidade de ações concretas. Entretanto, faltam trabalho e projetos visando à revitalização do rio.Além da destruição de suas matas ciliares, o Rio Jaguaribe recebe diariamente despejos de esgotos de dezenas de cidades e centenas de vilas e distritos rurais. Os dejetos seguem para o Açude Orós, o segundo maior do Ceará. "É preciso construir sistemas de saneamento, tratamento de esgoto nos municípios", observa o agrônomo e ambientalista, Paulo Maciel.

Algumas escolas, instituições públicas e Organizações Não-Governamentais (ONGs) realizam campanhas educativas em datas relacionadas ao meio ambiente. A maioria das ações é voltada para os estudantes, mas os verdadeiros e atuais agressores não são conscientizados sobre o problema. Além disso, os projetos são limitados e ficam apenas no plano das discussões sobre a degradação ambiental, sem ação concreta.Iguatu, pólo regional do Centro-Sul, é uma das grandes poluidoras do Jaguaribe. Os esgotos das residências e do setor comercial são despejados diretamente no leito do rio. O chefe do Ibama também chama a atenção para o Açude Trussu, que é responsável pelo abastecimento da cidade. "As pessoas precisam se conscientizar sobre a gravidade da destruição dos recursos naturais", observa Fábio Bandeira. "É preciso ações concretas para preservar rios, açudes e lagoas".

O secretário de Agricultura de Iguatu, Valdeci Ferreira, lembra que já participou de várias reuniões promovidas pela Companhia de Gestão de Recursos Hídricos (Cogerh) e por outras instituições públicas, nas quais o problema da poluição e destruição de matas ciliares e de barreiras naturais do Rio Jaguaribe foram debatidas. "Infelizmente as idéias não saíram do papel, as metas não foram cumpridas. Essa questão demanda grandes projetos e recursos públicos, além de decisão e vontade política em realizar".

Numa faixa de 20km no curso do Rio Jaguaribe, é visível a destruição de suas barreiras naturais, da mata ciliar, do avanço do leito do rio com seus bancos de areia sobre áreas antes agricultáveis. O agricultor José Alves de Macedo, conhecido por Zé da Barra, relembra da época em que o Jaguaribe era cheio de mata, o leito era profundo e mais estreito. "A cada enchente desde 1974 que o rio avança e destrói antigas roças que se transformam em bancos de areia", observa. "Do Barro Alto às Cajazeiras isso está acontecendo a cada ano". A destruição da mata ciliar favorece o alargamento do rio e a invasão de terras agricultáveis.

Reportagem do Diário do Nordeste. Esgoto da Beira Fresca, localizado no Bairro Prado, mo município de Iguatu. Parte dos dejetos da cidade escorrem diretamente para o leito do Rio Jaguaribe, causando poluição no manancial (Foto: Honório Barbosa)

Degradação ambiental no Rio Jaguaribe

A situação vem se agravando a cada ano e faltam ações concretas para reverter o quadro de devastação. A poluição é crescente e constante. Além de Iguatu, o Rio Jaguaribe recebe esgoto de dezenas de cidades, e a destruição de suas matas ciliares avançam em ritmo contínuo. Perenizado por águas de açudes na bacia do Alto Jaguaribe, há milhares de pessoas que vivem da produção agrícola e pecuária cuja fonte é o rio, daí a sua importância e a necessidade de preservação.

Em Iguatu, dois grandes canais de esgotos que despejam lama diretamente no leito do rio. É uma forte agressão. No fim da década de 1950, em defesa da construção do Açude Orós, o poeta e jornalista Demócrito Rocha comparou o Rio Jaguaribe a "uma artéria aberta, por onde escorre o sangue do Ceará". Certamente, não imaginava o escritor que quatro décadas depois esse curso de água estaria sofrendo forte degradação.

O cantor e compositor Luiz Gonzaga, na música "Xote ecológico", deixou um alerta para todos nós: "Não posso mais respirar, não posso mais nadar/ A terra está morrendo, não dá mais pra plantar". Pode-se acrescentar: "o rio está morrendo e o peixe a poluição comeu/ o verde das matas desapareceu e em vez de água, a lama escorreu".

Reportagem do caderno Regional do Diário do Nordeste de hoje. Vale a pena conferir este alerta.

domingo, 16 de agosto de 2009

Os limites da Expedição Científica do Império

A iniciativa, no entanto, ficou limitada ao Ceará. A passagem da Comissão Científica pela província foi marcada por tensões e conflitos. A imprensa da época apelidou o empreendimento de nomes como "Comissão das Borboletas" ou "Comissão Defloradora".

Incidentes envolvendo ajudantes da Comissão, problemas ligados às especificidades da região e até a tentativa frustrada de aclimatação de 14 camelos para realizar a travessia eram muito noticiados. As mudanças políticas nos gabinetes imperiais e a Guerra do Paraguai, na qual o Brasil se envolveu militarmente, implicaram na diminuição dos orçamentos e da atenção dispensada à Comissão Científica.

A viagem gerou uma vasta documentação, como relatórios, diário de viagem, apontamentos sobre a seca, estudos botânicos e vários outros temas, além de objetos coletados no local. O legado concentra-se em instituições do Rio de Janeiro, como o IHGB e o Museu Histórico Nacional (MHN). No Ceará, algumas das aquarelas de Reis Carvalho podem ser vistas no Museu do Crato. O Museu do Ceará lançou, recentemente, documentação inédita sobre a expedição, com escritos de alguns dos membros da Comissão Científica.

Fonte Caderno Regional do Diário do Nordeste

150 anos da Comissão Científica do Império ³

Patrocinada pelo imperador Dom Pedro II, a Comissão tinha uma meta ambiciosa: ao colher informações sobre fauna, flora, minerais, geografia, além dos usos e costumes, a ideia da Comissão era promover a integração regional do País e a promoção de uma identidade nacional, além de buscar potenciais recursos naturais que pudessem ser explorados, como metais preciosos.

A Comissão Científica era dividida em cinco seções, cada uma chefiada por um associado do IHGB: seção Botânica, comandada pelo botânico Francisco Freire Alemão (presidente da Comissão); seção Geológica e Mineralógica, com o físico Guilherme Schüch de Capanema; seção Zoológica, com o naturalista Manoel Ferreira Lagos; seção Astronômica e Geográfica, chefiada pelo matemático Giacomo Raja Gabaglia; e a seção Etnográfica e de Narrativa de Viagem, a cargo do romancista e historiador Antônio Gonçalves Dias. Acompanhava a viagem o tenente da Marinha, José dos Reis Carvalho. Discípulo do pintor francês Jean Baptiste Debret, era o desenhista oficial da expedição, tendo produzido desenhos e aquarelas (fotos) da natureza e da arquitetura da província.

Somente os preparativos para a expedição duraram três anos. Gonçalves Dias e Raja Gabaglia viajaram à Europa para adquirir equipamentos para a viagem, como material de acampamento, medicamentos, equipamentos de precisão, microscópios e até câmeras fotográficas. A Comissão foi a primeira no Brasil a fazer registros fotográficos, mas que se perderam no naufrágio do Iate Palpite. Foi adquirida uma biblioteca de cerca de mil volumes inéditos no País para servir de pesquisa aos "científicos", como eram chamados os membros da Comissão imperial.

Fonte Caderno Regional do Diário do Nordeste

150 anos da Comissão Científica do Império ²

A realização de expedições e o interesse em colher informações sobre recursos naturais e populações indígenas permeiam a ocupação do "novo mundo". No Brasil, a chegada da Família Real portuguesa abriu caminho para a realização de expedições estrangeiras, apoiadas pelo Estado."Com a vinda de D. João VI e da Corte Portuguesa para o Brasil, em 1808, houve a liberação do acesso de naturalistas ao amplo e desconhecido território brasileiro, após séculos de repressão e segredo das autoridades coloniais, desejosas de resguardar os seus recursos naturais da cobiça dos países mais desenvolvidos", aponta o pesquisador cearense Melquíades Pinto Paiva, autor do livro "Os Naturalistas e o Ceará".

A primazia da razão e a possibilidade do conhecimento do outro, defendidas pelo Iluminismo, animavam a formação de instituições de cultivo das ciências, da cultura e das artes nos principais centros europeus, tendência seguida pelo Brasil para se inserir na comunidade internacional.

Em 1856, foi a partir do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB), então a principal instituição científica do Brasil, que surgiu a ideia de enviar às províncias do Norte a primeira expedição formada apenas por brasileiros. Defendia-se que muitas das impressões dos estrangeiros eram baseadas em visões pré-concebidas de uma "terra exótica". Procurava-se, assim, sair da posição de fornecedor de exemplares a serem pesquisados para a de produtor de conhecimento. "Com a criação da Comissão Científica, o governo imperial tentou alcançar os seguintes objetivos: provar a capacidade de organizar e manter em ação uma expedição científica constituída somente por naturalistas brasileiros; mostrar ao mundo, dito civilizado, o apreço institucional e oficial pelo desenvolvimento das ciências; direcionar esforços no sentido de melhor conhecer regiões do Brasil de pouco interesse dos naturalistas estrangeiros que nos visitavam e conduziam suas expedições; melhor conhecer a natureza e os recursos das províncias do Nordeste do Brasil, a começar pelo Ceará", comenta Melquíades Pinto Paiva.

Fonte Caderno Regional do Diário do Nordeste

150 anos da Comissão Científica do Império

Há 150 anos, cientistas da época do Império viajaram ao Ceará com o objetivo de conhecer os sertões do Brasil.

"Vieram os senhores a este nosso Brasil". No registro do diário do botânico Francisco Freire Alemão, assim fala um homem da então Vila de Aracati sobre um dos projetos mais ambiciosos do Brasil Imperial. Há 150 anos, os principais representantes da elite intelectual brasileira empreenderam viagem exploratória de dois anos e cinco meses à província do Ceará. Era a Comissão Científica de Exploração, designada oficialmente como Imperial Comissão Científica e Comissão Exploradora das Províncias do Norte.

Com metas grandiosas e produtora de ampla pesquisa em diversas áreas sobre o Estado do Ceará, uma série de constrangimentos de ordem política, cultural e de financiamento fez com que o projeto não tivesse a continuidade e a abrangência esperadas. Apesar disso, a viagem pelos rincões cearenses é relevante para entender a história do pensamento social vigente, além de aspectos naturais e humanos do Ceará naquele período.

De reportagem Comissão Científica do Império descobriu os Sertões no Caderno Regional do Diário do Nordeste, neste domingo 15/08/ 2009

sábado, 15 de agosto de 2009

Empresários denunciam ambientalista Vanda Claudino Sales

A Associação Cearense dos Empresários da Construção e Loteadores (Acecol) entrou com denúncia, junto ao Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura do Ceará (Crea), contra a ambientalista e professora da Universidade Federal do Ceará, Vanda Claudino Sales.Segundo a entidade, a professora teria exercido ilegalmente a profissão de geógrafo, em função do parecer técnico realizado para o projeto de preservação das dunas do Cocó, de autoria do vereador João Alfredo (PSOL), aprovado em junho na Câmara.

Recursos para financiamento de Parques Eólicos

A SUDENE liberou, neste mês de agosto, R$ 103,5 milhões do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE) para dois projetos de energia eólica localizados no estado do Ceará. A Eólica Foz do Rio Choró, que fica no município de Beberibe e com capacidade de geração de 25,2 MW/h, recebeu R$29,5 milhões, enquanto a Eólica Icaraizinho, na cidade de Amontada e com capacidade de 54,0 MW/h, ficou com R$ 74 milhões.

As empresas titulares desses projetos são, respectivamente, a Siif Cinco Geração e Comercialização de Energia S/A e Eólica Icaraizinho Geração e Comercialização de Energia S/A, controladas pela Siif Energies do Brasil Ltda. Os dois empreendimentos estão localizados em áreas prioritárias, como determina a Política Nacional de Desenvolvimento Regional (PNDR) e somam investimentos totais da ordem de R$ 355,4 milhões.O montante do FDNE ao qual a Eólica Foz do Rio Choró tinha direito, no valor de R$ 59,5 milhões, já foi liberado, tendo sido esta última a segunda parcela.

O total de investimentos da Eólica Icaraizinho é da ordem de R$ 225,8 milhões, dos quais a participação do FDNE é de R$ 151,8 milhões. Já foram liberados cerca de R$ 136 milhões.

Fonte Caderno Negócios do Jornal Diário do Nordeste.

Beberibe ganha novo parque eólico

No próximo dia 20, o Ceará receberá mais um empreendimento de produção de energia através do potencial de seus ventos. Será inaugurado o Parque Eólico de Praias de Parajuru, localizado no município de Beberibe - distante 103 quilômetros de Fortaleza. O empreendimento que conta com investimento de R$ 550 milhões, terá uma capacidade total instalada de 28,8 megawatts, distribuída em 19 aerogeradores.

O parque está instalado em uma área de 325 ha e o primeiro dos três que serão instalados através de parceria entre CEMIG/ Companhia Enérgica de Minas Gerais e IMPSA - empresa líder na América Latina em energias renováveis. Os outros dois parques eólicos a serem inaugurados pelas duas empresas no Ceará são o Praia do Morgado e Volta do Rio, ambos situados no município de Acaraú distante 250 quilômetros de Fortaleza. As datas previstas para a inauguração são, respectivamente, 30 de setembro e 30 de outubro. Ao todo, os três empreendimentos juntos respondem por uma capacidade total instalada de 99,6 MW de energia e irão gerar, durante sua implantação, cerca de 7.600 postos de trabalho diretos e indiretos.

De acordo com o CEO IMPSA no Brasil, Luis Pescarmona, o projeto é parte da estratégia da empresa de investir cada vez mais em energias renováveis no Brasil. "A IMPSA considera o Brasil um mercado chave. Temos uma estratégia de longo prazo que inclui não só a geração e fabricação de equipamentos, mas sim o desenvolvimento de tecnologia. Nossa visão é ser protagonistas no desenvolvimento de uma matriz energética mais equilibrada e limpa com projetos ao longo de todo o País. Temos certeza que os ventos de crescimento estão soprando a nosso favor e do Brasil", explica ele.

A IMPSA trabalha ainda na implantação de outros 10 parques no Estado de Santa Catarina, com potência instalada de 217 MW, cujo investimento previsto para 2009 é de R$ 1,3 bilhão. Os parques eólicos fazem parte do Programa de Incentivo a Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa) onde a empresa é líder com 22% de participação.

O presidente da CEMIG Djalma Bastos de Morais, ressalta que a aquisição de participação nos parques eólicos está em conformidade com a estratégia da empresa de crescer de forma sustentável econômica, social e ambientalmente."A Cemig já tem uma posição de destaque no cenário nacional, graças à participação de mais de 90% de fontes limpas em sua matriz, o que estamos ampliando agora, atendendo também à determinação do nosso acionista majoritário, o governo de Minas Gerais para investirmos em alternativas energéticas", destaca.

Fonte Reportagem Lívia Barreira para o Caderno Negócios do Diário do Nordeste.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Museu de Paleontologia receberá acervo arqueológico

Dezenas de sítios arqueológicos já foram identificados ao longo do trajeto que segue as obras da Transnordestina, dentro do espaço de preservação do patrimônio arqueológico. Desse material, restam peças, em sua maioria, de pedra lascada, que estão passando por análise e pesquisa em laboratório, coordenadas pela empresa Zanettini Arqueologia. A novidade é que esse material será repassado para o Museu de Paleontologia de Universidade Regional do Cariri (Urca), para salvaguarda, com acompanhamento do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).



Um grupo formado por pesquisador, arqueólogos e técnicos do Iphan está fazendo todo o acompanhamento, pesquisa e coleta de material, além de fiscalização ao longo da obra, de onde já foram coletadas várias amostras. Poucos materiais em cerâmica foram identificados. Semana passada, os estudiosos estiveram participando de reunião com o reitor da Universidade, professor Plácido Cidade Nuvens, para falar das pesquisas que estão sendo implementadas ao longo da Transnordestina e a viabilidade desse material continuar na região, no Museu de Paleontologia.



No momento, o museu passa por uma reforma e ampliação para abrigar parte das peças que se encontravam guardadas, sem um espaço para serem expostas. Estão sendo investidos nesse trabalho mais de R$ 640 mil, inclusive para fortalecer a segurança para salvaguarda de mais de 7 mil peças fósseis, entre as mais raras e bem conservadas do período cretáceo do mundo. O reitor da Urca afirma que esse espaço está sendo estudado, de acordo com a nova planta para que o local receba as peças.



Na região, a Fundação Casa Grande já guarda um acervo considerável de peças em cerâmicas e pedra lascada e é a instituição que tem empreendido pesquisas na área da arqueologia na região. Vários sítios já foram identificados e estão sendo estudados pela doutoranda em Arqueologia e diretora da Fundação, Rosiane Limaverde. A instituição, em Nova Olinda, atua também na área de educação patrimonial.



Fonte Caderno Regional do Diário do Nordeste.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Marcos Sá Correa: Marina Silva tem que ser candidata


Marina Silva tem que ser candidata

A candidatura da ex-ministra Marina Silva é o primeiro assunto sério desta eleição presidencial. Ela não resolve as dúvidas sobre o próximo governo. Mas desarruma imediatamente uma campanha que, arrumada como está, só serve para levar o país ao ridículo.


Sem Marina Silva, os governadores José Serra e Aécio Neves poderiam atuar indefinidamente como se disputassem uma vaga nos suplementos dominicais que cobrem com mais conhecimento de causa problemas íntimos de relacionamento ou crises vocacionais. Alguém sabe qual foi a última notícia sobre a plataforma de Aécio Neves, por exemplo? Foi sobre a prancha de surfe que ele acaba de adquirir.


Com a senadora no páreo, a Ministra Dilma Rousseff provavelmente mudará de estilo, o que levaria todo mundo nesta história a ser mais sério. Marina Silva, de cara limpa, torna a maquiagem de Dilma Rousseff mais artificial que seu currículo, onde seus graus de mestranda, doutoranda e candidata à presidência da República saíram todos da mesma usina palciana de factóides, que oficializou a técnica marqueteira do “se colar, colou”.


A senadora, ao contrário, tem um currículo que só fez encolher nos cinco anos e meio que ela passou no Ministério do Meio Ambiente, trabalhando com um presidente que considera toda conversa de Meio Ambiente uma grande besteira – e como de besteira ninguém entende mais do que ele, sua política ambiental começa e acaba na mais vulgar conversa fiada.


Sob inspiração do chefe e guia iluminado, o resto da equipe aprendeu a tratar o Ministério do Meio Ambiente com amigável indiferença ou, no caso da ministra Dilma Rousseff, com franca hostilidade. Marina Silva errou bastante, e não foi só por ficar no cargo mais tempo do que deveria. Ela apostou demais em reservas extrativistas e assentamentos sustentáveis, que fariam sentido na Agricultura ou ou em qualquer programa social do governo. Mas, não no ministério do Meio Ambiente, onde promoveram a troca do essencial pelo acessório e condenaram os parques nacionais à penúria.


Na equipe de Lula, ela acabou se prestando ao papel de disfarçar os consideráveis danos ambientais cometidos soberanamente aqui dentro para uma opinião pública internacional que, lá fora, continuou ouvindo até o fim que Marina Silva era “a mulher que pode salvar a Amazônia” – como publicou no ano passado, pouco antes de sua demissão, o jornal inglês The Guardian. Nesse papel, ele serviu à leviandade ambiental do governo como disfarce e escudo.


Marina Silva recuou muitas vezes, vezes demais, perdendo internamente embates decisivos, sobretudo com a Ministra das Minas e Energia e, depois, da Casa Civil. Ou seja, Dilma Rousseff, que finalmente está sendo desafiada a enfrentá-la a céu aberto, como adversária explícita.


Apesar de seus equívocos políticos e administrativos, a senadora entrou no governo Lula e saiu do outro sem deixar de ser o que sempre foi. Atravessou todas as encruzilhadas e armadilhas do caminho em linha reta. E esse é um trunfo cada vez mais raro na órbita do presidente, que geralmente desmoraliza indiferentemente vencedores e vencidos que cruzam sua trajetória de sucesso estritamente pessoal.


Contra o currículo falsificado de Dilma Rousseff, o que Marina Silva tem de inigualável é a biografia. E sua biografia tem tudo a ganhar agora com a candidatura presidencial, exceto – como tudo indica – a presidência da República. Concorrendo, ela repararia o prejuízo que causou a si mesma, domesticando as ongs ambientalistas através de contratos para prestar serviços ao ministério. Oficializando-as, silenciou-as. E caladas elas assistiram à sua queda, na hora em que a ministra se demitiu.


Quem está no governo sempre acha que a vida continua a mesma. Mas, com sua campanha nas ruas, Marina Silva daria às ongs aliadas uma oportunidade para sair dos gabinetes, aprendendo o caminho de volta aos protestos e à oposição. Ou melhor, abjurando o governismo que ultimamente as amordaça e imobiliza.


Mostraria de quebra que, de onde menos se espera – o Senado, reduzido na era Lula a uma inutilidade perdulária – ainda pode sair uma supresa limpa e inatacável. E isso, nas circunstâncias, por si só despolui um pouco a democracia brasileira. Provaria além do mais que, mesmo com 80% de aprovação, um governo pode ter outro lado sim, e que este outro lado pode estar lá dentro.


Sobretudo, ofereceria aos brasileiros uma chance que parecia perdida de antemão para ouvirem pela primeira vez em eleição nacional candidatos discutindo, mas discutindo mesmo, queiram ou não, uma política para o país de meio ambiente – porque sem política de meio ambiente não há mais governo no mundo que tire um povo do atraso, da corrupção e da miséria mais aboluta, a que vem da perda dos requisitos básicos de qualquer existência.


Em resumo: Marina Silva é o que faltava nesta eleição para o Brasil escolher outro presidente. Seja quem for esse outro presidente.

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Ceará lidera a produção de energia eólica no Brasil

A entrada em operação do Parque Eólico Praia Formosa/ Siif Énergies, em Camocim, coloca o Ceará como maior gerador de energia eólica do País, superando o Rio Grande do Sukl. Já está completamente montado o maior parque eólico do Nordeste, localizado na Praia Formosa, em Camocim, que elevará o Ceará à condição de maior produtor de energia eólica do País. Comercialmente, o parque irá operar entre o fim deste mês e o início do próximo, mas a sua inauguração já está prevista já para a próxima sexta-feira, 21/08/ 2009.

De acordo com o Diretor Presidente da Siif Énergies do Brasil empresa responsável pelo projeto , Marcelo Picchi, o Parque Eólico de Camocim teve investimentos da ordem de R$ 500 milhões, e conta com 50 aerogeradores de 2,1 megawatts (MW) de potência, o que representa uma capacidade instalada de 104,1 MW de energia. Essa potência se somará aos 110 MW já implantados no Ceará, fazendo com que este ultrapasse o atual líder na produção de energia eólica do País, o Estado do Rio Grande do Sul.

Além do Parque de Camocim, a Siif Énergies do Brasil já opera uma usina eólica em Paracuru, com capacidade de 23,4 MW e uma em Beberibe, com 25,2 MW. Um outro parque, com 54 MW de potência, será inaugurado na praia de Icaraizinho, em Amontada, entre setembro e outubro, segundo prevê Picchi. Ao todo, a Siif está investindo R$ 1 bilhão nas quatro usinas do Ceará, além de outros R$ 700 milhões no Rio de Janeiro, onde inaugurará a maior usina da América Latina, com 135 MW de capacidade instalada.

A Siif Énergies tem ainda novos planos para o Ceará e o Nordeste. A empresa participará do primeiro leilão de energia eólica no País, marcado para o dia 25 de novembro, e apresentou 17 projetos, somando a instalação de mais 400 MW.Deste total, cerca de 250 MW estão programados para o Ceará e o restante para o estado vizinho Piauí.

Os projetos para o Ceará contemplam todo o estado, mas vamos focar mais nas proximidades dos parques já instalados", informa. O Ceará foi a unidade da federação a receber o segundo maior número de propostas no leilão para a instalação de parques eólicos. Do total de 441 projetos habilitados, que irão disputar 13 mil MW, o Ceará teve 118 projetos, equivalentes à geração de 2.743 megawatts hora (MW/h). De acordo com Picchi, o plano de expansão da empresa prevê a instalação de mais 1000 MW no País em um prazo de cinco anos.

Matéria de hoje do jornalista Sérgio Souza no Caderno Negócios do Jornal Diário do Nordeste.

Aula inaugural da UNIFOR discute profissão de Arquiteto/ Urbanista


Aula inaugural do Curso de Arquitetura e Urbanismo da UNIFOR/ Universidade de Fortaleza, com a presença dos Arquitetos Neudson Braga, José Sales e Jane Monte, Jucá discutiu aspectos da profissão de Arquiteto/ Urbanista. Foram quase 3 horas de exposições e debates que abordaram a amplitude da prática profissional da Arquitetura ao Web Design, por um lado e ao contexto territorial da cidade, da paisagem e da região.


Considerando que, no momento atual, 50.000 estudantes estão em formação nos cursos de Arquitetura e Urbanismo no Brasil, em 170 unidades distribuidas por território nacional e que o número de formandos anuais é da ordem de 6.000 pessoas, a retomada desta discussão é uma postura fundamental para aclarar aspectos desta formação profissional generalista que alcança quase 20 roteiros específicos de atuação.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

O fiasco do petróleo verde

Pequenos agricultores que apostaram na mamona estão na miséria. A empresa símbolo do biodiesel, a Brasil Ecodiesel está praticamente falida. E o Presidente Lula deixou de insistir tanto no assunto. No Estado do Piauí a situação sócio economica resultante é gravissima: a produção nunca avançou, a produtividade da mamona nunca evoluiu nestes cinco anos após o início do Programa Nacional de Biodiesel, o desmatamento e a produção ilegal de carvão aumentaram na região, o trabalho infantil aumentou, os plantadores estão vivendo do Bolsa Família.

As cinco usinas de produção da Brasil Ecodiesel, se transformaram em meros atravessadores. Compram mamona para garantir presença nos leilões da ANP, mas não aproveitam para produzir o biodiesel, pois é mais rentávem o produzir com soja e revender a mamona para a indústria química. 71% do biocombustível é produzido a partir da soja e o restante do algodão e do sebo animal. E mesmo com todo o apoio governamental e da Petrobrás Biocombustível, em todas as unidades a produção limitada e algumas estão com as atividades suspensas. A usina de Cratéus, no Ceará está com suas atividades suspenas e sem previsão de voltar a funcionar a curto e médio prazo.

Por causa do fracasso da programa de plantio mamona através da agricultura familiar para produção de biocombustível, o governo federal resolveu dar uma nova orientação ao programa de biodiesel e aumentou a participação da Petrobrás no setor que em menos de um ano inaugurou usinas na Bahia, no Ceará e em Minas Gerais. E mais recentemente o gestor da Petrobrás Biocombustível Miguel Rosseto foi orientado pelo próprio Presidente Lula a criar uma empresa de biodiesel em cada Estado do Nordeste.

Nos discursos, o entusiasmo com o assunto está arrefecendo. Em 2005, o Presidente Lula citou a palavra "mamona"92 vezes. No ano passado, a mamona só apareceu nos discursos do Presidente 16 vezes e neste ano a citação só alcançou 13 vezes. O "petróleo verde" secou. Restaram o desmatamento, a produção ilegal de carvão vegetal, a predação ambiental, a contaminação dos recursos hídricos, como no caso da bacia hidrográfica do Rio Poty, nos Estados do Ceará e Piauí e, a miséria do sertanejo que acreditou nas proposições sem sustentabilidade.

Extensa reportagem da revista ÉPOCA. Vale a pena conferir.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Água para entender o Nordeste

Deu na Coluna VERTICAL S/A do Jornal O POVO, em 10/08/2009:

Água é o tema do Anuário do Ceará deste ano. O capítulo autoral é dedicado a um percurso histórico pelo Nordeste, desde as raízes da literatura sobre a região, com inspiração na miséria da caatinga. Um álbum de retratos repleto de tons cinza a desenhar paisagens, carcaças e desesperanças, como bem descreve o texto de “A história da Água no Ceará. E o Sertão virou mar”. Este é o título do primoroso texto assinado por Ana Mary C. Cavalcante no Anuário do Ceará 2009-2010, a ser lançado hoje à noite, às 20 horas, no La Maison Dunas. No dizer do agrônomo Paulo de Brito Guerra, em “A Civilização da Seca” (Dnocs, 1981), citado por Ana Mary, a “Seca Grande” de 1877 foi a maior catástrofe ocorrida na região. Morreram mais de meio milhão de pessoas. E pior do que a falta d´água era a falta de assistência dos governos. Até 1845, descreve Guerra, a política pública se limitava à distribuição de esmolas, passando-se à construção de cadeias e igrejas, para dar trabalho aos flagelados.

Em todo caso, como destaca o economista Cláudio Ferreira Lima, também consultor editorial do Anuário e fonte do capítulo, ainda nos anos 1800, a chamada “Seca Grande” tangeu o governo imperial para o Nordeste. Ele diz que “o grande flagelo do Norte”, como passa a ser chamado, e torna um problema nacional. Foi quando Dom Pedro II criou a Comissão Imperial de Inquérito, em cujo relatório ficou recomendada a melhoria do sistema de transportes e, sobretudo, a construção de açudes. Depois, o imperador nomeia comissão de engenheiros para percorrer a província do Ceará e estudar meios de abastecimento durante as estiagens, bem como um sistema de irrigação. Era o esboço do que viria a ser o atual Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs). Para combater os efeitos da estiagem no Nordeste, o Dnocs ainda tem de matar um leão a cada dia dos 100 anos do órgão.

No subcapítulo Cronologia das Águas, com os principais fatos relacionados à água no Nordeste, a contagem tem início em 1583. Foi o ano em que pesquisadores apontam como a data mais remota que se tem notícia de seca no Nordeste. O ano da graça de 1999, o então presidente Fernando Henrique Cardoso, assinou Medida Provisória 1.795, extinguindo o Departamento. Foi a mobilização de servidores, políticos e empresários que evitou o fim. Pressionado, ao invés de implodi-lo, o Governo reestruturou órgão. A última estação da Cronologia é 21 de outubro de 2009. Marcará o primeiro século do Dnocs. O capítulo é um documento importante para entender o Nordeste.

O Crato do Futuro 1

Deu na Coluna Cariri do Jornal O POVO:

Durante a solenidade de lançamento da ordem de serviço para construção do Centro de Convenções do Cariri, localizado no bairro Muriti no Crato, o Governador Cid Gomes ouviu das lideranças cratenses os projetos futuros para aquela área. Cortada pela estrada que liga Crato a Juazeiro, ali está sendo construído também o Centro de Ciências Agrárias da UFC. A Prefeitura já doou terreno para construção da Faculdade Católica do Cariri e sinalizou idêntica providência à Universidade Regional do Cariri. Surgiria, assim, a Cidade Universitária, cujo projeto - já elaborado - prevê uma avenida que passará pelo Centro de Convenções até a cidade de Barbalha.

Memória do Caldeirão da Santa Cruz

Deu na Coluna Cariri do Jornal O POVO:

Consta que, antes de ser decapitada, a rainha Maria Stuart teria afirmado: “Em meu fim, está o meu começo”. De forma análoga, isso está acontecendo em relação ao beato José Lourenço, líder da comunidade do Caldeirão, localizada no município do Crato. Foram iniciadas, dias atrás, as obras de consolidação do Parque Histórico do Caldeirão, no local onde aconteceu o massacre - feito pelas milícias do governo do Ceará - na década 30 do século passado, contra trabalhadores rurais que viviam em comunidade, rezando e trabalhando na agricultura, liderados pelo legendário beato José Lourenço. Oficialmente, foram mortas cerca de 400 pessoas, entre crianças, mulheres, idosos e adultos. Extra-oficialmente os mortos teriam passado de mil. Não há como negar: o tempo se encarrega de fazer sua própria justiça!

domingo, 9 de agosto de 2009

Euclydes da Cunha,réporter ambiental


O pioneirismo do Brasil em reportagem ambiental acabou há 100 anos, a tiros, no subúrbio carioca da Piedade. Chamava-se Euclydes da Cunha, tinha 43 anos, era engenheiro de ferrovias e, autor consagrado, vivia de subempregos no serviço público. Deixou órfãos os escritores de sua geração que, à falta de um arraial de Canudos a uma distância confortável da Confeitaria Colombo, no velho centro do Rio de Janeiro, trataram de ambientar Os Sertões no morro da Providência. E perderam com isso o caminho das pedras.

Foi assim, como filho postiço de Os Sertões, que nasceu no começo do século passado, junto com a favela, o mito da favela como trincheira dos desvalidos contra a opressão brutal da ordem pública, ensina a antropóloga Lícia Valladares. O livro mal passara da terceira de suas inumeráveis edições, que o levaram a correr mundo até em chinês ou sueco. E seus contemporâneos já tinham perdido, aqui mesmo, a trilha que ele desbravara em português para a descoberta do Brasil, como uma história da luta sem fim de um povo com seu território.

O Brasil da literatura e do jornalismo estava bem à mão, na capital da República. E o outro ficava longe. E, por conforto, nem o mais devoto dos imitadores seguiu a fórmula que Euclydes da Cunha deixara pronta, um manual completo e até hoje insuperado não só de jornalismo, como de jornalismo ambiental e investigativo. Como tal, Os Sertões deveria constar do currículo obrigatório de todo curso de comunicação.

Ensinaria aos brasileiros, antes de mais nada, que jornalismo ambiental não é, como parece, aquilo que se publica uma vez por semana sobre o estado do planeta, geralmente como um um cantinho do meio ambiente na seção de ciência. Euclydes da Cunha que jornalismo ambiental praticava jornalismo ambiental até no campo de batalha, por nunca perder de vista que mesmo num lugar como Canudos, “esquecido por 400 anos”, os sinais históricos de conflito entre a civilização brasileira e a natureza.

A primeira notícia do combate, no livro, descreve a luta póstuma de um soldado mumificado, “sem um verme”, com a “secura extrema”. Vitória do clima, visível no “sol poente desatado”. Mas de um clima produzido em grande parte parte por “um agente geológico notável – o homem”.

Ele foi antes de tudo um jornalista, pelo menos nos termos que definiam em sua época o exercício da profissão. Foi ao sertão da Bahia como correspondente de guerra do jornal O Estado de S. Paulo. Levou do Rio de Janeiro a versão pré-fabricada de que por trás do Beato Antonio Conselheiro havia uma conspiração republicana, apoiada por monarquias européias. Mudou de opinião diante dos fatos.

Passou mais tempo atracado no porto de Salvador do que na área do conflito. Mas viu tudo, apurando sua história como manda o figurino dos repórteres que não precisam fazer de conta que são isentos para ser exatos – “sem dar crédito às primeiras testemunhas que encontrei, nem às minhas próprias intenções”.

Entre a pressa e a pressão, o binário universal da leviandade jornalística, passou cinco anos depurando suas anotações do front no filtro das teorias científicas, trabalhando na maior parte do tempo como supervisor de obra no interior de São Paulo. Fez a maior reportagem já escrita no Brasil, que pode ser antiquada no estilo – “a prosa hirsuta, gradiosa e solene”, piedosamente criticada pelo sociólogo Gilberto Freyre entre elogios incondicionais, – mas está mais viva do que nunca como modelo jornalístico, porque até hoje não fez escola.

Um texto de Marcos Sá Correa, no jornal O ECO http://www.oeco.com.br/

sábado, 8 de agosto de 2009

Educação patrimonial é levada à escola pública

Alunos de Icó, município do Centro Sul do Estado do Ceará, vão dispor de cartilhas para o aprendizado da educação em favor da conservação do patrimônio cultural Icó. A partir desta semana, os alunos da rede pública, neste município, vão dispor de um novo material que possibilita o melhor conhecimento sobre o patrimônio histórico da cidade e a sua necessidade de preservação. São duas cartilhas, intituladas "Icó, História, Cultura e Tradição" e "Educação Patrimonial em Icó: conceitos e diretrizes", que vão servir de novo instrumento pedagógico auxiliando professores e estudantes.

As duas publicações são frutos de um convênio celebrado entre o Programa Monumenta do Ministério da Cultura, Senac, Sistema Fecomércio e a Prefeitura de Icó. O lançamento do material aconteceu no Teatro da Ribeira dos Icós. A solenidade reuniu autoridades locais, representantes das instituições responsáveis pela publicação, professores e alunos.

De acordo com a Secretária de Cultura de Icó Jequélia Alcântara, a elaboração das cartilhas nasceu como resultado do Projeto Conhecer para Preservar, patrocinado pelo Programa Monumenta. O objetivo é tornar acessível aos estudantes informações sobre o patrimônio histórico da cidade e sua necessidade de preservação.

Fonte Caderno Regional do Diário do Nordeste.

Espetáculo encanta público na Praia do Futuro


Apresentação mistura teatro, circo, dança e música com figurino, cenário e ornamentos improváveis, se desenvolve na descida da Avenida Santos Dumont, em direção à Praia do Futuro, em Fortaleza, o colorido do cortejo de artistas e do carro alegórico na frente de uma pequena multidão já chamava a atenção.


“Pelo menos curioso. As roupas, os instrumentos musicais e as coreografias são diferente de tudo o que eu já vi antes”, comentou a administradora Sandra Matos, que estava ontem na Praça 31 de Março para assistir ao espetáculo “Os Reis Preguiçosos”, da companhia francesa Transe Express.


Uma apresentação mirabolante que mistura teatro, circo, dança e música com figurino, cenário e ornamentos improváveis, mas sem perder o encanto. Uma atração diferente para todas as idades e que o público cearense não está acostumado a ver. Os palhaços e/ou dançarinos ou, talvez, músicos e atores (ou melhor, tudo isso junto) interagem o tempo todo com a platéia. Esta não tem um local específico para assistir ao show. Ora ela segue uma bandinha, ora dança com os esqueletos gigantes com charutos e gaiolas no tórax. A interação não é apenas passiva, o público também faz o espetáculo subindo nos carros alegóricos ou participando de gincanas.


Fonte Diário do Nordeste. Matéria de Guto Castro Neto e Fotografia de Kid Júnior. Vale a pena conferir.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Os cinco anos de O ECO

Quando há cinco anos Marcos Sá Correa, um jornalista que eu admirava muito, mas que não conhecia muito bem pessoalmente, me convidou para escrever para o O Eco, fiquei embasbacada. Gostei da idéia do jornal virtual, pouco explicada por ele e eu tive medo de fazer muitas perguntas, mas não acreditava que poderia manter uma coluna, pois não era meu negócio. Ele sabe incentivar as pessoas e com certeza usou do mesmo argumento para conseguir outros colunistas.

Eu que já havia encarado o regime militar e ajudado a instituir o sistema de unidades de conservação em uma época muito difícil, e tinha conseguido que o almirante Ibsen de Gusmão Câmara fosse um dos meus melhores amigos e parceiros na luta pela conservação da natureza, bem como outros especialistas e colegas; eu que chorei perante autoridades e imprensa quando da criação da primeira Reserva Biológica na Amazônia, a de Trombetas, no Pará; eu que comprava todas as brigas possíveis e imagináveis para defender as áreas protegidas, por dever de ofício; que tive a felicidade de começar o Projeto TAMAR, o CEMAVE e o projeto peixe boi; que sai do sistema de unidades de conservação quando, no governo Figueiredo, se autorizou a construção de uma estrada cortando o Parque Nacional do Araguaia, em fragrante desrespeito à opinião do Departamento de Parques Nacionais, como poderia estar com tanto receio de me tornar uma colunista do O Eco? Assim fui em frente.

Escrevi o que quis e como quis principalmente em defesa dos Parques Nacionais e outras áreas protegidas. Critiquei políticas públicas, pessoas públicas, chefes de governo, empresas particulares, sem nenhuma censura. Elogiei algumas iniciativas, alguns Parques Nacionais e algumas ONGs. Poucos elogios e muitas críticas.Tendo trabalhado toda minha vida com unidades de conservação e fauna silvestre eu andava bem revoltada com os acontecimentos na área ambiental, assim sendo O Eco foi a minha válvula de escape, pois fui evidentemente colocada na geladeira pelos governos.

Havia muito que se criticar nos últimos cinco anos sobre a situação da área ambiental. Nunca antes o Brasil assistira a tantos absurdos e desmandos, com relação ao uso dos nossos recursos naturais. A situação muitas vezes parece contraditória, pois é inegável que se estabeleceram muitas unidades de conservação da natureza, principalmente na Amazônia e outras, bem poucas na verdade, no “resto do país” onde se situam os biomas mais ameaçados como Mata Atlântica, Caatinga, Pampas, Araucárias e Cerrado. O Brasil possui cerca de 80 milhões de hectares, ou seja, 9% de sua extensão territorial em unidades de conservação, sendo 47% de uso indireto dos recursos naturais, ou seja, de proteção integral, e 57% de uso sustentável, ou de uso direto dos recursos naturais. Mais importante talvez seja dizer que embora o volume de milhões de hectares de áreas protegidas tenha aumentado como nunca antes, elas se encontram praticamente abandonadas, como demonstram estudos já publicados. Em 2004 o país aplicava U$ 0,08 por hectare e possuía 3,8 funcionários para 1.000km2, enquanto a média mundial gira em torno de 27 funcionários por 1.000km2. De 2004 até hoje a situação não mudou muito. Ao contrário, piorou. Muitas unidades de conservação foram reduzidas, muitas tiveram suas categorias prévias de manejo mudadas para categorias menos restritivas.

Talvez, ainda, o que mais assuste é a inegável vontade política de se mudar para pior o Código Florestal brasileiro, que vem sendo deturpado em seu conceito original, qual seja o de se proteger os serviços ambientais decorrentes de unidades de conservação, APPs e Reservas Legais. A tal ponto a situação é crítica que um estado, o de Santa Catarina, aprovou seu Código Ambiental, em fragrante desrespeito à lei federal que dispõe sobre o assunto.

Não se tem mais receio político de se mudar critérios básicos com relação às áreas protegidas. Se aceita as APPs como parte das reservas legais. Permite-se, em nome do aspecto social, a exploração direta de recursos naturais, onde, a meu ver, deveriam ser protegidos, através de resoluções do CONAMA, ou de órgãos similares no nível estadual e municipal. Vão comendo pouco a pouco áreas antes protegidas por decretos como unidades de conservação de proteção integral e se permite, nas de uso sustentável, de tudo, desde agricultura, pecuária, mineração, hidroelétricas, estradas e a extração incontrolada de recursos naturais.

Talvez o mais sério no momento no país é que, ao longo destes anos, não formamos grandes especialistas em biologia da conservação nos órgãos ambientais. A maioria deles, embora seja só de alguns indivíduos, está nas universidades. Também não temos líderes carismáticos brigando pelo meio ambiente na área política. Fala-se muito sobre o assunto e em geral fala-se e faz-se muitas bobagens por absoluto desconhecimento.

A área ambiental é a base para o desenvolvimento social e econômico de um país e o nosso querido PAC desconsiderou a conservação da natureza e a área ambiental sem pejo.

Os desastres ambientais se sucedem celeremente, em especial aqueles relacionados às mudanças climáticas e são visíveis e perceptíveis pela população que sofre as suas conseqüências, ao mesmo tempo em que se continua queimando a Amazônia, inundando, destruindo ecossistemas, usando os bicombustíveis como a panacéia para todos os males e se pesquisando muito pouco, quase nada.

E não criamos adeptos suficientes para defender a natureza deste país. Divulgar e informar corretamente o que vem acontecendo, como faz OECO é uma forma de ajudar a envolver mais nossos leitores e de criar entre eles uma conscientização que é muito urgente.Manter a qualidade e a isenção do O ECO não tem sido fácil. Muitas pessoas ajudaram e ajudam porque acreditam na sua importância, mesmo aquelas que já estão desiludidas com a situação ambiental no Brasil. Felizes daqueles que ainda ajudarão o O ECO a crescer e a permanecer vivo para benefício de toda informação fidedigna. Eles serão sempre lembrados no futuro, com inspiração quiçá de seu principal mentor e do nosso querido Euclides da Cunha, baluarte do jornalismo ambiental, bem lembrado por coluna de Marcos Sá Correa.

O ECO foi e é um instrumento fundamental de informação e conscientização ambiental. Poucos instrumentos da mídia nacional são tão completos e responsáveis em defender a conservação da natureza. Parabéns para todos os integrantes do jornal e leitores. Vamos continuar a manter este veículo no ar e a prosperar, cada vez mais. É um pouco do que cada um de nós pode fazer em benefício de nossa ainda enorme biodiversidade. Mas é muito mais do que simplesmente não fazer nada

Um artigo de Maria Tereza Jorge Pádua é fundadora da Funatura, membro do Conselho da Fundação O Boticário de Proteção à Natureza e da Comissão Mundial de Parques Nacionais da UICN. http://www.oeco.com.br/

Zona Norte: Sobral discute Plano Diretor

Durante três dias, este o município discutiu temas relevantes sobre a vida da cidade e sobre o desenvolvimento urbano. No Fórum de "Questões Urbanas - A cidade Legal", engenheiros, arquitetos, construtores e vários outros convidados, além da presença de secretários municipais e populares, foram discutidas várias questões sobre o Plano Diretor que traça as diretrizes para o crescimento de uma cidade.

O evento congregou representantes dos principais segmentos do município de Sobral e do Estado em torno de temas que afetam a vida da cidade e em busca de novas alternativas que possibilitem a ocupação racional e legal do solo, respeitando-se a igualdade do direito e a soberania municipal.

O Fórum só se tornou mais importante porque a população pôde interagir com os debatedores e conhecer melhor o Plano Diretor elaborado pelo município em 2008. "A Prefeitura encaminhou para a Câmara de Vereadores o Plano Diretor e a Câmara apreciou, discutiu e votou no fim do ano passado. Fatores como de localização e expansão urbana da sede de Sobral, a atuação do Instituto do Patrimônio Histórico a Artístico nacional (Iphan), o sítio histórico tombado da cidade também foram debatidos durante o evento. Entre os debatedores destaque para o secretário Estadual das Cidades, Joaquim Cartaxo; o coordenador do Iphan e vice-prefeito licenciado de Sobral, Clodoveu Arruda; e o arquiteto e urbanista, atual diretor de Gestão do Metrofor, Edilson Aragão.

No primeiro dia foram debatidas as questões ambientais. Tema que teve como articulista a secretária Maria Juraci Neves, da Secretaria do Planejamento Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente. O deputado federal, padre José Linhares, falou sobre "A cidade Humanizada" e o secretário das Cidades do Estado, Joaquim Cartaxo, levantou questões sobre "A cidade e o pacto urbanístico".

Fonte Caderno Regional do Diário do Nordeste.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Promessa para a URCA

Uma antiga reivindicação da população deste município será atendida a partir de agora. Trata-se da continuidade da construção de um ginásio poliesportivo, que há tempo estava com as obras paralisadas e construção da cadeia pública. O governador Cid Gomes anunciou ao reitor da Universidade Regional do Cariri (Urca), Plácido Cidade Nuvens, a construção do ginásio poliesportivo no antigo campo do Esporte Clube do Crato, onde há mais de 15 anos, na administração do então prefeito Pedro Felício Cavalcanti, foi iniciada a construção de um ginásio coberto para a cidade.

Fonte Diário do Nordeste.

Geodiversidade, Geoconservação e Geoturismo


Tema da palestra a ser proferida pelo geólogo paulista VIRGINIO MANTESSO NETO, autor e editor de vários livros de Geologia, sobre Geodiversidade, geoconservação, geoturismo a ser realizada no próximo dia 19 de agosto de 2009, às 19:30h, no auditório da Reitoria da URCA. Promoção da Diretoria de Pesquisa do Geopark Araripe.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Desenvolvimento do Cariri é fortalecido com novos serviços

Com mais de 500 mil habitantes, as cidades de Crato, Juazeiro e Barbalha, integrantes da Região Metropolitana do Cariri, passam por uma fase de desenvolvimento que implica na mudança do comportamento empresarial, no envolvimento das escolas de ensino superior e o empresariado na inclusão de novas tecnologias e formação de recursos humanos. Neste contexto de ampliar novas ofertas e demandas de serviços, o Governo do Estado assinou, ontem, a ordem de serviços para a construção da Central de Abastecimento (Ceasa) de Barbalha, e o Centro de Conveções do Cariri, no Crato, onde implantou o Programa Ronda do Quarteirão.

"É uma arrancada para o fortalecimento do sistema de produção e distribuição de bens e serviços à população", afirmou o governador Cid Gomes, garantindo que está pagando uma dívida para com a região, que desponta como uma das mais ricas do Estado.

"O desenvolvimento sustentável sugere, de fato, qualidade em vez de quantidade, com a redução do uso de matérias-primas e produtos e o aumento da reutilização e da reciclagem", diz o prefeito do Crato, Samuel Araripe, lembrando que a construção do aterro sanitário que vai atender às cidades da Região Metropolitana, é um referencial para esta nova visão do Cariri. Samuel inclui também a ampliação do Aeroporto Regional do Cariri, que, segundo afirma, não atende a demanda de passageiros. Ele adverte que não há mais espaço para rivalidades ou bairrismos.

"O Cariri tem que ser visto como um todo, Crato e Juazeiro são hoje um conglomerado urbano que está acima dos interesses políticos e individuais". Ao fazer esta observação, o prefeito cita a implantação do Programa Ronda do Quarteirão, no Crato, como uma necessidade premente para esta nova fase de desenvolvimento. "Sem segurança é impossível crescer", afirma.

Fonte Diário do Nordeste 05/08/ 2009

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Turismo religioso: Cariri busca fortalecer setor aéreo

O vice-prefeito de Juazeiro do Norte, José Roberto Barreto Celestino, viajou, ontem, a Brasília, para participar de encontros com os dirigentes de Empresas de Transporte Aéreo Regionais, o quais Celestino explanará às Empresas Aéreas Regionais as potencialidades da Região do Cariri, com o objetivo de persuadi-las a operarem no futuro Terminal de Passageiros do Aeroporto Regional do Cariri. Atualmente, a atuação das empresas aéreas é impossível, pois nem as atuais operadoras, Gol e OceanAir, estão acomodadas satisfatoriamente. "Entendo que a reforma emergencial, que se executará no próximo ano, criará mais espaço para que elas, Gol e OceanAir, se estabeleçam adequadamente", diz o vice-prefeito. "A semente que estamos plantando hoje, junto às outras operadoras, é com vista ao futuro Terminal", declarou Celestino.

Um dos aspectos a serem levantados junto às empresas regionais, que normalmente operam em vôos mais curtos e com aeronaves de menor porte, com cerca de 50 passageiros, é o grande potencial de transporte de passageiros a partir das capitais nordestinas, principalmente Recife, Maceió, Teresina e Natal, nos finais de semana, em demanda a Juazeiro, no chamado turismo religioso, considerado com um filão de grandes proporções, que ainda está inexplorado pelo transporte aéreo, pois a cada fim de semana, Juazeiro recebe mais de 50 ônibus, com romeiros, vindos destas capitais.

José Roberto Celestino participa também, como convidado, da reunião do Fórum Nacional de Secretários Estaduais de Turismo (Fornatur), em conjunto com a Comissão de Turismo e Desporto da Câmara dos Deputados, e da reunião, do mesmo fórum, com o Ministro do Turismo, Luiz Barretto.

Fonte: Caderno Regional do Diário do Nordeste.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Urbanização do Cocó prevista para 2010


Construções de barracos nas margens do Rio Cocó, a retirada da vegetação e de areia, poluição causada por esgotos e lixo. Embora com intensidade variada, a degradação ambiental é observada ao longo de sua bacia — da nascente, na Serra da Aratanha, em Pacatuba, até a foz, na Praia do Caça e Pesca, em Fortaleza. Essa triste visão deve mudar até 2012, quando as obras de limpeza e urbanização de um dos mais importantes mananciais cearenses serão concluídas.


Com recursos da ordem de R$ 275,7 milhões, provenientes do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do Estado e do Município, estão programadas cinco ações transformadoras do rio: a construção da barragem Palmeira, dragagem, urbanização, construção de dois conjuntos habitacionais para 2.816 famílias e o trabalho social e de conscientização ambiental. Ao todo, estão previstas 16Km de intervenções.


A primeira, a Barragem Palmeira, que terá a missão de evitar as enchentes e perenizar o rio, está com o edital concluído, segundo a coordenadora de Desenvolvimento Urbano da Secretaria das Cidades, Lana Aguiar, aguardando a emissão da licença ambiental por parte da Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace), Secretaria dos Recursos Hídricos e Agência Nacional das Águas (ANA). “O documento está em andamento e será liberado logo”, informa ela. Depois disso, haverá o processo de licitação.


A previsão é de que até julho de 2010 o trabalho comece. O prazo para a finalização é de 18 meses.A barragem terá capacidade de acumulação de 6,280 milhões de metros cúbicos e vai inundar uma área de 423,03 hectares na cota da soleira do sangradouro igual a 15 metros, de acordo com o Projeto Básico, revisto em 2008. A bacia hidrográfica da Barragem Palmeiras é de 211,28 quilômetros quadrados, incluindo a bacia hidrográfica do Açude Gavião. A área de drenagem controlada somente pela Barragem Palmeiras é igual a 116,74 quilômetros quadrados, sendo, portanto, superior à do Açude Gavião. A obra trará a perenização do Rio Cocó, que contará com uma lâmina d’água permanente, diluindo o chorume originário do antigo Aterro Sanitário do Jangurussu.


No Sabiaguaba, moradores ribeirinhos do Cocó, principalmente os barraqueiros, esperam informações concretas do governo estadual e Prefeitura para saber o local para onde serão realocados .Matéria do Diário do Nordeste. Fotografia de Miguel Portela, em 03/08/2009.

domingo, 2 de agosto de 2009

Roberto Burle Marx 100 anos


Criador da linguagem moderna do paisagismo no mundo, Burle Marx é considerado o maior paisagista do século 20. Na década de 1930, ele foi pioneiro ao acrescentar plantas brasileiras em jardins que, até então, só traziam espécies europeias. Sua extensa obra de redesenho da Paisagem está presente em quase todo o Brasil e em algumas da principais cidades do mundo.


Contemporâneo e amigo de Oscar Niemeyer, Burle Marx foi responsável pelo paisagismo de projetos como o aeroporto da Pampulha em Belo Horizonte, o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e o Eixo Monumental de Brasília. Também é dele o projeto original de paisagismo do Parque do Ibirapuera, em São Paulo, que não chegou a ser executado completamente. Além disso, tem obras realizadas na Malásia, nos Estados Unidos e na Venezuela, entre outros 17 países. As comemorações dos seus 100 anos de nascimento, se registram no Rio de Janeiro, São Paulo, Brasilia, Fortaleza

  • No Rio de Janeiro
    Além da primeira edição da Exposição Roberto Burle Marx 100 Anos - A Permanência do Instável, no Paço Imperial Exposição Roberto Burle Marx 100 Anos - A Permanência do Instável, no IMS/ InstitutoMoreira Sales, em sua sede da Gávea, realizará uma extensa programação com exposição fotográfica, debates e lançamento de publicação "Guia dos Jardins de Burle Marx".

  • Em São Paulo
    A Exposição Roberto Burle Marx 100 Anos - A Permanência do Instável, entre 17/Julho e a 13 de setembro no Museu de Arte Moderna de São Paulo - Parque do Ibirapuera, trata-se de uma retrospectiva que marca o centenário de nascimento de Roberto Burle Marx (1909-1994). A mostra, que já passou pelo Rio de Janeiro, mapeia sua múltipla produção artística, exibindo pinturas, tapeçarias, joias e paisagismos.

  • Em Fortaleza
    Mais uma edição dos Seminários Colóquios sobre a Paisagem, UNIFOR, em comemoração ao centenáriode nascimento de Roberto Burle Marx, com palestra "Roberto Burle Marx: 100 anos de arte" com Ricardo Marinho(Dia 04/08 Auditório A4 UNIFOR - 18h e 30min), exibição de Video "Eu, Roberto Burle Marx"(06/08 Sala A VIDEOTECA UNIFOR- 19:00h) e visita aos jardins da Sede Administrativa BNB com Arquiteto Marcos Thé(07/08 - 9:00h Av. Paranjana, 5700/ BNB Passaré)

Nordeste lembra 20 anos da morte de Luiz Gonzaga


Vinte anos depois da morte de Luiz Gonzaga, o som de sua sanfona está cada vez mais presente nas salas de reboco das casas do sertão e nos mais diversos auditórios e palanques, enchendo de emoção e lirismo platéias de todas as categorias sociais. Em Exu (Pernambuco), sua terra natal, a programação comemorativa aos 20 anos da morte do Rei do Baião foi aberta, ontem, com uma "roda de sanfona", debaixo de um pé de juazeiro, no Parque Asa Branca.


Em Juazeiro do Norte, sanfoneiros do Crato, Juazeiro do Norte e Barbalha homenagearam o velho "Lua" com uma retreta de sanfonas em torno de seu busto, na Praça do Memorial. Com forma também de homenagem e resgate da memória de Gonzagão, o poder público quer tombar Parque Asa Branca como Patrimônio Imaterial.


O forró pé-de-serra, introduzido no Brasil pelo Luiz Gonzaga na década de 40, conquista o mercado, concorrendo com outros ritmos brasileiros e estrangeiros. "O baião, coco, rojão, quadrilha, xaxado e xote caracterizam o forró e tem cheiro de carne de bode assada", comparou o velho Gonzagão, acrescentando que é uma música com a cara do Nordeste, que canta, ri, chora e "faz pouco" do seu secular sofrimento.


Densa reportagem de Antonio Vicelmo para o Caderno Regional do Diário do Nordeste. Vale a pena conferir.

sábado, 1 de agosto de 2009

O Parteiro ausente

Em 1930, nasceu um Brasil novo por cima do velho. O Brasil agrícola, rural, sem infra-estrutura, exportador de bens primários, deu lugar a um país industrial, urbano, com infra-estrutura e um mercado interno. Nesses últimos 80 anos, aquele novo Brasil ficou velho. Seu crescimento depredou a natureza, exigiu ditadura e concentração da renda, criou uma sociedade desigual e violenta, com corrupção endêmica e uma moeda desvalorizada, sua indústria mecânica ficou desatualizada para a realidade da economia do conhecimento.

Um novo Brasil quer e precisa nascer sobre este que ficou velho. Um Brasil com economia baseada no conhecimento, em equilíbrio com a natureza, distribuidora de sua renda e outros benefícios; sem pobreza, sem violência, sem corrupção. Uma sociedade republicana. Foi com a esperança de ter um parteiro para esse novo Brasil que os eleitores votaram e elegeram Fernando Henrique e Lula. Havia no ar a necessidade de um novo Brasil e precisávamos de líderes que o fizessem nascer.

Passados quatro mandatos desses governos, descobrimos que o parteiro está ausente. Esses líderes fizeram as mesmas alianças espúrias com a velha política e seus representantes. Eles próprios, que traziam a esperança, demonstraram estar comprometidos com o Brasil antigo. Preferiram pequenos ajustes no velho.Conseguiram o fim da inflação e criaram uma rede mínima de proteção, mas nada mudaram na realidade social. Mantiveram o mesmo padrão de crescimento baseado no modelo industrial do século XX, que exige concentração dos benefícios. Conservaram privilégios, conviveram com a corrupção e a política do passado. No máximo, buscaram acelerar o crescimento do mesmo velho modelo, sem oferecer qualquer reorientação em direção ao Novo.

Não houve inflexão em direção a um crescimento baseado na produção de conhecimento, nem na geração de emprego, baseado na educação. Não houve uma estratégia para a substituição da rede de proteção social por uma escada de ascensão social, nem a definição de um modelo civilizatório definindo limites no uso dos recursos naturais e emissão de resíduos, casando sociedade e natureza.Mais do que crescer, o Brasil precisa se renovar. Se insistir apenas em crescer, no lugar de se renovar, o Brasil vai estagnar, mesmo crescendo. Continuará desigual, não republicano, com corrupção, violência, cidades degradadas, um país rico para poucos e não civilizado. A história recente já mostrou que nenhum país se civiliza apenas pelo crescimento, sem uma renovação. E que, daqui para frente, não cresce sustentavelmente sem reorientar sua maneira de produzir. Mostrou também que a redução da desigualdade social, e a construção de uma sociedade republicana, pacífica e livre de corrupção, passam pela educação de qualidade para todos. O Brasil velho dispõe do potencial econômico e financeiro que permita a mudança de rumo para a construção de uma república democrática.

O mais grave é que em breve teremos novas eleições presidenciais, que elevarão para vinte ou vinte quatro os atuais dezesseis anos de mandatos, sem esperança de uma proposta de renovação. Porque o debate que se prevê entre os candidatos será sobre como acelerar o velho Brasil, e não como renová-lo. Os dois candidatos aparentemente já escolhidos discutirão quem oferece maior taxa de crescimento da mesma antiquada, perversa e depredadora economia em direção ao abismo social, moral e ecológico, e não quem oferece um ângulo de inflexão para dobrar outra esquina da história em direção à modernidade que o século XXI aponta: economia do conhecimento, distributiva socialmente e equilibrada ecologicamente. Caminhamos para eleger qual será o melhor mecânico para consertar e acelerar o velho Brasil, e não qual será o parteiro para concertar e reorientar um novo Brasil.

Tudo indica que em 2010 o parteiro vai ficar ausente até mesmo na própria eleição. Como se já estivéssemos tão acostumados com o velho Brasil que não percebêssemos a necessidade de um novo querendo nascer.

Texto de Cristovam Buarque/ Senador PDT/DF. Publicado no Blog do Noblat.

Dois dias de festa no Sertão


A pequena Exu, a 75 km de Juazeiro do Norte e a cerca de 620 km de Recife recebe, a partir de hoje, os festejos em homenagem aos 20 anos de morte do seu filho mais ilustre. Em Fortaleza e no Recife, o Rei do Baião também será lembrado.

“O Exu é Luiz Gonzaga”, afirma Beba Parente sobre a cidadezinha de pouco mais de 30 mil habitantes, distante cerca de 620 km da Capital pernambucana. Presidente da ONG que administra o Parque Asa Branca – onde estão os restos mortais de Gonzagão, abriga o Museu Luiz Gonzaga e organiza as festas de aniversário de nascimento e de morte do Rei do Baião - diz que a cidade respira seu filho ilustre. Entre hoje e amanhã, Exu deve ter 1/3 a mais de gente circulando por suas ruas. São as homenagens aos 20 anos de morte do Rei do Baião, que atrai cerca de 10 mil pessoas da região. Luiz Gonzaga morreu no dia 2 de agosto de 1989, vítima de uma parada cardiorespiratória, aos 77 anos.

“É um evento que nós criamos para não deixar a data esquecida. O aniversário, em dezembro é tradicional, bem maior e começou com o próprio Rei, cinco anos antes da morte”, descreve Beba. A cidade, segundo ele, é outra depois da passagem de Gonzagão. “Ele trouxe estrada, o poço, a escola”, enumera as melhorias. Em contrapartida, Exu tem hoje, além do Museu, a rodovia Asa Branca, uma estátua do Rei, além de várias outras pequenas homenagens ao músico. Desde nomes de bares e do posto Helena (primeira mulher de Gonzaga), ao som do baião em quase todas as esquinas nesse período.

Se em São Paulo os tributos contaram com grandes atrações, como Alceu Valença, Elba Ramalho e Dominguinhos, Exu celebra de seu modo. Várias atrações locais devem animar o forró, gente que, segundo Beba, aprendeu a tocar por influencia dele. Estão confirmadas, além disso, a presença do governador do Estado de São Paulo, José Serra (PSDB) e do senador pernambucano Jarbas Vasconcelos (PMDB).


A programação conta com missa no Parque Asa Branca, a partir das 9 horas de domingo, debaixo dos juazeiros, show de Joquinha Gonzaga (sobrinho do Rei), Flávio Leandro, Targino Gondim e Harmonia do Forró, todos herdeiros do baião de Luiz.

Em Fortaleza, em homenagem a Luiz Gonzaga, a Orquestra Filarmônica do Ceará apresenta o Concerto Filarmônica Gonzagueando, com a participação especial do sanfoneiro Luizinho Calixto. Composta por 50 músicos, a orquestra executa, acompanhado da sanfona, os sucessos mais marcantes do tocador pernambucano. Estão previstas as interpretações de: Asa Branca, Numa sala de reboco, A morte do vaqueiro, Sabiá, Vida de viajante, entre outras. Amanhã, dia exato da morte de Gonzagão, o Vida & Arte Cultura publica um caderno especial em homenagem aos 20 anos de partida de Luiz Gonzaga.

Fonte Jornal O POVO.

Rota das emoções ganha projeção no Exterior

O Projeto Rota das Emoções, que tem apoio do Ministério do Turismo, dos Governos do Ceará, Piauí e Maranhão, além dos Sebrae dos três Estados, para desenvolver o turismo em Camocim, Jericoacoara, Parnaíba e Lençóis Maranhenses, acaba de ganhar novo impulso para promover a região, agora no Exterior. A operadora turística Jangada Travel, especializada na venda de roteiros turísticos do Brasil, sediada em Verona, na Itália, começou a destacar o projeto junto a operadores de viagens europeus por meio de folheto de vendas e no site da empresa na internet (http://www.jangadatravel.com/).

Esta semana, a Presidente da Embratur, Jeanine Pires, recebeu em audiência em Brasília o Presidente da Agência para o Desenvolvimento Regional Sustentável (ADRS), consórcio responsável pela Rota das Emoções, Sílvio Leite, e o empresário italiano Roberto Ferroli, onde foi apresentado o projeto TRE - Services Srl (Turismo da Rota das Emoções). Esse projeto, segundo relato do executivo italiano à Coluna, complementará a atuação da Jangada Travel através de ações promocionais, treinamento de agentes de viagens, participação em feiras internacionais e work-shops em vários países da Europa.

Ambas as iniciativas são lideradas pelo empresário italiano Roberto Ferroli (ele é um dos sócios do Grupo Ferrori, fabricante de caldeiras industriais) com investimentos na região da Rota das Emoções, especialmente em Camocim, onde é proprietário do Boa Vista Resort & Conference Center, Boa Vista Residence, Hotel Ilha do Amor e operadora Incoming Camocim. Ele também anuncia, para breve, a construção de um hotel na cidade de Parnaíba. Fonte Coluna VERTICAL S/A do Jornal O POVO

Conservação do Geopark é meta de pesquisadores ²

Na manhã de ontem, foi realizada reunião do Comitê Multidisciplinar do Geopark Araripe, com o reitor da Urca, Plácido Cidade Nuvens. Durante a reunião foi comunicada a criação e formação de um Conselho de Gestão, que terá uma função do ponto de vista administrativo, com diretorias específicas. Segundo Idalécio, a finalidade desse trabalho está em dar continuidade aos procedimentos exigidos pela Unesco, que virá no próximo ano fazer uma avaliação de como se encontra o Geopark Araripe, que obteve o selo de reconhecimento da entidade internacional.

Da mesma matéria do Diário do Nordeste.

Conservação do Geopark é meta de pesquisadores

Novas estratégias de conservação do Geopark Araripe estão em andamento, por meio de ações educacionais. Um momento de encontro com a comunidade científica brasileira e pesquisadores do Geopark Araripe aconteceu durante workshop, na Universidade de São Paulo (USP). O trabalho, realizado na última semana, faz parte de uma ampla atividade de divulgação e participação em eventos de cunho científico. O evento teve como enfoque a "Estratégia de Geoconservação e Projetos de Educação". Do Estado do Ceará, estiveram presentes pesquisadores, dando maior enfoque científico, e representantes do Governo do Estado, que atualmente estão trabalhando no processo de reestruturação das áreas que compõem os nove geosítios na região.

Matéria do Caderno Regional do Diário do Nordeste.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Óleo queimado em Quixadá

Inaugurada festiva e pomposamente pelo Presidente Lula, no ano passado, a Usina de Biodiesel de Quixadá, que custou a bagatela de US$ 100 milhões, continua sem operar e em ritmo "stand by". O Secretário Estadual do Desenvolvimento Agrário Camilo Santana, tenta, junto à Diretoria da Petrobras de Janeiro, no Rio, meios para reativar o projeto.

Durante algum tempo a Usina de Biodiesel de Quixadá, que deveria ser apoiada pelo Programa de Agricultura Familiar de Plantio da Mamona, manteve a sua operação de produção de biodiesel movida a óleo de soja "in natura", produzido nos Cerrados do Piauí, transportado ao Ceará, "em lombo caminhão" movido a óleo diesel, derivado de petróleo.Coisas do Brasil bem brasileiro.