domingo, 28 de março de 2010

As muitas vozes da Teia Cultural

A Teia 2010, o grande encontro dos Pontos de Cultura, vem reunindo em Fortaleza produtores culturais e artistas de todo o Brasil tem números superlativos. O grande encontro dos participantes do programa Cultura Viva, do Governo Federal, vem reunindo em Fortaleza anunciados 2500 representantes de Pontos de Cultura, vindos de todos os estados brasileiros. Cada um enviou representantes à capital cearense, para o encontro que se iniciou na última quinta-feira e segue até esta quarta, no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, no Auditório do Sebrae e em diversos outros espaços da capital cearense.

Nos equipamentos e arredores do Dragão, os números se traduzem em gente, atividades, movimento. Como na abertura da Mostra Artística, noite de quinta-feira última, quando o público deu de ombros para as fortes chuvas que banharam Fortaleza e dançou ao som de atrações como os maracatus cearenses, o cantor e compositor Raimundo Fagner, os capixabas do grupo Manguerê e o carioca B. Negão. Como em um grande congresso estudantil, um clima descontraído, aguçado pela energia da chegada para o evento que só começava.

Já a programação de debates atraiu um bom público na manhã de sexta-feira, em torno de temas como a projeção dos Pontos de Cultura para a América Latina e a troca de experiências entre integrantes de iniciativas tão diversas quanto as reunidas nesse grande emaranhado de ações, projetos, saberes e fazeres artísticos.

Não por acaso, diversidade é a palavra de ordem no evento, desta vez, devido ao aumento do número de pontos, ainda mais multifacetado que em suas edições anteriores, promovidas em São Paulo, Belo Horizonte e Brasília. Manifestações da cultura popular tradicional, associações que trabalham com educação musical, instituições de capacitação em produção audiovisual são apenas alguns dos exemplos unidos pela grande rede tecida aos poucos em todo o País, através do reconhecimento desses projetos como Pontos de Cultura pelo Governo Federal, que investe R$180 mil para a estruturação e a ampliação das atividades de cada ponto.

Natural que os gestores do MinC e os representantes dos Pontos de Cultura falem com entusiasmo sobre os resultados do programa. Entre os aspectos destacados, a natureza inovadora da iniciativa, o reconhecimento do Poder Público às ações que a sociedade civil já realiza (em oposição à ideia de um Estado "levando cultura para o povo") e a aposta no protagonismo social, com frutos capazes de justificar o investimento e de causar um impacto concreto não apenas na produção cultural, mas também em qualidade de vida e geração de renda em diversas comunidades.

Mas as loas ao programa Cultura Viva não ficam restritas a seus protagonistas. Ao menos, a se julgar pelos debates da manhã de sexta-feira, aos quais compareceram produtores culturais de outros países latino-americanos, da Europa e dos Estados Unidos. Na mesa de representantes latinos, o Brasil foi apontado como modelo, pela experiência dos Pontos de Cultura e por vir, ainda que aos poucos, aumentando significativamente a participação das atividades culturais em sua economia - segundo os debatedores, em estágio bem mais avançado que o de países vizinhos.

A impressão é confirmada por observadores como a professora e pesquisadora norte-americana Candace Slater, que participou das edições anteriores da Teia. "Aqui o Brasil é apontado como um modelo, como lição para os outros países", ressalta a professora de literatura brasileira na Universidade de Berkeley, na Califórnia, e autora de livros sobre temas da cultura nordestina.

A intelectual, que começou a visitar os Pontos de Cultura em 2007, a pedido do MinC ainda sob a gestão de Gilberto Gil, para opinar sobre a experiência, avalia que o programa cresceu não apenas em número de iniciativas contempladas, mas também em efetividade e organização."A Teia é um exemplo disso. A gente vê uma mudança incrível. No primeiro encontro, em São Paulo (em 2006), houve uma divisão muito grande entre teoria e prática, até com um prédio para cada coisa. Agora é impossível separar as duas coisas", enfatiza."Houve Teias em que tinha tanta coisa que era quase impossível saber o que estava acontecendo. Agora as ênfases estão mais organizadas".

Já o professor Bernd Fichtner, da Universidade de Siegen, na Alemanha, participa do evento pela primeira vez, como observador convidado pelo Ministério, com a missão de escrever um relatório avaliando a experiência. "A primeira impressão é que parece algo realmente revolucionário. Um conceito inovador, complexo de aliança entre cultura e sociedade", destacou o doutor em pedagogia e pesquisador das mudanças nas funções sociais do conhecimento. "Isso vai mudar a sociedade brasileira, porque é inovador, inédito em nível mundial.

"Por sua vez, representantes de Pontos de Cultura estreantes no evento compartilhavam diferentes expectativas. Como Hélio Cavalcante, do ponto Orquestra Jovem de Suzano-SP, participante do Cultura Viva desde 2006. "Trabalhamos com um estúdio musical público, acessível às pessoas, em uma experiência nova. Espero aqui conhecer mais sobre o que está acontecendo de música no Brasil". A programação da Teia segue até quarta-feira, também com atividades como o III Fórum Nacional dos Pontos de Cultura.

Fonte: Dalton Moura/ Caderno 3/ Diário do Nordeste

sábado, 27 de março de 2010

Teia Brasil no Dragão do Mar


O Ministro da Cultura, Juca Ferreira, abriu ontem, oficialmente, a Teia Brasil. No evento, representantes dos Pontos de Cultura espalhados pelo País discutem os rumos do programa e fazem apresentações. A Teia Brasil é uma grande feira cultural que reúne os mais de 2.500 Pontos de Cultura espalhados pelo País, sendo considerado uma avaliação positiva dentre as politicas públicas governamentais afeitas aspectos da cultura e expressão popular.

A Teia Brasil está em sua quarta edição e teve início nesta última 5a feira. A programação envolve debates, o III Forum Nacional dos Pontos de Cultura e apresentações artitsicas diversas. A programação se concentra no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura. Hoje a principal atração são os músicos pernambucanos da Banda Mombojó.

Fonte: O POVO Online. Imagem do Maracatu, em Fortaleza. Fotografia Galeria Nivando Bezerra/ Portal Flickr Photos. Direitos autorais preservados.

Teia Brasil no Dragão do Mar

quinta-feira, 25 de março de 2010

V Forum Mundial: Como se faz um inventário urbano?

O Banco Mundial e a Organização das Nações Unidas, por meio dos programas UN-Habitat e UNEP, lançaram na tarde desta terça-feira, durante o V Fórum Urbano Mundial, um rascunho de documento que estabelece um padrão internacional para determinar as emissões de gases de efeito estufa nas cidades. Os centros urbanos possuem uma grande participação no total de emissões dos países – no Brasil, a ONU-Habitat considera que essa parcela chegue aos 50%.

Com a crescente urbanização, conhecer esse número, segundo o programa da ONU, é determinante para o estabelecimento de acordos internacionais efetivos.Além das recomendações do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) já usadas para a realização de inventários de emissões – como as guias base para determinação de emissões dos setores de energia, da indústria e de lixo, e as orientações sobre quais gases devem ser medidos – o documento traz especificações de como isso deve ser feito para os processos desenvolvidos dentro das cidades e em seu entorno.

Entre elas está a obrigatoriedade da quantificação das emissões provenientes da aviação e do setor marítimo – de passageiros ou não – e as emissões produzidas pelo lixo, mesmo que os aterros estejam fora dos limites dos centros urbanos. “Isso é para evitar políticas ou ações de redução das emissões dentro das cidades, mas às custas de maiores emissões fora delas”, diz o rascunho.

O cálculo do documento se baseia nas emissões per capta das cidades e foi desenvolvido como parte de um esforço das organizações de fornecer um formato comum para facilitar a compilação pelas próprias cidades ou através da comunidade acadêmica. Atualmente, o padrão é utilizado por mais de 40 cidades, mas a meta da ONU e do Banco Mundial é, eventualmente, ter todas as cidades ao redor do mundo representadas.

Até hoje, nenhuma cidade brasileira possui seu próprio inventário de emissões de gases de efeito estufa. A experiência que chegou mais perto foi a de São Paulo, que há cerca de quatro anos publicou documento neste sentido. Mas, segundo André Ferreira, do Instituto de Energia e Meio Ambiente, o documento paulista não é detalhado.Para ele, iniciativas como a do Banco Mundial e ONU são importantes, mas as cidades continuam com um grande desafio, que é a de compilar informações de qualidade para a construção do inventário, o que depende de vários setores envolvidos.

No caso do Brasil, para saber quanto o transporte emite, por exemplo, é preciso que a Agência Nacional do Petróleo (ANP) divulgue o total de emissões do setor para cada município, dado que ainda não é público. “Será necessário investir no trabalho anterior, que é a construção das bases da informação que será usada”, disse Ferreira a O Eco.O rascunho do documento da ONU e Banco Mundial estarão em breve disponíveis na internet para consulta e comentários. A expectativa é que o documento final fique pronto nos próximos meses.Fonte:

Texto da jornalista Cristiane Prizibisczki no Portal O ECO http://www.oeco.com.br/

quarta-feira, 24 de março de 2010

Aeroporto de Parnaiba, antes de Jericoacoara

Enquanto no ceará todo mundo briga para construir ou não construir o Aeroporto Internacional de Jericoacoara, o Governo do Piauí e a Infraero inauguraram ontem a nova pista do aeroporto de Parnaíba, bem ali, depois de Camocim. Com 2,5 Km de extensão, a pista permite voos direto de Parnaíba até Lisboa. Parnaíba fica ao lado do delta e a um pulo de Jeri.

Fonte: Coluna EGIDIO SERPA/ Diário do Nordeste

Ceará atrai pecuaristas do Paraná

Está em Fortaleza há quatro dias o empresário Marcos Epp, um dos grandes produtores de leite do Paraná. A convite da Adece, Epp visita os perímetros irrigados de Tabuleiros de Russas, Baixo Acaraú e Jaguaribe-Apodi, onde ele e outros pecuaristas paranaenses poderão, no curto prazo e com o apoio do Governo do Estado, investir na pecuária de alto padrão, utilizando para isso o pastejo irrigado - ou "método voisin". No Paraná, em áreas de pastejo irrigado, a produção média de leite é de 35 litros por vaca/dia - aqui, 15 litros. O problema é que, lá no Sul, um hectare de terra para a pecuária custa R$ 30 mil; aqui no Ceará, nas áreas dos perímetros irrigados do Dnocs, esse preço é quase simbólico: R$ 3 mil.

O Diretor de Agronegócio ADECE, Francisco Zuza de Oliveira, esteve no Paraná em novembro do ano passado e lá se reuniu com os maiores pecuaristas e com os dirigentes das grandes cooperativas de produtores de leite, aos quais expôs as vantagens comparativas do Ceará, citando, principalmente, a qualidade e o preço das terras e, de quebra, a disponibilidade de água. Carlos Epp, que é conselheiro da Associação Paranaense dos Criadores de Gado Holandês, está entusiasmado com o que já viu nas três áreas cearenses onde a agricultura irrigada faz a diferença. O Ceará já tem 5 mil hectares de pastejo irrigado. Mas poderá ter 3 vezes mais, se os paranaenses vierem para cá.

Fonte: Coluna EGIDIO SERPA/ Diario do Nordeste

segunda-feira, 22 de março de 2010

Reescrever a História do Geopark Araripe


A atual gestão do Geopark Araripe, designada pelo Administração Superior da URCA/ Universidade Regional do Cariri, optou por uma postura política claramente equivocada de reescrever a História. E nesta diretriz insiste em negar todas as realizações anteriores que levaram a configuração e reconhecimento internacional do que é o próprio Geopark Araripe tal qual foi concebido, em fins de 2005.



  • A relevancia do "Application Dossier for Nomination Araripe Geopark, State of Ceará, Brazil" levou ao reconhecimento da região como um contexto relevante dos pontos de vista geológico, paleontológico, paisagistico, ambiental, antropologico, economico e social e, por conseguinte, adequado a sua inserção na Rede Global de Geparks, apoiado em um credenciamento da UNESCO;

  • A completude da visão de futuro regional expressa no "Araripe Basin Action Regional Plan" definiu um adequada inserção da URCA/ Universidade Regional do Cariri no roteiro de fortalecimento da rede de aprimoramento do Sistema de Conhecimento;

  • O roteiro básico original do "Plano de Ordenamento e Estruturação do Geopark Araripe";

  • As definições do "Projeto de Identidade Visual e Sinalização"do Geopark Araripe, implantado em 2006 em quase todos os geotopes ou geossítios, conforme roteiro próprio convalidaram as primeiras ações de reconhecimento da cada um daqueles sítios como um dos componentes do Geopark Araripe;

  • O reconhecimento da proposta e sua laurea pelo Premio Rodrigo Melo Franco de Andrade/Versão 2006, levaram este destaque ao contexto nacional brasileiro no ambito da ciencia e da relevancia do mesmo nos ambitos geológico, paleontológico, paisagistico, ambiental, antropologico, economico e social;

  • As várias exposições sobre o tema e a farta documentação fotográfica de qualidade superior, convalidaram este reconhecimento nacional e internacional - Exposição Internacional do Market Place de Osnabrück/ 2008, Exposição Regional no Parque de Exposições do Crato/ 2008 e Exposição Nacional no CDMA/ Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, em Fortaleza/ 2008/ 2009;

  • As várias publicações também sobre o tema, em apresentação bilingue, editadas e produzidas pela mesma equipe que há 5(Cinco anos) se dedica a estudar este enfoque: Cadernos do Geopark Araripe, Cadernos do Geopark Araripe/ Fosséis de Santana e Geopark Araripe, também contribuiram para convalidar este reconhecimento nacional e internacional.

  • O recente conjunto de "Levantamentos e Estudos Técnicos Científicos sobre os Geotopes do Geopark Araripe", recem realizado sob ccordenação da mesma equipe que há 5(cinco anos) se dedica a estudar este enfoque, preserva a mesma linha de fortaleecimento da proposta e validação dos 9(nove) geotopes como sítios naturais referenciais a ser preservados e protegidos.

Isto põe em risco tudo que foi até aqui realizado, tendo em vista a próxima visita de representantes da Rede Global de Geoparks e a UNESCO, que em breve, virá verificar se todos os compromisssos anteriores de consolidação da proposta foram adequados e suas rotinas foram cumpridas a contento de forma a validar a permanencia do selo de credenciamento da própria UNESCO à proposição, em pauta.

Imagem aérea do Canyon de da Cachoeira de Missão Velha, que tem a denominação científica de Geotope Devoniano. Fotografia de Daniel Roman. Direitos autorais reservados. Proibida a reprodução sem a prévia autorização do autor.

domingo, 21 de março de 2010

Arborização urbana do Crato

Cerca de 600 palmeiras e outras espécies ornamentais, na fase adulta, já foram plantadas na sede urbana do Crato, dentro do Projeto de Arborização Urbana. Agora, novas árvores adultas serão transplantadas para as imediações do Estádio Mirandão, nas avenidas José Alves de Figueiredo e Maildes de Siqueira, além da Rua José Marrocos. Ao final o Crato ganhará cerca de duas mil novas árvores.

Fonte: Coluna CARIRI/ O POVO.

Resgate histórico

Fruto de uma parceria entre a Diocese de Crato/Fundação Padre Ibiapina/Fecomércio e Prefeitura de Juazeiro do Norte, cerca de 900 documentos inéditos sobre o Padre Cícero farão parte de um livro, compreendendo o período de 1.889 a 1.911. O lançamento da obra será no dia 22 de julho, aniversário de emancipação de Juazeiro do Norte. Um segundo volume, trata de documentos pertencentes ao Centro de Psicologia da Religião, Mosteiro São Bento do Rio, Arquidiocese de Fortaleza e aos professores Renato Casimiro e Assunção Gonçalves & está previsto para ser lançado em 2011, durante as festas do centenário da cidade.

Fonte: Coluna CARIRI/ O POVO

sábado, 20 de março de 2010

Fortaleza entre as mais desiguais


Goiânia, Fortaleza, Belo Horizonte e Brasília são as cidades mais desiguais do Brasil, segundo relatório "Estado das Cidades do Mundo 2010/2011: unindo o urbano dividido"da Organização das Nações Unidas (ONU), divulgado ontem, no Rio de Janeiro. Comparadas às outras localidades no mundo, só perdem para três municípios sulafricanos, que lideram a lista de desigualdade. São eles: Buffalo City, Johannesburgo e Ekurhuleni. As cidades citadas apontaram um valor de Gini, baseado na renda, superior a 0,60. Esse índice varia de 0 a 1 (quanto mais próximo de 1, maior a desigualdade entre o que as pessoas ganham).

O Brasil, no entanto, ainda é considerado pela ONU o pior da América Latina em termos de desigualdade.Esse é um dos dados que serão apresentados no Píer Mauá, na Zona Portuária do Rio, onde vai acontecer, na próxima semana, o V Forum Urbano Mundial da ONU. Este ano o tema em debate é o crescimento das cidades e as políticas públicas que precisam ser implementadas para o cidadão ter seus direitos garantidos, como o acesso à moradia. Segundo a ONU, mais da metade da humanidade hoje vive em cidades. No documento, a ONU ressalta que quando o índice de Gini tem como base o gasto em consumo, reflete menos desigualdade do que quando se baseia em renda.

Isso significa que, mesmo que as cidades brasileiras apresentem um alto índice de desigualdade de renda, o acesso à água potável e ao saneamento básico obtiveram um resultado melhor do que as cidades altamente desiguais dos países pobres que vivem na África.Um exemplo, segundo a ONU, é que em Brasília, apesar do alto valor de Gini, 90% da população tem acesso à água corrente e 85%, a saneamento.

Fonte: Negócios/ Diário do Nordeste. Fotografia Miguel Portela.

domingo, 14 de março de 2010

Fósseis do Cariri ganham documentário


Os fósseis da Chapada do Araripe, de forma didática, para o grande público, em linguagem acessível, estarão disponíveis a partir do segundo semestre deste ano, com o filme documentário "Formação Romualdo, um Milagre Paleontológico". O trabalho está em fase de finalização, com a captação das filmagens. Os fósseis tridimensionais da formação Romualdo, de ampla diversidade e conservação admirável, conforme os pesquisadores, serão o foco das atenções.A ideia é produzir um filme de 45 minutos.


A coordenação, pesquisa e roteiro são do professor Álamo Feitosa, doutor em Paleontologia pela Universidade Regional do Cariri (Urca), e que atualmente está à frente do Museu de Paleontologia de Santana do Cariri. Este é o primeiro documentário produzido na região sobre os fósseis.Será uma oportunidade de levar ao público a realidade das pesquisas, já desenvolvidas por estudiosos do Cariri, como também abordar questões relacionadas ao tráfico e a importância das peças para a Paleontologia mundial.


Esses são referenciais importantes dentro da abordagem, segundo o professor. "O que me levou a fazer este trabalho foi ter a oportunidade de ver muitos documentários e reportagens. Alguns muito bons e outros que passavam uma realidade aos olhos de quem é de fora, com algumas coisas muito convenientes para agradar quem está em outras localidades, que não o Cariri", justifica. Ele afirma que a linguagem do cinema torna a mensagem mais acessível, para levar a ciência até a comunidade em geral, principalmente aos estudantes.


Para o docente, é importante que as pessoas tenham conhecimento da situação ímpar dos fósseis da região, se comparado a outras formações geológicas. "A gente primou por imagens boas, mostrando como se faz uma escavação geológica e suas dificuldades e falando especificamente da formação Romualdo, e como esse fóssil é diferente e especial", destaca.


A formação Romualdo fica num estrato da Chapada do Araripe, localizado em partes do Ceará, Piauí e Pernambuco. Afloramentos importantes podem ser encontrados em Santana do Cariri, Crato e Barbalha. Conforme o professor Álamo, a formação Romualdo tem uma especificidade, que qualifica especialmente esse material para a exibição no documentário. Primeiro pela abundância incomensurável de fósseis, com espécies vegetais a animais, e o caráter tridimensional, que tem facilitado os trabalhos e descobertas científicas. "É como se o animal tivesse morrido e ficasse congelado", ressalta o pesquisador.


Álamo exemplifica os peixes encontrados nas concreções rochosas. Para ele, poder-se-ia dizer que tinha morrido há meia-hora. "É um estado de preservação que em nenhum outro lugar do mundo se encontra".


Fonte: Elizangela Santos/ Caderno Regional/ Diário do Nordeste

sábado, 13 de março de 2010

Desmatamento destrói área de manguezal na Zona Norte

Ibama recebe denúncia de crime ambiental e aplica multa no valor de R$ 10 mil contra empresa responsável pelo ato. A imagem revela o que a comunidade de Cauassu e Ilha dos Coqueiros já vem denunciando há quase um ano, o desmatamento e destruição do mangue na região de Ilha dos Coqueiros e no Córrego Ana Veríssimo. O flagrante da destruição foi feito por pescadores em abril do ano passado e, desde então, vem se travando com os órgãos federais uma briga para tentar barrar a destruição.

A situação se tornou grave ainda no passado quando um dos pescadores da ilha flagrou a destruição quase que total do mangue, gamboas (um tipo de canal para navegação) e nas ilhas de vegetação. "Eu resolvi, em abril do ano passado, explorar mais um pouco a região, navegando de barco pelas gamboas com direção ao mar. Fiquei chocado com o que vi: a destruição dos nossos manguezais, além de muitos troncos de mangue que foram jogados dentro rio", disse o pescador Francisco Pinto de Sousa, que flagrou o desmatamento de forma indiscriminada. Francisco disse que levou pessoalmente a denuncia ao fiscal do Ibama na região, incriminando a empresa A S Marine Aquicultura Ltda, como responsável direta pelo desmatamento na área.

Fonte: Caderno Regional/ Diário do Nordeste

Comentário da postagem: Venhamos e convenhamos, uma multa de 10 mile reais chega ser simbólica para um crime ambiental desta ordem.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Museu de Paleontologia praticamente concluído

Está mais próxima de se concretizar a inauguração do Museu de Paleontologia da Universidade Regional do Cariri (URCA), onde já foram investidos mais de R$ 700 mil, num amplo trabalho de quase duplicação da área de exposição. O diretor do Museu, o professor doutor em Paleontologia, Álamo Feitosa, afirma que será iniciada a fase de pintura do prédio, que se estende na sua área de exposição de uma esquina a outra. Ele afirma que entre o final de março e início de abril o Museu deve estar sendo reinaugurado. Em mais de um ano de reforma, os principais entraves para a conclusão da obra se deram por questões burocráticas, que foram sanadas.

O Museu virá com uma nova roupagem, inclusive na forma de exposição das peças. Serão mais de oito mil fósseis expostos, o que antes ficava impossível, por conta da restrição do espaço. Um planejamento está sendo feito por especialista na área, para melhor dispor a coleção rara do museu da ‘Capital da Paleontologia’, que também ganha um acesso facilitado, com novo asfaltamento. A estrada que liga os municípios de Nova Olinda a Santana do Cariri está praticamente concluída. O projeto está dentro da proposta de infraestrutura, dotando o Geopark de melhores condições e possibilitando adequações indispensáveis para melhoria da área que envolve todo o projeto.

Fonte: Caderno Regional do Diário do Nordeste

segunda-feira, 8 de março de 2010

Começa a eleição do Judas, no Crato

Começam as manifestações para a eleição do Judas, festa tradicional deste município, que ocorre durante a Semana Santa. A 10ª Festa Popular da Malhação dos Judas 2010 continua envolvendo a população da cidade do Crato no processo de escolha do Judas. No último dia 4, foi eleito pelo Colégio Eleitoral, no escritório Central do Judas - Bar do Evandro, o nome de cinco candidatos ao Judas da brincadeira popular.

Estão candidatos Cabelo do Cão, acusado de crimes temido na região do Cariri; José Roberto Arruda, governador detido, em Brasília; Madame Doença, Violentino e Big Brother.No Crato, a festa existe desde o início do processo de colonização da região do Cariri, e, como em outros pontos do Nordeste, o Judas costuma deixar, em versos populares, o seu testamento, passando sua herança para pessoas da comunidade. Tradicionalmente se aproveita a ocasião para retratar personalidades políticas ou pessoas que tenham cometido gestos condenados pela sociedade. É, assim, uma forma de protesto popular.

As urnas para votação dos cinco candidatos serão distribuídas em escolas, faculdades, bodegas, bares, restaurantes e mercantis. A apuração ocorrerá no dia 14 de março, no "Escritório Central do Judas", na Rua Ratisbona, 373. As pessoas poderão votar em um dos cinco nomes indicados na cédula eleitoral.

A festa é realizada pelo Ponto de Cultura Sociedade Cariri das Artes, Companhia Cearense de Brincantes, Circo-Escola Alegria, e tem a parceria da Secretária Municipal de Cultura, Coletivo Camaradas, Centro de Ativação Cultural Poeta Cego Aderaldo e o financiamento do Ministério da Cultura e do Governo do Estado.O Judas será malhado no Sábado de Aleluia, dia 3 de abril, no Largo do Centro Cultural do Araripe, e contará com personagens irreverentes, oficina de mascaras e brincadeiras, como o Sítio do Judas.

A festa já virou tradição na cidade e a cada ano vem crescendo com a participação do público e dos artistas.Segundo o diretor da Companhia Cearense de Teatro Brincante, Cacá Araújo, Malhação do Judas é um espetáculo de grande beleza e significação que revive a festa pagã das Capitales Romanas.

Fonte: Caderno Regional/ Diário do Nordeste

sábado, 6 de março de 2010

Erosão destroi falésias no litoral de Canoa


Se há uma peculiaridade na paradisíaca praia de Canoa Quebrada são as suas falésias, paredões de areia vermelha que se apresentam de frente para o mar e dão relevo à praia. Mas se há um problema no tão conhecido lugar é o fim praticamente anunciado dessa beleza natural, uma formação rochosa considerada rara e que levou milhões de anos para ser construída. A erosão provocada pelas águas da chuva, o tráfego de veículos, drenagem mal feita e construções irregulares colocam em risco não só a vida da praia, mas de seus moradores e frequentadores.


O Ministério Público quer intervir, a Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace) alerta para degradação (mas licencia obras em cima das falésias), a comunidade e os turistas reclamam, políticos sugerem, mas de concreto, até agora, só a degradação do que ainda faz o cartão-postal de Canoa Quebrada.


As falésias ou paleodunas são formações rochosas sedimentares formadas há milhões de anos, de acordo com a geógrafa Karina Sales, do Núcleo de Articulação e Unidades de Conservação da Semace. As falésias de Canoa estão situadas em uma Área de Proteção Ambiental. A APA de Canoa foi regulamentada em março de 1998, abrangendo uma área de 6 mil hectares, que vai de Porto Canoa até a foz do Rio Jaguaribe. No meio estão cerca de 5 mil pessoas nas comunidades de Cumbe, Canavieira, Estevão, Beirada e Canoa, além de manguezais, dunas, praias, picos e, claro, as falésias. Na teoria, pertencer a uma APA significa ressalva de respeito com os recursos naturais e a unidade social da comunidade que lá vive. Nada de construções irregulares e ocupação desordenada. Mas, na prática, o título de APA só serve para esclarecer que o homem continua a degradar aquilo que deveria proteger. Não há evidência de que mudou o comportamento antes e depois da implantação da lei.
A Prefeitura Municipal de Aracati é a responsável pela APA de Canoa, mas nas construções prediais na encosta superior das falésias há também uma placa de licenciamento ambiental da Semace. De forma análoga ao que acontece na APA de Angra dos Reis (RJ), as construções são justificadas pelo potencial turístico, econômico, de geração de emprego e renda para a comunidade, elementos teoricamente muito mais evidentes do que o potencial também para um deslizamento de terra, logo obscurecido. O problema é que as falésias de Canoa Quebrada desabam constantemente, e há o risco de deslizamentos de encosta tal como ocorreu nos morros de Angra, que mataram várias pessoas em janeiro.Alguns anos atrás, em Canoa, foram embargadas pelo Ministério Público obras irregulares. Foram constatadas construções acima da altura permitida e situadas praticamente em cima da falésia. Mas as licenças concedidas pela Semace ainda são um dos principais recursos em defesa da continuidade de certos empreendimentos, que acabam sendo concluídos apesar das irregularidades.As comunidades da praia reclamam, protestam, pedem uma solução.
Estão representadas no Conselho da Área de Preservação de Canoa Quebrada. A última reunião para discutir os problemas foi cancelada, em janeiro do ano passado, porque só compareceram Francisco Edivando Ferreira, o "Louro", presidente do Conselho Comunitário, e Tércio Vellardi, ambientalista da ONG Recicriança. Sem representantes das instituições públicas, sem quórum, não há reunião de um conselho praticamente desativado. A inércia também atinge o Conselho de Defesa do Meio Ambiente (Condema) de Aracati, que não tem realizado encontros desde 2009. Curiosamente, este município recebeu a comenda Selo Verde, nos últimos dois anos do programa.


A geógrafa da Semace,Karina Sales, explica que as falésias são mais expressivas nas regiões entre Beberibe e Aracati, extremamente raras e de grande fragilidade. "Quando há intensa movimentação de pessoas, implantação de equipamentos, placas, atividades turísticas ou comerciais há interferência direta nessa formação rochosa. A erosão leve no solo, quando abre pequenas fendas, estas recebem o nome de ravinas, que, quanto maior a degradação, maior a abertura, que passa a receber o nome de voçoroca". É o que se constata em Canoa Quebrada. Toda esta situação contida na A APA de Canoa Quebrada, criada em 1998, mas desde então alvo de frequentes ações de degradação ambiental.


Fonte: Caderno Regional do Diário do Nordeste. Fotografia Juracy Monteiro.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Ceará é o segundo estado que mais desmata a Caatinga


O Ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, informou nesta terça-feira, 2, que o Ceará e a Bahia foram os dois estados brasileiros que mais desmataram a Caatinga no Brasil nos últimos seis anos. Juntos, eles desmataram quase 9 mil quilômetros quadrados do bioma. No Ceará, os municípios que mais desmataram foram Acopiara, Tauá e Boa Viagem.


Minc também informou que de 2002 a 2008 foram desmatados 16.576 quilômetros quadrados na Caatinga do País, o que equivale a 2% do bioma no Brasil. A área de Caatinga, mapeada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), é de 826 mil quilômetros quadrados. Desses, 45,39% não existem mais. Para o ministro, o número é muito alto. "Podemos dizer que equivale proporcionalmente à área desmatada na Amazônia se considerarmos que a Amazônia é cinco vezes maior que a Caatinga".


De acordo com os dados da pesquisa realizada pelo Ministério do Meio Ambiente, a principal causa da destruição da Caatinga deve-se à extração da mata nativa, que é convertida em lenha e carvão vegetal destinados principalmente aos pólos gesseiro e cerâmico do Nordeste. Outros fatores apontados foram as áreas criadas para biocombustíveis e pecuária bovina. O uso do carvão em indústrias de pequeno e médio porte e em residências também foi indicado.


"Para reverter a situação é importantíssimo pensarmos em uma matriz energética diferente para a região, como energia eólica, gás natural e pequenas centrais hidrelétricas", completou o ministro. Minc disse que o Banco do Nordeste estuda a criação do Fundo Caatinga, e que o Banco do Brasil tem a intenção de implementar o Fundo contra a Desertificação. O Minstério do Meio Ambiente pretende destinar ao Nordeste cerca de R$500 milhões oriundos do Pré- Sal para o Fundo Clima. O Ibama já planeja 25 grandes operações de combate ao desmatamento e ao carvão vegetal ilegal na região, que devem ocorrer simultaneamente a partir deste mês.

Fonte: O POVO


terça-feira, 2 de março de 2010

Turismo naútico no Piauí


O Estado do Piauí recebeu este rally internacional pela primeira vez e "enxerga" futuros ganhos para a sua economia com o turismo náutico. Quando 22 veleiros de sete países europeus aportaram em Luis Correia, cidade litorânea do Piauí, o vizinho Estado entrava, pela primeira vez, no circuito de eventos náuticos internacionais. A chegada dos navegadores aconteceu no último dia 13 de Fevereiro. Eles participavam da 16ª edição do Rallye des Iles du Soleil (Rally Ilhas do Sol), um evento que tem como proposta buscar novos roteiros fora do circuito tradicional da Europa e Caribe.
Seguindo à risca o velho ditado que diz que "a primeira impressão é a que fica", o Piauí preparou-se para receber os visitantes com pompa, oferecendo-lhes não um tapete vermelho, mas um tapete verde, o Delta do Parnaíba, o único das Américas em mar aberto; e outro azul: as praias que compõem o litoral do Estado, belas e com grande potencial turístico. Para completar, apresentações artísticas e culturais e mini-feira temática de artesanato sustentável.
Os visitantes se encantaram, a ponto de permanecerem aportados em Luis Correia durante todo o período do carnaval brasileiro, só seguindo viagem no dia 19 passado, em direção à Ilha de Marajó e Alter do Chão, no Pará. Na hora da partida, a promessa de retorno ao Piauí, efetivando o Estado na rota do rallye, consequentemente, dentre os novos caminhos do turismo náutico internacional.
Para os anfitriões, as autoridades do turismo no Piauí, ficou a certeza de que valeu a pena "abrir as portas" para os participantes do rally, oportunidade única para dar visibilidade ao Estado e atrair um público de alto poder aquisitivo e com disponibilidade para viajar em qualquer período do ano."
A presença do rally pela primeira vez no Piauí é um momento único para o nosso Estado, que precisa ser descoberto pelos turistas de todo o mundo. São muitas as nossas belezas naturais, sem falar na nossa cultura, nosso artesanato", destacou citados pelo representante do Governo do Estado, em Parnaíba, durante a recepção de boas-vindas a jornalistas convidados para acompanhar a passagem dos velejadores europeus pelo litoral piauiense.

Fonte: Turismo/ Diário do Nordeste

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Quanto vale a Amazonia?


Muito se fala dos efeitos nefastos causados pela devastação da Amazônia. Contudo, um aspecto que pouco se debate são os ganhos que a floresta preservada pode proporcionar. Estimativas de ONGs, institutos de pesquisa e órgãos governamentais indicam se tratar de um eldorado. Especialmente no que se refere à exploração de sua biodiversidade: madeira, frutos e plantas. Uma nova safra de ecologistas, contudo, tenta introduzir neste debate a cobrança por "serviços ambientais" prestados pelos 219 milhões de hectares de floresta. Uma conta que pode atingir US$ 50 bilhões por ano, de acordo com relatório da Universidade de Utrecht, da Holanda.
Fonte: Coluna Sustentabilidade/ ISTO É Dinheiro

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Unidade de Conservação em Bertioga/ SP

Em breve, chegará às mesas de José Serra, governador do Estado de São Paulo, e Xico Graziano, secretário estadual de Meio Ambiente, um documento repleto de nomes. O objetivo é nobre: trata-se de um abaixo-assinado promovido pelo WWF-Brasil desde ontem (23) em favor da criação de uma área protegida com 8.025 hectares em Bertioga (SP), no trecho de Mata Atlântica mais conservado do litoral paulista.A área de planície se conecta com o Parque Estadual da Serra do Mar e abriga inúmeras espécies da fauna e flora, muitas ameaçadas de extinção. Já foram registradas, até agora, cerca de mil tipos de plantas – sendo 44 em perigo -, 14 anfíbios e répteis, sete aves e outros 14 grandes mamíferos, todos em risco.

Fonte: O ECO

Fim do impasse no Piauí

Na antevéspera do feriadão de Carnaval, o Governo anunciou medidas que poderão dar fim a um dos mais acirrados imbroglios envolvendo militantes ambientalistas e empresários, no sul do Piauí. O Ministério do Meio Ambiente informa que, fechado acordo com o governo do estado, a partir de março os 5,5 mil hectares do parque nacional da Serra das Confusões serão ampliados em cerca de 270 mil hectares, incoporporando porções elevadas da chamada Serra Vermelha.
Feito isso, a unidade se tornará a maior da Caatinga. A agropecuária poderá ocupar zonas mais baixas, onde serão fixadas áreas de preservação permanente e reservas legais de 20% das propriedades, como previsto no Código Florestal.

Desde abril de 2007, O Eco já informava sobre as intenções do governo de proteger oficialmente a área, cujos detalhes sobre os locais a serem absorvidos pelo parque estão sendo finalizados. O impasse sobre o destino da região se arrasta desde meados de 2006, quando o Ibama autorizou a empresa JB Carbon a desmatar 77 mil hectares de florestas para produzir mais de 220 mil toneladas/ano de carvão vegetal para abastecer indústrias de ferro gusa de Minas Gerais.

O caso rendeu várias ações no Ministério Público Federal, protestos acirrados de militantes, que taxaram a empreitada como "maior desmatamento do Nordeste", e um prêmio Motosserra de Ouro ao então diretor do Serviço Florestal Brasileiro Tasso de Azevedo, que defendeu e incentivou a implantação do projeto como manejo florestal e alternativa ao plantio de grãos.

Fonte: O ECO

Perfil do Blog do Geopark Araripe

Este Blog GEOPARK ARARIPE http://geoparkararipe.blogspot.com/, de noticias e informações sobre o Geopark Araripe, foi criado pelo Arquiteto/ Professor José Sales Costa Filho e é editado sob sua responsabilidade desde 24 de Agosto de 2007, objetivando divulgar o que vem a ser este sistema de parques e monumentos naturais em consolidação na região da porção cearense da Bacia Sedimentar do Araripe a partir de uma ação coordenada pelo Professor Dr. Gero Hillmer da Universität Hamburg, com apoio do DAAD/ Deutscher Akademischer Austausch Dienst e pelos Professores Dr. André Luiz Herzog Cardoso e Dr. Alexandre Magno Feitosa Sales, ambos da URCA/ Universidade Regional do Cariri e José Sales Costa Filho da UFC/ Universidade Federal do Ceará que conceberam e elaboraram o estudo técnico científico denominado "Application Dossier for Nomination Araripe Geopark, State of Ceará, Brazil", documento este que continha uma ampla documentação científica sobre o Araripe, análise territorial de mais de 60 situações relevantes e informações sobre o potencial de desenvolvimento sustentável da região sob os aspectos da Educação, Cultura, Turismo, Preservação do Meio Ambiente e Desenvolvimento Social e Econômico, o que levou a sua aprovação na 2nd UNESCO Conference on Geoparks, em Belfast, Irlanda, em Setembro/ 2006 e deu origem ao credenciamento deste contexto fisico - geográfico, geológico, paleontológico, paisagístico e cultural como componente do Global Geoparks Network/ Sistema Global de Geoparks, a partir do mesmo ano de 2006.

Imagens da Bacia Sedimentar do Araripe

Todas as imagens apresentadas aqui neste Blog GEOPARK ARARIPE http://geoparkararipe.blogspot.com/, da região da Bacia Sedimentar do Araripe afeitas a registros f'ísico - geográficos, geológicos, paleontológicos, paisagísticos, culturais e de contexto urbanos são de autoria do Fotógrafo Daniel Roman e tem seus direitos autorais restritos não podendo em nenhuma hipótese ser copiadas, reproduzidas, arquivadas sem sua expressa autorização ou de seus representantes, de acordo com a Legislação vigente afeita à propriedade intelectual e direitos autorais.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Poucas chuvas no Cariri

Voltou a chover no Cariri, uma chuva irregular que variou de 10 a 70 milímetros. Apesar da terra molhada e do pasto verde, os agricultores estão perdendo a esperança de um bom inverno. O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais do Crato, José Ildo, afirma que a perda nas plantações de arroz, milho e feijão gira em torno de 30%. Os pequenos açudes estão com o mesmo volume d´água do ano passado. "Está se caracterizando uma ´seca verde´", antevê o sindicalista.

No Crato, alguns agricultores devolvem as sementes do programa Hora de Plantar ao Governo porque, segundo José Ildo, não dá mais para esperar o inverno. É o caso do pequeno produtor Juarez Ferreira Leite, residente no Distrito de Ponta da Serra, que vai devolver 80 quilos de milho. Há muitas terras tombadas que não receberam o plantio, porque não há umidade suficiente para germinação.As chuvas são esparsas e irregulares. Ontem, por exemplo, foram registrados 9mm de precipitações na sede de Brejo Santo. No Distrito de Esperança, a 8km, a chuva foi de 70mm. Estas informações confirmam as previsões da Funceme, que anunciou um inverno abaixo da média com chuvas esparsas que variam de intensidade de um município para o outro.

Nos municípios de Penaforte, Jati, Brejo Santo, Abaiara, Jardim e Missão, algumas roças de feijão e milho estão morrendo em consequência da escassez de chuvas. O agricultor Francisco Barros, do Sítio Retiro, município de Penaforte, perdeu mais da metade das 10 tarefas de feijão plantadas em janeiro.O quadro é desolador. O feijão, já iniciando a vagem, está morrendo. O milho vai no mesmo caminho. "Só vai sobrar o jejum da Semana Santa", diz seu Francisco, lamentando que espera colher, no máximo, um saco de 60 quilos de feijão.

O agrônomo da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ematerce), Ernane Rocha, admite que existe perda no campo. Porém, não é possível dizer o percentual. Alguns sindicalistas estão falando em 50%. Ernane garante que, a partir dessa semana, será feito um levantamento oficial.Ele confirma também a informação de que existe muita terra tombada que não foi utilizada para o plantio. O produtor, segundo orientação da Ematerce, só plantou 60% das sementes. Os outros 40% estão esperando a consolidação do inverno.

Fonte: Caderno Regional/ Diário do Nordeste

Fechamento das comportas do Castanhão é antecipado


Ações de contingência sobre uma eventual seca já estão sendo adotadas para garantir um abastecimento regular. Se vai chover pouco, muito, ou quase nem chover, a preocupação maior é para quem planta, colhe e vende os grãos e frutos que chegam à mesa cearense, seja em regime de sequeiro ou irrigado. A garantia de abastecimento doméstico é outra preocupação, embora assegurada pelo bom acúmulo de água nos açudes.


Mas o pessimismo sobre a possibilidade de chuvas abaixo da média histórica, e muito mais abaixo da realidade do ano passado, está fazendo a COGERH/ Companhia de Gestão de Recursos Hídricos e DNOCS/ Departamento Nacional de Obras Contra as Secas adotarem ações para o que não querem definir como contingência de seca. A primeira foi o fechamento das comportas do Açude Castanhão ontem à tarde, dois dias antes do previsto.

Ninguém quer, nem pode, falar em seca sem um quadro mais definido sobre a situação das chuvas no Ceará. O que se tem é a probabilidade de 80% de chuvas abaixo ou em torno da média (45% mais 35%, respectivamente), de acordo com o prognóstico da Funceme para os meses de março, abril e maio.

O plano de deixar as comportas do Castanhão abertas até amanhã, 26 de fevereiro, foi revisto e ontem as quatro comportas que estavam abertas, liberando total de 100 metros cúbicos por segundo de água, foram fechadas, para que não se perdesse mais água para o mar - em 18 dias foram liberados aproximadamente 125 milhões de metros cúbicos de água. A intenção primeira era reduzir à cota 101 metros acima do nível do mar, para só depois decidir se continuavam abertas ou seriam fechadas as quatro comportas, baseado em prognóstico da Funceme. No entanto, a previsão meteorológica recente, confirmando a posição anterior, fez Dnocs e Cogerh apressarem o fechamento das comportas. Ontem o Castanhão estava com 74% de reserva e 4,96 bilhões de metros cúbicos de água, na cota 105,5 metros.

Fechadas as comportas, foi aberta uma das duas válvulas dispersoras da barragem do Castanhão, com 16 metros cúbicos de água por segundo, para garantir o fluxo de água para abastecimento humano das comunidades próximas e dos perímetros irrigados do agronegócio. As comportas da barragem do Banabuiú continuam fechadas.

Fonte: Caderno Regional/ Diário do Nordeste. Fotografia Rodrigo Carvalho, em DN. Direitos autorais preservados.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Imagens da Bacia Sedimentar do Araripe

Todas as imagens apresentadas aqui neste Blog GEOPARK ARARIPE http://geoparkararipe.blogspot.com/, da região da Bacia Sedimentar do Araripe afeitas a registros f'ísico - geográficos, geológicos, paleontológicos, paisagísticos, culturais e de contexto urbanos são de autoria do Fotógrafo Daniel Roman e tem seus direitos autorais restritos não podendo em nenhuma hipótese ser copiadas, reproduzidas, arquivadas sem sua expressa autorização ou de seus representantes, de acordo com a Legislação vigente afeita à propriedade intelectual e direitos autorais.

Perfil do Blog do Geopark Araripe

Este Blog GEOPARK ARARIPE http://geoparkararipe.blogspot.com/, de noticias e informações sobre o Geopark Araripe, foi criado pelo Arquiteto/ Professor José Sales Costa Filho e é editado sob sua responsabilidade desde 24 de Agosto de 2007, objetivando divulgar o que vem a ser este sistema de parques e monumentos naturais em consolidação na região da porção cearense da Bacia Sedimentar do Araripe a partir de uma ação coordenada pelo Professor Dr. Gero Hillmer da Universität Hamburg, com apoio do DAAD/ Deutscher Akademischer Austausch Dienst e pelos Professores Dr. André Luiz Herzog Cardoso e Dr. Alexandre Magno Feitosa Sales, ambos da URCA/ Universidade Regional do Cariri e José Sales Costa Filho da UFC/ Universidade Federal do Ceará que conceberam e elaboraram o estudo técnico científico denominado "Application Dossier for Nomination Araripe Geopark, State of Ceará, Brazil", documento este que continha uma ampla documentação científica sobre o Araripe, análise territorial de mais de 60 situações relevantes e informações sobre o potencial de desenvolvimento sustentável da região sob os aspectos da Educação, Cultura, Turismo, Preservação do Meio Ambiente e Desenvolvimento Social e Econômico, o que levou a sua aprovação na 2nd UNESCO Conference on Geoparks, em Belfast, Irlanda, em Setembro/ 2006 e deu origem ao credenciamento deste contexto fisico - geográfico, geológico, paleontológico, paisagístico e cultural como componente do Global Geoparks Network/ Sistema Global de Geoparks, a partir do mesmo ano de 2006.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

BNDES aplicou R$ 2 bi no Ceará

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) acaba de divulgar o balanço 2009 de suas aplicações no Ceará, mais precisamente por meio do posto avançado que mantém na sede da Federação das Indústrias do Ceará (Fiec). Segundo o superintendente do banco, Fernando Aragão, a Instituição aplicou ano passado cerca de R$ 2 bilhões contra R$ 960 milhões liberados em 2008. Os segmentos que absorveram maiores fatias foram a infraestrutura nos segmentos serviço e comércio e a área industrial. "Só a indústria registrou mais 240% de crescimento no número de operações com o que captou do BNDES", disse Aragão. "O Ceará cresceu mais de 30% ano passado na participação do BNDES em termos de Brasil", complementou, observando que a tão badalada crise econômica, por aqui, passou ao largo.

Fonte: Vertical/ O POVO

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

A culpa e dos transportes

Um novo estudo conduzido pela Nasa sugere que o transporte rodoviário é o principal causador do aquecimento global. Na pesquisa que veio a público etsa semana, são analisadas as ações de várias espécies químicas – como o dióxido de carbono (CO2), óxidos nitrosos (NOx), Metano, nitratos, sulfatos, ozônio (O3) e os chamados carbono orgânico e carbono negro – no aquecimento e resfriamento na terra, para cada setor da economia.

Na análise, não foi considerada a quantidade de emissão destes poluentes, mas seu potencial para aquecer o resfriar a Terra. No total, foram analisados 13 setores, suas emissões de 2000 até hoje e projetados cenários futuros até 2100. O resultado a que chegaram foi de que os veículos motorizados são os que mais contribuem para o aquecimento da terra, agora e no futuro próximo.

O que o estudo quer dizer é que, mesmo não sendo o principal em termos totais de emissões, carros, ônibus e caminhões têm a combinação de poluentes mais poderosa na elevação da temperatura da Terra.Na análise da agência americana, a queima de combustíveis domésticos e a pecuária, em especial o metano produzido pelo gado, ficam em segundo e terceiro lugar, respectivamente. Até 2100, a produção de energia passa a ser o maior promotor do aquecimento e a industria salta da menor contribuição em 2020 – entre os setores analisados – para o terceiro maior contribuinte.

Fonte: Portal O ECO http://www.oeco.com.br/

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Projeto alternativo valoriza turismo ecológico no Cariri

Esporte, manifestações culturais, reflexões sobre turismo sustentável e culto à natureza instauram o "CHAPADA VIVA DO ARARIPE", projeto de caráter ecoespotivo e cultural que surge como alternativa saudável para a vivência de um carnaval diferente. Longe do barulho e do agito que a cidade oferece, em pleno seio da chapada do Araripe, reuniram-se pessoas em busca de descanso, meditação, entretenimento e práticas esportivas. Essas pessoas, que variavam em suas faixas etárias, classes sociais e em seus objetivos praticaram trilhas, de médio e baixo impacto, receberam esclarecimentos sobre a constituição da flora e da fauna da 'serra', do processo histórico de ocupação e desocupação dos solos da chapada, do reconhecimento como Floresta Nacional e da titulação de Área de Proteção Ambiental-APA.

O grupo participou de uma grande ciranda puxada pelo animador Manuel Leandro, do grupo Urucongo de Artes. Durante os dois dias foram realizadas palestras e rodas de conversas sobre turismo sustentável, com técnicos do GEOPARK, as Riquezas da Chapada do Araripe, com o ICMBio, Biodiversidade e Conservação, com a Aconguia, e Campo Mais Alegre, com informações sobre o uso racional dos frutos, raízes, folhas, cascas, seivas, e ervas comestíveis e medicinais das plantas da chapada.

O evento foi finalizado com uma grande confraternização entre os participantes e foram entregues os troféus aos vencedores das competições de ciclismo nas diversas modalidades: montain bike do Caldas à casa sede; spiller "magrela", da Batateira à divisa CE/PE, encerrando na casa sede e modalidade livre. Foram também contemplados os atletas do pedestrianismo, que em suas distintas classificações, praticaram corridas nas trilhas da chapada. O acontecimento que mobilizou vários segmentos governamentais e não governamentais, a sociedade civil, ecologistas, desportistas, estudantes, pessoas da terceira idade, jovens e crianças, foi realizado e concluído com grande êxito, deixando uma mensagem de amor à natureza, à nossa cultura, à saúde e a paz.

Centro de Convenções do Cariri em obras

O Centro de Negócios e Convenções do Cariri obtém avanços significativos em sua construção. Com quatro pavimentos, o prédio está sendo construído no bairro Muriti, em Crato, com investimentos do Governo do Estado, e terreno doado pela administração municipal. São R$ 7,8 milhões investidos, num espaço que vai abrigar eventos de porte de toda a região e propiciar, segundo o prefeito do Crato, Samuel Araripe, um grande ganho principalmente no setor turístico.

Nos grandes eventos, hotéis e restaurantes da cidade ficarão lotados e o Crato terá movimentação maior no comércio. Será um empreendimento importante para a cidade, numa edificação que provavelmente terá funcionalidade a partir do mês de julho deste ano. O total da área construída é de 2,4 mil metros quadrados.

No espaço serão construídos um auditório principal com 617 lugares e mais três auditórios complementares de 144 lugares cada, totalizando 1049 lugares. Do lado de fora do prédio, um espelho d´água de 922 metros quadrados para garantir a beleza paisagística.

Fonte: Prefeitura Municipal do Crato

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Padre Cícero: "Padroeiro das Florestas"


Para proteger o meio ambiente, o Greenpeace recorreu ao Padre Cícero. A ONG começou a distribuir santinhos do “Padim Ciço” para conscientizar a população sobre a importância de preservar a natureza.“É uma campanha pela preservação das florestas no Brasil”, afirmou Sergio Leitão, que dirige as campanhas da entidade.


A iniciativa começou no mês passado, com a distribuição de 20 mil santinhos em audiências públicas que discutem mudanças no código florestal. “Em vários lugares do mundo, a religião ajuda a criar essa relação com o meio ambiente. A força desses ensinamentos é muito importante”, disse o diretor.

Atrás da imagem estão 11 mandamentos para o agricultor cuidar da natureza como: “Não derrube o mato, nem mesmo um só pé de pau” e “não cace mais e deixe os bichos viverem”. “O mandamento é uma espécie de catecismo ambiental. Todo brasileiro que segui-lo ajuda a preservar o meio ambiente”, ressaltou Sergio. O Greenpeace pretende levar a campanha para outras regiões do país e distribuir o santinho durante a festa do Padre Cícero, que acontecem no segundo semestre na cidade de Juazeiro do Norte, no Ceará.

OS ONZE MANDAMENTOS DO PADRE CICERO PARA O AGRICULTOR
1) Não derrube o mato, nem mesmo um só pé de pau
2) Não toque fogo no roçado nem na caatinga
3) Não cace mais e deixe os bichos viverem
4) Não crie o boi nem o bode soltos; faça cercados e deixe o pasto descansar para se refazer;
5) Não plante em serra acima, nem faça roçado em ladeira muito em pé; deixe o mato protegendo a terra para que a água não a arraste e não se perca a sua riqueza;
6) Faça uma cisterna no oitão de sua casa para guardar a água da chuva;
7) represe os riachos de cem em cem metros, ainda que seja com pedra solta;
8) plante cada dia pelo menos um pé de algaroba, de caju, de sabiá ou outra árvore qualquer, até que o sertão todo seja uma mata só;
9) aprenda a tirar proveito das plantas da caatinga, como a maniçoba, a favela e a jurema; elas podem ajudar você a conviver com a serca;
10) Se o sertanejo obedecer a estes preceitos, a seca vai aos poucos se acabando, o gado melhorando e o povo terá sempre o que comer;
11) Mas, se não obedecer, dentro de pouco tempo o sertão todo vai virar um deserto só".

Fonte: Diário de São Paulo

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

sábado, 13 de fevereiro de 2010

1,5 milhão de pessoas acompanham Galo da Madrugada


Três gerações, uma só paixão: o Clube de Máscaras Galo da Madrugada. Repetindo uma tradição que já dura 20 anos, Maria do Carmo Lira, 68; Marluce Lira, 48 e Lia Lira, 28 chegaram nas primeiras horas de hoje à concentração do maior bloco carnavalesco de rua do mundo, que desfila pelo 33º ano consecutivo pelas ruas centrais do Recife. Juntas, avó, mãe e filha, fantasiadas de borboletas, não escondiam a alegria de brincar no bloco que, desde o ano passado, ganhou o título de Patrimônio Cultural e Imaterial de Pernambuco.


"Este ano, nossa tradição ganhou um sentido ainda maior. No ano passado, minha neta sofreu um acidente de trânsito e ficou muito ferida. Aqui, estamos comemorando sua recuperação total, sua volta à alegria de viver", contou Maria do Carmo.Assim como o trio, milhares de foliões, entre turistas e moradores da cidade, acompanharam a saída do Galo.

Em 2010, o bloco desfilou com 25 trios elétricos e 5 carros alegóricos e fez uma homenagem à diversidade cultural de Pernambuco. Com o tema "Galo: Pernambuco de todos os Carnavais", a agremiação caprichou nas alegorias. Um dos carros que mais chamou a atenção dos foliões foi o abre-alas.

Com uma cabeça de galo giratória - com mais de 10 metros de altura - o carro alegórico puxava dezenas de esculturas que faziam referência a todos os outros desfiles do bloco e as manifestações culturais do carnaval pernambucano, como Caboclinhos, Caiporas, Papangus, Caretas, Maracatus e o Cavalo Marinho. Comandando o carro, o cantor pernambucano Gustavo Travassos e a cantora paraense, Fafá de Belém, cantavam alguns dos principais hinos da folia de Momo.

No chão, nas dezenas de camarotes espalhados pelos 5 quilômetros do percurso, em cima dos trios elétricos ou pendurados nas sacadas, janelas ou muros de prédios residenciais e comerciais, os foliões participavam ativamente da festa, cantando, pulando ou simplesmente colorindo o desfile com suas fantasias. Gente como psicóloga Laura Gomes, que decidiu comemorar os 35 anos no Galo. "É a décima vez que venho ao desfilo no bloco. Vim com um grupo de amigos e está sendo muito especial. Afinal, não é todo dia que podemos cantar parabéns do lado de milhares de pessoas", lembrou. Vestida com uma camiseta com os dizeres: Hoje é meu aniversário. Cadê o meu presente?, a folia ganhou muitos beijos e abraços de desconhecidos.

Outro grupo que ganhou a atenção estava em um camarote na praça Sérgio Loreto, na concentração do bloco. Vestidos de guerreiros vikings, 30 suecos caprichavam na interpretação. Durante a passagem de um dos primeiros trios elétricos, um dos turistas pulou para dentro do veículo e dançou, numa coreografia improvisada, mas muito aplaudida, o frevo Vassourinhas, um dos principais hinos do carnaval pernambucano. De acordo com a Polícia Militar, cerca de 1,5 milhão de pessoas acompanharam o desfile do Galo.

Fotografia por Helia Scheppa/JC Imagem em 13/02/ 2010. Carnaval 2010 - GALO DA MADRUGADA. Concentração de foliõees para o desfile do Galo da Madrugada na Avenida Guararapes. http://www.flickr.com/photos/47519217@N06/4353722882/

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Bloco das Virgens reunirá 10 mil pessoas


Um dos maiores blocos do Interior do Estado, e também dos mais irreverentes, sai nas ruas do Crato na tarde de hoje. São cerca de 10 mil pessoas no Bloco das Virgens, tradicional e que desde a sua origem tem como marca principal o bom humor dos participantes. Homens se vestem de mulher e saem pelas ruas desde cedo para mostrar a sua ´fantasia´ feminina. O bloco, iniciado no Bairro Mirandão, há alguns anos diminuiu o percurso. Em mais um ano, a concentração acontece no Bairro São Miguel, em frente à casa de shows Eventus, a partir das 15 horas.


O município também sai este ano, com uma programação alternativa, o Chapada Viva do Araripe, com uma programação extensa voltada para o ecoturismo e a cultura locais.O Bloco das Virgens seguirá pelas principais ruas do Centro da cidade e, na altura da Rua Dr. João Pessoa, a multidão de foliões passará a ter o acompanhamento da Banda de Música do Crato. Não será permitido, a partir desse percursos, o acompanhamento de veículos.


O encerramento da festa será no Centro Cultural do Araripe, onde haverá show musical de Stefanie e Banda. Todo um aparato de segurança estará seguindo o bloco, além da organização realizada por parte do Departamento Municipal de Trânsito (Demutran).


São opções diferenciadas, conforme a secretária de Cultura, Esporte e Juventude do município, Danielle Esmeraldo, que irão atender um público que normalmente não curte muito Carnaval e quer estar mais em contato com a natureza. Ela afirma que a tradição cratense de fazer Carnaval sempre esteve mais voltada para os clubes da cidade. "Tem também a questão das verbas, já que este ano o município não teve recursos para fazer uma festa maior, com toda a estrutura de segurança. Isso ficaria em torno de R$ 100 mil e buscamos uma alternativa diferenciada, a ver com a característica da cidade".


Fonte: SECULT CRATO

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Prefeitura de Fortaleza apresenta PRODETUR FORTALEZA


Equipe Técnica da Prefeitura Municipal de Fortaleza e consultores, acompanhada pelos Secretários de Projetos Especiais - Geraldo Acioly, da Infraestrutura - Luciano Feijão, do Turismo - Patrícia Aguiar e do Meio Ambiente e Controle Urbano - Deodato Ramalho apresentou, na manhã de hoje, à Diretoria do IAB/CE e ao Vice Presidente do IAB/Direção Nacional Professor/ Arquiteto Napoleão Ferreira da Silva, o escopo do PRODETUR FORTALEZA que relaciona ações em toda a orla marítima de Fortaleza, no ambito da requalificação urbana, paisagística e ambiental, melhoria do sistema viário, acessibilidade e mobilidade, dotação de equipamentos públicos e inserção social, notadamente em todo o Litoral Oeste, através do Projeto Vila do Mar; na Praia de Iracema, no contexto da Beira Mar e em todo o Litoral Leste, na Praia do Titanzinho, no Serviluz à Praia do Futuro em sua extensão, com valores de investimentos da ordem de USD$ 245 milhões.


Este escopo, assim todos os projetos estruturantes ali inclusos já foi verificados quanto a sua adequabilidade e suficiencia pelo MTUR/ Ministério do Turismo, pela SEAIN/ Ministério do Planejamento Orçamento e Gestão, assim como pela Missão Técnica da CAF/ Corporaccion Andina de Fomento, organização financeira que em parceria com o BID/ Banco Interamericano de Financiamento tem interesses em financiar ações do PRODETUR NACIONAL, programa no qual está incluído o PRODETUR FORTALEZA.


Imagem da Praia de Iracema, um dos setores incluídos na requalificação litoranea pretendida pelo PRODETUR FORTALEZA. Fotografia de Rodrigo Carvalho em Flickr Photos http://www.flickr.com/photos/rodrigocarvalho/4270312104/in/photostream/ . Direitos autorais preservados.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Plano de Gestão do Geopark Araripe em debate


Está sendo desenvolvido por uma equipe multidisciplinar, o Plano de Gestão do Geopark Araripe. O trabalho acontece por meio de oficinas realizadas na Universidade Regional do Cariri (Urca). Para o evento reuniram-se os membros do Comitê Multidisciplinar do Geopark Araripe, na sala da Pós-Graduação de Pedagogia. Os trabalhos são coordenados por Patrício Melo, coordenador geral do Geopark Araripe. E o apoio consultivo é de Ibi Tupi Projetos e Consultoria, sob direção técnica do Professor/ Arquiteto José Sales e da Arquiteta Thais Callou de Holanda, que formularam a Metodologia do Plano de Trabalho e acompanham todas as fases do processo.

A primeira etapa do Plano foi ouvir as comunidades, através de seminários locais, que estão inseridas nas áreas dos nove geosítios, nos seis municípios que integram o Geopark Araripe. Durante os dois dias de oficina, o plano está sendo consolidado e as ações até o ano de 2012 definidas, incluindo um Plano de Emergência, que leva em conta as ações de infraestrutura que deverão ser iniciadas a partir de março deste ano, nos locais onde estão os geosítios.

A meta é receber a equipe que integra a Unesco, prevista para vir à região em julho deste ano, e as questões prioritárias, relacionadas às exigências do órgão internacional para revalidação do Selo da Rede Global de Geoparks sejam atendidas. O coordenador geral do Geopark Araripe, Patrício Melo, afirma que participará nos próximos dias 25 e 26 de uma reunião de trabalho, em Fortaleza, na Secretaria das Cidades, onde serão definidas as ações a serem executadas por meio do Projeto Cidades do Ceará - Cariri Central, dentro do Plano de Emergência.

O Secretário Joaquim Cartaxo, que recentemente esteve na região, com a equipe do Banco Mundial, destacou, junto com a equipe do Bird, a necessidade de dotar o Geopark de infraestrutura. O projeto também insere um trabalho de divulgação, com planejamento de comunicação e educação ambiental, e parcerias com o Conselho de Políticas e Gestão do Meio Ambiente (Conpam).

Fonte: Caderno REGIONAL/ Diário do Nordeste

Cultura atraca no Porto do Mucuripe


A Companhia Docas do Ceará e a Local Foto vão realizar, na próxima sexta-feira, o lançamento do livro “Docas do Mucuripe” de Paulo Gutemberg e Sérgio Carvalho. A programação terá início às 19 horas, na praça Amigos da Marinha, no Porto do Mucuripe, em Fortaleza.O ato integra a programação cultural da Companha Docas que, com esse tipo de evento, mostra que o mar ali não está só para peixe.

Fonte: Blog do Eliomar de Lima.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

I Encontro de Escritores e Cordelistas do Cariri

Escritores, poetas, cordelistas e repentistas deste município e do Cariri estiveram reunidos no último fim de semana, durante o I Encontro do setor, realizado na região, para debater o fortalecimento do movimento literário na região e elaborar o Plano Municipal de Cultura. Uma rede de discussão permanente será criada para debater o assunto e possibilitar a elaboração de um documento reivindicatório de apoio aos escritores da região.

O encontro aconteceu no Teatro Marquise Branca, numa plateia seleta. Os debates também tiveram um caráter didático e foram iniciados com palestra do professor Renato Casimiro, escritor e pesquisador juazeirense, que falou sobre registros de trabalhos literários na Biblioteca Nacional, ficha catalográfica, direitos autorais, entre outros esclarecimentos para a área.Vários questionamentos e discussões foram abordados em torno desse assunto, no qual se viu a necessidade de apoio maior aos escritores, para os registros dos trabalhos e a inserção no universo da produção literária nacional dos textos de escritores caririenses.

O pesquisador e escritor juazeirense, Daniel Walker, falou sobre o Projeto do Centenário de Juazeiro do Norte.Durante as festividades do Centenário, serão priorizados os trabalhos literários que forem lançados durante este período, estimulando a produção de trabalhos relacionados à história de Juazeiro do Norte e região. No I Encontro, foram priorizadas discussões em grupo para elaboração de um Plano Municipal de Cultura.

O início das discussões começou por Juazeiro, por meio de iniciativa da Secretaria de Cultura da cidade. O evento teve a parceria do Instituto Cultural do Vale Caririense (ICVC), Instituto Cultural Caririense (ICC) e Academia dos Cordelistas do Crato, além de outras instituições. O escritor Renato Casimiro destaca a importância de um reconhecimento do mercado para a produção literária, como acontece com o audiovisual, com o CD e o DVD. Segundo o escritor e coordenador do evento, Franco Barbosa, o objetivo desse trabalho é reunir forças para que haja uma continuidade do trabalho. A próxima reunião, em maio, acontece em Crato, depois Barbalha e Araripe. Conforme o coordenador, os encontros nessas três cidades servirão de base para dar encaminhamento ao documento com as principais necessidades do setor.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

As bonecas artesanais do Crato


Bonecas grávidas, nuas, idosas, rindo e chorando. São as novas imagens das bonecas fabricadas pelas mulheres "bonequeiras" do Crato, um trabalho comunitário e educativo que nasceu debaixo de um pé de manga, no Bairro São Miguel, no Crato, e agora ocupa espaços nas principais exposições internacionais.


O novo visual das bonecas atende a uma encomenda da psicodramatista Elizete Garcia, que vem desenvolvendo trabalho de terapia ocupacional em São Paulo e países da América Latina, que tem como objetivo, segundo afirma, favorecer as relações vivas e diretas com as emoções, sentimentos e fantasias do sujeito, graças às possibilidades expressivas que permeiam a representação teatral. Ela não sabe ainda como serão utilizadas as bonecas nuas.


O trabalho estimula a geração de emprego para a comunidade local. "O primeiro valor social despertado pelo projeto é o senso de participação desenvolvido nestas artesãs cratenses, que aprendem a importância, o significado e o objetivo de seu trabalho numa convivência solidária", diz Elizete, destacando o clima de amizade e solidariedade entre as "bonequeiras".


Quando o trabalho foi iniciado, em 2002, havia apenas uma bonequeira. Hoje, há mais de 40 mulheres que resgataram sua potencialidade inata de artesãs produzindo novamente as bonecas de pano que foram passadas de mães para filhas.É um resgate da nossa infância, diz a bonequeira Francisca Piancó, destacando a diferença entre as bonecas vendidas na feira e as confeccionadas debaixo do pé de manga. "Aqui a preocupação é com a qualidade. Cada uma fabrica, no máximo, duas bonecas por dia".


Fonte: Caderno REGIONAL/ Diário do Nordeste por Antonio Vicelmo

domingo, 7 de fevereiro de 2010

No Cariri, um crescimento vertiginoso

O Aeroporto Orlando Bezerra de Menezes, de Juazeiro do Norte, encerrou 2009 com aumento de 45% na demanda de passageiros em relação a 2008. Foram 247.696 embarques e desembarques. Com esse resultado, o aeroporto da Região Metropolitana do Cariri se consolida como um dos que registra maior crescimento na rede Infraero. O aeroporto também obteve incremento no número de pousos e decolagens: 5.339 em 2009 contra 4.517 em 2008. Entre os 50 maiores aeroportos brasileiros, o crescimento do aeroporto de Juazeiro do Norte em 2009 só foi suplantado pelo de Campinas (SP) e o Navegantes de Itajaí (SC). O terminal aéreo de Juazeiro do Norte ultrapassou o Aeroporto Internacional de Boa Vista, capital do Estado de Roraima.

Fonte: Coluna CARIRI/ O POVO por Tarso Araújo.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Região Metropolitana do Cariri receberá 132 milhões do BIRD e Governo do Estado

Investimentos da ordem de R$ 132 milhões, que deverão ser efetivados em cinco anos, serão direcionados à Região Metropolitana do Cariri (RMC), composta de nove cidades, incluindo as três principais (Crato, Juazeiro e Barbalha), por meio do Projeto Cidades do Ceará - Cariri Central. Ontem, o governador do Estado, Cid Gomes, assinou, junto com integrantes do Banco Mundial (Bird), o contrato de financiamento que a instituição financeira está firmando, com empréstimo de R$ 92 milhões, para o lançamento do projeto. A contrapartida do Governo é de R$ 40 milhões para a região.

A equipe do Banco Mundial se encontra na região desde o início da semana, com intuito de conhecer de perto os projetos que receberão os recursos. No município do Crato, está inserido o projeto da Encosta do Seminário e a requalificação das praças centrais da cidade; em Juazeiro, o Centro de Apoio aos Romeiros, com o desenvolvimento de setor de tecnologia para a área de calçados, além do Roteiro da Fé e construção de Avenida do Contorno, seguindo pelos principais pontos de visitação religiosa; construção da sede e obras de infraestrutura dos geotopes do Projeto Geopark Araripe, com aquisição de bens e também equipamentos, capacitação e elaboração de estudos e planos; Aterro Consorciado do Cariri e ações de capacitação técnica para as prefeituras e o restauro do antigo Engenho Tupinambá para implantação de Museu, no município de Barbalha.

Ontem pela manhã, foi realizado no auditório do Verdes Vales, em Juazeiro do Norte, reunião com representantes do Banco Mundial, além dos prefeitos das cidades que serão beneficiadas pelos projetos, e representantes de diversas instituições da região. A finalidade de realizar um workshop foi apresentar as concepções do projeto e ações programadas já para este ano. O outro aspecto esteve voltado para os arranjos institucionais e procedimentos para implementação do projeto.

Vários aspectos já vêm sendo trabalhados na região, a exemplo das audiências públicas para andamento das obras, a exemplo da Encosta do Seminário, além das desapropriações que devem ser feitas em algumas dessas obras, como a Encosta do Seminário. Os técnicos do Banco Mundial chegaram a visitar o local, onde vão ser retiradas da área de risco da encosta cerca de 60 famílias. Segundo a especialista do Banco Mundial nas áreas social e ambiental, Soraya Melgaço, dentro de todo esse processo de reassentamento involuntário, quem tem acesso à terra, deve continuar da mesma forma ou até melhor depois dele efetivado. "Ninguém pode ficar pior do que estava após o projeto. Temos que garantir, no mínimo, uma situação igual ou anterior", afirma.

O Secretário das Cidades, Joaquim Cartaxo, disse que esse trabalho foi iniciado em 2007, e agora passa por uma reconceituação do projeto, além de vivenciar um momento de debate com o Banco Mundial, e seguir uma linha de procedimentos que devem ser tomados. "Estamos no Cariri para discutir os projetos de forma específica", diz.

O Gerente do Projeto pelo Banco Mundial, Sameh Wahba, destaca o desenvolvimento social e econômico da região, por meio dos projetos. A parceria para as obras voltadas para arranjos produtivos locais, infraestrutura, turismo e capacitação e fortalecimento institucional, poderão chegar a R$ 120 milhões. O gerente afirma que os projetos envolvem métodos inovadores e critérios para a participação do Banco Mundial, como o alinhamento à Lei de Responsabilidade Fiscal, sem endividamento dos parceiros. Serão iniciadas as licitações das obras e o Banco e governo acompanhando a execução dos projetos.

Fonte: Jornalista Elizangela Santos/ Diário do Nordeste/ Colaboradora do Blog do Crato

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

"Enterrem minha consciência bem longe deste rio", Paulo Brack


A emissão da licença prévia, concedida pelo Ibama neste dia 1º de fevereiro de 2010, para a maior hidrelétrica da Amazônia, e a terceira maior do mundo, a usina de Belo Monte no rio Xingu, deixou muitos ambientalistas transtornados. Trata-se, talvez, da pior notícia do final dessa década. Foi anunciada, justamente, três dias após o término do Fórum Social Mundial “Um Outro Mundo é Possível"". Combinou com o momento ainda de ressaca da reunião frustrante de Copenhague, onde os governos se escaparam de enfrentar, com compromissos, um dos maiores dramas da atualidade: as mudanças climáticas. Pior ainda, coincidiu com o início das comemorações de 2010, o Ano Internacional da Biodiversidade, da ONU.


A situação já era mais ou menos esperada, desde o afastamento do ex-coordenador de licenciamento do Ibama, Leozildo Benjamin, em novembro último, quando as enormes pressões do Ministério de Minas e Energia (MME) e da Casa Civil não obtiveram resultado na liberação da licença para que a hidrelétrica fizesse parte do leilão de energia previsto para o fim de ano passado.


O governo brasileiro, por meio de seu Ministro de Meio Ambiente, Carlos Minc, de forma patética - maculando sua longa trajetória de ambientalista e político nessa área - materializa a economia do “vale tudo por dinheiro”, justificando que serão cobrados cerca de 1,5 bilhões de reais e 40 medidas em compensações ambientais (ou pseudocompensações?), a uma série de danos, ainda com magnitude incerta.


Com a licença concedida, ficou assegurado o leilão da segunda maior hidrelétrica brasileira (11 mil megawats), e a maior do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), para alegria de Edison Lobão, ministro do MME, da super Ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff (a mãe do PAC) e das grandes empresas e empreiteiras de megaobras no Brasil. Felicidade, da mesma forma, para as mesmas empresas imediatistas que financiam as campanhas eleitorais milionárias, com volumes de dinheiro “nunca vistos antes neste País”.


Por sua vez, se aprofunda o “faz-de-conta” no licenciamento ambiental do país, onde 99,9% dos empreendimentos ganham o OK dos órgãos ambientais, independentemente da precaução e a provável extinção de espécies, principalmente peixes, plantas e outros organismos de corredeiras e rios caudalosos, processo teoricamente vedado pela Constituição Federal. No outro lado, resta a profunda tristeza e a indignação para os povos indígenas, ribeirinhos da Amazônia, ambientalistas e demais membros da sociedade civil, que lutam há mais de 20 anos contra este projeto monstrengo, representado por Belo Monte. Alguns destes já chamavam o projeto de “Belo Monstro”.


O restante da sociedade quiçá comece a perceber o desastroso modelo de “desenvolvimento” e de ocupação da maior floresta tropical do mundo. Restarão as ações na justiça, que são várias.Tudo indica que, liberada a obra, estaremos reproduzindo as tragédias ambientais já conhecidas com as hidrelétricas de Tucuruí (PA) e Balbina (AM), com o aumento da destruição ambiental e a disseminação de doenças tropicais associadas a águas artificiais e paradas e a imigração de dezenas ou centenas de milhares de pessoas, de áreas já afetadas por doenças, ligadas às condições precárias do Arco do Desmatamento, que já assola a parte sul do Pará.

Com a hidrelétrica de Balbina, na década de 80, o rio Uatumã, próximo de Manaus, simplesmente morreu e emite altas cargas de gases de efeito estufa (GEE), principalmente o metano. Philip Fearnside, o segundo cientista mais citado no mundo com relação às mudanças climáticas, afirma que as hidrelétricas, nas condições atuais dos rios brasileiros, são verdadeiras “fábricas de metano”, emitindo quatro vezes mais GEE que termoelétricas a combustíveis fósseis. A Eletrobrás tenta desmentir, porém não encontra alguém a altura deste cientista para um possível “contraponto".

A ameaça para a floresta, os povos indígenas e os demais milhares de ribeirinhos do Pará, muito provavelmente, não se dará somente pelo alagamento de Belo Monte, em seu imenso lago (500 km2), que corresponde a cerca de 50 mil campos de futebol. Ou seja, não se trata exclusivamente de terras a serem alagadas, mas a conversão de ecossistemas lênticos (rios de águas correntes) do rio Xingu em lóticos (lago artificial). Tal mudança traria a extinção de dezenas de peixes de corredeiras, muitos desconhecidos, e o desaparecimento de outros que representam base alimentar estratégica para os povos da região.

A obra, prevista para uma das regiões com maior pressão de desmatamento (rios da margem direita do rio Amazonas), trará inevitavelmente incremento à ocupação trágica, já verificada para os municípios de Altamira e arredores, onde as grilagens e os conflitos de terra, aliados à derrubada da floresta e sua conversão em pastagens, atingem níveis astronômicos. Tal fato, relacionado à migração em massa para a Amazônia, já foi verificado em Rondônia, e denunciado por fiscais do Ibama daquele estado, quando constataram que a leva de migrantes e a atividades econômicas desordenadas, atraídos pelas hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio, estaria ligado ao aumento local de desmatamento em mais de 600%, verificado em 2007.

Hoje, segundo documento sobre ameaças ecológicas na Amazônia, realizado pelo Instituto Socioambiental (ISA), existem 83 hidrelétricas funcionando, sendo planejadas outras 247 na região. Menos de 30 projetos podem afetar até 44 mil pessoas, sendo que mais de 40% das obras atingiriam terras indígenas. Para piorar a situação, muitas hidrelétricas interrompem os corredores ecológicos, obliterando as artérias de vida representadas pelos rios, onde as escadas de peixe não têm viabilidade alguma, ou também por meio de projetos associados, de eclusas e hidrovias, para a navegação de produtos de exportação do agronegócio, como grãos, principalmente a soja, e minerais, em detrimento da floresta. Fortalece-se, assim, o chamado agro-hidronegócio.

O ISA destaca também a falta de políticas públicas com relação às verdadeiras vocações da região. Segundo esta entidade, as políticas públicas buscam atender demandas externas e não as da própria população amazônica, por meio da implantação de grandes projetos de infraestrutura, prioridade dos governos para a região há décadas, resgatando projetos do regime militar. “O Estado está presente na Amazônia, mas de forma esquizofrênica: enquanto tenta, a muito custo, tirar do papel ações ainda incipientes de controle do desmatamento, financia – por meio de instituições como o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), outros bancos regionais e estaduais – atividades que estão destruindo a maior floresta tropical do planeta".Os programas governamentais, em especial o PAC, não têm a mínima compreensão da real sustentabilidade ecológica e o papel estratégico nos âmbitos climático, econômico e socioambiental da floresta amazônica.

Não interessa aos governos e aos grandes conglomerados que explorarão a energia desta nova usina, os direitos dos indígenas, a extinção de espécies e o efeito dominó de degradação representado por mais uma obra faraônica no coração da Amazônia, já ferida. No caso do PAC, a concepção de desenvolvimento sem sustentabilidade é ilustrada nos documentos oficiais, quando a palavra “ambiente”, no sentido ecológico, praticamente é substituída pela expressão “ambiente de investimentos”.

O verdadeiro entrave para a redenção deste país não é a demora ou complicações nos processos de licenciamento ambiental e sim a velha concepção do crescimento econômico, onde a biodiversidade, ainda muito desconhecida, e as culturas milenares locais não valem nada. Sem raízes, tudo perde seu sentido. Infelizmente, para aqueles que ambicionam poder econômico e/ou político, e que se apoderam dos mecanismos de Estado e subjugam os demais, tudo vale, menos o diálogo, o respeito à democracia e à natureza. A energia deveria ser um bem de interesse público e não uma mercadoria.

No Brasil, parece que acontece o contrário. Desde o governo FHC, quando das privatizações, mais de 70% da produção e distribuição de energia está nas mãos de grandes empresas privadas, nacionais ou multinacionais. Nossa energia e nossa água acabam indo para exportação de produtos com baixo valor agregado. O atual modelo do setor é centralizado em grandes obras, fato que invariavelmente traz também imensos impactos ambientais. Estamos consolidando no Brasil um modelo de mercado, onde nossos rios são leiloados e nossa sociobiodiversidade negligenciada e ameaçada.

Colocamos em risco a maior floresta tropical do mundo para ressuscitar um modelo de gigantismo do crescimento econômico, concentrador, que surgiu na última década de 70, porém com métodos autoritários e de dissuasão que deixariam os ex-governantes militares com inveja.*

Paulo Brack é biólogo, professor do Instituto de Biociências da UFRGS e membro da coordenação do Ingá – Instituto Gaúcho de Estudos Ambientais, entidade filiada à APEDEMA-RS.

Fonte O ECO http://www.oeco.com.br/

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Mudas de Juazeiro para os fiéis das Romarias

Tornar o sertão "uma mata só" era o conselho ecológico do Padre Cícero, como incentivo à arborização do campo. Assim sendo, começa a arrancada, neste município, para a distribuição de um milhão de mudas da árvore Juazeiro, em todo o Nordeste brasileiro. A planta símbolo da terra do Padre Cícero está sendo distribuída por meio do Projeto Árvore do Centenário e a meta é cumprir com a distribuição total até julho de 2011.

Nesta primeira etapa, foram distribuídas 3 mil mudas entre os romeiros.Uma equipe esteve na Praça Padre Cícero e na sala de informações da Paróquia, preenchendo os cadastros dos romeiros que pegaram as mudas. A ideia é já fazer um acompanhamento a partir da próxima romaria para verificar como está sendo o desenvolvimento das plantas. Junto com a muda, os fiéis do Padre Cícero também levam um cartão com os 10 preceitos ecológicos do Padre Cícero. Um deles aconselha o plantio a cada dia de uma árvore de algaroba, caju, de sabiá ou de qualquer outra árvore, até que o sertão todo seja "uma mata só".

O trabalho tem o acompanhamento de técnicos e está sob a responsabilidade da Fundação Mussambê, de Juazeiro do Norte. A parceria se estende às secretarias de Turismo e Romaria, Meio Ambiente, Banco do Nordeste e Secretaria de Desenvolvimento Agrário do Estado (SDA). Segundo o coordenador de Núcleo Agrário da Fundação, Erisvaldo Figueiredo, foram investidos, nessas primeiras mudas, cerca de R$ 50 mil, com recursos da SDA. As próximas mudas terão incentivo do Banco do Nordeste, que repassará mais R$ 50 mil para a aquisição das novas mudas.

A ideia inicial era fazer a entrega das mudas em tubetes biodegradáveis, mas, segundo o coordenador, o projeto acabou ficando inviável. O valor ficou alto, em torno de R$ 800 mil. Nessa primeira etapa da entrega, conforme Erisvaldo, estão sendo repassadas poucas mudas, mas na próxima grande romaria a perspectiva é distribuir 200 mil ou até 300 mil mudas. O mês de maio é o mais propício para a coleta de sementes.

As primeiras mudas estão com três meses. Mesmo aparentemente pequenas, o coordenador de Núcleo Agrário afirma já estarem em condições boas para o plantio. "Já tem acima de seis folhas e isso facilita a sobrevivência da planta, típica do semiárido", diz ele. A árvore do Juazeiro, com o nome científico de Ziziphus joazeiro, é a única planta que fica verde no verão. Serve como pasto apícola, oferece boas condições de sombreamento e garante pasto para os animais de pequeno porte no sertão, como ovinos e caprinos.

Fonte: Caderno Regional/ Diário do Nordeste

Comentário da postagem: Provavelmente mais 90%, ou até mais, destas pequenas mudas morrerão antes mesmo de serem plantadas. Infelizmente o porte das mudas que é de dimensão diminuta indica isto. Não existe tecnologia agrícola nenhuma que indique possibilidades de sobrevivencia às mesmas.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

FMI propõe Fundo Verde de 100 bilhões de dólares/ ano

A elite financeira mundial reunida no Fórum Econômico Mundial que terminou ontem em Davos, na Suíça, mostrou que também está preocupada com os efeitos do aquecimento global. O Diretor do FMI/ Fundo Monetário Internacional Dominique Strauss-Kahn, aproveitou o fórum para anunciar que pretende criar um Fundo Verde com a finalidade de ajudar os países em desenvolvimento no combate aos efeitos do aquecimento global.

Segundo Strauss-Kahn, o fundo terá US$ 100 bilhões por ano. O FMI promete divulgar mais detalhes sobre o fundo em alguns dias.Além disso, para evitar a circulação de carros particulares e táxis, poluindo a cidade, uma frota de vans transportou participantes e jornalistas entre os lugares dos encontros do fórum durante os cinco dias de discussões. Os carros têm colados nas laterais adesivos com a inscrição “Green” (que significa verde em inglês) e, segundo os organizadores, foram escolhidos por emitirem uma quantidade de gás carbônico (CO2) menor do que os carros similares da categoria.

Fonte: EBC