sábado, 4 de julho de 2009

Coluna Cariri do Jornal O POVO publica um "mico"

Noticia errada, do colunista Tarso Araújo da Coluna Cariri do Jornal O POVO, deste domingo. A proposta de requalificação da Av. Pedro Felício Cavalcante que liga o Bairro do Pimenta ao Granjeiro é o PDM Crato/ Plano Diretor Municipal do Crato. A mesma foi intensivamente discutida em duas Audienciaa Públicas, no Teatro Municipal do Crato, que contou com a participação de representações sociedade civil e grupos de estudiosos, além de professores da URCA, em Setembro/ 2008.

Está lá no trabalho citado enviado ao Ministério das Cidades e a Secretaria Estadual das Cidades do Ceará. Logo depois a mesma foi incorporada na nova versão do PRU Crato 2009/ 2012.Além desta definição de qualificação do sistema viário do Crato, realizada em parceira com o Governo do Estado, verificada quando ao seu andamento pelo próprio Governador Cid Gomes, quando de sua ultima visita ao Crato para emissão da Ordem de Serviço do Sítio Fundão, existem em pauta, outras proposições de consolidação de novas vias do sistema viário estrutural do Crato e melhorias de situações existentes.

Os pingos tem que ser colocados nos iis.E sugerimos ao colunista buscar uma informação mais detalhada para não incorrer mais em "micos" como este. Pega mal.

Professor/ Arquiteto José Sales

Padre Cícero Romão Batista

A imagem do Padre Cícero é presença constante nos trabalhos, o fundador da cidade. O monumento no Horto em sua homenagem é lembrado além das cartas que escrevia. De um registro fotográfico, para a xilo. Uma perfeita imagem no talho. Cícero faz questão de lembrar das importantes participações em seu trabalho do xilógrafo Manoel Inácio. Cerca de 90% dos desenhos foram feitos por ele para os trabalhos da coleção de Lourenço, que imprimiu sua marca com o traço do talhado. “É que não sou muito bom no desenho”, diz.

A coleção poderá ser tema de exposição em São Paulo. Os detalhes ainda vão ser discutidos com o pessoal de lá. Na terra do “padim”, ainda não tem nada certo, até o momento. O projeto foi para a prefeitura. Mas, como não dá para perder tempo, porque a arte é também um meio de sobrevivência, Cícero decidiu iniciar a venda da coleção, com o auxílio de caixinhas luxuosas, que ele mesmo faz com fivelinhas douradas, forradas em versões de chitão e até veludo. São feitas nas versões de colecionar, a R$ 400,00, com o tamanho original das xilos, e menores, a R$ 50,00.

Ele afirma que a idéia foi buscar algo que valorizasse mais a coleção, que traduz um momento especial em sua carreira. Cícero Lourenço fez um trabalho de pesquisa, leu livros, fotografou. Fez algo diferente das séries de trabalho na roça, engenhos.Uma nova coleção está nascendo e em breve será lançada. Dessa vez em homenagem aos 100 anos do poeta Antônio Gonçalves da Silva, Patativa do Assaré. A imagem em sombra, com detalhes da cultura regional. 15 xilogravuras. Um trabalho em série que parece ter tomado gosto.

Da mesam reportagem do Diário do Nordeste. Vale a pena conferir.

História de Juazeiro é contada em xilogravura


O xilógrafo e gráfico Cícero Lourenço Gonzaga resolveu contar a trajetória da cidade em xilogravura. Um presente para o centenário de Juazeiro do Norte. A trajetória da cidade, os seus momentos mais marcantes, contados por meio de uma história temática em xilogravuras. São 22 matrizes, elaboradas num período de dois anos e meio, pelo xilógrafo e gráfico Cícero Lourenço Gonzaga. A proposta de trabalho nasceu com um gênio da xilogravura, Stênio Diniz. Não foi ele que elaborou, mas incentivou, deu opiniões e despertou em Cícero a idéia, que antes Stênio mesmo não achava que ele iria abraçar. “Achou que fosse uma brincadeira, e já disse para ele que tinha feito a história antiga da cidade”, relata. A partir daí, se começou a pensar o que seria explorado nas outras matrizes.

Cícero: Uma homenagem ao Cícero, autor do trabalho e ao próprio padre dos romeiros de Juazeiro. Lourenço: Ele levou para o talhado o beato que tinha o seu sobrenome. Juntou tudo e fez também uma homenagem a si próprio, a uma história que o xilógrafo juazeirense também faz parte. Os 100 anos de Juazeiro do Norte, uma perfeita coincidência, já que nem se pensou nessa idéia antes. Portanto, ficam as evidências da sensibilidade do artista, que aos poucos e com um esmero de quem já fez milhares de xilos, repassa nessa obra, em especial um momento importante de sua carreira.

Cada momento da história foi discutido com historiadores, escritores da cidade e outros artistas do ramo. Cícero afirma que fez consultas ao jornalista Geraldo Menezes Barbosa. Da secretária do Padre Cícero, Assunção Gonçalves, trouxe o trabalho de resgate da vila que deu origem ao Juazeiro. Também, como não poderia deixar de ser, fez a justa homenagem de incluí-la na coleção.“Vejo esse como um trabalho inédito para Juazeiro, dentro da proposta da xilogravura”, diz Cícero Lourenço, que traz no sangue a xilo, que também é sua vida, já que desse ramo não imagina sair nesta vida. O irmão, José Lourenço, se encontra em Recife, com outros trabalhos de xilo. Dois nomes da xilo de Juazeiro, que iniciaram ainda crianças dentro da gráfica São Francisco.

Reportagem Elizangela Santos para o caderno regional do Diário do Nordeste. Mais informações na Gráfica Lira Nordestina. vale a pena conferir.

Amazonia perdeu 157km² em Maio

Os dados são do relatório do Sistema de Alerta de Desmatamento(SAD), divulgado nesta sexta-feira, dia 3 de julho de 2007. Levantamento feito pela organização não governamental Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) mostra que em maio a Amazônia perdeu pelo menos 157 quilômetros quadrados (km²) de floresta. Em relação a maio de 2008, quando os satélites registraram 294 km² de desmate, houve redução de 47%, de acordo com os dados do relatório do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD), divulgado ontem.

O alerta oficial de desmatamento, calculado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), apontou 123 km² de floresta derrubados no mesmo período. De acordo com o Imazon, o Pará foi o estado que mais desmatou em maio, com cerca de 58 km² (37% do total), seguido por Mato Grosso, com 42 km² (27%) e Roraima, com 31 km² a menos de florestas (20%). A concentração de nuvens sobre a região impediu a visualização de 43% da Amazônia Legal, de acordo com o relatório. Entre as áreas mais desmatadas no período estão trechos de floresta no entorno da BR-163, que liga Cuiabá (MT) a Santarém (PA).

O levantamento do Imazon também classifica o desmatamento de acordo com a situação fundiária da área em que foi registrado. Em maio, 67% do desmate ocorreu em áreas privadas, devolutas (ocupadas irregularmente) ou em diversos estágios de posse, 17% em unidades de conservação, 15% assentamentos da reforma agrária e 1% em terras indígenas. O desmatamento acumulado entre agosto de 2008 e maio de 2009 (dez primeiros meses do calendário anual do desmate) é de 1.072 quilômetros quadrados, 74% menor que o registrado no período anterior (agosto de 2007 a maio de 2008), segundo o Imazon. Além do corte raso (desmatamento completo), o SAD também registra áreas de florestas degradadas – “que sofreram intensa exploração madeireira e/ou fogo de várias intensidades”. Em maio, pelo menos 215 quilômetros quadrados da Amazônia sofreram degradação, a maioria (81%) em Mato Grosso.

Fonte Agencia Brasil.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Ceará na Rodada de Negócios do Turismo ²

A Rodada de Negócios, uma das principais atividades do Salão do Turismo, se consolida a cada edição do evento. No ano passado foram quase 1,7 mil que renderam R$ 134 milhões em negócios. Para o presidente do Sebrae Nacional, Paulo Okamotto, essa é uma oportunidade para que o pequeno empresário conheça aquilo que a grande empresa quer e espera dele. ´É um contato direto com o mercado, ouvindo suas principais expectativas´, disse.

A realização de negócios após os contatos feitos a partir da Rodada, segundo o Sebrae Nacional, chega a 70% ou até mais, dependendo do setor para o qual se promove os encontros. Pelo acompanhamento feito com as empresas participantes de rodadas de negócios nos seis meses seguintes ao evento, pode-se aferir que 47% delas fecham negócios nesse período. Outras 23% conseguem fechar negócios até um ano depois de iniciados os contatos na Rodada.Todas as empresas que participam da Rodada foram capacitadas pelo Sebrae/CE. Houve um treinamento específico com foco na comercialização para os empresários e gerentes das empresas selecionadas. O objetivo é aumentar a competitividade das empresas no evento, gerando mais oportunidades de negócios.

A Rodada de Negócios superou a expectativa que havia em número de inscrições. Ao todo foram computadas 547 inscrições, sendo 329 de agências de turismo e 218 de meios de hospedagem. As empresas foram selecionadas por comitês formados por órgãos oficiais de turismo estaduais e unidades regionais do Sebrae. Dos inscritos, 280 foram selecionados.

Ceará na Rodada de Negócios do Turismo


A Rodada de Negócios no maior evento do turismo brasileiro prossegue até hoje. Com expectativa de fechamento de negócios, 16 empresas cearenses de Jericoacoara, Canoa Quebrada e do Cariri encerram hoje a participação na Rodada de Negócios da 4ª edição do Salão do Turismo, em São Paulo. Na Rodada, acontecem encontros entre os fornecedores locais (agentes de turismo receptivo e meios de hospedagem) e as operadoras nacionais, com o intuito de promover a comercialização de produtos turísticos brasileiros.A idéia da Rodada é aproximar as pequenas empresas das grandes compradoras do setor de turismo para posterior venda de serviços turísticos, pacotes, meios de hospedagem, receptivos, atividades ecológicas, entre outras.


Matéria do Diário do Nordeste. Fotografia de Tiago Gaspar.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Patativa do Assaré é homenageado

Patativa do Assaré será lembrado em uma festa de confraternização da família do poeta na margem do Açude Canoas, no dia 8 de julho. A iniciativa é da Universidade Patativa do Assaré uma entidade cultural que, de acordo com o seu coordenador, Francisco Palácio Leite, tem como objetivo melhorar a qualidade dos serviços públicos e privados prestados aos cidadãos, com a formação de parcerias, contratos e convênios para capacitação de professores do Ensino Fundamental, concurso público, realização de eventos e também cursos profissionalizantes. No Crato, a programação será aberta dia 5, às 19h, com uma missa celebrada pelo padre Raimundo Elias, que vai fundamentar a homilia dele no poema de Patativa: “Nordestino sim, nordestinado não”, na quadra da Igreja de São Francisco, bairro Pinto Madeira.

Antônio Gonçalves da Silva, o Patativa do Assaré, nasceu em cinco de março de 1909 na Serra de Santana, a 18km de Assaré, e morreu no dia 8 de julho de 2002, com 93 anos, deixando como legado mais de dez livros de poesias publicados, títulos honoríficos, dentre os quais a Sereia de Ouro, Doutor Honoris Causa da Universidade Estadual do Ceará (Uece) e Universidade Regional do Cariri (Urca) e Cidadão Cearense, medalhas e prêmios e reconhecimento como o maior poeta popular do Nordeste.

O poeta continua sendo homenageado. “Só quem não sabe quem é Patativa do Assaré é a Academia Brasileira de Letras (ABL)”, disse o cantor e compositor Raimundo Fagner depois de cantar “Festa da natureza” e “Vaca Estrela e Boi Fubá” na tribuna do Plenário do Senado Federal, durante a sessão em homenagem ao centenário de nascimento de Patativa, realizada no mês passado.Além de ter a sua obra estudada na Universidade Sorbonne, da França, Patativa é agora objeto de uma tese de mestrado a ser transformada em livro, patrocinada pela Universidade Nottingham, da Inglaterra. A iniciativa é da professora e pesquisadora, formada em Letras, pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, Laiz Rubinger Chen, que esteve, esta semana, no Cariri, fazendo entrevistas com pessoas que conviveram com Patativa e conhecendo a Serra de Santana.

“Foi um amor à primeira vista. Mais do que um amor, uma paixão avassaladora que mexeu com meus sentimentos”, disse, esclarecendo que, na Faculdade de Letras não ouviu falar sobre ele. Ao decidir fazer um trabalho sobre cultura popular, descobriu a obra de Patativa que, para ela, é a maior expressão da cultura popular.

Texto de Antonio Vicelmo para o caderno Regional do Diário do Nordeste. Vale a pena conferir.

Crato inicia Programa de Arborização Urbana

O Município do Crato vai iniciar a implantação de seu Programa de Arborização Urbana, sendo o primeiro município cearense a ter uma ação com esta diretriz. A primeira etapa vai contemplar o Centro Cultural do Araripe, Mirandão e Alto da Penha. Esta ação é uma recomendação do PRU CRATO/ Plano de Requalificação Urbana do Crato, elaborado por Ibi Tupi Projetos e Consultoria, sob coordenação do Arquiteto José Sales.

terça-feira, 30 de junho de 2009

Dívidas jurássicas do Geopark Araripe

Apesar da SCT/ Secretaria da Ciência e Tecnologia ter repassado recursos para a URCA/ Universidade Regional do Cariri operar o projeto Geopark Araripe, há dívidas não pagas. O coordenador do Geopark, João de Aquino Limaverde, entregou o cargo por esta razão. Uma fonte revelou que os prejudicados foram informados que o dinheiro foi gasto no vestibular.

O Projeto Geopark Nacional da Bacia do Araripe passou para a alçada da Secretaria das Cidades, mas as pendências são anteriores. O projeto tem por missão, de início, proteger a reserva de fósseis da região. O Cariri guarda um tesouro de valor mundial. O projeto de instalação de um geopark no Cariri nasceu na gestão de Hélio Barros na Secitece (Governo Lúcio) e Urca (com o Reitor André Herzog), com o apoio do Governo alemão. Além de preservar, tem potencial para ser atração turística internacional.

Deu na Coluna Vertical, do jornalista Jocélio Leal, no O POVO, de hoje.

Mangabeira Unger deixa o Governo e volta à Havard

O Ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), Mangabeira Unger, deixou ontem o governo, dois anos após assumir o cargo. O anúncio de sua saída foi feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Há duas semanas, quando surgiram rumores de sua demissão, Mangabeira divulgou nota dizendo que sua permanência do governo dependia da prorrogação de sua licença de professor da Universidade de Harvard (EUA). Mas a licença não foi prorrogada.

O Subsecretário de Desenvolvimento Sustentável, Daniel Barcelos Vargas, assumirá interinamente o comando da secretaria. Mangabeira deixa Brasília hoje em avião da FAB, às 14h, e vem para o Rio, onde embarca para os Estados Unidos, às 18h. Ontem de manhã, Mangabeira se reuniu com o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), e discutiu seu futuro político. Ele deve se filiar ao PMDB. Hoje, Mangabeira está filiado ao PRB, do vice-presidente José Alencar, mas já foi próximo de PDT e PPS.

O ministro se despediu rapidamente dos funcionários de sua secretaria, numa reunião que não durou nem cinco minutos, em seu gabinete.Mangabeira assumiu, por medida provisória, a Secretaria de Planejamento de Longo Prazo, em junho de 2007. Pouco mais de três meses depois, o Senado rejeitou a medida, por 46 votos a 22. Foi preciso que o presidente Lula assinasse um decreto, em outubro, criando a Secretaria de Assuntos Estratégicos.

O sonho de reedição do Projeto Nordeste vai de novo para as gavetas profundas do Planalto.

Tradição sertaneja

Terminadas as festas juninas, começa a temporada de vaquejadas no Cariri. Com o desfile dos vaqueiros, foi aberta, no fim de semana, a vaquejada de Missão Velha, que resgata uma das mais fortes tradições do Nordeste: a festa de apartação que reunia vaqueiro, homem cavalo e boi. A programação prosseguirá dia 8, com o circuito de Juazeiro do Norte, seguido da Expocrato (de 12 a 19), e Missa do Vaqueiro na cidade de Serrita, em Pernambuco.

A vaquejada, mesmo modernizada, estilizada e rica, restaura a festa de apartação, quando a criação do gado bovino, na maioria das fazendas, era extensiva, ou seja, as rezes eram soltas no campo, nas matas, onde havia alimento e água suficientes para alimentar o rebanho. No Cariri, o gado era solto em cima da Serra do Araripe, no fim do inverno, entre os meses de julho e janeiro, quando começam as primeiras chuvas.

Matéria do jornalista Antonio Vicelmo, para o caderno Regional do jornal Diário do Nordeste.

domingo, 28 de junho de 2009

Mestre Noza de Juazeiro do Norte


Mestre Noza, ou Inocêncio Medeiros da Costa ou Inocêncio da Costa Nick, como ele gostava de chamar-se, nasceu em Pernambuco no ano de 1897, vindo a mudar-se para Juazeiro do Norte em 1912, aonde chegou como romeiro, após caminhar cerca de 600 km, desde o município de Quipapá, PE, local onde foi criado. Foi soldado de polícia, funcionário da estrada de ferro Rede Viação Cearense e funileiro até a partir de 1930, tornar-se conhecido como artista popular, santeiro e xilogravurista. Sua primeira escultura foi um São Sebastião e sua primeira xilogravura, uma capa de literatura de cordel encomendada por José Bernardo da Silva para ilustrar o folheto de José Pacheco A propaganda de um matuto com um balaio de maxixe.


Foi o primeiro a esculpir uma imagem do Padre Cícero e conta que quando a levou para o próprio padre analisar, este havia dito: “Eu sou assim, tenho essa corcunda assim?”. A partir daí fez milhares de imagens do Padre Cícero. Conta a lenda que havia se encontrado com Virgulino, o Lampião, e que havia tomado cerveja com o mesmo e que por pouco não havia entrado para o bando do chefe cangaceiro, não fazendo por medo mesmo.

Mestre Noza se tornaria o precursor da xilogravura decorativa, e seu trabalho foi alvo de estudo de várias universidades, inclusive européias, tendo participado de diversas exposições com obras de escultura e xilogravura em todo o país e até em Paris – França. Mestre Noza morreria no ano de 1983.

Atualmente situa-se em Juazeiro do Norte o Centro de Cultura Popular e Esculturas Mestre Noza, concentrando obras; esculturas principalmente; de artistas de toda a região do Cariri, sul do Ceará. Os artistas integram a Associação dos Artesãos do Padre Cícero.

O I Seminário Cariri Cangaço, promoverá durante o evento visita ao Centro de Cultura Popular e Esculturas Mestre Noza, tudo isso em setembro no cariri do Ceará. No Centro Cultural Mestre Noza teremos a oportunidade de conhecer mais de perto a talentosa arte e criatividade dos muitos artistas anônimos de nossa terra; quando se adentra ao Centro Mestre Noza se é transportado para o mundo da mais pura e tradicional cultura de nosso nordeste. Seja Bem Vindo ao Cariri Cangaço.

Matéria de Severo Barbosa e postagem de Kaika Luiz no Blog do Crato http://blogdocrato.blogspot.com/

I SEMINÁRIO CARIRI CANGAÇO, entre 22 a 26 de Setembro de 2009 no Crato, Juazeiro do Norte e Barbalha. Iniciativa é da SBEC – Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço, e das Prefeituras municipais de Crato, Juazeiro do Norte e Barbalha, com o apoio da URCA e do ICC.

Juazeiro entre a "farsa" e o "milagre", por Renato Casimiro

Ainda hoje há quem assegure que Juazeiro do Norte, não obstante a sua visível e incontestável hegemonia regional no Cariri, é o produto legítimo de uma farsa, de um embuste, resultante da ação nada pastoral de um farsante e embusteiro, o cidadão cratense de nome Padre Cícero Romão Baptista, que responde a milhões de nordestinos pelo codinome de Padim Ciço. Na semana passada me mandaram algumas considerações e cinco questões que até arriscaria responder, sem correr o risco de manifestar a minha “apoplexia”.

Quem as escreveu, as rotulou de “pertinentes”. Pelo limitado espaço, vou fracionando estas alinhavadas, para não lhes encher a paciência. Vejamos:

1) São sérios e merecedores de alguma credibilidade “milagres” anunciados com antecedência? A indagação se diz pertinente porque “...no dia 7 de julho de 1889, por iniciativa do reitor do Seminário do Crato, uma romaria levou até Juazeiro 3.000 fiéis para ver a transformação da hóstia em sangue, fato que não agradou às autoridades eclesiásticas, a ponto de o então bispo do Ceará, dom Joaquim José Vieira, solicitar ao padre Cícero Romão um relatório sobre o acontecido”.

Relevamos que entre 06.03 e 07.07.1889, o fenômeno aconteceu várias vezes, conforme o registro histórico, documental, expresso no Processo, onde se lê o depoimento do Padre Cícero: “Durante o tempo quaresmal d’aquelle anno e principalmente às quartas e sextas-feiras de cada semana observaram-se aquelles phenomenos; o que deu-se, uma vez também no sabbado da Paixão do mencionado anno, depois do que passaram a ser diarios até a Ascenção do Senhor. Na festa do Preciosissimo Sangue reproduziram-se os phenomenos de que me occupo.”

Que mal havia em se afirmar que ele poderia acontecer mais uma vez? Ora, se os padres lazaristas do Seminário da Prainha já tinham firmado posição que este mesmo Jesus Cristo, redivivo e glorioso, não deixava a Europa para fazer milagre no miserável local do Joazeiro, é até mais lógico descrer que o fenômeno não se repetisse e que parte da charada já estava solucionada: era tudo balela.

Mas, tal não houve. Submetido a tantas leituras rigorosas, mais atualizadas, não obstante a persistência de um barulhento sectarismo e fanatismo cientificista, o fenômeno resistiu e até se converteu em objeto direto de avaliação acadêmica. É intrigante que, desprovidos de melhores argumentos, alguém ainda perca tempo ao sustentar a hipótese de farsa.

Tinha gosto de farsa e embuste a cena ridícula do antigo professor de religião, dos anos 50, pelo menos, que a propósito de desmascarar esta farsa, rotulando-a de embuste, e “química marroquina” da forma mais autoritária possível, escolhia um cristão, de preferência juazeirense, ao qual submetia ao vexame de, perante todos da sala, viver a experiência pífia de salivar uma partícula não consagrada, impregnada de fenolftaleina. Como se sabe, ao contato com meio aquoso, alcalino, o rubro sanguíneo ali aparece, “como por encanto”, instantaneamente.

Ocorre que, para tal, o indivíduo em questão tinha que bochechar solução de bicarbonato de sódio para alcalinizar a mucosa. Pelo menos numa destas vezes, ou não se bochechou o suficiente para o “milagre” ou o cidadão tinha saliva muito ácida. Como o teste falhou, a sala reagiu em estrepitosa vaia que, a rigor, nem serviu mais para consagrar o canastrão professoral. Tantos anos depois, por estes dias de hoje, Juazeiro do Norte é o verdadeiro milagre. A quem enganar mais? Somos, assim, tão ingênuos?

(*) Renato Casimiro, Químico Industrial, Engenheiro Químico, Doutor em Microbiologia de Alimentos, escritor, historiador e memorialista. Postado por Armando Rafael no Blog do Crato http://blogdocrato.blogspot.com/

sábado, 27 de junho de 2009

Potencial Energético: Power Future 2009

Evento sobre energias alternativas e renováveis será realizado em Fortaleza e está com inscrições abertas.Com expectativa de esperam atrair 10 mil pessoas, a quarta edição do Power Future – Exposição Internacional e Seminários das Energias Alternativas e Renováveis –, acontece em Fortaleza, entre os dias 29 de junho a 1º de julho, no Centro de Convenções do Hotel Praia Centro.

As inscrições estão abertas com valores diferenciados até 20 de junho.O evento reunirá investidores, empreendedores, fabricantes de turbinas eólicas, empresas de serviços, fornecedores de equipamentos, empresas geradoras, transmissoras e distribuidoras de energia, instituições governamentais, agências ambientais, representantes de ONGs, profissionais e estudantes ligados com o setor.

Para o empresário Armando Abreu, Presidente de Honra do Power Future 2009, o evento é uma vitrine para todos os que estão em atividades na área de geração de energia por meio de fontes renováveis.

“Além de ser um espaço onde será discutido e se apresentado o que há de mais recente e moderno no setor, esta edição do Power Future tem o diferencial de ser realizada num momento em que o Ceará se consolida como o Estado com a maior potência instalada na fonte eólica, uma vez que estão sendo concluídas as 14 usinas eólicas do Proinfa (Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica)”, explica Abreu. Estes parques serão responsáveis pela produção de 550 MW (megawatts), que representam metade de toda a energia que é precisa para mover o Estado.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Suzano Pfeifer no Piauí

O licenciamento de uma fábrica de papel da Suzano na região de Nazária, próxima a Teresina, deixou entidades civis cheias de dúvidas. A Rede de ONGs da Mata Atlântica, por exemplo, pediu uma reunião com a empresa e Ministério do Meio Ambiente onde seriam conhecidos detalhes do empreendimento e espera que a planta, se for mesmo instalada, se torne "um modelo para a região e para o setor".

A necessidade de informações claras ganha força com declarações contraditórias de governo e empresariado sobre geração de empregos pelo projeto, mesmo modelo de discurso que levou à instalação de empreendimentos de qualidade ambiental duvidosa e com farta isenção fiscal no estado. A fábrica de papel precisará, também, de lavouras de árvores exóticas em boa quantidade para alimentar sua produção. Pelo menos outras duas plantas produtoras estão planejadas pela Suzano para o Nordeste, uma delas no Maranhão.

Publicado pelo jornal eletronico O ECO.

"MP da Grilagem" é inscontitucional

Às vésperas da possível sanção por Lula, o Ministério Público Federal distribuiu uma nota onde afirma que a Medida Provisória 458/2009, batizada por ambientalistas como MP da Grilagem, tem ao menos nove pontos que batem de frente com a Constituição Federal. O texto foi aprovado no dia 3 de junho pelo Congresso e o prazo para sanção se esgotou ontem e a mesma foi assinada pelo Presidente Luís Inácio Lula da Silva.

A nota explica em nova pontos (veja aqui) porque a nova lei "atenta contra a política nacional de reforma agrária, contra a legislação de licitações e prejudica a proteção a populações tradicionais, povos indígenas, quilombolas e também posseiros pobres que foram atraídos para a Amazônia por estímulo governamental". Tudo isso para regularizar inclusive ocupantes ilegais de terras públicas.Há quinze dias, 37 procuradores da República na Amazônia assinaram um documento onde demonstravam sua preocupação com as consequências sociais da nova legislação.

Do jornal eletronico O ECO.

Ceará sedia final do Festival do Nordeste

Uma mistura de cores, sotaques e alegria toma conta do Ceará para mais uma final do Festival de Quadrilhas Juninas do Nordeste 2009. Organizada pela Rede Globo, a disputa reúne dez quadrilhas, que representam todos os nove estados nordestinos. O Ceará, em especial, terá duas equipes na disputa, o Arraiá do Zé Testinha, ganhador do ano de 2008, e o Arraiá do Patativa, atual campeã do Ceará Junino.

A festança marcada para este sábado, 27, na quadra junina do Forró no Sítio, no Euzébio, às 17 horas será aberta ao público. No espaço equivalente a 1.500 metros quadrados, está sendo montada uma cidade cenográfica, que, segundo o responsável pela cenografia, José Adjafre, buscará resgatar a cultura popular. “Tentamos trazer à tona toda aquela cultura do nordeste ingênuo, com suas cores primárias, seus folguedos, suas brincadeiras e seus brincantes, o Nordeste que todo mundo sonha”, descreve.

Sobre o olhar de Lampião e Maria Bonita, lembrados em duas esculturas de 3,5m, o público, além de privilegiar os 600 componentes das quadrilhas, circulará por barraquinhas de comidas típicas e um parque de diversão também será montado, com jogos e brincadeiras, fora a pracinha, que fará parte da vila montada para o grande festival.O festival, que já existe há 14 anos, será transmitido pela Rede Globo no domingo, 28, após o programa Jogo Duro. O público poderá ver a apresentação de cada uma das quadrilhas, com comentários do ator e turismologo José Ramos, que atuou na Central do Brasil.

Matéria do Jornal Diário do Nordeste.

A cidade limpa na visão do Arquiteto Romeu Duarte

Acerca das idéias de despoluição visula de Fortaleza, uma contribuição do arquiteto Romeu Duarte: “A Prefeitura Municipal de Fortaleza precisa mais do que boas intenções para executar o projeto Cidade Limpa. Nos últimos anos, falou-se demasiadamente desse assunto e nada de ações concretas. O que se faz necessário: produzir um diagnóstico das principais agressões à paisagem urbana, identificar os pontos críticos (reconhecendo que a cidade não é homogênea), produzir parâmetros aceitáveis de recuperação urbana e, efetivamente, contratar projetos afinados com essas diretrizes, que vão desde simples pavimentações de calçadas e retiradas de engenhos de publicidade ao restauro de edificações de interesse histórico-cultural.

Esse trabalho de referenciamento do problema e das soluções pretendidas poderia ser realizado pelas Regionais e demais instâncias da PMF, com o apoio de universidades e instituições de pesquisa. Os projetos de requalificação da paisagem urbana, inúmeros, deverão ser contratados junto à iniciativa privada (empresas de arquitetura), mediante licitações de técnica e preço, simples cadastros profissionais e até concursos de arquitetura e urbanismo, conforme a complexidade inerente a cada intervenção. A experiência paulistana, hoje celebrada no mundo inteiro, deu-se (dá-se) assim”.Da Coluna Política, do Jornalista Fábio Campo, no Jornal O POVO.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Preservação ambiental: Área de Relevante Interesse Ecológico do Cocó

Com 27 votos favoráveis, foi aprovado ontem, na Câmara Municipal de Fortaleza (CMF), Projeto de Lei do vereador João Alfredo (PSOL), que determina a transformação do entorno do Cocó, em ARIE/ Área de Relevante Interesse Ecológico.

A referida matéria proíbe a construção de edifícios, vias públicas e demais equipamentos urbanos em perímetro localizado nas proximidades das avenidas Padre Antônio Tomás, Sebastião de Abreu e da Rua Magistrado Pompeu, sendo permitidas a exploração do turismo ecológico e esporte de baixo impacto ambiental.

A proposição também prevê a criação de um Conselho Gestor composto por representantes dos entes federados, universidades e sociedade civil organizada, a fim de estabelecer e fiscalizar as políticas implementadas na referida Arie.

Antes da votação, discursos contrários e favoráveis à propositura foram proferidos por parte dos vereadores presentes. O primeiro deles foi o próprio João Alfredo, o qual fez questão de destacar a situação das áreas verdes da Capital cearense. Segundo ele, em 1968, Fortaleza contava com 66% de sua área coberta por vegetação. Em menos de 30 anos, esse percentual caiu para pouco mais de 7%, baseado no Inventário Ambiental Recursos Hídricos e Orla Marítima de Fortaleza. Portanto, para o parlamentar, a aprovação da matéria se tratava de um interesse da cidade.

Contrapondo os questionamento referentes à constitucionalidade do Projeto de Lei, tendo em vista que o Plano Diretor já faz menção à área beneficiada pela matéria como uma ZIA/ Zona de Interesse Ambiental, João Alfredo foi incisivo: ´estou muito a vontade quanto a constitucionalidade´. Confiança justificada pelos pareceres do Prof. Dr. em Direito, José Albuquerque Rocha e do STF/ Supremo Tribunal Federal, na pessoa do ministro Celso de Melo , o qual fez questão citar: ´ele diz que a ´atividade econômica não pode ser exercida em desarmonia com os princípios destinados a proteção efetiva do meio ambiente´. Portanto a economia se submete a ecologia e não ao contrário´, reforçou o vereador.

Excelente matéria do jornal Diário do Nordeste. Vale a pena conferir.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

A falha de San Andreas


A Costa Oeste dos EUA, especialmente a Califórnia, é um dos lugares com a maior atividade sísmica do planeta. É ali que se encontra a conhecida falha de San Andreas, uma gigantesca rachadura visível de 1300 km de extensão que marca os limites entre as duas maiores placas tectônicas do planeta: a placa norte-americana e a placa do Pacífico.

Apesar de não perceptível aos nossos olhos, naquela região a placa norte-americana desliza 14 mm por ano em sentido sudeste enquanto a placa do Pacífico se desloca em sentido oposto a 5 mm por ano. Vez por outra a resistência entre elas aumenta e a energia do movimento se acumula até ser repentinamente liberada. Esse deslizamento entre as placas causa grande instabilidade em todo o Estado da Califórnia e foi a causa do violento terremoto que abalou a cidade de São Francisco em 1906.

A imagem vista acima retrata claramente as consequências desse movimento. A cena mostra uma parte da falha de San Andreas a oeste da Baía de San Francisco, onde a represa de Crystal Springs armazena milhões de litros de água em uma das rachaduras entre as duas placas tectônicas. Um levantamento feito em 2008 mostrou a existência de mais de 300 falhas em todo o Estado da Califórnia.
A cena também mostra a rodovia interestadual I 280, no lado esquerdo da falha e a Rota 91, que cruza desde o topo direito até o centro esquerdo da foto. A Baía de San Francisco é vista no topo direito da cena.


A imagem foi capturada através do radar de abertura sintética UAVSAR a bordo da aeronave Gulfstream III da Nasa, em novembro de 2008. A campanha de sensoriamento tem o objetivo de mapear a mesma região repetidamente com o objetivo de criar uma coleção de mapas em três dimensões do local sobrevoado. Com as imagens os cientistas pretendem visualizar micro deformações topográficas de apenas 3 centímetros, o que pode indicar os pontos da superfície em que as placas estão se tocando.


De acordo com o Instituto de Pesquisas Geológicas dos EUA, USGS, o Estado da Califórnia tem mais de 99% de chances de ser atingido, nos próximos 30 anos, por um grande terremoto superior a 6.7 graus 46% de possibilidades para a ocorrência de um poderoso abalo de 7.5 graus, que os habitantes chamam de "Big One", capaz de sacudir a cidade de Los Angeles com graves consequências.


No entender de especialistas, um abalo de grande intensidade poderá causar a separação da Califórnia do resto do continente americano.

Geopark Araripe continua a fomentar iniciativas análogas

A UNESCO define o projeto de um geopark como uma área, com limites definidos, abrangendo determinado número de sítios geológicos de relevo. Ou mesmo um mosaico de entidades geológicas de especial importância científica, raridade e beleza – que seja representativa de uma região e da sua história geológica, eventos e processos – possuindo não só significado geológico, mas, também, relevância ecológica, arqueológica, de história e cultura.

A UNESCO vem incentivando a criação de novos geoparks no Brasil e, para tanto, utiliza como modelo a ser seguido o Geopark do Araripe, o primeiro das Américas. Este fica localizado no sul do Ceará e abrange seis municípios na região do Cariri. O Geopark Araripe foi implantado pela Universidade Regional do Cariri – durante a gestão do reitor André Herzog – e hoje é administrado pelo Governo do Estado do Ceará.

Entre os dias 16 e 19 de junho ocorreu em Campo Grande (MS) um workshop para discussão da futura gestão do segundo geopark do Brasil e do continente americano: o Geopark da Serra da Bodoquena-Pantanal. O evento ocorreu no Centro de Convenções Rubens Gil de Camilo, na capital sul-matrogrossense. Ali foram discutidas estratégias de preservação e desenvolvimento com base em ações educativas e roteiros turísticos focados no patrimônio geológico–paleontológico-arqueológico exemplificados nos Geoparks Araripe e no de Naturtejo, de Portugal.

Estiveram presentes a este evento, representantes das Universidades de São Paulo (USP), de Brasília (UNB), da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS, da Universidade Regional do Cariri (URCA) e da Universidade Estadual do Ceará (UECE). Entre os palestrantes destacamos os professores André Herzog e Alexandre Sales – que juntamente, com o professor Gero Hilmer (da Universidade Hamburgo, Alemanha) – formaram o tripé para a implantação do único geopark do País, o do Araripe. Também presentes os técnicos Emanuela Rangel e Marcelo Carvalho, da Secretaria das Cidades do Governo do Ceará, bem como Olga Paiva, do Iphan-Ceará.

O território que abrigará a nova área de preservação possui diversos aspectos característicos de um geopark nos moldes da Unesco, como a presença de fósseis de preguiças-gigante, tigres-dente-de-sabre e mastodontes. Além destes, fósseis dos primeiros seres vivos surgidos no planeta - há mais de 560 milhões de anos -, sendo um desses fósseis, a Corumbella, em homenagem a Corumbá, onde o fóssil foi descoberto. O local também abriga diversos sítios arqueológicos e históricos relevantes que contam a história da mineração em Corumbá e a Retirada da Laguna e também um rico patrimônio cultural traduzido pelo modo de vida pantaneiro, pelas artes gráficas e cerâmicas terena e kadiwéu, dentre outros.

Vale destacar, por oportuno, que o surgimento do Geopark Araripe também influenciou o projeto de criação do Geopark do Quadrilátero Ferrifero, em Minas Gerais, onde a historia da mineração concorre com a cultura local e o desenvolvimento daquela área. Este, um novo geopark que surgirá em breve tendo como modelo o nosso Geopark Araripe.

Artigo de Alexandre Sales, geólogo e professor adjunto da Universidade Regional do Cariri.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Carirï: as fogueiras relembram São João

A fogueira de São João no Interior do Estado continua a ser um dos grandes símbolos das festas do mês de junho. No Cariri, é comum, antes dos dias 23 e 24, as pessoas irem juntando os gravetos e toras de madeira para acender o fogo. De acordo com a Mestra da Cultura Zulene Galdino, de Crato, para alguns as fogueiras evocam a religiosidade. Mas a tradição, para outros, vem sendo esquecida.

A programação junina no Cariri tem se ampliado a cada ano. O São João urbanizado, promovido em grandes parques, a exemplo de Crato e Juazeiro, que têm estendido as comemorações por vários dias, têm atraído grande público. O novo formato da festa faz com que manifestações mais tradicionais percam a força.

Mas há o contexto cultural, que ela segue na mesma linha, com a quadrilha que organiza para crianças e adolescentes. As roupas estão prontas, o boi, tudo no quartinho de casa esperando a molecada, para colorir a noite junina. De frente a sua pequena casa, no bairro Novo Horizonte, as bandeirolas tremulam ao forte vento destes tempos de fim de inverno no Cariri. A frieza, mais tarde, recebe o calor da fogueirinha. O bolo de puba, a batata doce assada na fogueira servem de recordação. Mas não deixam de chegar à mesa mais tarde.

Matéria de Elizangela Santos para o caderno Regional do Diário do Nordeste.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Marina Silva recebe premio na Noruega


A Senadora e ex-Ministra do Meio Ambiente Marina Silva/PT/AC recebeu na quarta-feira, dia 17/ Junho, na Noruega, o Prêmio Sophie de Meio Ambiente por sua luta pela preservação da Amazônia. Marina recebeu a distinção das mãos do Ministro do Meio Ambiente norueguês, Erik Solheim, numa cerimônia em Oslo.

No ato, também esteve presente Nina Drange, presidente da Fundação Sophie, instituição que desde 1997 entrega a honraria, criada pelo escritor norueguês Jostein Gaarder ("O Mundo de Sofia") e sua mulher, Siri Dannevig. Marina foi anunciada como vencedora do prêmio, de US$ 100 mil, em 1º de abril.

Segundo a Fundação Sophie, ela foi escolhida por seu "compromisso com a defesa da Floresta Amazônica". Os jurados que votaram na ex-ministra também destacaram o fato de a ativista e política ter dedicado a vida à região e de o "trabalho, a coragem e os resultados" obtidos por ela serem "incomparáveis".

Prof. Gero Hillmer no Cariri, novamente


O Professor Dr. Gero Hillmer, da Universidade de Hamburgo, autor da concepção do Geopark Araripe, estará visitando o Cariri nesta terça e quarta-feira. Ele e representantes do Consulado Geral da Alemanha, em Recife, serão recepcionados na URCA, pelo Reitor Plácido Cidade Nuvens, às 16 horas desta terça-feira.

O Prof. Hillmer vem de novo ao Brasil, para colaborar com a criação do Geopark da Serra da Bodoquena e Pantanal. no Mato Grosso do Sul. Aproveita a ocasião para visitar o Cariri e Bacia Sedimentar do Araripe e alguns geotopes na região, como também verificar o andamento da consolidação do Geopark Araripe.

O pesquisador de origem alemã, que foi também curador do Instituto e Museu de Paleontologia da Universidade de Hamburgo, é também Professor "Honoris Causa" da URCA e consultor "ad hoc"da UNESCO, será acompanhado durante as visitas no Cariri pelo Reitor Plácido Cidade Nuvens, pelo Prof. Dr. Titus Riedl/ Assessor de Relações Internacionais da Instituição, pelo Gerente do Geopark Araripe, Idalécio de Freitas e a Profa. Dra Maria Helena Hessel, Paleontóloga.

Após esta visita, o Prof. Hillmer, manterá contatos com o Secretário Joaquim Cartaxo, da Secretaria das Cidades, em Fortaleza e com representantes da equipe que está elaborando o Levantamento de Dados e Estudo Técnico Científico dos Geotopes do Geopark Araripe.
Sede do Sítio Fundão, no Crato, agora Parque Estadual do Sítio Fundão, um contexto componente do Geotope Batateira, do Geopark Araripe. Arquivo de Imagens Ibi Tupi. Fotografia José Sales. Direitos autorais reservados.

Parque da Lagoa da Fazenda está abandonado


O Parque Ecológico Lagoa da Fazenda, em Sobral, está abandonado.Tomado pelo mato, local de assaltos, o espaço que há dez anos era uma das atrações da cidade das mais frequentadas pela população hoje é a imagem do desleixo para com as áreas públicas e a preservação ambiental.A lagoa, que recebe dejetos industriais, está com a sua superfície em boa parte tomada por plantas aquáticas e exala permanente mau cheiro.

A Prefeitura Municipal de Sobral tão ciosa de sua imagem na midia regional e nacional, nada comenta sobre o assunto e remete a responsabilidade aos Governo do Estado. Na verdade a obra foi construida pelo Governo do Estado e inaugurada em 1993, como quase tudo que há em Sobral, e entregue à Administração da Prefeitura.
Informações do Caderno Regional do Diário do Nordeste e do Blog Lúcio Alcantara.

Fotografia de Claude Bloc http://www.flickr.com/photos/claudebloc/3636534180/in/photostream/. Direitos autorais preservados

Em 12 de Julho, começa a Expocrato

A Expocrato, uma promoção da Secretaria do Desenvolvimento Agrário (SDA), realizada pelo Instituto Agropolos do Ceará, Associação dos Criadores de Caprinos e Ovinos da Bio-Região do Araripe (ACCOA) e Associação dos Criadores do Crato (ACC), é o maior evento do Estado do Ceará e um dos maiores do segmento da região Norte e Nordeste. O Parque de Exposições, com uma área de 36 hectares, pertence ao Governo do Estado.

A primeira exposição foi realizada em 1944. No entanto, sofreu algumas interrupções, estando, este ano, na sua 58ª edição. A estimativa de volume de negócios para este ano é de mais de R$ 50 milhões, com previsão de crescimento em torno de 30% do volume alcançado em 2008, que foi superior a R$ 50 milhões, garantiu o presidente do Grupo Gestor, Francisco Leitão, acrescentando que já começou a movimentação no parque com a instalação de barracas e estandes.

Na programação cultural, estão relacionados seminários, encontro de negócios, feira de artesanato e da agricultura familiar, debates sobre agricultura irrigada, fruticultura, flores e plantas ornamentais. Neste setor, a novidade é a Feira dos Municípios que pretende fazer a instalação de estandes dos quase 40 municípios que participam do certame.

O Parque de Exposições Pedro Felício Cavalcanti é o berço da Expocrato, possui uma área de 36 hectares, com estrutura suficiente para realizar um mega evento, reconhece o Grupo Gestor, destacando que são mais de 15 pavilhões e 200 baias moduláveis para estabulagem dos animais. Possui ainda três pistas de ovinos e caprinos e um picadeiro com mais de 1.500 metros quadrados para o julgamento e, também, desfile de bovinos.

domingo, 21 de junho de 2009

Professora Lúcia Teixeiran na SEMACE

Na próxima segunda-feira, 22 de junho, às 9 horas, no auditório da SEMACE/ Superintendência Estadual do Meio Ambiente será a posse da nova superintendente da Semace, Professora Maria Lucia de Castro Teixeira.

Lucia Teixeira é Procuradora do Estado. Em 1999, chefiava a Procuradoria do Meio Ambiente, a primeira a se instalar no Brasil; A partir de 2007, se encontrava na Procuradoria Geral do Estado como Chefe da Procuradoria do Patrimônio e do Meio Ambiente. Executou suas atividades de procuradora de Estado também na Procuradoria Fiscal e na Procuradoria Judicial; Professora de Direito Ambiental e de Teoria Geral do Processo da Universidade de Fortaleza; Membro da Associação dos Professores de Direito Ambiental do Brasil – APRODAB. Exerceu o cargo de promotora de justiça do Estado; Em duas gestões foi Conselheira da OAB-CE e Presidente da Comissão de Meio Ambiente da OAB em uma gestão; Representou a PGE como conselheira do Coema e conselheira do Conselho de Recursos Hídricos; por cinco anos representou o Estado no Contencioso Administrativo Tributários.

Bons augúrios e votos de grandes realizações à Profesora Lúcia Teixeira.

Trilhas do Sertão desafiam os motoqueiros


A busca por aventura faz com que um grupo de motoqueiros percorra estradas de terra e veredas aos domingos. As trilhas são definidas momentos antes da partida, por volta de 7 horas da manhã. No período de chuva, em que as estradas estão enlameadas, o número de participantes cresce porque os desafios e os roteiros enfrentados nas vilas rurais e nos sítios do Interior ficam mais emocionantes.

Além da aventura pelos sertões em trilhas que cortam os municípios vizinhos a Iguatu, os motoqueiros têm oportunidade de admirar a natureza, de aproximar amizades ou mesmo de fazer novos amigos. Há dois anos, os adeptos desse esporte radical fazem com regularidade os passeios a partir de estradas vicinais, veredas e muitas vezes em campos abertos, subindo e descendo serras, abrindo caminhos, passando córregos e vencendo desafios.


Reportagem do Caderno Regional do Diário do Nordeste. Foto Honório Barbosa. Vale a pena conferir.

sábado, 20 de junho de 2009

Restauro do Patrimonio Arquitetonico e Urbanístico

Curso de Especialização em RESTAURO DO PATRIMÔNIO ARQUITETONICO E URBANÍSTICO, na UNISANTOS sob a Coordenação Geral: Prof. Me. Elias Salim Haddad Filho Professor Responsável: Leila Regina Diegoli – Doutora e Cássia Regina Carvalho de Magaldi – Doutora. - 360h. Início previsto: 08/08/2009 Inscrições: Matrículas abertas de 06 a 24 de julho de 2009 Horário: Sábados das 09h30min às 12h30min e das 13h30min às 16h30min Duração Prevista: Até dezembro de 2010.

Multinacionais e a degradação florestal


Foi lançada nesta semana em Londres uma iniciativa que pretende desvelar a rede intricada que existe por trás do desmatamento de florestas tropicais em todo o mundo. O Forest Footprint Disclosure Project, algo como Projeto de Divulgação da Pegada Florestal, será uma das mais amplas tentativas já realizadas de mapear a relação entre o comércio global de commodities e a perda de biodiversidade. Para isso, 150 das maiores multinacionais de todo o mundo receberão questionários onde serão convidadas a abrir dados sobre a origem de suas matérias-primas.

O Governo do Reino Unido é um dos principais financiadores da empreitada. O quadro que sairá do levantamento certamente não será dos mais bonitos. Mesmo com os primeiros resultados prometidos para janeiro de 2010, o projeto liberou no dia de seu lançamento um pequeno documento onde lista quais são as principais ameaças às florestas tropicais. O estudo demonstra que seis commodities globais - soja, óleo de palma, carne bovina, couro, madeira e biocombustíveis - estão impulsionando a destruição das regiões de maior riqueza biológica do planeta.

“Queremos mostrar às empresas os riscos envolvidos em seus negócios ao explorarem os recursos naturais”, argumenta Andrew Mitchell, chefe do comitê gestor do Forest Footprint Disclosure. Segundo ele, ao continuarem a consumir cegamente produtos das florestas nativas, existem três principais riscos que as grandes multinacionais parecem não enxergar. O primeiro deles é a perda de investidores, como grandes fundos de pensão e gestores de ativos. O segundo é o do aumento do preço da matéria-prima graças a restrições dos governos. E o terceiro é o da perda de reputação frente aos consumidores.

“E existe um quarto risco, mais difícil de entender”, continua Mitchell, “É o risco de que ao contribuir para a destruição das florestas, a companhia coloque em jogo o seu próprio negócio, pois são as florestas que fornecem regulação do clima, água potável, polinização e tantos outros serviços ambientais”, ressaltou.

É com essa visão que o projeto da “pegada florestal” conquistou alguns dos maiores investidores do mercado financeiro. Doze gestores de fundos, com ativos estimados em 1,3 trilhão de dólares, já anunciaram seu apoio ao Forest Footprint Disclosure. Isso quer dizer que, quando receberem o questionário pedindo informações sobre suas matérias-primas, muitas multinacionais estarão sendo observadas por alguns dos maiores compradores de ações do planeta.

“O projeto deve ajudar as companhias a pensar e contabilizar seus impactos e sua dependência das florestas. Isso certamente vai influenciar decisões sobre o acesso aos recursos naturais. Abrir informações implica em mudanças nas permissões de uso e de licenças para operar, seja através de medidas tomadas por investidores ou por autoridades”, pondera Pippa Howard, diretora de Parcerias Corporativas da Fauna e Flora Internacional, uma das maiores entidades ambientalistas do mundo e membro do comitê do Forest Footprint Project.
As informações geradas pelo relatório ajudarão a Fauna e Flora a continuar seus estudos sobre a dependência de diversos setores da economia de serviços ambientais. Em parceria com o Programa de Meio Ambiente das Nações Unidas (UNEP), a ong tem o projeto Valorando a Natureza, onde estuda 31 companhias de setores diversos como fumo, alimentação e varejo.

O lançamento do Forest Footprint Disclosure foi mais uma demonstração de que as empresas definitivamente entraram na linha de tiro das ações de combate ao desmatamento e ao aquecimento global. Depois da repercussão mundial do relatório do Greenpeace mostrando que a cadeia produtiva de carne e couro no Brasil estava intimamente ligada ao avanço do desmatamento na Amazônia, o projeto deve elevar ainda mais a pressão sobre os setores que tem uma alta pegada florestal.

Pippa Howard, da Fauna e Flora Internacional, acredita que ações como essa terão também um impacto sobre os consumidores. Ela lembra que recentemente a Unilever foi duramente criticada no Reino Unido por utilizar óleo de palma extraído de plantações na Indonésia para fabricar o sabonete Dove. Já Andrew Mitchell cita o caso de consumo de carne em todo mundo, questionando se não seria possível às pessoas reduzirem seu consumo para diminuir a demanda por gado criado na Amazônia. “Como consumidores, estamos todos juntos”. Clique aqui e confira a versão completa do relatório do Forest Footprint Disclosure Project

Matéria do jornalista Gustavo Falheiros para O ECO. Vale a pena conferir em forma completa em http://www.oeco.com.br/reportagens/37-reportagens/21961-multinacionais-e-a-degradacao-florestal

sexta-feira, 19 de junho de 2009

A Missão do Miranda, no Cariri

A programação junina do Crato, na Região do Cariri, será encerrada domingo, com as comemorações do Dia do Município, quando se lembra aspectos da história local, que tem origem quando a Missão de Miranda elevou-se à categoria de vila em 16 de dezembro de 1762, tendo sido instalada em 21 de junho de 1764 como Vila Real do Crato, no Século XVIII, constituindo um dos mais importantes núcleos de povoamento na época colonial no Interior do Nordeste brasileiro.

Crato, inicialmente chamada de Missão do Miranda, resultou de um movimento missionário dos frades Capuchinhos de Recife, cujo objetivo era catequizar e civilizar os povos indígenas. Frei Carlos Maria de Ferrara, frade franciscano, italiano da ordem dos capuchinhos, enviado à missão a fim para catequizar os índios da Tribo Cariri. Cumpriu sua tarefa no período de 1730 a 1750. A Igreja Católica foi peça fundamental nos primórdios de criação e o desenvolvimento desta cidade, acelerada com a chegada de imigrantes da “civilização do Couro”, vindos da Bahia, Sergipe e Pernambuco.

Da mesma matéria do Jornalista Antonio Vicelmo.

São João: Festas Juninas no Cariri

Crato e Juazeiro do Norte se transformaram num arraial de São João. O “Juaforró” foi aberto no dia 13 com o sanfoneiro Dominguinhos. Ontem à noite, foi à apresentação da dupla Zezé Di Camargo & Luciano. Para hoje estão programadas três bandas. Amanhã, é a vez de Nando Cordel; dia 21, Elba Ramalho; 22, Banda Líbanos. O evento será encerrado no dia 23 com Leonardo, Fábio Carneirinho, Jota Farias e Banda, Joãozinho do Exu.

Os coordenadores do evento calculam que uma média de 50 mil pessoas estão comparecendo ao Parque de Eventos Padre Cícero, onde está sendo realizada a programação do Juaforró.Uma das atrações do Juaforró, que conta com o apoio do Sistema Verdes Mares, é a cidade cenográfica que lembra Juazeiro do início do século passado, com suas bodegas, igrejas, cabarés e festas juninas. As casas de taipa recordam a época em que Juazeiro, hoje a maior cidade do Interior, era apenas um vilarejo. Paralelamente, estão sendo realizados dois festivais de quadrilhas dentro do parque municipal.

No Crato, a festa junina está sendo concentrada no Centro Cultural do Araripe, no largo da RFFSA, com a presença diária, de acordo com a Secretária de Cultura Turismo e Juventude, Daniele Esmeraldo, de mais de 30 mil pessoas. Todas as noites estão sendo realizadas festas com bandas regionais, apresentações de quadrilhas e forró. Esta semana, a animação foi levada para o meio da feira do Crato, com a promoção do chamado “forró farinha com rapadura”, que contou com a participação dos feirantes.

Do jornalista Antonio Vicelmo para o Diário do Nordeste.

No Cariri: artesãos criticam o funcionamento da Galeria Mestre Noza



Artesãos denunciam irregularidades no Centro de Cultura Popular Mestre Noza e ameaçam deixar a entidade em Juazeiro. Um espaço privilegiado da arte, com mais de um milhão de peças de artistas caririenses, a Associação dos Artesãos do Padre Cícero (Centro de Cultura Popular Mestre Noza), está sendo alvo de críticas por parte de alguns associados, que pretendem até deixar de repassar suas peças.



A reclamação está, principalmente, voltada para a pouca comercialização dos produtos e a exposição das peças que são comercializadas ao relento, por falta de espaço para a entidade funcionar.A busca pela sobrevivência ameaça a saída de artistas da entidade, fundada há quase 25 anos. Matéria da jornalista Elizangela Santos para o jornal Diário do Nordeste em seu Caderno Regional.


Foto de MGorete sobre a arte no barro da Familia Candido. Os temas abordados são cenas de detalhe do cotidiano, da vida familiar, do folclore sertanejo: família viajando, namoro na praça, banda de pífanos, trabalhadores braçais, família assistindo à TV, missa, anjos, mulheres fazendo ginástica, mulher rendeira, mulher namorando.Peça do Núcleo de Arte Popular Mestre Noza.Rua São Luiz, 94 Centro. Juazeiro do Norte - CE.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Pedalando pela paz

Próximo dia 28 a entidade não-governamental Rodas da Paz promove seu sétimo passeio ciclístico pelas ruas de Brasília. O percurso terá 15 quilômetros e deverá ser percorrido em até duas horas. Atração para todas as idades. Mais informações aqui. A entidade nasceu há seis anos, como uma forma de reação à violência no trânsito da capital federal.

Todas as médias e grandes cidades brasileiras poderiam adotar uma ação assemelhada a esta. A violência no trânsito é o maior vilã da contemporaneidade, neste Brasil de hoje que é 84% urbano.

Minc: Ainda há tempo para agir

Segundo o Ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, o Nordeste pode perder um terço de sua economia com o aumento da temperatura até o fim do século. O momento é de investir em alternativas sustentáveis de desenvolvimento, no gerenciamento dos recursos hídricos e em ações como a redução do uso de mata nativa da Caatinga para a produção de carvão.

As mudanças estão acontecendo. E os efeitos da virada climática preocupam quem vive e pensa o desenvolvimento das regiões mais vulneráveis ao já previsto aumento de temperatura: as semiáridas. A busca por soluções é o desafio da Segunda Conferência Internacional Sobre Clima, Sustentabilidade e Desenvolvimento em Regiões Semiáridas, a Icid+18, lançada ontem em Fortaleza, no Dia Mundial de Combate à Desertificação. A sigla faz referência ao título do evento em inglês e à primeira edição, realizada também na capital cearense, no escopo da Conferência das Nações Unidas sobre o Ambiente e o Desenvolvimento, a Eco 92, que ocorreu no Rio de Janeiro.

A conferência será realizada em Fortaleza e pretende contar com 2 mil participantes, entre pesquisadores de pelo menos 50 países, estudantes e gestores. Além da data, 16 a 20 de agosto de 2010, o evento tem estabelecido um desafio principal: servir de base para políticas públicas de adaptação aos efeitos das mudanças climáticas. A Icid+18 ainda poderá ser subsídio para discussões mais amplas, caso a Rio+20 seja confirmada para 2012.

A Icid+18 é promovida pelo Ministério do Meio Ambiente e pelo Governo do Ceará. O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, participou da solenidade de lançamento e enfatizou os riscos do aumento das áreas desertificadas e da falta de preparação para um fenômeno já previsto. “Há um risco real, caso a temperatura se eleve dois graus Celsius até o fim do século, e essa é a possibilidade mais otimista, de que o Nordeste perca um terço de sua economia”, alertou. O dado é do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, que prevê aumento até maior de temperatura e que o nível do mar subirá alguns centímetros, o suficiente para causar estragos em zonas litorâneas. Por isso, o Nordeste, onde está a maior parte do Semiárido brasileiro, será contemplada com metade dos recursos do Fundo Clima, plano enviado ao Congresso e formado com 10% do lucro do petróleo. Isso significa R$ 900 milhões para o Brasil - R$ 450 milhões para o Nordeste. Serão recursos para recuperar nascentes, solos e recursos hídricos, fazer plantações em volta das nascentes e matas ciliares em volta dos rios.

Na Icid+18, os cientistas precisarão dar conta de uma atualização dos conhecimentos sobre as mudanças climáticas desde a última conferência. Como explica o diretor da Icid+18, que também dirigiu a Icid em 1992, Antônio Rocha Magalhães, a ciência avançou para comprovar que a tendência é que existam áreas cada vez mais áridas e que o gerenciamento dos recursos hídricos será essencial, já que o aumento das temperaturas e, consequentemente, da evaporação reduzirá a água disponível para o abastecimento das cidades e para a agricultura.

Matéria das Jornalistas Daniela Nogueira e Larissa Lima para o jornal O POVO http://www.opovo.com.br/ Vale a pena conferir.

Amazonia legal é mais que a floresta

O Ministério Público Federal em Mato Grosso move, desde início de maio, uma ação na justiça para tentar mudar as regras de concessão de crédito rural na Amazônia Legal. O alvo da Ação Civil Púbica é o Conselho Monetário Nacional, que em julho de 2008 mudou as regras de seu Manual de Crédito Rural e passou a exigir certificado de regularidade ambiental somente para imóveis do bioma amazônico. O problema é que a chamada Amazônia Legal não compreende apenas áreas de floresta, mas também outros ecossistemas, como cerrado e vegetação de transição, que margeia o bioma e serve para sua proteção. A exigência do MPF é que o Manual seja alterado e exija certificado de regularidade ambiental de imóveis localizados em todos os ecossistemas da Amazônia Legal. A ação tramita na Justiça Federal em Mato Grosso.

Publicado na seção Salada Verde do http://www.oeco.com.br/saladaverde

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Pesquisa destaca importância de reservas indígenas no impedimento da savanização da Amazônia

Estudo recente determina que a preservação de reservas indígenas e de áreas de conservação ambiental, que juntas ocupam cerca de 37% da região, barraria processo de savanização da Amazônia. O estudo, publicado nesta última segunda-feira, 15, pela revista americana Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), avalia que há um “ponto sem retorno” do desmatamento - se ultrapassado implicaria num processo de transformação da floresta em cerrado.

Foi realizada uma simulação matemática do que aconteceria se 63% da floresta desaparecesse, restando apenas as matas das reservas indígenas e unidades de conservação. O resultado foi que, embora as populações locais e a biodiversidade sejam danificadas, o restante da vegetação protegida não entraria em colapso com o desmatamento. Claudio Belmonte de Athayde Bohrer, pesquisador da Universidade Federal Fluminense (UFF) e coautor do artigo diz: “percebemos que haveria uma variação relativamente pequena no regime de chuvas, mesmo se só sobrassem as áreas de preservação”. “Com algumas exceções, seria insuficiente para provocar uma alteração na vegetação”. Para Bohrer, estas áreas representam o mínimo a ser preservado. “As atuais unidades de conservação oferecem uma proteção mínima, mas é preciso que o governo garanta sua efetividade”.

Já outro estudo realizado no ano passado pelo pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Gilvan Sampaio, mostra dados divergentes. Para ele, caso a devastação florestal alcance 50% de área processos de savanização poderão ocorrer no leste e sul da Amazônia.

William Balée, antropólogo americano, defende no trabalho “Biodiversidade e os Índios Amazônicos”, que “as práticas de manejo dos recursos de índios horticultores ou coletores na Amazônia de hoje são menos destrutivas para o ambiente, segundo qualquer critério, do que a dos nossos vorazes Estados nacionais com sua economia baseada na queima de combustíveis fósseis”. O pesquisador afirma que podemos aprender muito com os índios sobre como preservar a Amazônia. Tanto os povos pré-colombianos quanto os atuais que habitam a região amazônica são responsáveis pela preservação da floresta e pela manutenção da biodiversidade em seus territórios através da utilização sustentável dos recursos.

As alterações ambientais empreendidas pelas sociedades indígenas não se comparam com aquelas causadas pela indústria moderna. Índios agricultores contribuíram inclusive para o aumento da biodiversidade através da domesticação de algumas espécies de árvores, principalmente frutíferas.

Os solos da floresta amazônica normalmente são ácidos e pobres em nutrientes. Porém, em áreas onde ocorreram habitação e horticultura de povos pré-colombianos, existe um solo mais fértil, menos ácido, com alto teor de macro e micronutrientes, conhecido por “Terra preta”. Estas terras são consideradas reservatórios de agrobiodiversidade, abrigando variedades genéticas mais primitivas de espécies domesticadas economicamente interessantes. Todavia, os cientistas ainda não sabem ao certo os processos que deram origem a esses solos, o que torna necessário mais estudos na região.

De acordo com dados do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), as pesquisas, juntamente com a manutenção de reservas indígenas e das áreas de conservação ambiental, constituem eixos importantes na exploração da Amazônia. Elas são responsáveis pela coleta de dados e contribuem para a resolução de problemas logísticos de falta de acesso e infra-estrutura, além de servirem como alternativa de sustento sem destruir a floresta para as populações locais, através de capacitação e treinamento.

Texto de Raul Galhardi Pinto, estudante de Jornalismo e participante do Projeto “Repórter do Futuro: descobrir a Amazônia, descobrir-se repórter”, curso de complementação universitária realizado pela Oboré – Projetos Especiais em Comunicações e Artes que visa aproximar estudantes de jornalismo da realidade amazônica.

SOS Jaguaribe ³

Movimento quer monitorar resíduos da bacia hidrográfica do Jaguaribe que compreende uma área de 80.547 km², em 55% do Estado, abrangendo 81 municípios (embora só atravesse 21 deles). É constituído das sub-bacias do Banabuiú, Baixo Jaguaribe, Alto Jaguaribe, Médio Jaguaribe e Rio Salgado. Neles estão os açudes Trussu, Orós e Castanhão, com quase 50% da reserva da água do Estado.

O Movimento dos Povos do Rio Jaguaribe tem como principais diretrizes acompanhar a destinação dos recursos para as ações na Bacia do Rio Jaguaribe; propor a execução de planos e projetos, participar com outras instituições afins nas políticas ambientais e promover fóruns municipais como instrumento de mobilização. O portal que será colocado na internet será a rede social a envolver o rio, que na região já conta com o apoio de alguns segmentos.

Da mesma reportagem. Vale a pena conferir.

SOS Rio Jaguaribe ²

O Rio Jaguaribe nasce no alto da Serra da Joaninha, em Tauá, e deságua no Oceano Atlântico em Fortim, no Litoral Leste. De um ponto a outro tem percorrido cerca de 670km em metade do território cearense. Nos anos 1700 teve suas terras divididas em sesmarias, ou seja, roubados os espaços dos índios da região — historicamente é nas margens dos rios que se dá o curso principal das primeiras ocupações dos espaços. Ali foram expulsos ou mesmo exterminados os índios tapuias, canindés, icós, janduins, cariris, piacus, cariús e jucás.

Para além disso, havia outras dezenas de povos indígenas que tiveram na beira do Jaguaribe o cenário de extermínio em várias batalhas da famosa e ingloriosa Guerra dos Bárbaros (1650-1720), o maior levante dos povos indígenas contra a colonização do sertão nordeste do Brasil.Cerca de quatro séculos após o extermínio, colonização e sucessivas ocupações econômicas (agricultura e pecuária), o rio que proporcionou a habitação civilizatória ainda é o mesmo que assegura o abastecimento. São dele os dois maiores açudes do Ceará, o Orós e o Castanhão, que ainda levará água para toda a Região Metropolitana de Fortaleza e evitará colapso no abastecimento, tamanha é a relevância do “rio das onças”. As águas das chuvas deste ano empanzinaram o leito, mas esconderam temporariamente uma realidade: um rio assoreado, com bancos de terra em seu leito, tornando-se mais largo e raso, com a “ajuda” das margens destruídas pela ação do homem, que crava estacas de ferro e cimento para sua moradia e é responsável pelos entulhos que, boiando ou afundando, poluem.

“Onde estava o jaguaribano que não compreendeu o que estava acontecendo? Por que cruzaram os braços, por que me viraram as costas, por que perderam o respeito pela vida? Afinal onde está o homem? Onde estão as mulheres? Onde estão os jovens? As crianças? Nas escolas, nas faculdades? Nos campos irrigados, nas indústrias, nos supermercados? No comércio, nos bares, nas feiras? Nas ruas, nas praças, nos campos de futebol? Nas instituições bancárias, nos mercados, nas construções? Nas igrejas, nas festas? Nas emissoras de rádios? Nas câmaras municipais, nas prefeituras, nos tribunais, nos fóruns? E o que fazem?

O que pensam?”, afirma a professora Iolanda Freitas de Castro, do Comitê de Defesa do Rio Jaguaribe em LimoeiroÉ um dos vários comitês que estão sendo criados na Região pelo S.O.S. Jaguaribe, idealizados pelos jornalistas Ivonete Maia e Moacir Maia, e que hoje é uma realidade muito mais ampla com o Movimento dos Povos Unidos, lançado pelo vice-governador, e professor, Francisco Pinheiro, natural do município de Jaguaribe.“O rio sofre com vários problemas, mas eu destaco o assoreamento e a poluição. Existe uma proposta, ainda não formatada em projeto, que é para a recomposição das matas ciliares, e com o movimento dos povos do rio vamos discutir e amadurecer essa idéia, outra questão é a poluição do esgotamento sanitário, mas o governo já está apoiando a construção de aterros sanitários consorciados.

Mas também sofre com a poluição por agrotóxicos e é preciso sensibilidade para tratar disso”, afirma o vice-governador do Estado, que se diz angustiado ao saber que o rio hoje não é o mesmo da infância.Na visita do ministro do meio ambiente Carlos Minc, o vice-governador vai pedir que a pasta federal contemple as ações de preservação do rio em seus recursos financeiros, incluindo-o nos projetos ambientais. Eles estarão reunidos com a sociedade e autoridades locais, na beira do Rio Jaguaribe, no “estacionamento das carroças”, em Limoeiro do Norte, logo mais às 14h30, com apresentações culturais e também o lançamento de um portal na internet para divulgar e articular as ações em prol do rio.

O Jaguaribe é a lua inspiradora dos poetas jaguaribanos. “Meu rio é como se fosse”, diz em verso o Padre Assis Pitombeira, de Limoeiro, continuado na voz de Eugênio Leandro: “rio sem meias palavras/de fúrias napoleônicas. Sangrou, chorou em Orós, saltou cercas em Jaguaribe/ rugiu no Castanhão, acuou em Tabuleiro. Espreguiçou-se nas águas dos espinhos de Limoeiro, até se espalhar nas baixas do Aracati”. “Era solto como um folgoso alazão, conhecia o mar revolto e a revolta do sertão”, lembra o poeta Luciano Maia.

Da mesma reportagem. Vale a pena conferir.

SOS Rio Jaguaribe

Nesse rio de mato, lixo e areia, tudo passa. Até água. Um dia foi o maior rio seco do mundo, mas foi lembrado pelas águas, que hoje correm em quase toda sua extensão. Mas continua degradado, assoreado e “mutilado”’, esperando ser lembrado pelo ser humano. A agonia do principal rio do Ceará, de onde nascem as principais reservas hídricas que abastecem o Estado, ganha eco e ressonância. O dia de hoje entra para a história. O discurso isolado dos defensores nos 21 municípios de sua bacia é, pela primeira vez, unido e amplificado.

O Rio Jaguaribe, ou “rio das onças”, não tem mais esse bicho do mato, mas tem história, tem pessoas, e agora tem mais chances de reviver, com a união do Movimento dos Povos do Rio Jaguaribe, que será lançado, hoje à tarde, em Limoeiro do Norte, pelo vice-governador Francisco Pinheiro e o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc.

Em cada município por onde o rio passa, são encontradas diferentes paisagens: carnaubeira, nas suas margens típicas, pés de oiticica, pássaros em seus galhos, o homem em pé na beira da ponte tentando pescar algum peixe distraído, a lavadeira terminando de enxaguar numa pedra as roupas de casa e das famílias mais abastadas, em busca de trocados. Em alguns pontos, como em Morada Nova, é frágil; noutros, como Fortim, é forte e imponente. Mas o que se precisa saber é que carnaubeiras, oiticicas, juazeiros, jucás, mutambeiras e canafístulas são vegetais hoje raros nas ribeiras; que mal sabe a lavadeira que, sem uma lavanderia pública, também está poluindo as águas com sabão, assim como dezenas de casas que, em Limoeiro, tem no rio não só o próprio quintal como o lixão particular.

Matéria e fotografia do Jornalista Melquiades Junior, publicado no Caderno Regional do Diário do Nordeste. Vale a pena conferir

terça-feira, 16 de junho de 2009

Crato: Município Selo Verde

Discutido durante reunião do Conselho Municipal de Meio Ambiente do Crato, o questionário para se concorrer ao Selo Município Verde. O secretário de Meio Ambiente e Controle Urbano de Crato, Nivaldo Soares, afirma que todos os documentos necessários estão sendo reunidos, no intuito de serem enviados até o final do mês para Fortaleza.

Dentro do processo de avaliação, uma equipe do Governo do Estado virá ao Crato fazer uma análise dos projetos desenvolvidos na área. Ainda durante a reunião, foi realizada a avaliação da III Semana do Meio Ambiente. Conforme o secretário, a avaliação do evento é positiva, mas os integrantes do conselho apontam necessidade de melhorias em alguns aspectos.

Do Blog do Crato.

Crato em festa: Biblioteca Municipal e Telecentro Comunitário

O Crato está em festa! Dando continuidade às comemorações dos seus 245 anos, serão feitas inaugurações em várias localidades do município de Crato, além de eventos variados, integrando as secretarias municipais. Ontem, foi realizada pelo prefeito Samuel Araripe, a inauguração da rua Moacir Gondim Lóssio, no bairro Muriti, às 19 horas, e continuando logo depois, com a programação do Crato São João Festeiro, no largo da RFFSA, com grandes atrações musicais para a população. Na manhã de ontem, foi realizado o São João no Mercado Central.

Hoje, às 16 horas, serão inaugurados em Crato, o Telecentro Comunitário e a Biblioteca Municipal, no Centro Cultural do Araripe que são Empreendimentos destinados à valorização da educação no município e voltados para a inclusão digital. Ainda seguindo a programação de hoje, haverá a inauguração às 19 horas No Conjunto Vitória Nossa, de uma Praça com o mesmo nome. Logo após, haverá apresentações artísticas.

Do Blog do Crato.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Encerrados os Festejos de Santo Antonio da Barbalha


Cerca de 10 mil pessoas e 32 andôres com santos das paróquias e capelas da zona rural e da cidade participaram da procissão de encerramento da festa de Santo Antonio, padroeiro de Barbalha, na região do Cariri. A cidade que no último dia1º, quando do carregamento do pau da bandeira, transformou-se na vitrine dos grupos folclóricos da região, no encerramento da festa era o santuário da devoção do povo que, contrito, acompanhou o cortejo.

A algazarra dos carregadores do pau da bandeira no início dos festejos aos santo padroeiro cedeu lugar para as preces, puxadas por três carros de som que intercalavam orações com homilias sobre as virtudes do santo português que foi um dos maiores pregadores da Igreja Católica.As bandas que animaram a festa profana durante 13 dias foram substituídas pela Filarmônica São José que tocava o hino oficial de Barbalha.“Mais uma vez, extravasou o sentimento religioso e a fé do povo de Barbalha”, disse o médico e historiador Napoleão Tavares Neves, lembrando que a devoção a Santo Antonio tem origem na independência política do município, em 1846.

Texto de fotografia de Antonio Vicelmo para o Diário do Nordeste.

domingo, 14 de junho de 2009

RESEX com o Presidente Lula vira Bolsa Caranguejo

Ponha-se no colete do ministro Carlos Minc. Titular do Meio Ambiente, num governo que não é ambiente para essas coisas. Cercado de ministros hostis. O da Agricultura em campanha aberta pela desobediência do campo ao Código Florestal. O dos Transportes querendo asfaltar estrada na Amazônia sem licença ambiental. O de Assuntos Estratégicos garantindo, em inglês, que se a humanidade acabar com este planeta estará tecnologicamente habilitada a colonizar outros mundos. E aí vem na sexta-feira passada o Dia do Meio Ambiente. O “seu” dia. Comemorado com a criação de três reservas extrativistas e de um monumento natural, como se fosse para marcar a era de recuos táticos que acabou com a tinta para fazer parques nacionais e outros modelos de conservação estrita na caneta do ministro.

Mas nem por isso deixava de ser uma boa data para sair da frigideira, subindo no palanque. E Minc montou uma festa no sul da Bahia, com a presenta do presidente Lula. Os jornalistas interessados em esquentar o dendê do ministro apostaram que Lula não compareceria. Ele fez pior. Compareceu, e chegou à solenidade soltando o verbo. Foi lá para dizer que “é preciso discutir com mais seriedade a questão ambiental” e acabar com o “discurso simplista” em favor da natureza. Teve de tudo. Desde a previsão de que o regime da terra arrasada pode inviabilizar a vida humana “daqui a 1 milhão de anos, daqui a 100 anos”, ao anúncio de que o pau-brasil “está extinto”, sem que os botânicos até agora tivessem notado.

Ele soltou na brisa de Caravelas a noção de que os países ricos, habitados provavelmente por aqueles mesmos banqueiros de olhos azuis que outro dia mesmo quebraram a economia mundial, estão “carecas”. Ou seja, “não têm mais uma árvore”. Mas por isso deixam de circular em “carros da melhor qualidade” e comer “do bom e do melhor”. Desertificar deve ser bom. Lula, como se vê, voltou inspirado de sua recente viagem à Arábia Saudita. Mas, aqui, o problema é outro. E o presidente, no afã de “consertar todo o estrago que foi feito em cinco séculos neste país”, inaugurou uma reserva extrativista, a Resex do Cassurubá, com a exortação do progresso insustentável.

RESEX é um conceito meio frouxo, que encontrou na política ambiental o aconchego da autocomplacência. A Amazônia tem muita resex em listas de desmatamento. Como já disse o historiador Kenneth Maxwell, o nome “reserva extrativista” é em si mesmo um oxímoro, composto por um substantivo que significa guardar e um adjetivo que implica colher. Mas pelo menos a lei restringe seu uso à agricultura de subsistência, à criação de animais em pequena escala e à exploração sustentável de seus recursos naturais. Para Lula, isso não faz diferença. Com a autoridade de quem, “até os dez anos de idade”, punha a mão em toca para catar caranguejo (ele até aproveitou para contar que foi um caranguejo quem lhe decepou o dedo mínimo da mão esquerda, até então debitado a um acidente de trabalho no torno mecânico), ele acenou aos pescadores de Cassurubá com melhores negócios que o puro e simples extrativismo.

Segundo ele, basta esperar pelos turistas saírem de Caravelas dizendo que ali comeram “um peixe de qualidade, não poluído, um caranguejo de qualidade, um marisco de qualidade”. E os pescadores cairão de puçá sobre o mercado. Ele até sugeriu que o governador Jacques Wagner “vai comprar tudo para levar para a merenda escolar lá em Salvador, e daí por diante”. Ou seja, Lula foi saudar a Resex e instituiu o Bolsa-Caranguejo.

Assim não há Minc que agüente.

Escrito por Marcos Sá Correa, jornalista e fotógrafo. Formado em História e com larga experiencia jornalística, escreve na Revista Piauí e no jornal O Estado de S. Paulo. Foi editor de Veja e de Época, diretor do JB, de O Dia e do site NO. Publicado no jornal eletronico O ECO http://www.oeco.com.br/

sábado, 13 de junho de 2009

São Roque: um novo santo festejado no Cariri

Além de Santo Antônio, São João e São Pedro, que fazem parte do ciclo das festas juninas, o Cariri introduziu mais um santo na corte. É São Roque, que abre hoje um festival de Rock and Roll a ser realizado na Associação Atlética Banco do Brasil da cidade de Brejo Santo com o objetivo, segundo seus promotores, de oferecer uma alternativa musical para aqueles que preferem um ritmo diferente das tradicionais quadrilhas.

O São Roque surgiu da necessidade de congregar os amantes do rock. O mês de julho foi escolhido porque é nele onde são comemorados os aniversários dos integrantes da turma do metal, como são chamados os roqueiros da cidade, segundo afirma o músico Ciderly Bezerra Cabral, destacando que o evento tem também um sentido social. Os ingressos custam R$ 5,00 e toda a renda será destinada à doação de cestas básicas a famílias carentes de Brejo Santo.Na verdade, São Roque não faz parte dos chamados santos juninos. O seu dia é comemorado em 17 de agosto.

Pertencente a uma nobre família francesa, Roque era um jovem rico, porém diferente de muitos, pois diante da herança dos pais falecidos, ele não virou as costas, nem desviou o olhar do amado Cristo, que o propunha à perfeição. Depois de vender o que tinha, ele deu tudo aos pobres e começou livremente a seguir Jesus como um pobre e penitente peregrino que, de início, visava apenas os lugares sagrados da região.

Viva São João

Terminada a Festa de Santo Antônio hoje, começa o ciclo de festas juninas no Cariri, com fogueiras, quadrilhas, quermesses e comidas típicas. Em Brejo Santo, será aberta hoje a Festa de São Roque, outro santo que entra para a galeria dos santos juninos. O forró pé de serra será substituído pelo Rock and Roll. No Crato, começa amanhã, no Centro Cultural do Araripe, largo da Rffsa, o São João Festeiro que, este ano, faz parte da programação do dia do município, a ser comemorado no próximo dia 21.

Ao lado da antiga estação ferroviária, será montada uma cidade cenográfica. De acordo com Danielle Esmeraldo, secretária de Juventude Cultura e Turismo, promotora do evento, durante uma semana, o Centro Cultural do Araripe irá se transformar num grande arraial. Na segunda-feira, os grupos folclóricos de São João se apresentam no meio da feira. A novidade, segundo a secretária, é o casamento real de um grupo de pessoas da região.

O São João Festeiro será transferido, no dia 18, para o parque de exposição do Crato, onde será realizada festa junina promovida pelo Governo do Estado. No próximo mês, a cidade entra no ritmo da Exposição Agropecuária do Crato (Expocrato), que será realizada na segunda quinzena de julho.No Cariri, o São João é comemorado com pequenas ou grandes festas que reúnem toda a comunidade, com fartura de comida, quadrilhas, casamento matuto e muito forró.

Matéria do Jornalista Antonio Vicelmo para o Caderno Regional do Diário do Nordeste.

É comum os participantes das festas se vestirem de matuto, os homens com camisa quadriculada, calça remendada com panos coloridos e chapéu de palha. Já as mulheres dão um show à parte, com vestidos coloridos de chita e chapéu de palha. Mas há casos em que o vestuário se transforma em verdadeiras peças de luxo, com tecidos mais sofisticados e detalhes em rendas e bordados dignos de uma passarela de moda.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Procuradores contra a sanção da MP 458

Pelo menos 37 procuradores da República na Amazônia assinaram e enviaram um ofício ao presidente Lula pedindo que não sancione a Medida Provisória 458, a MP da Grilagem. No documento, afirmam que "o tratamento dado à questão fundiária na Amazônia pelo referido diploma legal beira a insensatez e representa na prática mais um incentivo à invasão e ao desmatamento de novas áreas" e ainda que o texto, aprovado no Congresso, é “uma ameaça aos 20 anos de trabalho do Ministério Público Federal na defesa da dignidade e dos direitos dos povos da região”.

Da Coluna Salada Verde do jornal O ECO http://www.oeco.com.br/saladaverde

Canoa Quebrada: Ministério Público quer a retirada de barracas

A poucas semanas do início da estação do meio do ano, das férias escolares, uma polêmica judicial tem preocupado moradores, trabalhadores e visitantes da Praia de Canoa Quebrada. O Ministério Público do Estado do Ceará, por meio dos promotores de Justiça, Alexandre de Oliveira Alcântara e Emilda Afonso de Sousa, da comarca de Aracati, entrou com uma Ação Civil Pública com pedido de liminar, contra o Estado do Ceará, contra o município de Aracati, e contra as barracas de Praia de Canoa Quebrada. Os promotores alegam destruição das falésias, risco para trabalhadores e visitantes. A associação dos donos de barracas discorda e se diz injustiçada.

A ação solicita a retirada das barracas Brisa Mar, Chega Mais, Antônio Coco, Da Lua, Tropicália, Canoa Beach, O Gulinha, O Casqueiro, Beira Mar, Lazy Days, Do Evânio, Do Alberto, Marcondes, Bom Motivo, Freedon, Do Gueto, Café de La Praia e O Luizinho.Segundo a Promotoria, o objetivo da ação é assegurar a segurança para os clientes, funcionários e de todas as pessoas que freqüentam as barracas ou que estejam em suas adjacências. O Ministério Público Estadual requer que seja determinada a imediata interdição das barracas de praia citadas e outras que porventura se encontrem na mesma situação de perigo, seja na Praia de Canoa Quebrada ou em qualquer outra de Aracati com a interrupção de todas as atividades comerciais ali desenvolvidas, até que seja encontrado outro local seguro para a instalação delas.

Segundo os promotores de Justiça, as barracas existentes junto às falésias na Praia de Canoa Quebrada sujeita os freqüentadores e trabalhadores a graves riscos à integridade física e mesmo risco de morte, uma vez que as mesmas foram construídas junto às falésias ali existentes e elas estão sofrendo avançado processo de erosão e assoreamento pluvial. Eles relatam o desabamento de falésias na Praia de Canoa Quebrada no dia 25 de fevereiro, que vitimou três pessoas.

Notícia do Caderno Regional do Diário do Nordeste.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Crato comemora 245 anos

A povoação do Crato atingiu à categoria de vila em 16 de dezembro de 1762, tendo sido instalada em 21 de junho de 1764, como Vila Real do Crato, no século XVIII, se estabelecendo na época colonial como um dos mais importantes núcleos de povoamento no interior do Nordeste. De 14 a 21 de junho será realizada a semana do município do Crato, que contará com comemorações cívicas, inaugurações, homenagens, provas esportivas, celebrações religiosas e shows artísticos.

A abertura será feita pelo prefeito do Crato, próximo domingo, dia 14, as 19 horas no Centro Cultural do Araripe, no Largo da RFFSA. Após a solenidade de abertura da semana do Município, a Secretaria de Esporte Cultura e Juventude lançará o Crato São João Festeiro com a participação de cantores regionais e muita animação. A sequencia de atividades da semana do município será divulgada diariamente. É muito importante a participação de toda a comunidade cratense nessas festividades dos 245 anos do Crato.

Deu no Blog do Crato http://blogdocrato.blogspot.com/

Região Metropolitana do Cariri ³

"O primeiro grande desafio da Região Metropolitana do Cariri é conseguir integrar os município numa política de desenvolvimento sustentável. Falta sentar e discutir metas e prioridades, com a apresentação de projetos de desenvolvimento econômico, criação de uma Zona de Processamento e Exportação de Produtos Industrializados (ZPE), o que irá diminuir a carga tributária dos produtos da região."

Do Prefeito de Juazeiro do Norte Manuel Santana.

Região Metropolitana do Cariri ²

"Temos grandes desafios para a região, como o Hospital Regional do Cariri, melhoria da estrutura do Aeroporto, Centro de Feiras e Negócios do Cariri, Ceasa e consolidação da Universidade Federal do Cariri. Também há necessidade de investimento em saneamento ambiental. Precisamos de um planejamento mais amplo, investimento em educação profissionalizante e infra-estrutura para a criação de um parque industrial."

Do Prefeito do Crato Samuel Araripe.

Região Metropolitana do Cariri

Expectativas de desenvolvimento e investimento em setores prioritários como turismo, indústria, segurança, agricultura e saúde. São estes os pontos destacados por representantes de diferentes segmentos sociais com a criação da Região Metropolitana do Cariri (RMC). A aprovação pela Assembléia Legislativa da mensagem do Governo do Estado que cria a região traz ânimo e poderá dar um novo fôlego para o desenvolvimento intermunicipal.

A criação de um plano diretor de desenvolvimento da Região Metropolitana do Cariri (RMC) é o primeiro desafio para o Conselho de Desenvolvimento e Integração, aprovado junto com a mensagem do Governo do Estado, na Assembléia Legislativa, que oficializa a Região Metropolitana.

Veja o Caderno Regional do Diário do Nordeste. Vale a pena conferir.

Crato concorrerá ao Selo Município Verde

Discutido durante reunião do Conselho Municipal de Meio Ambiente do Crato, o questionário para se concorrer ao Selo Município Verde. O Secretário de Meio Ambiente e Controle Urbano de Crato, Nivaldo Soares, afirma que todos os documentos necessários estão sendo reunidos, no intuito de serem enviados até o final do mês para Fortaleza. Dentro do processo de avaliação, uma equipe do Governo do Estado virá ao Crato fazer uma análise dos projetos desenvolvidos na área. Ainda durante a reunião, foi realizada a avaliação da III Semana do Meio Ambiente. Conforme o Secretário, a avaliação do evento é positiva, mas os integrantes do conselho apontam necessidade de melhorias em alguns aspectos.

Do Blog do Crato http://www.blogdocrato.blogspot.com/

Festejos de São João começam próximo domingo no Crato

A Prefeitura Municipal do Crato, através da Secretaria de Cultura, Esporte e Juventude realiza de 14 a 18 de junho, o “Crato São João Festeiro”. A festa acontecerá no Centro Cultural do Araripe, no largo da RFFSA. Diversas atrações regionais estarão se apresentando durante os festejos juninos cratenses, que esse ano apresentará uma cidade cenográfica. De acordo com a Secretaria Danielle Esmeraldo, durante uma semana, o Centro Cultural do Araripe irá se transformar num grande arraiá, com forró, barracas de comidas típicas, quadrilhas, feira de artesanato, segurança e muita animação.

Do Blog do Crato http://www.blogdocrato.blogspot.com/

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Minc anuncia ações contra 75 desmatadores

O Ministério do Meio Ambiente divulgou nesta terça-feira uma lista com 75 pessoas e empresas que estão sendo processadas por cometerem crimes ambientais em Mato Grosso. O que era para ser a segunda edição da polêmica lista dos 100 maiores desmatadores - divulgada em outubro do ano passado e que tinha o Incra na liderança - teve critérios alterados. Agora, a lista foi feita a partir dos processos com mais provas.

O Incra desta vez não aparece na lista. Segundo Marcelo Siqueira, procurador da Advocacia-Geral da União (AGU), as ações contra o Incra correm na AGU em uma câmara de conciliação. Quem encabeça a nova lista é a fazendeira Rosane Sorge Xavier, que desmatou 16,024 mil hectares no município de Vila Bela da Santíssima Trindade, em Mato Grosso.
Em segundo lugar, João Ismael Vicentini, que desmatou 7,238 mil hectares em Feliz Natal. Além dos desmatadores, os exploradores e vendedores de madeira ilegal também estão sendo processados.

Paleontologia e Arqueologia em debate ²

A primeira citação dos fósseis da Bacia do Araripe foi registrada em 1810 por João da Silva Feijó e, cerca de 20 anos depois, as ilustrações desses fósseis foram publicadas por Spix & Martius em 1831. Diversos eventos científicos propiciaram a difusão de estudos e descobertas sobre essas áreas do conhecimento, como o I e II Simpósios sobre Bacias Interiores do Nordeste em 1994 e 1997, a realização do XVI Congresso Brasileiro de Paleontologia em 1999 e o Simpósio Sobre Atualidades Paleontológicas em 2008, eventos que potencializaram a região como pólo de pesquisa cientifica paleontológica e arqueológica.

Questões como a legislação sobre o tráfico de fósseis e as pesquisas sobre Arqueologia na região do Cariri, além da paleobotânica foram debatidas. O Gerente do Geopark Araripe, Idalécio de Freitas, irá ministrar palestra sobre o projeto, e o paleoturismo foi abordado pelo Professor Alexandre Magno Feitosa Sales, um dos idealizadores do Geopark Araripe.

Ambientes Sedimentares da Bacia do Araripe, Interpretação Paleoecológica, Replicação de Fósseis, Preparação de Fósseis, Introdução a Arqueologia e Biomecânica - o vôo dos animais estão entre os assuntos a serem trabalhados nos mini-cursos.

Paleontologia e Arqueologia em debate

Estudantes de vários cursos universitários e pesquisadores das áreas da Paleontologia e Arqueologia se reúnem pela primeira vez no Cariri, no Encontro Acadêmico voltado para debater as duas áreas, no intuito de fortalecer os trabalhos direcionados a esses campos de atuação específicos. O evento foi aberto na manhã de ontem, no Salão de Atos da Universidade Regional do Cariri (Urca), e vai até amanhã, com cursos, oficinas e vivências nas minas de calcário, em Santana do Cariri, e na Fundação Casa Grande – Memorial do Homem Cariri, em Nova Olinda.

O evento foi aberto pelo Reitor da Urca, Professor Plácido Cidade Nuvens. Ele fez uma abordagem das primeiras pesquisas realizadas sobre os fósseis na região, a ética direcionada a essa questão de preservação do patrimônio fossilífero e a criação do Museu de Paleontologia, que veio despertar ainda mais a comunidade para a importância desse material na região. Ele está finalizando seu livro, com mais duas pesquisadoras, sobre os 200 anos de pesquisa da Paleontologia.

O Museu de Paleontologia, um dos principais suportes para a pesquisa, com mais de 7 mil peças, passa por uma ampliação e reforma, o que irá, segundo Plácido, dar maior dimensão a esse trabalho na área de pesquisa e identificação dos fósseis. O equipamento possibilitou as primeiras identificações. Aprofundar e socializar a produção científica são pontos de enfoque no encontro.

O estudante de Biologia, José Edson de Oliveira, destaca a necessidade de se conhecer mais sobre uma fonte rica de material para se estudar sobre a Paleontologia e a Arqueologia. “Tudo, apesar da Paleontologia já vir sendo estudada há mais tempo, ainda é muito pouco em relação ao conhecimento que essa região pode oferecer para a humanidade”, diz ele, ao acrescentar a importância que essas ciências podem dar a respeito de um estudo do passado para descobertas importantes em relação ao presente e o futuro da humanidade. Acrescenta, ainda, que o Cariri é uma fonte bastante requisitada e resta aos pesquisadores da região se apropriarem mais desse conhecimento.

A pesquisadora da Universidade Federal do Ceará (UFC), Helena Hessel, tem dedicado um trabalho de pesquisa considerável em relação aos fósseis da Chapada do Araripe. No encontro, dará um curso sobre Interpretação Paleontológica, com a finalidade de possibilitar um encontro dos estudantes com a ciência e facilitar a introdução à pesquisa na área. Ela veio ao Cariri coordenar a montagem do primeiro curso na área da Pós-Graduação em Paleontologia, a ser iniciado no segundo semestre deste ano, por meio de uma parceria entre a Urca e a UFC.

Matéria da Jornalista Elizangela Santos para o jornal Diário do Nordeste, em 09/06/2009.