segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Licenças ambientais

A destruição predatória de significativas riquezas naturais, ao longo da história passada do País, fez surgir o movimento radical em defesa do meio ambiente. Esse tipo de reação, por sua forma impeditiva, tem criado embaraços de toda ordem à exploração racional do vasto patrimônio natural. Em parte, há razões históricas para tanto: a Mata Atlântica, outrora esparramada entre o Paraná e o Rio Grande do Norte, encontra-se reduzida a 7% da cobertura de sua flora original.

Na sequência das degradações ambientais, os rios, lagos e lagoas espalhados pelo território nacional foram as primeiras vítimas da industrialização progressiva, exatamente pela falta de compromisso dos condutores desse processo para com o meio ambiente. Costumes tradicionais também contribuíram para o desmonte do verde, como o uso da lenha para acender as cozinhas residenciais, as caldeiras das indústrias rudimentares e das composições ferroviárias até os anos 50.

A ausência de sistemas de tratamento de água potável e esgotamento sanitário, na maioria dos 5.565 municípios brasileiros, ainda hoje, concorre para poluir o lençol freático e os recursos hídricos, representando um dos maiores entraves à conquista de um padrão sanitário de qualidade. Serviços de água e esgoto são pré-requisitos para qualquer comunidade. Entre nós, nem as regiões metropolitanas conseguiram universalizar a oferta desses equipamentos essenciais.

Não será exagero afirmar-se haver um passado mais destruidor do que construtor do meio ambiente, especialmente por não ter havido grupos empenhados em preservar esse acervo natural incomum. Contudo, sua defesa não pode impedir o desenvolvimento nacional, como sugerem grupos ambientalistas. A natureza pode ser explorada racionalmente e este será o melhor caminho, tanto para as gerações atuais, como as futuras, garantia de racionalidade antes inexistente.

Nas presentes condições, não se está realizando uma convivência equilibrada, harmoniosa e construtiva. Verifica-se que, a cada empreendimento pretendido pelo poder público ou pela iniciativa privada, surgem, de imediato, as restrições ambientais quase insuperáveis, como vem ocorrendo com os projetos das novas hidrelétricas da Amazônia, da transformação dos ventos do Nordeste em energia ou até de implantação de pequenos matadouros e mercados públicos, postos de combustíveis e abertura de estradas.

Por isso, o governo federal anuncia, para breve, o enfrentamento dessas barreiras com um " choque de gestão ambiental", flexibilizando os licenciamentos obrigatórios com o objetivo de acelerar as obras de infraestrutura e de exploração do pré-sal. Uma série de decretos irá regular o licenciamento de rodovias, petróleo, portos, linhas de transmissão de energia e hidrovias. Na segunda etapa, a flexibilização alcançará as ferrovias e a mineração, segmentos ainda tolhidos no seu crescimento.

A intervenção se impõe pelos abusos, como a exigência de 12 licenças para a exploração de um poço de petróleo. Esses exageros retardam as obras, encarecem os custos e inibem os investimentos em todos os campos de atividade produtiva.

Fonte: Editorial/ Diário do Nordeste

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Definida data da inauguração do Hospital do Cariri

O Governador Cid Gomes (PSB) definiu, nesta sexta-feira, durante a primeira reunião de trabalho com seu secretariado, na Residência Oficial, a data de inauguração do Hospital Regional do Cariri, que foi construido em Juazeiro do Norte: dia 9 de abril.

O empreendimento está em fase final de instalação de equipamentos e foi resultado de um investimento, segundo o secretário da Saúde, Arruda Bastos, de R$ 105 milhões.

Esse hospital é o primeiro de dois que o governador havia prometido no início do seu mandato. O outro está em fase de construção na cidade de Sobral (Zona Norte). Virá um terceiro hospital, confirmou o Governador Cid Gomes.

Fonte: Blog do Eliomar de Lima

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Pesquisa na UFPI revela contaminação do solo


Um dos problemas urbanos mais graves da atualidade, sem sombra de dúvidas, é a questão do acúmulo de resíduos sólidos e a formação de lixões que contaminam o solo e constituem uma grave ameaça à saúde da população.

Há poucos dias, a Universidade Federal do Piauí (Ufpi) divulgou o resultado de uma pesquisa realizada por Ronaldo da Cunha Coelho, aluno do curso de pós-graduação em Química, no qual ficou provado a existência de material pesado nas áreas dos lixões de Teresina, como Cobre, Chumbo, Cromo e Zinco.

Realizada nos anos de 2008 e 2009, sob a orientação do professor-doutor Edmilson Miranda de Moura, do Departamento de Química da Ufpi, foi feita com a coleta de amostras do solo, água subterrânea e chorume na área do Aterro Sanitário de Teresina. Na realização do trabalho, Ronaldo Cunha Coelho contou com ajuda de técnicos da Embrapa Meio Norte.

Ronaldo Cunha Coelho descobriu que nos locais onde são depositados os resíduos hospitalares é maior a concentração de Zinco, Nitrato e Nitrito e que o acúmulo desse material é uma grave ameaça ao lençol freático daquela região.

Ele alerta que as áreas próximas do aterro estão todas comprometidas e que numa propriedade particular onde foi pesquisado o solo são preocupantes os níveis Cobre, acima do valor de prevenção, e de Zinco, já no limite máximo tolerado.

A conclusão dos pesquisadores é que a falta de manta de proteção e de controle adequado do chorume compromete “a qualidade dos aqüíferos, das plantas e solo” e que “é necessário estudos freqüentes sobre a biodisponibilidade dos metais pesados lançados na região do lixão.”

Blog José Olimpio redacao@tribunadopiaui.com.br

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

O futuro do lixo

Este ano, o documentário "Lixo Extraordinário" mostra o contato do artista plástico Vik Muniz com os catadores de material reciclável do Aterro do Jardim Gramacho, maior da América Latina, localizado no Rio de Janeiro. O filme está causando grande impacto e vem em um bom momento onde todos na sociedade devem considerar a questão de forma séria e pragmática.

O lixo, apesar da aprovação da lei de resíduos sólidos no ano passado, ainda não tem a devida atenção de autoridades e da sociedade. Nem é visto como uma fonte potencial de riqueza.

O desinteresse no tratamento da questão é patente. Em Brasília, por exemplo, temos uma universidade localizada ao lado de estações de lixo e de tratamento de esgoto. Estudantes já se acostumaram com o mau-cheio periódico.

No Rio, o colunista Ancelmo Góes (Globo, 23.02.11) trouxe a foto de uma creche onde as crianças usam máscaras para reduzir a exposição ao mau-cheiro exalado por um lixão no Complexo da Maré.

Muitos aeroportos do Brasil estão em permanente situação de risco por conta de urubus que proliferam em lixões. O Brasil , a frente de México e China, é o maior produtor per capita de resíduos eletrônicos entre os países emergentes, de acordo com estudo da ONU sobre o tema.

O Rio de Janeiro tem uma coleta per capita de lixo de mais de 445 quilos em 2009! Na cidade de São Paulo, das 15 mil toneladas de lixo recolhidas por dia, cerca de 35% são materiais recicláveis e menos de 1% é reciclado.

Cada paulistano produz diariamente 1,2 kg de lixo, em média, que vão para as montanhas dos lixões ou aterros sanitários. Os dois aterros sanitários de São Paulo recebem , em média, 5.000 toneladas de lixo por dia e estão com a capacidade praticamente esgotada. São quase dois milhões de toneladas de lixo por ano na cidade de São Paulo.

Leia a íntegra do artigo em O Futuro no Lixo por Murillo de Aragão é cientista político

Consumo de energia deve aumentar 4,8% ao ano até 2020


Estudo da Empresa Pesquisa Energética (EPE), vinculada ao Ministério de Minas e Energia, mostra que o consumo de energia elétrica no Brasil crescerá, em média, 4,8% ao ano até 2020. A pesquisa foi feita com base numa projeção de crescimento da economia brasileira de 5% ao ano.

A demanda sairá de um patamar de consumo total de 456,5 mil gigawatts-hora (GWh) no ano de 2010 para 730,1 mil GWh em 2020. Um acréscimo de 274 mil GWh, volume superior ao atual consumo de eletricidade do México e próximo ao atual consumo de eletricidade da Espanha.

O setor que mais deve crescer é o comercial, com taxa média anual de 6%, passando de 69,1 mil GWh este ano para 123,8 mil GWh em 2020. Já os setores industrial e residencial devem crescer 4,8% e 4,5% por ano, respectivamente. O máximo histórico do setor residencial de 180 kWh/mês, observado antes do racionamento de 2001, será ultrapassado por volta de 2017.

A autoprodução, isto é, o reaproveitamento de resíduos da produção industrial como combustíveis para a própria indústria (como ocorre em petroquímicas e no segmento sucroalcooleiro, por exemplo), deverá crescer 6,6% por ano.

O estudo prevê ainda ganhos de eficiência no consumo de energia elétrica, o que poderá gerar uma economia de até 33,9 mil GWh no ano de 2020, isto é, 4,5 mil megawatts (MW) médios, o que equivale à energia média gerada pela Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu, Pará. As estimativas constam daNota Técnica “Projeção da demanda de energia elétrica para os próximos 10 anos”, produzida pela Empresa de Pesquisa Energética – EPE.

Fonte: Coluna Verde/ O ECO

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

São Francisco: recuperação de áreas degradadas

Nem tudo são críticas. O professor José Alves de Siqueira, da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), soube ler na crise a oportunidade de fazer pesquisa de qualidade. Ao tomar conhecimento que seria executado um trabalho de revitalização do Rio São Francisco antes de se iniciar as obras da transposição, apresentou um projeto e conseguiu montar o Centro de Referência para Recuperação de Áreas Degradadas da Caatinga (Crad).

O trabalho do Crad da Caatinga é pioneiro, conseguiu dados inéditos, um acervo de 3 milhões de sementes e conhecimento sobre o único bioma exclusivamente brasileiro. Ainda assim, mesmo trabalhando em apoio a projetos ligados às obras de integração da bacia do São Francisco com outros rios no Nordeste Setentrional, o professor José Alves vê problemas graves. Por exemplo: a cada ação de desmatamento para abertura de um canal, por exemplo, a empreiteira responsável deve executar um Programa de Restauração da Área Degrada. Nesses programas, José Alves afirma que raras vezes são plantadas vegetação da caatinga e são comuns as gramíneas ou espécies exóticas.

O Ministério da Integração rebate as críticas por atacado ou de forma identificada. A coordenador geral de programas ambientais, Elianeiva de Queiroz Viana Odísio, está no projeto desde janeiro de 2004, e responde pelos PBAs. Ela detalha que alguns programas são executados com parceiros como a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) e a própria Univasf, e outros são executados por empresas contratadas. Em uma declaração: “Todos os programas estão sendo executados adequadamente de acordo com o objetivo e o cronograma proposto”.

Aspectos como as mudanças que ocorrerão com a forma de plantar do agricultor são rebatidas. O argumento utilizado são os projetos de infraestrutura propostos na obra e os PBAs em execução. Ou mesmo a mudança do perfil do trabalho, que atraiu os jovens para as grandes obras não são considerados. “As obras aumentaram a oferta de emprego e melhoraram as condições de trabalho no meio rural da região. Sendo assim, não haverá o abandono da atividade rural, muito pelo contrário, haverá o crescimento, principalmente quando os canais do São Francisco estiverem em funcionamento”.

O governo federal não está sozinho. Entre as populações de municípios distantes do Rio São Francisco, que terão seus rios perenizados, muitas expectativas. O advogado e jornalista Fernando Valença é entusiasta de primeira ordem e defende a transposição em qualquer fórum. Seus argumentos, no entanto, são os mesmos divulgados pelo Ministério da Integração Nacional. O padre Djaci Brasileiro, de Monteiro, Paraíba, é outro defensor da obra. Ele utiliza como principal ponto a esperança de que a água altere a realidade do semiário paraibano.


Fonte: Portal O ECO

São Francisco na agenda da Presidente da Repúbica

A maior obra de engenharia em andamento no Brasil continua rasgando solo, abrindo a Caatinga, criando reservatórios e pequenas hidrelétricas. A transposição do rio São Francisco conta com o entusiasmo do ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho (PSB), e do seu padrinho político, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB). Ambos participam nesta segunda-feira, dia 21, da primeira reunião com os governadores nordestinos que a presidente da República, Dilma Rousseff, realiza em Aracaju (SE). Na pauta, os investimentos na região. A polêmica obra de transposição deve ser destaque na pauta.

Não poderia ser diferente. Trata-se de um empreendimento colossal, com a construção dos canais Norte e Leste, estações elevatórias, aquedutos, túneis, obras de engenharia pesada por 390 municípios em quatro estados, com o objetivo oficial de garantir o abastecimento de água para 12 milhões de brasileiros, em 2025.

A licença de instalação concedida março de 2007, depois da análise do EIA/Rima, levou o Ibama a pedir várias medidas, planos, programas, ações mitigadoras e compensatórias (estão lá no processo 02001.003718/94-). As solicitações do órgão ambiental foram organizadas em 32 Projetos Básicos Ambientais (PBAs). Esses requisitos se tornaram necessários para o andamento das obras seguindo o que determina a legislação ambiental.

Os PBAs estabelecidos na licença de instalação concedida pelo Ibama, estão sendo executados, mas alguns especialistas ouvidos por esta reportagem criticam a timidez dos investimentos.

A relação do Ibama pede desde educação ambiental para as populações que serão afetadas pelos canais, como acompanhamento no reassentamento das populações atingidas, apoio técnico às prefeituras, desenvolvimento das comunidades indígenas, prevenção à desertificação, recuperação de áreas degradadas e conservação de fauna e flora.

Fonte: Portal O ECO

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Semar multa empresas em mais de R$ 1 milhão

Informações falsas com transporte ilegal de carvão resultaram na aplicação de multa superior a R$ 1 milhão de reais, para três empresas que atuavam na região Sul do Estado do Piauí. A constatação foi feita, após análise dos técnicos da Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos – SEMAR, que detectaram informações falsas nos Documentos do Sistema Eletrônico – DOF ( Documento de Origem Florestal).

De acordo com o secretário Dalton Macambira, as empresas tinham licença para exploração de material lenhoso, assim como transporte, mas ao invés de desenvolverem suas atividades com base nas licenças expedidas e atendendo a legislação, as mesmas estavam usando o documento adquirido no Estado do Piauí, para atender as empresas de outros Estados como, Bahia e Pernambuco.

Segundo a fiscalização da SEMAR, as empresas Sombra da Mata Terraplanagem e Transportes LTDA, Sombra da Mata Terraplanagem e Transportes LTDA-ME e Ramos Agropecuária e Reflorestamento LTDA, não estavam desenvolvendo suas atividades, conforme justificavam ao solicitar emissão do DOF e sim, utilizando o mesmo para transporte de carvão clandestino produzido nos estados citados acima. Após ter passagem nas barreiras que exigem o DOF, o material era transportado para as siderúrgicas que ficam localizadas, principalmente, nos Estados de Minas Gerais e Espírito Santo. Para ter acesso às siderúrgicas, as empresas, também, devem apresentar o DOF.

Fonte: Tribuna do Piauí Online

Governador Cid indica novo titular da SEMACE

O Governador Cid Gomes indicou, nesta sexta-feira, 18, o novo titular da SEMACE/ Superintendência Estadual do Meio Ambiente . José Ricardo Araújo Lima, atual chefe da COFIS/ Coordenadoria de Fiscalização do órgão, assume o cargo interinamente.

Ele avisou nesta sexta-feira, durante conversa com os servidores, que a atuação da Semace estará alinhada com a proposta do Governo de fortalecer o sistema estadual de meio ambiente. Ricardo Lima vai acumular as funções de superintendente interino e chefe da Coordenadoria de Fiscalização. Ele entra no lugar de Lúcia Teixeira, procuradora do Estado concursada, que entrou em choque com proposta de flexibilização de licenças ambientais aprovada recentemente pela Assembleia Legislativa.

Fonte: O POVO Online

Comentário da postagem: Começa a "Operação Desmonte" na SEMACE. Não se analisa nem se emite licença de mais nada e passam a existir só procedimentos de fiscalização com "flexibilização". Uma nova e inédita política estadual do Meio Ambiente.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

O embate ambiental cresce no Ceará

O Ministério Público Federal no Ceará pediu para o Ibama embargar e autuar todas as obras que estejam se valendo da nova lei aprovada na Assembleia Legislativa do Estado, que tornou mais simples a obtenção de licenças.

O Procurador da República Alessander Sales por um lado aciona o Ibama e em outra frente questiona o Estado na Justiça. “Irei encaminhar uma Ação Direta de Inconstitucionalidade”, promete Sales. Ele acredita que a lei estadual violou a resolução 237 do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama).

Esse é o terceiro round de uma briga que começou junto com o novo governo de Cid Gomes (PSB), reeleito em primeiro turno. Em janeiro, o governo do Ceará encaminhou a Assembleia Legislativa um projeto de lei que dispensava o licenciamento prévio de obras consideradas de baixo impacto ambiental ou classificadas como estratégicas. A superintendente Lúcia Teixeira, da Semace, da agência ambiental do Estado, criticou a proposta no espaço dos comentários destinado aos leitores, chegou a sofrer censura e pediu para exoneração. O governo modificou o projeto de lei original, mas manteve a simplificação do processo. O texto foi aprovado pela folgada base política que o governador dispõe.

Agora é a lei estadual que está sendo questionada. O procurador Alessander Sales disse que a legislação não pode beneficiar nem mesmo obras consideradas de baixo potencial de impacto. Ele afirmou que o licenciamento simplificado por autodeclaração é “uma forma de ausência de controle ambiental”.

O procurador também critica a forma como as obras consideradas estratégicas serão licenciadas. Pelo novo texto, a análise técnica para licenciamento será feita por um colegiado do Conselho de Políticas e Gestão do Meio Ambiente e o licenciamento será da Semace. “O Conama determina que quem analisa os estudos é o órgão competente para o licenciamento”, observa.

Licenciamento ambiental é um assunto sensível no Ceará. O estaleiro Promar Ceará, por exemplo, mudou seu nome e endereço por não conseguir uma licença ambiental para se instalar na Praia do Titazinho, em Fortaleza. Como o governo exige que os pedidos de embarcações e plataformas deve ser de estaleiros brasileiros, os novos empreendimentos são disputados por estados e prefeituras.

Fonte: Salada Verde/ O ECO

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Prefeita quer delimitar zoneamentos por decreto

Um projeto de lei enviado à Câmara Municipal pela prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins (PT), promete gerar mais uma polêmica envolvendo o Plano Diretor de Fortaleza. Desta vez, em sua mensagem, Luizianne quer fixar na legislação municipal o direito do chefe do Poder Executivo de alterar, por conta própria, a delimitação geográfica das zonas ambientais e urbanas da cidade - entre elas as Zonas de Proteção Ambiental (ZPA) - estabelecidas no texto do Plano Diretor.

Fonte: O POVO Online

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

A cultura e as leis

Além do poder Executivo, o Legislativo também tem seu papel no desenvolvimento da cultura. Através das comissões, deputados, senadores e vereadores discutem propostas, elaboram leis e fiscalizam a execução e o andamento das ações.

ENTENDA A NOTÍCIA

As comissões de Cultura são estratégicas na dinâmica da gestão pública para a área tanto porque funcionam como instância propositiva, sugerindo leis, como também por atuar fiscalizando as ações do poder Executivo.


Fonte: O POVO Online

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Paraíso litorâneo vive guerra de traficantes

Não é à toa que Jericoacoara se apresenta como uma das praias mais belas do mundo. O litoral extenso e contornado por falésias, dunas imensas e a restinga, que hoje formam uma Área de Proteção Ambiental, oferece uma exótica mistura de praia e sertão.

Com esses encantos, a praia se internacionalizou, transformou-se no mais importante cartão-postal do Estado e passou a atrair o que há de melhor e pior na atividade do turismo. Pousadas bem equipadas para receber autoridades e qualquer pessoa em evidência da mídia se misturam com becos que somem em dunas, e onde se instalam os casebres, que antes se associavam tão-somente à vida rústica dos nativos, hoje despertam suspeitas da Polícia de serem locais de boca-de-fumo e ponto-de-vendas outras drogas. As batidas são raras, porque falta efetivo policial e, na dúvida, seus moradores não são incomodados pelas autoridades.

De lugar recatado e frequentado pelos amantes da paz e das belezas naturais, Jericoacoara viu suas restingas, presumidamente defendidas por lei federal, se mancharem de sangue. A guerra do tráfico de drogas deixou de ser algo comum aos grandes centros, para se enraizar num pedaço do litoral, a 330 quilômetros de Fortaleza.

Mazela

O promotor de Justiça da Comarca de Jijoca de Jericoacoara, Rodrigo Manso Damasceno, diz que o tráfico de drogas é hoje a maior mazela do lugar. O recente triplo assassinato, ocorrido em 19 de dezembro passado, em que a Polícia investiga os vestígios de luta pela demarcação de território, acendeu a luz vermelha de que o paraíso litorâneo é hoje disputado de modo caro e sangrento por conta do narcotráfico.

"Não temos uma prostituição explícita, mas não é descartada, assim como não são tão sérios os crimes contra o patrimônio. No entanto, são ações que inevitavelmente se intensificarão se não combatermos o tráfico de drogas", afirma Rodrigo.

Aos 31 anos, carioca, Rodrigo sabe que o desafio de representar o Ministério Público em Jijoca de Jericoacoara está longe ser uma atividade tão pacata como o lugar já inspirou essa sensação no passado. Ele lembra que o trabalho fica comprometido a partir da falta de estrutura do Poder Judiciário, uma comarca que foi recentemente desmembrada de Cruz, e da Polícia Civil, que conta com uma delegada e um escrivão.

Ele assumiu o cargo em 7 de dezembro do ano passado. Imediatamente, defrontou-se com assassinatos, represálias entre grupos de traficantes e uma justiça atolada em mais de 1.700 processo em andamento e somente um juiz para atender, todas as demandas.

Eis porque, conforme ressalta Rodrigo, se mantém uma fiscalização frouxa na atuação dos conselhos tutelares. A falta de um juizado de menores não permite que se faça esse acompanhamento e daí se verifica a livre presença de meninos e meninas, com idade inferior a 18 ano, frequentando noitadas em boates e casas de forró.

Juliana tem 14 anos e mora em Cruz. Ela diz que não é natural se deslocar de seu município para desfrutar o fim de semana de Jericoacoara. Com um grupo de amigos, se sentem protegidos e distantes da batalha violenta travada por traficantes, ciosos em manter o rico território ocupado por viciados com alto poder aquisitivo.

Como adolescente, não é única a curtir a noite, onde estrangeiros e turistas brasileiros não encontram censuras para companhia e a celebração noturna tão pontuais, quanto o ritual de subir às dunas para assistir ao pôr-do-sol. O que é triste em Jericoacoara, como afirmam seus moradores, é que a juventude do lugar passou a pagar um preço caro, com a expansão da droga, sobretudo, o crack.

Fonte: Cidades/ Diário do Nordeste

Crato espera verba para reconstrução

A cada chuva, aumenta o número de desabrigados neste Município. Oficialmente, são175 famílias que perderam suas casas. De acordo com levantamento feito pela Secretaria do Meio Ambiente do Município, 166 casas foram danificadas, oito passagens molhadas e quatro pontes deterioradas, 982 metros de calçamento e 9.500 metros quadrados de asfalto arrastados pelas águas, 1.050 metros de rede de abastecimento d´água destruídos. Este é o resultado parcial dos prejuízos causados pela tromba d´água que desabou sobre a cidade do Crato. O relatório Secretaria será entregue às autoridades para liberação de recursos.

"Se continuar chovendo forte, o Crato será isolado. As principais pontes que dão acesso à cidade foram danificadas pela tromba d´água que desabou sobre o Município no dia 28 de janeiro". A advertência é do prefeito Samuel Araripe, com base em avaliação feita por técnicos do Governo do Estado que estão elaborando o plano emergencial de recuperação dos danos causados pelas chuvas.

Investimento

Samuel Araripe se reúne hoje com técnicos do Governo do Estado, para dar andamento aos projetos que estão sendo elaborados, enquanto o vice-prefeito, Raimundo Filho, viaja à Brasília, a fim de acompanhar a liberação dos recursos.

Nesta primeira etapa, está calculado um investimento de R$ 6 milhões, que serão aplicados na restauração de pontes e estradas. O projeto definitivo para construção do canal do Rio Granjeiro, que passa por dentro da cidade, está estimado em R$ 100 milhões.

O prefeito destacou o interesse do ministro da Integração Nacional, Fernando Coelho Bezerra, na liberação destes recursos. O apoio foi manifestado, segundo ele, durante audiência com a comissão de representantes do Crato na Assembleia e na Câmara Federal e reafirmado, no fim de semana, para o deputado José Arnon, que acompanhado as iniciativas que estão sendo tomadas para recuperação dos danos causados pelas chuvas.

O Governo do Estado, por meio da Defesa Civil, está realizando todos os procedimentos para notificação e avaliação dos danos, para que, em seguida, seja encaminhado ao Ministério da Integração Nacional.

O governador em exercício, Domingos Filho, autorizou fazer uma agenda de ações nos Municípios afetados pela calamidade, com uma limpeza urgente nos locais atingidos, bem como a realização de estudo técnico para mudança do curso das águas do canal, evitando, assim, novas enchentes.

Aos poucos, a cidade retoma as atividades normais. Os comerciantes estabelecidos nas margens do canal reabriram as portas. Alguns deles tiveram as notas fiscais extraviadas pela enchente. Está havendo uma negociação com a Secretária da Fazenda (Sefaz) para dispensa dos impostos estaduais. O medo de uma nova enchente não desapareceu. Alguns moradores da Rua Pedro II, nas proximidades da Prefeitura, estão saindo das casas que foram inundadas.

Os prejuízos de uns se transformam em fonte de renda para outros.. O vídeo com as imagens dramáticas da enchente, que estava sendo vendido a R$ 10,00, e cuja renda seria destinada às vitimas da chuva, já está nas bancas dos camelôs ao preço de R$ 2,00. Artistas regionais, professores e voluntários estão promovendo shows, aulas culturais e campanhas de arrecadação de alimentos para as vítimas das enchentes no Município

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Nossos comunistas são menos inteligentes que os outros

No fim da década de 1990 uma série de enchentes e deslizamentos de terra catastróficos na China matou milhares de pessoas e levou o Partido Comunista a encampar propostas que datavam de milhares de anos (estão, p. ex., no Livro do Tao). Sem ter que se preocupar com detalhes como debates democráticos e consultas públicas, os comunistas chineses proibiram a extração madeireira no país e deram gás ao maior projeto de plantio de árvores do planeta.

Essa decisão foi tomada apesar das centenas de milhares de empregos perdidos e foi certamente facilitada pelo fato de haver outras fontes de madeira. Sempre há países dispostos a vender seu patrimônio natural a preço de banana para que poucos privilegiados embolsem a verba e vão morar em algum lugar fashion enquanto deixam um leste do Pará para trás.

Aqui no Brasil, depois de ver os desastres em Santa Catarina, onde encostas cobertas por bananais vieram abaixo, em Minas Gerais, onde encostas peladas porquê florestas viraram carvão para alimentar siderúrgicas, e São Paulo, onde várzeas ocupadas para saldar dívidas sociais acabaram afogando a pobres e remediados, nosso maior expoente comunista, o alagoano Aldo Rebelo, propõe modificar o Código Florestal para permitir a ocupação de áreas ecologicamente frágeis e, na prática, facilitar o desmatamento.

Enquanto os pragmáticos capitalistas do PC chinês tomaram um choque de realidade, absorveram a lição e adotaram medidas dolorosas, mas necessárias, Aldo Rebelo e sua inusitada claque de ruralistas tentam ocultar a realidade com um bizarro discurso ideológico, propagando que apoiar o desmatamento e o perdão a quem nunca se preocupou com o cumprimento de leis é ser nacionalista, defendendo os interesses do Brasil Potência e nosso destino manifesto de líder mundial contra interesses perversos aqui representados por ONGs estrangeiras e um vasto leque de malfeitores.

O nacionalismo já foi famosamente descrito como o último recurso dos idiotas e vale lembrar que um famoso movimento nacionalista, o Verde-Amarelismo de Menotti Del Picchia e Guilherme de Almeida, também foi batizado por seus mentores de Escola da Anta. Com perdão ao perissodáctilo, talvez seja hora de ressuscitar o termo.

A inclusão do nacionalismo nos debates sobre o Código Florestal é desalentador, ainda mais considerando como o nacionalismo justificou políticas desastrosas no Brasil, da destruição das ferrovias em prol das rodovias por um idiota que dizia que governar é abrir estradas (e pagar empreiteiras), o “ocupar para não entregar” na Amazônia e sem número de baboseiras nas políticas de educação, ciência e tecnologia.

De fato, os nacionalistas daqui não são diferentes dos nacionalistas do lobby norte-americano do algodão ou daquele dos agricultores franceses. Cada um quer é defender o seu às custas dos outros e nenhum merece respeito.

A sobreposição entre os interesses da agropecuária e os da Nação é muito menor que a propaganda ruralista faz crer. Sim, a agropecuária tem sido uma das âncoras de nosso bom desempenho econômico. Mas também é uma das âncoras que impedem nossa saída do século XVI. É difícil ver porquê é melhor para o país que chineses engordem porcos com soja cultivada às custas do Cerrado que recarrega os afluentes do São Francisco ou do Tocantins, ou que libaneses importem gado em pé criado na mesma Amazônia que gera as chuvas que caem em São Paulo.

Esperava-se que houvesse um pouco mais de inteligência nas discussões sobre o Código Florestal, mas em um país com 20% de analfabetos funcionais não é surpreendente que o mais importante, que é o debate qualificado, tenha deixado a desejar.

O mais chamativo é a exclusão da comunidade científica do debate. O grande componente “técnico” utilizado na montagem da proposta de mudanças do Código costurada por Rebelo é o famoso estudo da EMBRAPA que, depois de cotejado a outro estudo feito pela ESALQ que avaliou suas conclusões mais chamativas, tem hoje a mesma credibilidade das declarações de Paulo Maluf sobre a limpeza de sua ficha.

O Código Florestal trata de biodiversidade, serviços ambientais, paisagens sustentáveis, hidrologia e erosão. Os grandes especialistas e instituições nestas áreas, e a Ciência brasileira tem grandes nomes, não foram ouvidos, para não dizer que foram excluídos. Difícil imaginar atitude mais obscurantista, mas deve-se lembrar que Rebelo representa uma ideologia política que morreu no século XX e sobrevive apenas em parques antropológicos como Cuba e Coréia do Norte e algumas mentes perturbadas que querem ser Fidel ou Kim Jong Il quando crescerem.

Sim, há pontos do Código Florestal que podem e devem ser discutidos para que o instrumento seja aprimorado. Há usos agropecuários que podem ser compatibilizados com biodiversidade e serviços ambientais e deveriam ser incentivados. Há formas de construir paisagens que comportem economia, biodiversidade, serviços ambientais e resiliência a desastres naturais. Outros países, inclusive alguns que no discurso de vários ignorantes surgem como se fossem totalmente destruídos, tentam fazer isso há décadas. Poderíamos usar estas experiências.

É isso que deveríamos estar discutindo, não o sexo das ONGs e teorias conspiratórias.

Agora tivemos uma nova catástrofe nada natural que deveria servir para qualificar o debate sobre o Código Florestal e direcionar a discussão para o que realmente interessa. Chuvas intensas resultantes de temperaturas anormalmente altas fora da costa nordestina causaram deslizamentos, enchentes e mortes na Zona da Mata de Pernambuco e Alagoas. Evento que será mais comum conforme o clima global muda.

O nome Zona da Mata é uma piada, já que restam menos de 5% de cobertura florestal nessa região que já foi coberta por Mata Atlântica. Vale notar que boa parte do desmatamento ocorreu no fim da década de 1970 e na de 1980 (ou seja, depois do Código Florestal existir), na esteira de um PROALCOOL pesadamente subsidiado pelo governo federal, do jeito que o ruralista brasileiro gosta.

Nessa região o Código Florestal sempre foi letra morta, a maior parte da terra e todo o poder político e econômico é das agroindústrias, estas recebem generosos incentivos e subsídios governamentais (como isenção de impostos pelo governo alagoano) e não há a menor condição de surgir alguma atividade que possa competir com a dos donos do lugar.

Os resultados socioeconômicos são bem conhecidos, especialmente na Alagoas de Aldo Rebelo. Antes uma filial do Haiti que parte do Brasil, o estado só é relevante por impor ao país algumas das figuras políticas mais execráveis da história recente. Destruir as florestas da região para suprir os interesses das usinas de cana e criadores de gado como a família Calheiros passou longe de resultar em desenvolvimento social e econômico.

Os resultados ambientais estão aí, no noticiário. Como já aconteceu antes e continuará acontecendo, encostas cobertas por cana e pasto não puderam absorver as chuvas, várzeas que foram drenadas e ocupadas por cana não absorveram a vazão aumentado dos rios, o pessoal ocupou áreas que não deveriam ser ocupadas e se repetiu a tragédia de sempre. Tudo previsível. Tudo evitável.

Quero me fazer bem claro: as cidades da Zona da Mata de Alagoas e Pernambuco foram destruídas, pessoas foram mortas e uma pesada conta de reconstrução terá que ser paga pelo trouxa do contribuinte porque o Código Florestal não foi respeitado.

Se as encostas com mais de 45 graus, topos de morro, margens de rio e várzeas tivessem as florestas e alagados que ali um dia existiram essa tragédia não teria acontecido. Ponto. O resto é detalhe.

Aldo Rebelo discorda. Ele diz que as pessoas foram vitimadas pela catástrofe porque são pobres, como se sistemas climáticos, hidrologia e processos erosivos discriminassem suas vítimas por renda. É interessante como a ideologia cega mesmo quando a realidade lhe dá uma bofetada na cara, mas o que esperar de quem continua comunista no século XXI?

A Zona da Mata é o que mais se parece com a cara do Brasil desejado pelos ruralistas primitivos que querem uma legislação ambiental segundo seus interesses, e não os interesses de todos. Não sei quanto ao leitor, mas acredito que um país coberto por cana, soja e pasto, com florestas, cerrados e pantanais apenas em poucos cacos que sobraram por acaso, é um país extremamente desagradável de se viver. Como o é a Zona da Mata.

Em meados do século XVIII os abolicionistas ingleses já lançavam campanhas contra o consumo de açúcar vindo de plantações que usavam escravos, embora o Império Britânico tivesse colônias açucareiras escravistas. Certamente houve que chamou estas pessoas de anti-patrióticas. Hoje não se discute quem estava certo. O mesmo acontecerá com quem acha que destruição da Natureza para exportar commodities agrícolas baratos é um ato patriótico.

Pense quando for votar. Uma Nação melhor pode surgir se premiarmos alguns de nossos “nacionalistas” com o desemprego.

Fonte: Fábio Olmos é biólogo e doutor em zoologia. Tem um pendor pela ornitologia e gosto pela relação entre ecologia, economia e antropologia.Publicado em 06/ Julho/ 2010. Portal O ECO

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Parques de Aparados da Serra e Serra Geral


Desde a década de 1990, quando ainda era o Ibama quem cuidava da administração das unidades de conservação nacionais, se arrasta uma ação do Ministério Público Federal (MPF) para que seja feita a regularização fundiária nos Parques Nacionais de Aparados da Serra e Serra Geral, localizados na divisa entre os estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Termeletrica Candiotta deve fechar no RS

O Ministério Público Federal do Rio Grande do Sul enviou recomendação ao presidente e ao diretor de licenciamento do Ibama estabelecendo prazo de 15 dias para suspender a operação no Complexo Termelétrico Candiota - Usina Termelétrica Presidente Médici – Fases A e B, bem como anulem a Licença de Operação de Candiota III, Fase C, concedida em 29 de dezembro de 2010.

O MPF quer ainda que órgão governamental se abstenha de conceder quaisquer licenças ambientais ao empreendimento Complexo Termelétrico Candiota – UTE Presidente Médici II e III (Fases A/B e C) até que seja atestada a viabilidade ambiental do empreendimento. A procuradora da República, Paula Schirmer, que assinou a recomendação, afirmou que o objetivo é precaver a população de “danos socioambientais irreversíveis de significativa expressão”.Br>
A alegação para o pedido é que a Eletrobras CGTEE (Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica ), responsável pelo empreendimento, tem violado os padrões de emissão de material particulado na termelétrica desde 2005. Segundo o MPF, o Ibama emitiu parecer técnico em setembro de 2010 que mostram emissão, na Fase A, de dióxido de enxofre 8 vezes superior ao limite e de 6,5 vezes de material particulado. Já na Fase B, os índices superam 3,35 vezes e 26 vezes os mesmos limites, respectivamente.

Na recomendação, a procuradora Paula Schirmer informa que o próprio parecer técnico do IBAMA reconhece não ter sido realizado ainda o monitoramento atmosférico, o que indica a inexistência de dados seguros que avaliem a qualidade do ar na área de influência do empreendimento, gerando incerteza, além dos riscos ambientais, também quanto ao efetivo risco à saúde da população.

Candiota é a maior obra do PAC no sul do País, com investimento avaliado em R$ 1,3 bilhão. Possui capacidade de geração instalada de 796 MW, sendo 350 MW na fase C, o que poderia abastecer uma cidade com um milhão de habitantes. Inaugurada no dia 3 de janeiro, já está operando em carga máxima.

Impacto ambiental

A usina, parte de um complexo de seis térmicas semelhantes, funciona a carvão, considerado uma das fontes mais poluentes de energia. A usina deve garantir uma energia firme de 315 MW e a produção de 2,76 milhões de MWh por ano. Considerando a emissão média de 1 tonelada de CO2 por MWh típica de térmicas a carvão, obtém-se o espantoso montante de 2,76 milhões de toneladas de CO2 emitidos por ano. Na prática, toda essa numerália significa que uma única usina – responsável por pouco mais de 0,5% da energia gerada atualmente no Brasil – contribuirá com o aumento de 10% das emissões atuais do setor elétrico, segundo informações do Greenpeace.

Isso, sem incluir a mineração de carvão necessário à alimentação de seus geradores, uma atividade que comprovadamente causa impactos nocivos ao lençol freático e ao solo. De acordo com o cenário Revolução Energética, lançado pelo Greenpeace na COP 16, em Cancun, o potencial de energia eólica e biomassa e solar poderá atender a boa parte da expansão energética brasileira prevista com o crescimento econômico das próximas décadas. A matriz elétrica de 2050 seria, portanto, uma mescla entre o parque hidrelétrico já instalado, com forte participação de eólicas e cogeração a biomassa e geração solar centralizada e distribuída.

Fonte: Portal O ECO

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Poluição de siderúrgica do Rio traz preocupação com a CSP

Os jornais relatam, aos montes, histórias das recentes vítimas da poluição no extenso e populoso bairro de Santa Cruz, zona oeste do Rio de Janeiro. São casos de alergias, tosse, irritação nos olhos e na pele de muita gente que anda apreensiva com a poeira que sai dos fornos do maior investimento privado realizado no Brasil nos últimos 15 anos.

A Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA), inaugurada em meados no ano passado, anunciou seguir as mais rígidas leis ambientais da Alemanha, de onde vem parte de seus investidores. Hoje, paga milhões em multas e indenizações por poluição e vem sendo tida como preocupante exemplo para as novas siderúrgicas em construção no País. Entre elas, a Companhia Siderúrgica de Pecém (CSP), que é caracterizada como um espelho da planta carioca.

Carvão é motivo

A razão maior da preocupação dos especialistas e ambientalistas em relação à possível repetição do problema por aqui é o material energético escolhido para mover a siderúrgica, tanto a de lá, quanto a de cá: o carvão mineral.

A discussão em relação ao material, extremamente poluente - mas barato e abundante -, já pautou a sociedade cearense por bastante tempo, da época em que foi anunciada que a siderúrgica do Pecém não seria mais a gás natural, e sim a carvão. Depois de muitos debates, a questão tinha esfriado, e volta à tona com os últimos fatos ocorridos em Santa Cruz.

Por lá, fala-se em seis mil lares contaminados, o que já gerou à empresa gastos de R$ 18 milhões em multas e indenizações. O professor da Universidade Federal do Ceará (UFC) Luiz Drude de Lacerda, doutor na área ambiental, trabalhou para a Vale na fase de implantação da Companhia Siderúrgica do Atlântico, e afirma que, mesmo não conhecendo a fundo o projeto cearense, acredita que há riscos, sim, de contaminação.

"Sendo carvão, existe possibilidade. A utilização do carvão é um retrocesso ambiental, ele só é usado quando não se tem outra possibilidade. O Ceará produz gás natural, não vejo sentido em voltar para o carvão", critica.

Lacerda, que é vice-diretor do Laboratório de Estudos do Mar (Labomar), trabalhou no projeto portuário da CSA, mas conta que acompanhou os processos de instalação da usina. Segundo ele, a parte portuária, que envolveu dragagem do porto, é um exemplo de sustentabilidade ambiental.

A parte de infraestrutura e dos parques industriais foram feitos pela sócia alemã ThyssenKrupp, e também são de moderna tecnologia ambiental, afirma.

O problema, aponta, esteve nos auto fornos, que vieram de tecnologia chinesa. "Os padrões ambientais dos chineses deixam a desejar. E eles usaram engenheiros e operários chineses, por exigência da China. À época, sempre houve polêmicas em torno disso", conta.

Caso da CSA é alerta

Segundo o professor Luiz Drude de Lacerda, existem, sim, projetos com uso do carvão que utilizam tecnologia avançada e trazem baixo impacto ambiental, a exemplo de termelétricas no Sul do Brasil.

Mas ele defende que o caso da CSA é um alerta, que reforça a necessidade de elevados investimentos em tecnologia de uso do carvão.

Impacto menor

No caso do Pecém, ele avalia que os possíveis impactos seriam de menor monta em relação aos de Santa Cruz. "O Pecém é pouco povoado, diferente de Santa Cruz. Lá, além disso, existe uma bacia atmosférica fechada, não tem o vento que tem aqui para levar os poluentes. Mas isso não pode ser justificativa de um menor cuidado. Podem surgir problemas maiores a longo prazo", diz.

PRODUÇÃO EXPORTADA

Projetos das duas usinas mostram semelhanças

A CSA é um joint-venture formada pela alemã ThyssenKrupp, maior produtora de aço da Alemanha, juntamente com a brasileira Vale - a mesma que detém 50% das ações da siderúrgica cearense, formando parceria com as coreanas Dongkuk e Posco.

Ambas usinas produzirão as placas de aço em suas unidades e enviarão o produto às parceiras no exterior, que farão a fase seguinte, de laminação. Na CSA, a capacidade é de produção de cinco milhões de toneladas de placas de aço por ano. Na CSP, são três milhões, em uma primeira fase.

Essa semelhança fez com que o então diretor de desenvolvimento da Agência de Desenvolvimento Econômico do Ceará (Adece) e hoje secretário de Planejamento e Gestão, Eduardo Diogo, que esteve presente no evento de inauguração da CSA, afirmasse ao Diário do Nordeste, à época, que a planta carioca é "absolutamente o espelho da siderúrgica cearense".

"Fora o parceiro da Vale, o resto é igual. São dois auto fornos, com produção de placas de aço para exportação, é muito semelhante", disse. A preocupação cearense é a mesma no Espírito Santo, que também irá receber uma nova usina, a Companhia Siderúrgica de Ubu (CSU), em Anchieta, no sul do Estado, com investimentos da Vale.

A CSU prevê a produção de 15 milhões de toneladas/ano, a mesma prevista pela CSA na fase final. Mas, por lá, essa apreensão vem sendo acompanhada mais de perto pela população.

No caso da usina capixaba, o processo de licenciamento está marcado por atropelos e pressão sob as comunidades locais, assim como ocorreu em Santa Cruz. Em dezembro de 2010 um encontro reuniu as populações de Anchieta e de Santa Cruz, para discutir os impactos socioambientais dos empreendimentos. (SS)

Fonte: Diário do Nordeste

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Plano de Manejo da APA SABIAGUABA

Foi apresentado na sessão ordinária do COMAM/ Conselho do Meio Ambiente do Município de Fortaleza, realizada na data de ontem, 09 de fevereiro de 2011, no Auditório da Regional VI, no bairro da Messejana, a versão final do Plano de Manejo da APA SABIAGUABA. Participaram da mesma sessão encaminhando comentários e sugestões os representantes da CEARQ/ Camara de Arquitetura e Urbanismo do CREA/CE, do IAB/CE Instituto de Arquitetos do Brasil/ Departamento do Ceará e da Rede de Organização Sociais do Sabiaguaba. Entretanto a proposição não pode ser avaliada a contento por ausencia de quorum entre os conselheiros do COMAM.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Entenda o fenômeno La Niña

A região sul do Rio Grande do Sul e toda a zona de fronteira com o Uruguai estão sofrendo com a falta de chuva devido ao fenômeno climático La Niña (veja Box explicativo). Os efeitos da estiagem, sentidos desde agosto de 2010, estão se agravando durante este verão e causando prejuízos que já somam R$ 30 milhões. Essa situação fez com que a Defesa Civil decretasse estado de emergência para 13 cidades do RS: Candiota, Pedras Altas, Herval, Hulha Negra, Cerrito, Santana do Livramento, Lavras do Sul, Pedro Osório, Bagé, Pinheiro Machado, Aceguá, Piratini e Dom Pedrito.

A La Niña representa um fenômeno oceânico-atmosférico que se caracteriza por um esfriamento anormal nas águas superficiais do Oceano Pacífico Tropical, na porção da costa oeste da América do Sul. Esse esfriamento das águas está relacionado à intensificação dos ventos alísios (que ocorrem entre os trópicos e o Equador), os quais se movimentam de sudeste para noroeste no Hemisfério Sul.

A força dos alísios “empurra” as camadas superficiais de água do Pacífico para oeste, permitindo com que as águas profundas, mais frias, subam até a superfície (fenômeno denominado de ressurgência). Assim, o lado oeste do Pacífico recebe as águas superficiais quentes, que facilitam a evaporação e causam chuvas na região da Indonésia e Austrália, por exemplo. Já o lado leste do oceano torna-se mais frio que o normal, dificultando a evaporação de água e, assim, a formação de nuvens para chuva. As conseqüências da La Niña na América do Sul são sentidas no Rio Grande do Sul, que sofre com a escassez de precipitação.

Fonte: Portal O ECO

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Projeto leva arte ao Titanzinho


O colorido tomou conta das casas da Praia do Titanzinho, em Fortaleza, tornando-se um novo cartão-postal. Junto com as cores, vieram a pracinha, as lixeiras, os bancos na sombra - para quem gosta de assistir aos surfistas e antes sentava nas pedras -, e também os abraços dos jovens voluntários que realizaram o Projeto Onda do Bem. Quem vê hoje os sorrisos e a tranquilidade de quem mora na comunidade, nem lembra o drama vivido ano passado, com a polêmica sobre a instalação do Estaleiro na praia. Em vez do medo de perder a morada e a vista da janela, que dá para o mar, o visitante se depara com os azuis, amarelos, rosas, entre outros tons vibrantes que desenham os muros do contorno da praia.


A Onda do Bem é um projeto social que busca levar arte, cor, vitalidade e dignidade a locais “onde o surfe é o coração da comunidade”. A frente do projeto estão a estudante de Arquitetura e artista plástica Bárbara Gonçalves, 23, e a publicitária Débora Corrêa, 24. “Essa é uma área que tinha muitas notícias negativas. No ano passado, teve a polêmica sobre o Estaleiro. A gente já surfava aqui e achava que tinha potencial e que seria fácil transformar isso aqui num lugar muito legal, com possibilidades de lazer, já que tem muitas escolas de surfe, tem essa vista para o mar”, lembra Débora.


O primeiro passo foi procurar as lideranças comunitárias do Titanzinho para apresentar a proposta, ouvir as necessidades da comunidade e discutir como elas gostariam de ver a mudança. “Eles pediram mais área de convivência, porque eles não tinham nenhuma. Baseado no que eles queriam, a gente elaborou um projeto”, conta Débora, acrescentando que a aceitação dos moradores foi melhor do que se imaginava.


A mobilização dos voluntários, inclusive de artistas que fizeram murais nas casas, foi toda feita pela Internet. Depois, a Onda do Bem começou a trabalhar na captação de recursos e materiais para a realização do trabalho. Ao todo, o projeto teve dois meses de duração, incluindo todas as etapas, e a “mão na massa” ocorreu durante dez dias, no mês de dezembro. A comunidade ganhou o espaço de convivência que tanto queria, com a pracinha pronta, ganhou bancos contornando a orla, para quem gosta de assistir aos campeonatos de surfe, e foram distribuídas lixeiras.


Só ficou faltando mesmo o que depende do poder público. “Eles reclamaram do esgoto que cai no mar. Isso foge da nossa capacidade de voluntários, é tarefa dos governantes”, aponta Débora. Segundo ela, o envolvimento dos moradores foi ótimo. “No começo, eram só voluntários, mas depois, eles (moradores) começaram a ajudar. Se não tiver a participação da comunidade, ela não cuida. Não adianta fazer nada aqui sem o envolvimento deles”, acredita.


Para ela, os próprios voluntários também se beneficiaram com a ação. “Muitas pessoas criaram uma relação com a comunidade. Mesmo depois do projeto, muitos voluntários continuam vindo aqui, até para surfar. Nós (idealizadoras) já éramos apaixonadas por esse lugar e com o tempo conseguimos colocar isso no coração de outras pessoas”, vibra.


ENTENDA A NOTÍCIA


Quando a Prefeitura afirmou que o Estaleiro não seria construído no Titanzinho, a comunidade ganhou um novo ânimo. Voluntários da Onda do Bem compareceram ao local, levando cores e elevando a autoestima dos moradores.


SAIBA MAIS


Em julho de 2010, a estudante de arquitetura e artista plástica, Bárbara Gonçalves, 23, participou do projeto “A Gente Transforma”, concebido por Marcelo Rosenbaum, em SP. "A nte Transforma – Parque Santo Antônio” é um projeto colaborativo que faz uso das cores para despertar a criatividade e realizar mudanças na comunidade, colocando o poder de transformação nas mãos dos moradores. Inspirada no projeto de SP. Bárbara se uniu a um grupo de amigos e voluntários e iniciou o “Onda do Bem”, no Titanzinho.

Fonte: Jornalista Lucinthya Gomes/ O POVO Online

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Luizianne Lins: Quo Vadis?

Eis artigo do professor Antonio Mourão Cavalcante, que pode ser lido no O POVO deste sábado ou em seu Blog, no POVO Online. “Agora é pra valer” é o nome. Luizianne Lins proemteu a tudo e a todos que vai ser mais presente em suas ações. Mourão questiona o futuro da prefeita.

Confira:
Luizianne Lins é um animal político. Sua aprendizagem começou ainda nos bancos universitários, quando comandava diretórios acadêmicos e uma patota de designação revolucionária. Depois, envolvida nos movimentos populares, credenciou uma candidatura ao Legislativo Municipal. Foi eleita e fez muito barulho. Estava em todas as reivindicações sociais e comunitárias. Ativa. Algo incendiária. Ganhou espaço dentro do seu partido – PT – e cacifou uma vaga na Assembleia Legislativa.

Seu empenho e teimosia, fizeram-na peitar o próprio partido para candidatura à Prefeitura de Fortaleza. Sentiu aí uma grande chance, para ela e para o partido. Empolgou a cidade e como um furacão vermelho, ela ganhou quase sozinha, a cobiçada corrida. Bateu candidatos possantes, tipo Moroni Big Torgan e Inácio Arruda…

No primeiro mandato ficou presa a alguns chavões: não podemos fazer mais por causa da herança maldita, precisamos ajeitar a casa, não temos verbas suficientes, faltam projetos consistentes. E algumas obras iniciadas não deram tempo de concluir. Exemplo maior o Hospital da Mulher.
Mas teve fôlego para o segundo mandato. O apoio do Governo Estadual foi decisivo. Cid Gomes precisava sinalizar ao PT que eram aliados. Ganhou. E a administração ficou no mesmo ritmo. Sem pique. Sem entusiasmo. A máquina foi sendo aparelhada pelos companheiros de um lado e repartida pelos vereadores fisiologistas do outro.

Fortaleza ainda aguardou muito. Vai ser no próximo mês. Muda no próximo semestre. Engrena no próximo ano. Mas, até agora, nada de novo aconteceu. Bem ao contrário, a coisa está degringolando. Dando evidentes sinais de abandono, descaso e incompetência.
O protesto fez-se mais insistente pela mídia, pelo que se vê da cidade…

Será que a ex-combatente do Benfica, corajosa e revolucionária, entrará em cena? Difícil prever. Mas um detalhe é fundamental: o tempo avança para o final do mandato.

Será também o ocaso de uma brilhante carreira política?
* Antonio Mourão Cavalcante – Médico, antropólogo e professor universitário

Luizianne Lins: Quo Vadis?

Eis artigo do professor Antonio Mourão Cavalcante, que pode ser lido no O POVO deste sábado ou em seu Blog, no POVO Online. “Agora é pra valer” é o nome. Luizianne Lins proemteu a tudo e a todos que vai ser mais presente em suas ações. Mourão questiona o futuro da prefeita.

Confira:
Luizianne Lins é um animal político. Sua aprendizagem começou ainda nos bancos universitários, quando comandava diretórios acadêmicos e uma patota de designação revolucionária. Depois, envolvida nos movimentos populares, credenciou uma candidatura ao Legislativo Municipal. Foi eleita e fez muito barulho. Estava em todas as reivindicações sociais e comunitárias. Ativa. Algo incendiária. Ganhou espaço dentro do seu partido – PT – e cacifou uma vaga na Assembleia Legislativa.

Seu empenho e teimosia, fizeram-na peitar o próprio partido para candidatura à Prefeitura de Fortaleza. Sentiu aí uma grande chance, para ela e para o partido. Empolgou a cidade e como um furacão vermelho, ela ganhou quase sozinha, a cobiçada corrida. Bateu candidatos possantes, tipo Moroni Big Torgan e Inácio Arruda…

No primeiro mandato ficou presa a alguns chavões: não podemos fazer mais por causa da herança maldita, precisamos ajeitar a casa, não temos verbas suficientes, faltam projetos consistentes. E algumas obras iniciadas não deram tempo de concluir. Exemplo maior o Hospital da Mulher.
Mas teve fôlego para o segundo mandato. O apoio do Governo Estadual foi decisivo. Cid Gomes precisava sinalizar ao PT que eram aliados. Ganhou. E a administração ficou no mesmo ritmo. Sem pique. Sem entusiasmo. A máquina foi sendo aparelhada pelos companheiros de um lado e repartida pelos vereadores fisiologistas do outro.

Fortaleza ainda aguardou muito. Vai ser no próximo mês. Muda no próximo semestre. Engrena no próximo ano. Mas, até agora, nada de novo aconteceu. Bem ao contrário, a coisa está degringolando. Dando evidentes sinais de abandono, descaso e incompetência.
O protesto fez-se mais insistente pela mídia, pelo que se vê da cidade…

Será que a ex-combatente do Benfica, corajosa e revolucionária, entrará em cena? Difícil prever. Mas um detalhe é fundamental: o tempo avança para o final do mandato.

Será também o ocaso de uma brilhante carreira política?
* Antonio Mourão Cavalcante – Médico, antropólogo e professor universitário

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Temporal destrói casas em Lavras da Mangabeira

A chuva de 129 milímetros em Lavras deixou famílias ilhadas e desabrigadas na sede e na zona rural da cidade

Quatro casas caíram e outras cinco correm risco de desabamento na periferia desta cidade, na região Centro-Sul, em decorrência da chuva de 129 milímetros, que banhou o Município na madrugada de ontem. Não há feridos, mas houve danos materiais. As famílias desabrigadas estão em casas de parentes. Em janeiro passado choveu 296mm, acima da média histórica para o mês que é de 106mm.

Ontem, moradores dos Distritos de Iboreti e Arrojado ficaram ilhados, sem condições de acesso à sede da cidade, em decorrência da cheia dos riachos Meio e Machado. Até as vias para a cidade de Aurora e Cedro estiveram temporariamente interditadas por causa da elevação do nível das águas.

Nesta cidade, os moradores conseguiram sair de suas casas antes do desabamento. "A chuva foi muito forte e deixou parte da população assustada e preocupada", disse o radialista, Paulo Sérgio de Carvalho, da Rádio Vale do Salgado, que ontem pela manhã acompanhou o drama das famílias moradoras das áreas de risco na periferia da cidade. "Desde domingo passado que chove muito em Lavras".

Fonte: Regional/ Diário do Nordeste

Em janeiro, 4,5 mil raios atingem o Ceará

Somente no mês de janeiro foram registradas 4.588 descargas atmosféricas em todo o Estado, segundo a Companhia Energética do Ceará (Coelce). Neste período, a cidade de Graça foi a que registrou a maior quantidade de raios - 198. Santa Quitéria, com 187 e Sobral, com 117, foram os outros municípios com maior incidência de descargas no Ceará. Em Fortaleza, foram registrados apenas sete raios durante todo o mês.

Em 2009, a Coelce contabilizou, cerca de 100.870 descargas atmosféricas no Ceará. Já em 2010, foram registrados cerca de 45.000 raios, sendo as regiões Norte e Sul do Estado as mais atingidas. As cidades que tiveram as maiores ocorrências nos anos em questão foram Granja, com 320 feixes e Bela Cruz, com 253 descargas. "No mês de janeiro pudemos perceber um maior incidência de descargas atmosféricas em todo o Ceará. Isso se deve ao inverno rigoroso deste ano", destaca o responsável pelas operações de alta e média tensão da Coelce, Eduardo Gomes.

Previsão

Ele acredita que em 2011 o número de raios será superior a 2009 e também ao ano passado, devido a grande quantidade de chuvas. "Em 2009, houve uma forte quadra invernosa e por isso tivemos mais de 100 mil descargas atmosféricas. Já em 2010 o número caiu pela metade devido as poucas chuvas".

Segundo Eduardo Gomes, o número de raios, em Fortaleza, não foi maior porque no dia em que ocorreu uma grande quantidade de feixes a antena da Coelce, que registra a ocorrência do fenômeno, estava passando por manutenção. Gomes explica que a Companhia monitora as descargas atmosféricas com a finalidade de identificar o local de queda dos raios na rede elétrica, prever tempestades e minimizar o tempo de atendimento.

Conforme o meteorologista da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), Paulo Barbieri, os raios são mais incidentes em cidades do interior do Estado por causa de uma maior formação de nuvens com grande crescimento vertical, chamadas de Cumulonimbus (Cb). Estas são responsáveis por tempestades com trovoadas, ventos fortes, intensas precipitações e, até mesmo, granizo.

Fonte: Cidades/ Diário do Nordeste

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Projeto de Restauração do Mercado São José


A equipe da Ibi Tupi Projetos e Consultoria apresentará amanhã, dia 03 de fevereiro, no Auditório da SEMPLAN/ Secretaria Municipal do Planejamento e Coordenação, o estudo preliminar da Proposta de Restauração e Reabilitação do Mercado Central São José, em Teresina, Estado do Piauí.

Imagem do Centro antigo de Teresina – Praça da Bandeira ou praça da Constituição e Mercado São José. Ilustração retirada de “Carnaúba, Pedra e Barro na Capitania de São José do Piauhy”. Autoria de Olavo Pereira da Silva Filho.

Fonte Ibi Tupi Projetos e Consultoria

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Nova espécie descoberta na Caatinga


Embora a Caatinga seja o único bioma exclusivamente brasileiro, é também o menos pesquisado. Por ter apoiado um trabalho do Laboratório de Morfo-Taxonomia Vegetal da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)1, a Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza2 foi homenageada na hora de se escolher um nome para uma nova espécie de planta, aGymnanthes boticario.

A Gymnanthes boticario não é a primeira referência que a fundação recebe. Ela está no mesmo grupo que o anfíbio Megaelosia boticariana, os peixes Aphyolebias boticarioi e Listrura boticario, além de outra espécie vegetal, a Passiflora boticarioana Cervi.

Antes da descoberta, eram conhecidas 45 plantas do gênero Gymnanthes, três dessas endêmicas no Brasil. A planta foi descrita em artigo publicado em dezembro de 2010, no volume 40 da publicação Willdenowia – Anuário do Jardim Botânico e do Museu Botânico de Berlin-Dahlen3. O gêneroGymnanthes é da tribo Hippomaneae. A Gymnanthes boticario é da famíliaEuphorbiaceae, a mesma de velames, urtigas, mameleiros e leiteiras, comuns na Caatinga.

A planta ocorre em áreas arenosas ou pedregosas, com altitudes entre 400 e 900 metros. A altura da espécie é de um a quatro metros, suas flores são pequenas, amarelo-creme e não exalam perfume. Sua ocorrência foi verificada nos estados Pernambuco, Piauí, Paraíba, Ceará, Bahia e Rio Grande do Norte.

A espécie foi coletada, pela primeira vez, em 31 de maio de 2006, em Mirandiba, no sertão pernambucano. Em 2007, a pesquisadora Maria de Fátima de Araújo Lucena registrou novos indivíduos no Parque Nacional Serra da Capivara (PI).

Novas populações da Gymnanthes boticario foram encontradas em Pedra Branca (PB), na Serra de Olho d’Água, uma região a 740 metros de altitude. De acordo com Maria de Fátima, todos os espécimes já coletados foram encontrados em remanescentes de Caatinga bem preservados, com pouca intervenção humana e, por vezes, de difícil acesso, com vegetação predominante arbustiva e arbórea.

À época da descoberta, Maria de Fátima estava desenvolvendo sua tese de doutorado “Velames, urtigas, mameleiros e leiteiras: a diversidade de Euphorbiaceae no semiárido nordestino” com a orientação do professor Marccus Alves. Ela contou com a ajuda do especialista alemão Hans-Joachim Esser, do Botanische Staatssammlung de Munique4, tradicional instituição de pesquisa alemã, para a identificação da nova espécie.

Durante o projeto foi feito um inventário florístico da família Euphorbiaceae com necessidade de investigação científica ou cujo conhecimento botânico fosse escasso. Os locais selecionados para o estudo foram as unidades de conservação Parques Nacional Serra da Capivara, no Piauí, e o Parque Nacional Serra de Itabaiana, em Sergipe, o município de Mirandiba, a região dos Cariris Paraibanos e uma área no município de Porto da Folha (Sergipe).

Com os produtos gerados no projeto foi possível identificar o panorama da diversidade taxonômica desse grupo de plantas em algumas áreas do semiárido conta Maria de Fátima. Foram registradas 28 novas ocorrências de espécies da família para a região Nordeste, além de identificadas populações de espécies raras e a descoberta da nova espécie para a ciência. Também foi realizado extenso levantamento da família nos principais herbários da região, com o objetivo de complementar dados de distribuição geográfica das espécies.

A pesquisa confirmou a necessidade de inventariar novas áreas no bioma Caatinga. “A identificação de áreas e de ações prioritárias, como a pesquisa, tem-se mostrado um valioso instrumento para a conservação e proteção da Caatinga”, diz Maria de Fátima.

Por apresentarem alto potencial econômico, o gerenciamento sustentável de unidades de conservação e das áreas da Caatinga pode ajudar na manutenção das espécies da famíliaEuphorbiaceae. “Ainda mais porque áreas como aquelas nas quais Gymnanthes boticariofoi encontrada estão se tornado cada vez mais raras”, conta a pesquisadora. A Caatinga tem sido degradada pelo manejo inadequado de sua vegetação, exploração de pecuária extensiva e agricultura. “Essa situação coloca em risco a biodiversidade do bioma com número expressivo de espécies raras e endêmicas”, explica Maria de Fátima.

A região nordeste do Brasil comporta atualmente 245 espécies da família Euphorbiaceae, distribuídas, com maior frequência, nas áreas de Caatinga. Além dessa expressiva ocorrência, a família contempla um número considerável de espécies com potencial econômico no setor farmacológico-medicinal, industrial, madeireiro, ornamental, na produção de alimentos. Alguns exemplos são: mandioca (Manihot esculenta Crantz), mamona (Ricinus communis L), seringueira (Hevea brasiliensis), quebra-pedra (Phyllanthus niruri L), mameleiro (Croton blanchetianus Baill), quebra-faca (Croton micans Müll. Arg.), velame (Croton heliotropiifolius Kunth.), urtiga (Cnidosculos urens (L.) Arthur), flor-de-papagaio (Euphorbia pulcherrima), coroa-de-cristo (Euphorbia milli Dês Moul.) e pinhão (Jatropha curcas L.). O potencial econômico daGymnanthes boticario não foi identificado. (Celso Calheiros).

Fonte: Salada Verde/ O ECO

Lixo no caminho do aterro sanitário


A estrada carroçável, que atravessa a divisa entre estes dois Municípios, na Região Metropolitana, deveria tão somente dar acesso ao aterro sanitário de Maracanaú. Mas quem passa pelo caminho encontra uma série de pequenos lixões. Em alguns desses locais, o negrume da terra mostra que ali há frequentes queimadas dos resíduos. Os urubus se fartam com o material que é deixado de forma irresponsável.

A reportagem não conseguiu flagrar o momento em que é feito o descarte indevido desses resíduos, mas a quantidade e o número de "lixões", em diferentes estados de decomposição, denota que a situação acontece já há algum tempo. O lixo simplesmente é descartado na beira da estrada, sem qualquer cuidado. Os sacos de plástico também são jogados nas pequenas lagoas na beira da estrada, poluindo a fonte de água e prejudicando a fauna local, como pássaros e peixes. Além de sacos de lixo doméstico, é possível encontrar montes de retalhos, pneus, muito vidro quebrado (que pode provocar incêndios com o reflexo do sol no mato) e uma quantidade significativa de carcaças de bois.

Pelo material deixado ali, denota-se que é feito por empresas de confecção e pontos de comercialização de carne. Segundo a Prefeitura de Maranguape, a administração do aterro é de responsabilidade do Município vizinho e a limpeza também. "Aquela área pertence a Maracanaú, agora Maranguape todo o ano passa a máquina lá.

O Governo do Estado até prometeu ao prefeito que, nesse semestre, sai essa estrada, entre Maranguape até o distrito de Munguba, em Pacatuba, beneficiando os três Municípios", afirmou o diretor de Obras da Secretaria de Infraestrutura, Desenvolvimento Agrário e Meio Ambiente do Município, José Wilson Cordeiro Gadelha.

Em Maracanaú, a Prefeitura afirma que o aterro sanitário da cidade funciona segundo as normas vigentes. "A coleta domiciliar é feita diariamente e a cobertura também. Na época do inverno, a gente tem alguns problemas, as fortes chuvas não permitem fazer o trabalho exatamente igual do verão, mas isso não passa das 48 horas", afirmou o diretor de Obras da Secretaria de Infraestrutura de Maracanaú, Joaquim Bezerra.

Fonte: Caderno Regional/ Diário do Nordeste